May 2009 Archives

A tonta

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Me sinto a maior tonta, bocó e imbecil do mundo quando vejo algumas coisas boas, me lembro de alguém (que eu deveria ter raiva) e penso: "putz fulana ia adorar isso".

Resumo da semana

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Não parece que já estamos há 20 dias no Brasil, com tanta coisa ainda pra fazer.

Final de semana passado, já matamos algumas coisinhas da nossa listinha.

Sábado- Fomos ao Parque da Mônica (que não gostei) depois de comer na praça de alimentação do shopping eldorado e se deliciar no pave de Morango do amor aos pedaços. Foram quase 5 horas num parque cheio, com brinquedos que achei repetitivos,em um deles foi 1 hora na fila de espera (imagine a paciencia de uma criança pra isso) para aproveitar apenas 2 minutos, mas compensou ver a Luna olhando encantada na hora do abraço na Magali e na Monica. Saímos de lá correndo, foi só o tempo de deixar a Luna na casa da vovó e corrermos para o Teatro Gazeta assistir “Minha mãe é uma peça”. Adorei, dei muita risada, e acho que gostei mais do que meus acompanhantes pois fui a única que tinha uma mãe reclamona e dona de casa :). Para fechar o sábado, jantar no Anita, um restaurante do momento, instalado em um antigo Bordel. AMAMOS.

Domingo- Dia de visita à casa do Vovô, onde Luna se divertiu um bocado. Almoço baiano, mas foi um pouco curto, pois tinhamos que correr para o Teatro Ruth Escobar, para assistir a Chapeuzinho Vermelho. Chegando até as 15:00hrs o ingresso seria 8 reais para cada pessoa, mas chegamos às 3:10 e tivemos que pagar o preço normal, 20 reais cada adulto, criança pagava 10. Que delícia, Luna ficou encantada, e eu ri muito com o lobo mau. Uma peça que anima adultos e crianças, todos nós adoramos tudo, e o melhor foi ver a Luna, no final da peça, no colo do tão temido lobo mal, que depois disso, virou “bonzinho”. Final de noite no pão de açucar da marginal, onde Luna se divertiu com um carrinho de compras para crianças (idéia genial dos marketeiros) e para uma foto da ponte estaiada.

Agora, estamos de férias (5 dias) em Maceió. Chegamos no sábado, e hoje Domingo, foi apenas chuva. Próximo post falarei dessa cidade que tanto gosto, ainda que não tenha conseguido colocar o pé no mar. Quem sabe amanhã?

Ê São Paulo...

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Teve uma época que fiquei apaixonada por Recife. Morava em São Paulo e após um temporada de férias, me encantei com as pessoas, com a cultura, com o ritmo. São Paulo tinha perdido a graça, comecei a achar chata, feia, pessoas sem graça, aliás nada com graça. Sonhava em arrumar emprego e morar por lá, idéia fixa total. Com o tempo foi passando e logo fui para NY. Hoje, posso dizer que minha visão e sentimento com São paulo, é a mesma que tinha com Recife, em outras palavras, São Paulo virou Recife e NY virou São Paulo. Ando aqui, me encanto com cada sorriso, cada pessoa simpática, cada bar cheio de gente tomando cerveja no Happy Hour, cada conversa, cada programa com amigos. Tudo é lindo, parece até que não conheço o lado ruim, e me vejo sentindo minha cidade como uma turista.

Me impressiona como moradia aqui e tão diferente, prédios amplos, área de lazer, garagem... tudo isso é luxo em NY. Desde que chegamos, tem feito sol todos os dias, uma estabilidade climatica que é difícil em São Paulo. Todos os dias abro a janela, e fico namorando essa piscina do prédio mais abaixo na rua. SP é o real cenário dos meus sonhos e a mudança no script ainda mexe comigo

Resumo da Viagem

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Enfim em casa. Posso ficar anos morando fora, mas quando chego aqui, sinto que meu cantinho, meu cenário dos meus sonhos é SP.

A viagem foi ótima, apesar da correria, e sermos anunciados para embarcar pois éramos os últimos. Luna chorando porque queria carregar a mala dela, mas sem andar rápido, eu estressada com o horário, indo no gate errado, enfim adrenalina total. Chegamos no avião, e ela ficou maravilhada. Assistiu o filme "Bolt" na maior folga, tomou o leitinho antes de dormir, e ficou encantada, dizendo que estava no céu. Dormiu a noite inteira, se comportou lindamente, junto com a Luana que veio na cabine conosco.

