20.01.07- a Viagem

Essa foi recorde. Tudo que nunca havia acontecido em anos de idas e vindas, resolveu acontecer tudo junto dessa vez.

Começou no aeroporto, na hora de fazer o check-in na porcaria da Delta Airlines, a super competente funcionária não sabia qual assento que permitia colocar o bercinho especial que eu pedi pra Luna. Primeiro que a reserva do berço que eu fiz pela manhã, nem constava lá. Mas depois que ela reservou o berço, ela me colocou em qualquer assento e eu questionei se nesse assento permitia a colocação dele. Ela não sabia, pq a anta nunca deve ter entrado no avião e ter visto como ele é. Tive que ir na loja da Delta resolver o lance do assento, e então o rapaz me colocou no lugar correto, sabendo que eu também carregava um cachorrinho a bordo.

Entramos no avião depois de todo stress e chororô. Sentamos no lugar marcado, e logo chega um comissário avisando que o cachorro não poderia viajar naquele lugar pois era o único no avião que nao teria o assento embaixo aberto para encaixar a casinha. A opção era todos mudarmos de lugar (isso significa nao ter mais o bercinho) ou então o Sergio ia pro outro lugar com ela e eu ficava com a Luna e o bercinho. Discuti de novo, reclamei do despreparo dos funcionários que fizeram check-in pois deveriam saber disso, e nada adiantou. Se não fizéssemos o que estavam pedindo, teríamos que descer do avião. Com muita revolta o Sergio foi sentar sozinho com a Luana. Mas não acabou aí, a caixinha não cabia embaixo do banco. Discutimos novamente, pois as medidas dela foram aprovadas pela própria companhia aérea. Não teve jeito, a Luana veio mesmo no porão. ISSO NUNCA ME ACONTECEU com a JAL. Eu quero processar a Delta. Se não tivessem aprovado as dimensões eu teria vindo pela JAL ou TAM. Essa idéia está firme na minha cabeça, falta agora achar um advogado que faça isso sem me cobrar, que eu pague somente se ganhar.

A viagem foi boa, a Luna dormiu a noite toda mas no pouso começou a ficar enjoadinha e a chorar. Saímos e logo vimos que estamos nos EUA, não há preferência na fila por eu estar com bebê de colo. Fila enorme na imigração, Luna chorando e a gente meio nervoso por umas coisas que haviam escrito no sistema no dia que renovamos nosso visto no Brasil. Finalmente nossa vez, me liberou, e o Sé também, nos encaminhou até a salinha especial mas dizendo que estava tudo bem, que apenas precisávamos de um carimbo de lá. Huuumm... se está tudo bem porque fomos para a famosa salinha? Logo descobri o motivo, que nada tinha a ver com o que estávamos com medo, e sim devido a algum criminoso, terrorista ou algo do gênero, que tem o mesmo primeiro e último nome que o Sergio. Eles sabiam que os nomes do meio não eram iguais, mas mesmo assim, tomamos um chá de cadeira até que eles recebessem uma ligação pelo telefone autorizando a nossa saída. Lá dentro tinha um senhor com o mesmo problema e duas moças que não falavam inglês. Uma não tinha levado o telefone e endereço de ninguém, estava chorando. Ajudei na comunicação entre ela e a agente da imigração, foram lá fora falar com o parente que a estava esperando e deu tudo certo, liberaram. A outra é uma longa história, muito complicada, que o Sergio ficou ajudando na tradução com ela e o agente, mas no final ela foi deportada. Como nada pra mim é por acaso, esse foi nosso motivo de estar naquela sala. Ajudamos muito essa senhora, quando saímos finalmente falei com a filha dela que estava lá fora aguardando, liguei pro detetive que cuida do caso dela, pois a filha também não fala inglês direito, enfim, mesmo depois do aeroporto, já em casa, ainda estávamos tentando resolver o problema deles.

O chá de cadeira na salinha durou mais de 1 hora e até que os agentes foram simpáticos, me deixaram ir buscar a Luana que estava esperando com as bagagens lá na esteira enquanto aguardávamos a liberação. Ficamos com ela na salinha até que fossemos todos liberados. Tinhamos alugado um carro, pois era muita bagagem para um taxi. O Sergio me deixou no saguão e foi lá buscar no terminal C. Outra demora, eles não tinham car seat para criança da idade dela, tiveram que pedir emprestado para a Dollar, outra empresa de aluguel de carros. Quando ele finalmente conseguiu, não podia parar na frente do saguão que eu estava, então teríamos que empurrar DOIS carrinhos lotados de malas, e carregar Luna e Luana até o estacionamento. Felizmente, a filha e o marido da moça que ajudamos estavam com a gente e nos ajudaram.

UM FRIO ABSURDO e nós nem estávamos com roupas adequadas. Cobri a Luna toda, coloquei casaco, mas ainda assim as bochechas ficaram vermelhas. Lá vamos nós na super van (me lembra o filme miss little sunshine) finalmente de volta para casa. Chegando lá, subi primeiro com a Luana e a surpresa: a fechadura debaixo da nossa porta, que nunca usamos, estava trancada, e nós não tinhamos a chave dela. O cretino do Landlord veio no apartamento e trancou, sendo que tínhamos deixado aberta. Volta pra van, vamos até Manhattan pegar a chave com a pessoa que ficou com ela pra vir recolher as correspondências.

