Uma perguntinha que não dá pra responder é essa, quando feita por amigos que não tem filhos: "Se dá tanto trabalho, toma tanto seu tempo, cansa tanto, porque as mães que já reclamam de cansaço ainda querem o segundo filho?" Difícil tentar explicar, e nem vou tentar, tenham filhos, que nem precisarei responder, pois não vão mais me perguntar!
Assim que a Luna nasceu, fiquei durante bons meses com uma certeza absoluta: ela seria a única. Não queria de forma alguma passar de novo noites acordada, viver caindo de sono todos os dias, seria uma vez só pra nunca mais. Depois, começamos a pensar que vai, até seria legal, mas imagine DOIS aqui? Ah não... se já não tenho tempo pra nada hoje apenas com uma imagine dois. Então vem a balança, e começamos a pesar os dois lados, e entendemos que 1 é pouco, 2 é bom e 3 é demais, de verdade. Por mim, apesar de ter muita saudade de um bebê pra apertar e ficar babando, poderia parar aqui, mas pensamos (friamente, já que ele ainda não veio) na Luna. Como é ser filho único? Sergio e eu temos irmãs, e coincidentemente ou não, a maioria dos amigos/colegas/conhecidos que são filho únicos são meio problemáticos. Imagino ela sozinha, depois que a gente se for, ou mesmo ela, quando estivermos velhinhos, não ter o apoio de algum irmão. Obviamente, ter irmão não é sinônimo de ter um companheiro, amigo, mas é o exemplo que tenho em casa, e sei o quão benéfico é para mim ter uma irmã, e pra ela também.
E mais uma decisão na balança da Libriana... ô tarefinha difícil. E tenho que pensar rápido, pois hoje é mais um aniversário para minha coleção de 35 anos. Nós mulheres temos esse prazo de validade!