O intenso trânsito na marginal foi a recepção mais "paulista" que poderíamos ter tido. Luna curtindo o visual novo, e o máximo foi ela reconhecer a bandeira do Brasil e depois a Ponte Estaiada, que ela sempre vê no meu desktop. Várias mudanças desde a última visita, ruas e prédios novos, Monark demolida, minha rua que mudou de cara devido ao imenso prédio no final dela.

Luna fala com quem for no elevador, na rua. Fala em inglês e as pessoas acham a maior graça. Apesar de estar adorando passear no shopping com a Vovó, ser paparicada pela família toda, hoje acho que a saudade bateu e ela pediu pra ir pra "casinha" dela em New York.

Fora isso, ver tantos guaranás nas prateleiras do supermercado, variedade de sucos maguary, linguiça, pão francês, mamão e ter pastelaria aqui na esquina, dá um conforto enorme. Assustador mesmo é o preço das coisas. Suprimentos para escritório, (50dvds por 70 reais, 100 em Ny custa 19 dolares) roupas, cinema, estão o olho da cara, cada vez que venho, estão mais caros. Preço dos carros, da lava-louça, do limpador de para-brisa (70 reais), e dos restaurantes, também entram na lista.

Estamos amando, o clima está perfeito, (estou tendo a primavera que nao apareceu em NY) e o melhor é que a alergia da Luna desapareceu. Andar de carro é tudo de bom, mas o trânsito intenso está cada vez mais tirando parte desse prazer. A simpatia do nosso povo, é priceless. Em muitos momentos, a minha vontade é de rasgar a passagem da volta, mas quando paro no farol, vejo moto se aproximando do carro, e meu coração já fica meio acelerado, logo desisto de rasgar a passagem... Neuras que são mais exageradas depois que vivemos e experimentamos o prazer de não temer a aproximação de pessoas do seu carro, tirar foto na calçada com sua máquina top, abrir seu laptop em local público, e falar no seu celular sem se preocupar com mais nada.

Saga no consulado

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De viagem "nada marcada" a surpresa alguns dias antes de viajar: Passaporte brasileiro da Luna está vencido. Gela o estômago, respiro fundo, e penso logo num jeito de resolver isso em 3 dias. Os documentos pra Luana viajar, eu ia tirar sábado passado e tudo daria tempo, sem pressa nem correria. Como a passagem da TAM não é garantia de embarque pra gente, se não viajássemos no dia planejado, um dia depois o atestado da Luana já não teria mais validade, portanto por precaução, resolvi aguardar mais uns dias para ir ao vet pegar o atestado de saúde. Esse atestado tem validade de 10 dias apenas, e com ele em mãos, devo mandar pro USDA (via Fedex next day) no aeroporto JFK, eles recebem, carimbam me devolvem, e levo ao consulado brasileiro para "legalização". Depois dessa burocracia e quase 200 dólares gastos, Luana está aprovada para viajar. Detalhe é que como não fiz no sábado, atrasei tudo, e terei que correr contra o relógio, dispensar a Fedex e ir pessoalmente ao aeroporto pegar o carimbo da USDA e correr para o consulado, isso tudo na segunda-feira, pois pretendemos viajar na terça.

Sergio foi quinta ao consulado pela manhã enquanto eu fui levar Luana pra pegar o atestado no veterinário. Precisa ser comprovada a emergência para sair um passaporte tão rápido, portanto fomos atrás do comprovante, e fora isso a mãe tem que estar presente também no consulado para o pedido de renovação. Sexta-feira lá fomos nós de novo, agora com tudo certinho, e ainda adiantei para o senhor super bem humorado (alias nenhum ali sabe o que é simpatia) que segunda terei outra emergência pra ele resolver pra mim. O mais legal (aliás a única coisa legal) de ter ido ao consulado, foi ter conhecido a Isabella que lê e comenta aqui no blog. Eu já tinha visto um rapaz com um bebê fofo no colo, uma mãe atarefada e concentrada com os milhões de papéis e documentos que temos que organizar, e uma menininha linda que falava inglês misturado com português. Depois vi a mãe amamentando, que é uma cena sempre linda de se apreciar, ainda mais quando já temos filhos e mais ainda se não conseguimos amamentar. Vi nessa hora também a menininha linda respondendo em inglês algo que a mãe perguntou em português e imediatamente me lembrei da Luna, então perguntei pra ela se a filha também sempre respondia em inglês. Pra minha surpresa ela sabia meu nome, perguntou se eu era a Monica e se apresentou. Que mundo pequeno não? Por essas e outras coisas que esse blog vale muito a pena! Isabella, adorei te conhecer :-)

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