Mais alguma coisa pra acontecer? só faltava mesmo o piano cair na cabeça. Isso tudo a Luana morrendo de sede, Luna com fome e o leite na mala, pois eu fiz as contas que a mamadeira do meio dia já estáriamos em casa. Paramos o carro pra comprar água e leite. Luna mamou, Luana tomou água no potinho que carrego o leite da Luna, e assim no improviso elas ficaram satisfeitas, menos eu e o Sergio que estávamos morrendo de fome. Pegamos a chave e finalmente chegamos em casa. Ah esqueci do susto quando olhamos na avenida e não vimos a lambreta. Achamos que tinham guinchado, e aí se fosse, sería uma fortuna pra tirar de lá. Graças a Deus foi alarme falso, mas até perceber isso, a tensão foi alta.

Em casa, a sensação foi de alívio, parecia que eu estava há 1 ano no Brasil. Estranhei muita coisa, mas o mais bizarro foi o quarto da Luna. O cheiro que senti, as coisas, TUDO me remeteu há 3 meses atrás, na minha dificuldade com a amamentação, com os cuidados dela, meu despreparo, meus medos, angústias e minhas noites acordadas. A gente se esquece disso, eu realmente não me lembrava como isso tudo tinha sido tão forte. Depois de 2 dias aqui, ainda sinto isso toda vez que entro lá, mas acredito que jajá me acostumo.

Luna amou o móbile do berço que ela nem dava bola quando saiu daqui. Olhou fixamente para as bolas na parede, parece que gostou! Junto a isso, olhando a janela, a neve que nos recepcionou com uma belíssima paisagem, parecia literalmente dizer, "welcome back".

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05.02.06- LAKE PLACID

Fiquei devendo contar sobre a viagem de Lake Placid e aqui estou! Como sempre foi uma viagem MARAVILHOSA, pois faço umas das coisas que mais amo, esquiar. Dessa vez, minha mãe e o Mike foram conosco, o que fez a viagem ficar diferente das outras vezes. Como a mama não esquia, ela ficou encarregada de fazer os vídeos e as fotos da gente na montanha, ela ficava lá na base da estação só esperando a gente aparecer para bater as fotos.

Eu adoro a Whiteface Mountain, pois não é cheia, é a montanha mais alta da costa Leste, e tem várias opções de trilhas. Quando começamos a esquiar em 2001 fizemos nossa primeira aula com os Snow Blades, que são skis menores que os normais, mais fáceis para aprender. Desde então ficamos com a snow blades e fomos fazendo progressos com ela. Na segunda vez, continuamos com eles pois já estávamos mais confiantes, e na terceira resolvi mudar pro Ski. Parecia que iámos começar tudo de novo, o SKI é mais fino, temos que começar desde a montanha mais fácil. Achando que eu já estava segura, resolvi usar os Skis na nova trilha que eu tinha ido no dia anterior com os blades. Péssima, idéia. Caí e quase quebro a perna, tive uma torção super forte e fui retirada de "maca" lá de cima.

Essa foi a primeira esquiada após o acidente e eu estava com medo, por isso, peguei os blades novamente. Mesmo com eles, fiquei meio com medo e os dois primeiros dias foram mais contidos. No terceiro nos soltamos mais, mas ainda olhávamos aquelas pessoas que pegavam a gôndola pra ir ao topo da montanha e achávamos todos loucos. Conversávamos sobre como aquelas crianças minúsculas, desciam lá do topo com aquela facilidade e quantos anos demorariam para que encarássemos o topo da montanha e falamos algo em torno de 1 ano. Naquela tarde subimos na gôndola com a minha mãe pra que ela conhecesse, e óbvio descemos nela também, pois esquiando, nem pensar, isso era um sonho muito distante. Assim que descemos, resolvemos pegar uma aula com o instrutor para ver se conseguíamos aprender mais algumas dicas, e adivinha a primeira proposta dele? Ah, vocês já podem descer lá do topo da montanha, topam? Eu gelei, maaaas, vamos lá, se ele diz que posso é porque ele deve saber. Em menos de 1 hora de chamar todos aqueles de loucos, lá estava eu subindo na gôndola, mas dessa vez pra descer esquiando.

FOI MARAVILHOSO! aprendemos várias, várias dicas, sentimos medo, eu que pouco caio, caí umas 4 vezes, e como caio pouco, quando caio é pra ferrar algo. Desci tarde demais da cadeirinha e ela já estava voltando, então eu tive que saltar senão eu voltava com ela. Me esborrachei no chão e machuquei o pulso, mas nada que impedisse de continuar o desafio. A sensação é maravilhosa, você, a neve, a concentração, a paz... esquiar faz bem pra alma, você só pensa naquilo, por esses instantes TODOS seus problemas desaparecem. E ainda nada melhor que no final da tarde, descer a montanha, praticamente só você descendo, silêncio, e meu celular tocando Alceu Valenca. Momento mágico.

