Estamos de volta. Um frio de -17 (sensação térmica) de boas vindas, que dá até medo pra quem está saindo de um verão escaldante de SP. A viagem foi boa, viemos pela Delta, que eu acho uma porcaria, e Luana voltou pra cade depois de 4 meses com a minha mãe no Brasil. Veio no cargo, pela segunda vez na sua vida. Dá uma dor no coração ver a casinha dela alí na esteira, ainda mais porque estou acostumada a te-la comigo sempre na cabine.
Dei maracujina pras duas, mas o efeito na Luna foi o contrário. Ficou acordada até uma da manhã, abrindo e fechando a janelinha do avião, pegando as revistas que ficam na frente do asento, apagando e ascendendo a luz, subindo e descendo do meu colo. Quando a janta chegou, ela cismou de enfiar umas alfaces na boca, e fez tão profundamente, que vomitou bem em cima do meu jantar. Da-lhe pedir pras aeromoças (que de moças não tem nada) pra recolher tudo antes mesmo de terminarem de servir o restante dos passageiros. Logo depois, Luna finalmente apagou, eu apaguei e o Sergio também. Ruim é ficar com ela no colo, posicao incômoda demais. Pedi pra moça do checkin algum lugar de 3 que nao tivesse alguem no meio, assim sobraria um lugar pra Luna. Nunca tem, sempre dizem que o vôo está lotado, que estava até com overbooking. Obvio que depois que fecharam as portas, no meu passeio até a galley, vi duas fileiras com um lugar sobrando no meio. Alguém tem alguma dica de como conseguir isso? Pois duvido que tenha sido sorte... algumas pessoas tem a manha mesmo de fazer de algum jeito que consegue ficar na fileira sozinho.
Sempre bom estar em casa, agora é hora de botar tudo no lugar, voltar a realidade, encarar o frio, e ter forças, pois o ano está só começando.
Nesse mês fez exatamente 5 anos que eu vim para essa cidade dos sonhos. Me lembro perfeitamente do dia que cheguei, um mix de sentimentos. Alegria por estar finalmente em New York, mas bastante desconfiada e triste por imaginar que nos próximos anos a minha vida seria alí, essa seria minha cidade, minha casa, minha vida. Chorei bastante aquele dia e os dias seguintes também, com a saudade da família, com a procura de apartamento que era super difícil, com a adaptação ao frio, comida e à nova vida. Nos primeiros dias o Sergio trabalhou muito e eu no apto ainda sem computador e sem telefone, era realmente terrível, só jogava meu playstation que fiz questão de trazer, dormia e via TV.