Saí de lá com sorriso de orelha a orelha, eu era a mais nova da turma dos malucos que sobem a gôndola e voltam esquiando. Agora a pergunta permanece, da próxima vez, será que aproveito a delícia que é descer lá do topo, de snow blade, ou mudo pro SKI e começo tudo de novo... ?

Aqui estão algumas fotos que fizemos, infelizmente não estão todas aqui. Os vídeos não consegui todos, os que eu tinha não eram muito legais, então fico devendo. Pena.

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26.01.06- GRÉCIA OU BÚZIOS?

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Meu sonho de ano novo (lembrem, sou idealizadora e sonhadora compulsiva) era exatamente essa pousada que achei em Búzios. Adoro sites bem feitos como esse, que te fazem viajar e se imaginar no lugar. Vendo o site, eu me transporto pra lá, olhando o mar, ouvindo aquela música, curtindo aquele quarto, e a sensação que tenho, é que a minha estadia será tão prazerosa quanto o prazer que estou sentindo no momento que estou olhando o site. Imaginei o ano novo com os fogos, o mar de búzios embaixo, eu vestida de branco, uma taça de champagne na mão, enfim, fiz o cenário todo. Isso me fez pegar o telefone e ligar pra saber o preço. O pacote de reveillon de 2005/2006 variava de 4700 reais a 8000 pra 5 dias. Nem vou comparar Ano Novo, mas 11 dias nessa pousada, em dias normais, custaria R$ 5500,00 mais 7% de taxa, algo em torno de U$2600,00.

Agora me diga, você pagaria isso, mais uns 1500 dolares de passagem , um total de U$4100.00 pra passar suas férias em Búzios ou preferia pagar 3600 dolares com HOTEL E PASSAGEM incluídos para passar 11 dias na Grécia com estadia nessas 3 ilhas: Mykonos, Paros and Santorini?

Depois se perguntam porque o turismo no Brasil não é tão forte como deveria...

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03.01.06- SKI,YES

Post escrito na terça feira, vou publicar hoje e depois publico o restante

Cá estou eu eu no hotel em Lake Placid para um merecido descanso, vidinha mais ou menos, acorda, toma café e vamos pra estação de ski. Chegamos, almoçamos, andamos um pouco, e a noite, tomando vinho e jogando conversa fora. QUE BOM! Estou com o Sergio, minha mãe, meu super friend Michael e a minha Lulu. Ela ama neve, e o frio esse ano esta super light, nem comparação com os outros anos. Apesar que minha mão SEMPRE congela muito, mesmo com uma luva por baixo da do ski e meu pé tb nem lembra que existe de tao morto.

Na última temporada que eu vim, sofri um pequeno acidente. Tive uma torção fortíssima no joelho em um tombo na montanha, que ate hj meu joelhinho não esta 100%. Desci de maca lá de cima, socorrida pelo Ski Patrol. Essa é a primeira vez desde o acidente, então eu estou meio "medrosa" mas ainda assim esta sendo divertidíssimo, ainda mais que meu amigo faz a nossa alegria com seus tombos hilários :-) Eu adoro esquiar, e ver o povo que faz isso muito bem, é um estimulo maior. Pior mesmo é ver as criancinhas MINÚSCULASSSS descendo aquela montanha no maior gás. Vem la de cimão, do topo, na maior velocidade, e a gente lá na mais fácil morrendo de cuidados. AI AI. Ainda chego lá um dia... ou quase lá, olhando o que eles fazem, parece impossível conseguir fazer igual algum dia.

Depois coloco fotos aqui para voces verem.

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20.11.05- EBA!

Preciso repetir essa imagem no meu blog! Hoje mama chegou em NY direto de SP, no more escalas em Miami e por apenas 160 doletas. Pra mim, é a melhor "invenção" dos últimos tempos, vôo da TAM pra NY. Pra melhorar ainda mais, minha irmã pegou a escala dela, e adivinha, saiu NY e ela estará aqui domingo que vem. Fora isso, ela também poderá vir passar conosco o ano novo, vai pedir pra voar pra NY. QUE DEMAIS!!!!

Fui busca-la hoje no aeroporto às 6 da manhã, no terminal 4, o mesmo da Varig. É engraçado ver os motoristas brasileiros de van, taxis e etc , que ficam na saída perguntando se as pessoas querem taxi. Eles ficam tentando "sentir" quem é brasileiro, pra abordar e oferecer os serviços. Só o tempinho que fiquei lá eu vi uns 3 errarem o alvo hahahaha, nosso povo não tem uma característica única, então qualquer pessoa é um possivel brazuca.

Tinha uma turminha de 4 meninas, e é também curioso perceber o comportamento brasileiro de sempre reparar nas pessoas, na roupa que vestem, como andam, se estão dentro dos "padrões" e ficar sempre comentando. Eu já me desacostumei com isso aqui, ninguém olha nada, comenta nada, você anda da maneira que quiser que ninguém vai ficar olhando e tirando uma com a sua cara. Elas passavam o tempo fazendo isso, reparando as pessoas que chegavam, comentando e dando risadas.

Enquanto eu aguardava, vi uma mulher com feições familares saindo, era a Gloria Perez, que pessoalmente não é tão horrorosa como é na TV. Logo ouço um "E Aí Feitosa" do meio do saguão, olhei melhor e lá estava ele, o Feitosa da novela "América". Super simpático achando graça em pleno aeroporto de NY as pessoas falando "seu" nome. E bem naquele clima brasileiro e descontraído, fui ouvindo de cada canto do saguão de espera, um "Fala aí Feitosa!!". Como vi umas pessoas esperando por eles, fiquei com vontade de gritar: "Cade o JOTA te esperando no aeroporto??" mas claro, me contive e fiquei lá vendo a simpatia dele com as pessoas.

Mama chegou, fomos pra casa, DORMIIIII e saímos à tarde pra passear. Os enfeites de Natal ainda não foram acabados, proximo post coloco aqui o "making off".

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29.01.05- Maceió - parte 2

Demorei mas voltei a falar de Maceió. Agora falo até com mais saudades, como bem diz aquela musiquinha "Ai que saudade do céu, do sal, do sol de Maceió". O que vem na minha mente é aquele mar maravilhoso, os coqueiros e aquela ventania sempre presente. O que me dá muita saudade também é a comida. Por carne de sol sempre fui apaixonada, então aproveito pra comer bastante quando vou ao nordeste e uma boa pedida é o barzinho na jatiúca chamado Chão Nordestino que fica em frente ao hotel Meliá. Lá tem uma maravilhosa, com queijo coalho por cima e todos os dias após as 20hrs tem música ao vivo que vale muito a pena conferir. Dessa vez viciei em caranguejo, mesmo sendo dificílimo de comer, ter que ficar dando aquelas marteladinhas e saindo pouquíssima carne, eu me esbaldei. A parte que mais gostei foi aquele amargo que fica na cabeça, MAGNÍFICO! (sim, tem gosto pra tudo), uma pena não encontrar aqui em SP, muito menos em NY.

Claro que não deixei de visitar as piscinas naturais, que da última vez que fui não tinham ainda os barzinhos vendendo peixes e camarões a preços exorbitantes. O passeio é maravilhoso, mas se vocês forem com o Sr. Ranufo, fica ainda melhor. A jangada dele tem uma bandeira da Petrobrás e ele é uma pessoa muito atenciosa e simpática. Um dos poucos que leva seus clientes para ver mais coisas além daquilo que está no "script". Mergulhei com ele e ví corais maravilhosos. É só ir lá no lugar das jangadas e procurar por ele que com certeza o passeio é diversão garantida.

Mesmo com toda essa maravilha, é difícil não reparar na miséria que existe por lá. Eu fico impressionada com a força de vontade das pessoas, que se matam naquele sol quente, andando a praia de ponta a ponta para ganhar 0.20 centavos em cada mercadoria vendida. Conheci um garotinho que vendia queijo coalho que nos pediu 1 real para que ele pudesse comer o queijo. Eu achava que era dele, mas o menino me contou que vendia para uma mulher e que ganhava apenas 0.10 centavos em cada um. "Mas porque não vende o seu próprio?" ele respondeu que o material era muito caro, custava R$25,00 e se ele comprasse ia faltar dinheiro para comprar comida em casa. Claro que na hora eu quis ir lá com ele comprar o material, mas eu estava sem carteira e estava indo embora no dia seguinte. São milhares de crianças trabalhando, pedindo dinheiro, perambulando pelas ruas a noite.

Aqui no sul, deveriam adotar esse sistema de cadeiras e guarda sol na praia. Você paga 1 real por cadeira, senta lá e fica o resto da tarde curtindo, sem depois se preocupar em fechar e carregar tudo. Alías a simpatia do povo de lá poderia também ser adotada não só aqui no sudeste como em NY também. Acho que to querendo demais né?

Próximo post falarei do meu "pulo a jato" até Recife e Porto de Galinhas.



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17.01.05- Minha viagem a Maceió - parte 1

Foi maravilhoso, em todos os aspectos! Coisas muito legais aconteceram, reencontrei familiares que há anos eu não via, matei saudades, me diverti bastante com a minha prima que além de ser uma anfitriã perfeita nos fez rir muito!

Assim que cheguei a Maceió, me encantei novamente com aquela cor do mar, como pode ser tão azul, e às vezes tão puramente verde? A orla, pra mim, a mais bonita do nordeste, os coqueiros maravilhosos, os prédios baixinhos e tudo bem cuidado. Aliás pelo menos na praia da Jatiúca, Ponta Verde e Pajussara, pois indo para a praia de Cruz das Almas tem um canal que nem vale a pena comentar. Uma coisa que me chamou a atenção lá foi o semáforo, não tinha visto ainda, tem um "contador" de tempo, assim você sabe quando o verde está no final e já vai passar pro vermelho ou quanto tempo falta pra ficar verde, achei o máximo.

Visitei vários lugares bem turísticos, almocei na Massagueira- no Bar do Pato, uma delícia! Conheci a praia de Sonho Verde onde fomos super bem atendidas na barraca "Um sonho a mais". Pra quem for lá, não deixe de comer o peixe serra e a batata frita, são imperdíveis! Fomos à praia do Francês, mas como era no dia 1º de janeiro estava um pouco lotada. Acho que fazem muito auê em relação a essa praia, eu não vejo nada demais... a não ser a cor da água sempre muito azul.

Preferi ficar mais nas praias da cidade mesmo, que não deixam a desejar, assim eu aproveitava mais o dia. Nada melhor do que ficar naquela areia fofinha, olhando o mar, tomando cerveja, comendo camarão, caldinho de feijão, ostras... HUUUUUUUMMMMMMMMMMMM. Eu sou bem paulista mesmo, gosto de ficar na praia até o sol ir embora, mas lá como venta MUITO, eu acabava ficando com um pouco de frio. Morria de dó de sair da praia com aquele sol maravilhoso ainda brilhando no céu. Pena existir tanta corrupção em Alagoas, Maceió tem tudo para ser uma cidade MARAVILHOSA, ainda com muito espaço para crescer, mas falta dinheiro, falta um pouco de dedicação desses P**olíticos que só conseguem olhar pro próprio umbigo.

Vou postar umas fotos e depois escrevo a parte 2, senão esse post vai virar um livro.

-> Nada melhor do que uma água de côco geladinha olhando pro mar, e depois de aberto, comer tudinho que tem lá dentro.


-> Que mar é esse... eu e mama não resistimos.

-> Nada mais brasileiro do que mar, cerveja e camarão à beira mar.

-> Eu minha mãe e minha linda prima Gil


-> Mar ou piscina? Quase uma fusão...

-> Nós na Praia de Sonho Verde e o semáforo que mencionei acima.

-> Feia a vista do apê não?

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12.10.04- Brasil lá vou eu

bandeira.jpgDaqui a 10 dias estou chegando à minha terrinha amada. Faz um ano que eu fui, preciso recarregar as baterias que já estão bem fraquinhas. Luana vai comigo, uma preocupação a menos que deixarei aqui. Amo viajar, mas sempre que chega o dia de ir, eu fico triste. Não gosto de deixar minha casa, na hora de fechar a porta sempre cai uma lágrima do olho, depois no aeroporto também, já que o maridon vai ficar por aqui. Alegria de um lado e tristeza de outro, sempre temos que conviver com esses sentimentos opostos, não dá muito para fugir. Ano passado fui por causa do falecimento do meu pai, esse ano espero só ter alegrias, estou precisando muito. Algumas já são certas: rever os amigos e minha família que estou morrendo de saudades, receber as chaves do meu apartamento (se o tal do habite-se não atrasar mais), comer muita feijoada, pão de queijo, guaraná e fazer algumas baladinhas lights. Que fique bem longe a violência, essa que me preocupa bastante e as confusões.

PS: coluna da revista paradoxo atualizada

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27.08.04- Magic Kingdom

Reservei o dia que tivemos mais tempo para ir no parque que precisava de menos tempo, o Magic Kingdom. Ele é enorme, mas muitos brinquedos a gente pulou porque eram MUITO infantis. No fim, tivemos tempo sobrando para repetir alguns deles. O Magic é a Disney em sua pura essência, um mundo realmente de fantasia. Acho que toda criança deveria visitar esse parque, deve ser maravilhoso ver os personagens que estamos acostumados ver em livros e desenhos, ao vivo e a cores. Mesmo sendo infantis, fui nos brinquedos como o da Branca de Neve, Peter Pan etc só para relembrar as historias que eu lia milhares de vezes quando era criança. Aquela cena clássica da bruxa dando a maçã para a branca de neve, me fez viajar no tempo. O mais estranho mesmo, é se acostumar com os nomes dos personagens em Inglês. Snow White? Imagine!! Cresci chamando-a de Branca de Neve! Não dá pra mudar não.

A casa da Minie é a coisa mais fofa que eu já vi, me imaginei entrando ali quando criança, acho que iria delirar. Tudo perfeito, cheio de detalhes, um encanto mesmo, o sonho de toda garota. Depois fomos na casa do Mickey, que também é maravilhosa. Saindo da casa, tinha uma fila que eu não sabia direito o que era e entrei. A fila estava grandinha e eu era a primeira, quando abriram, eu dei de cara com dois homens do lado de fora de uma salinha, falando para eu entrar. Quando entrei, dei de cara com um super holofote, uma fotógrafa e o Mickey, acenando pra mim. Me deu uma crise de riso, me recusei a entrar na sala, estava morrendo de vergonha. O Sergio me mandava entrar, os homens na porta também, a fila enorme atrás da gente querendo tirar foto e eu emperrada do lado de fora. Para sair, eu precisava passar na salinha do mesmo jeito, então não tive escolha, entrei rapidinho pelo canto e corri pra saída. O mickey olhando pra mim, com aquela cara risonha, dando tchauzinho como se nada tivesse acontecendo, mas devia estar me achando a criatura mais idiota da face da terra. Fui mesmo, afinal a vergonha foi maior do que se eu tivesse tirado a foto quietinha.

Atrações imperdíveis:
Splash Mountain:
Lembram da montanha encantada do Playcenter? É tão meiga quanto, mas com subida e claro a descida. Não é uma descidinha light não, pra mim aquilo é um monstro. Eu me lembrei da splash mountain da Universal, que eu quase tive um treco na descida, então já sabendo da sensação, eu entrei quase em pânico lá dentro, mas sobrevivi :-)

Space Mountain:
É uma espécie de montanha russa no escuro, você não vê nada a não ser as estrelinhas no meio da escuridão. Adorei esse, pois apesar de rápido não tinha nenhuma grande descida. Pra mim pode rodar, virar de cabeça pra baixo, mas o que não suporto são descidas bruscas e grandes, essas me matam.

Casa da Minie
Como disse acima, é perfeita, LINDA!

Mickey's PhilharMagic
Uma atração em 3D muiiiito boa, muito bem feita, com vários personagens da disney. O hilário Pato Donald é o principal personagem.




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19.08.04- Os Parques da Disney

Eu já tinha ido a Orlando mas apenas nos parques da Universal. Essa viagem foi exclusivamente para conhecer a Disney. Fomos ao Epcot, Magic Kingdom e MGM. Gostei de todos, o Epcot é o mais charmoso, o Magic o mais fantasia, infantil e o MGM mais aventura. No geral, a Disney é mais light que a Universal. Eu sou bem "cagona" para brinquedos fortes, que tenham essas descidas muito íngrimes, então evito os brinquedos mais radicais. Na Disney para vocês terem uma idéia eu fui em todos os radicais, já na Universal eu ia nos mais calminhos, pois os radicais eram realmente muito para mim. Achei tudo lindo na Disney, MUITO, mas MUITO bem feito, bem cuidado, rica em detalhes, um verdadeiro sonho, perfeito. É um show, um espetáculo bem americano.

EPCOT CENTER
O Epcot é uma delícia de parque, acho que foi o que mais gostei, mas não tive muito tempo para ver, foi meio corrido. Aqui a lista do que você não pode perder de jeito nenhum:

Mission Space:
Você vai ter um treinamento para uma missão em Marte. São 4 pessoas por cabine, cada uma com uma função, tem o piloto, comandante, engenheiro e o outro não me lembro. Uma viagem ao espaço, bem realista e com as sensações mais próximas possíveis a que um astronauta sente realmente.
O momento de maior pânico é o momento do lançamento. É realmente MUITO forte, você sente toda a pressão no peito, a velocidade... para mim de todos foi o que senti mais, mas somente na hora do lançamento e do pouso, e pior é que não adiantava fechar os olhos :-). É realmente impressionante.

Test Track:
Esse eu não consegui ir devido a chuva. Uma pena pois ouvi falar MUITO bem. É como se você estivesse sendo um piloto de teste de um carro, a atração é patrocinada pela GM. Dizem que é MUITO bom e MUITO rápido. Fica pra próxima.

Os Países:
São pavilhões que representam países. Adorei todos, o único que não fui foi os EUA, por razões óbvias :-) Difícil é dizer qual o melhor. Você se sente realmente nos países que está visitando, até o sotaque dos vendedores das lojinhas são perfeitos. Tudo é perfeito. Em Marrocos, você se sente perfeitamente naqueles mercados de rua. Na Alemanha o restaurante dá a impressão que você está mesmo lá, as casinhas, tudo! Na Inglaterra não deixe de provar o chocolate original da Cadbury, feito lá (é realmente diferente do que é feito aqui nos EUA), É MARAVILHOSO!
A atração que tem no pavilhão da China é imperdível. Um passeio turístico pelo país, que dá vontade de no dia seguinte pegar um avião e ir conhecer. O mais difícil é escolher em qual restaurante comer, já que todos os países tem o restaurante com a comida local. Eu queria o alemão, mas infelizmente não deu tempo.

Illuminations: Reflections of Earth
É a queima de fogos no final de tudo. Imperdível, é a coisa mais linda que já vi em relação a fogos de artifício. Aliás dificil escolher entre ele e o do Magic Kingdom, mas no Epcot, o visual com o lago, as chamas das tochas ao redor do lago, dão um toque mais especial, tudo é muito encantador, fiquei arrepiada durante todo o tempo que durou o espetáculo. Uma pena mesmo é os restaurantes não ficarem abertos depois que o parque encerra as atrações. Coisa de americano, se fosse no Brasil, com certeza os restaurantes fechariam no mínimo à meia noite. Pena que eu tive que correr no final para dar tempo de ver todos os países, precisava de mais umas horas para aproveitar mais. Mas tudo bem, fica a vontade de voltar, para ir no Test Track e comer no restaurante alemão.

Amanhã falo do Magic Kingdom e MGM, senão o post vai ficar gigantesco.
PS: não levei minha câmera no Epcot, pois nao tinha energia para carregar a bateria, por isso a falta de fotos.

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17.08.04- Eu, a viagem e o Charley

Hi Folks, estou de volta!
Essa viagem foi um furacão, literalmente, em todos os sentidos. Para eu pagar minha língua, o Charley resolveu dar uma mudadinha no seu percurso e passou bem em cima de Orlando. Até o momento que eu tinha postado, estava tudo muito light, aliás até às 6 da tarde estava ótimo, foi então que começou a ventania. No fundo eu estava louca para ver o efeito de um furacão mesmo, até porque a previsão era que não fosse ser tão forte a passagem por onde estávamos. Quanto mais ventava (veja o vídeo) mais eu ficava "excited" sem pensar no perigo que poderia ser. Na Tv, começaram a avisar que ia ser mais forte, recomendaram para que ficássemos em casa e a recomendação do pessoal do hotel era para que ficássemos longe das janelas, com as cortinas fechadas. Resolvemos assistir um filme no laptop e no meio do filme a coisa começou a ficar preta. Ventos muito fortes, da nossa janela só se via a piscina, o outro prédio do hotel e as árvores. Elas balançavam MUITO, a cada vento mais forte, pausávamos o filme e íamos na janela filmar e fotografar. Como foi piorando cada vez mais, resolvemos seguir as recomendações, fechamos as cortinas e saímos da janela. Sentei na cama e comecei a sentir a parede vibrar. Foi uma sensação de impotência, misturada com medo e desproteção. Aonde mais eu poderia estar segura naquele momento a não ser no quarto? Era o único lugar, e a qualquer momento estávamos correndo o risco de o vento quebrar as janelas, nossas coisas saírem voando, enfim, uma mistura de tudo e eu estava realmente com medo. Ainda bem que essa parte mais forte não deve ter durado mais do que 40 minutos e depois tudo foi se acalmando. Claro que nessa altura do campeonato, a luz já tinha ido embora e o laptop já tinha acabado a bateria bem no final do filme. Resolvemos então sair do quarto e fiquei surpresa com o que vi, todo mundo no corredor. Crianças dormindo no chão, pessoas comendo, jogando ou apenas batendo papo, mas todos reunidos no corredor. Não entendi se foi medo de ficar no quarto pelo furacão ou pelo escuro, mas estava engraçado, parecia um abrigo.

Dia seguinte (sábado), o caos tomou conta do hotel. Sem luz, sem água e sem informação alguma se os parques estariam funcionando. Os funcionários nada solícitos, não informavam o status do caos, nenhuma previsão de quando iria voltar a luz, não falavam nada, mal respondiam o que nós perguntávamos, e muito menos se teria o ônibus que nos leva gratuitamente aos parques. Fica difícil assim né, ainda mais sem telefone. Não podíamos usar o celular pois além do sinal estar péssimo, tínhamos que economizar bateria. Pudemos ver os estragos do Charley, árvores caídas, postes, os sinais de trânsito apagados, policiais tentando controlar a bagunça nas ruas, batidas de carros, pessoas estressadas. Às 12:00hrs soubemos que os parques estavam abertos e os incompetentes do hotel disseram que estavam fechados. Com o caos instalado na cidade, o taxi demorou uns 45 minutos para chegar, ou seja, cheguei no Epcot depois das 13:00hs. Amei o parque, no próximo post vou falar mais deles, mas foi a maior correria para dar tempo de ver tudo.

Chegamos no hotel e somente o outro prédio tinha luz, mas não tinha água. O nosso quarto tinha luz apenas no banheiro onde colocamos todos para carregar: celulares, laptop e bateria da câmera. Banho só gelado, aliás bem gelado, estávamos sem TV e sem notícias, aonde estaria Charley?

No Domingo saímos cedo, mas novamente não tinha ônibus para os parques e não queriamos esperar novamente 45 minutos pelo Taxi então resolvemos pegar um ônibus da cidade mesmo. Aqui em NY é possível usar moedas de 5,10 e 25 cents, mas lá não. Subimos no ônibus depois de esperar mais de 35 minutos, pois estávamos no lado errado da pista. O motorista foi super grosso e nos disse que moedas somente de 25 cents. Rapidamente trocamos uma nota de 1 dolar por moedas, mas ele começou a resmungar e foi a maior discussão, nós e o mal educado do motorista. Nisso, quando liguei para minha mãe enquanto esperava o ônibus, ela me diz que meu avô faleceu. Ainda bem que eu não tinha muito contato com ele, pois minha cota de sofrimento esse ano já deu, claro que sinto, mas pelo menos ele descansou, já que estava vivendo em cima de uma cama, já não andava mais e nem reconhecia muito as pessoas.

Fomos pro Magic Kingdom, passamos o dia lá e acabou até sobrando tempo no final. Depois conto os detalhes, meu mico com o Mickey e meu ataque de pânico na Splash Mountain. Choveu bastante e esperávamos encontrar luz já no hotel, mas nada. Mesma coisa. Pior mesmo, era ver todas as ruas antes da nossa com luz, perfeito. Justo na nossa a luz não havia chegado. Mais um dia de banho gelado.

Segunda Feira fomos ao MGM, que eu amei! Fizemos o check-out logo cedo, fomos para o parque e foi a maior correria, pois só tinhamos até as 15:00rs para aproveitar. Corre de lá, corre de cá, atrasados para o transporte do hotel-aeroporto, mas no final deu tudo certo. Chegamos a tempo, o vôo atrasou, correria para não perder a conexão para NY, e para completar a viagem-furacão, pegamos uma enorme turbulência na chegada. Já não bastava o que sofri naqueles brinquedos, ainda tive o frio na barriga do avião. UFA! O Sergio adorou a aventura, eu só gostei da parte do furacão, mas o caos no hotel, os contratempos com transporte e a correria nos parques, poderia ter passado sem. Se tivesse que resumir a viagem em uma palavra essa com certeza seria FURACÃO



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13.08.04- MALDITO FURACAO

Aqui estou, no quarto do hotel sem P. nenhuma para fazer. Os parques da Disney fecharao as 13:00hs e a tarde tudo estara fechado tb. Que azar do KCT planejar uma viagem com 3 meses de antecedencia e um tal de Furacao Charley vir encher a paciencia bem no meu final de semana. Vou aproveitar o dia para dar uma relaxada, ver uns filmes que trouxe, para amanha poder aproveitar bem. Pior eh que aqui em Orlando nao esta ventando, nem chovendo, mas como aqui eles sao precavidos ate demais, ja viram ne... well, shit happens.

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10.08.04- Disney lá vou eu

Na próxima quinta feira, estaremos indo para a Disney. Já estive em Orlando mas fui apenas nos parques da Universal Studios, que adorei! Espero gostar igual ou até mais dos parques da Disney. Só teremos 3 dias por lá, e precisamos decidir quais escolher. Aquele que tem só montanha russa eu não vou de jeito nenhum, tenho pavor a esse brinquedo. Vocês que foram, o que me sugerem? Quais os melhores e imperdíveis? Todas as dicas serão muito bem vindas!

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20.07.04- Viajar

Eu amo viajar, aliás difícil achar quem não goste né? Mas se tivesse apenas dois lugares que você pudesse conhecer na sua vida quais seriam? Eu sou muito de momento para várias coisas, mas se eu pudesse escolher e acho que não mudaria isso nem tão cedo, eu queria fazer um tour pela Italia. Conhecer o norte, fazer um turismo pela riviera italiana deve ser a coisa mais linda do mundo! Claro, conhecer as principais cidades e depois ir pro sul, conhecer tudo por lá e as cidades perto do mediterrâneo. Esse é um sonho que preciso MUITO realizar.

O outro lugar eu fico entre conhecer algumas cidades da Europa que não conheço, como Barcelona, Londres etc ou então as praias da Thailândia. Antes de voltar para o Brasil eu vou fazer um deles, espero que possa fazer os dois :-)

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21.06.04- Primeiro dia em Paris

Finalmente consegui acabar o PRIMEIRO dia de fotos. Chegamos em Paris ao meio dia, morrendo de sono claro, esse fuso acaba com qualquer um, mas não podíamos nos render. O inconveniente do dia foi que nossa mala não veio de Frankfurt para Paris, depois de 1 hora esperando na esteira do Aeroporto aguardando a bagagem, resolvemos perguntar e vimos que todas as pessoas que vieram de NY estavam com o mesmo problema. Preenchemos a ficha e a menina da Lufthansa nos disse que as malas chegariam as 13:00hrs e que levariam ao Hotel.

Chegamos morrendo de vontade de tomar banho, trocar de roupa e sair para começar o tour, mas como as malas chegariam as 13, resolvemos dar umas voltinhas por perto, e depois que chegasse e depois do banho sairíamos mais para longe. Claro que a mala não chegou as 13hrs, e depois de ligar várias vezes para lá o rapaz disse que eles tinham até as 19hrs para entregar. Resumo da ópera, dia todo andando com um sapato desconfortável e com vontade de tomar banho. Não gostei nada do serviço da Lufthansa, desde o avião que é minúsculo o espaço entre os assentos, até o atendimento final. No fim só fomos mesmo tomar banho quando voltamos para o hotel à noite e cama para que ter quero, pois os dias seguintes seriam pesados.

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12.06.04- Algumas surpresas, constatações e curiosidades


- Pães, pães, pães e mais pães para todo lado, impagável.

- As tortas e doces são maravilhosos, parece que todas foram preparadas para tirar foto e sair em um catálogo de comida.

- Filé com fritas se acha em toda esquina! E não custa a fortuna que custa aqui. (quando encontramos)

- Lá tem Carrefour (claro) e posto Shell! Quando vi os logotipos, me senti em Sampa na mesma hora, apesar de o posto ser um tanto quanto inusitado.

- As pessoas não se vestem tão extravagantes como em NY e nem "uniformizadas" como no Brasil, é bem plain. Difícil ver pessoas com aqueles cabelos coloridos e roupas esquisitas, isso é pra Londrino e NYorkers mesmo.

- Não gostam muito dos centavos, uma canetinha que custaria centavos, lá custa 1 euro. Se valer menos que 1, eles cobram 1 e pronto.

- Eles não tem muito o conceito de bebidas estupidamente geladas. A cerveja vem "fresquinha", Coca e Ice Tea também, nada de sentir aquela dor no dente nem na testa quando toma algo bem gelado, algo quase impossível em Paris. Fora o preço, Coca Cola em um café não sai por menos de 3.80 euros. Paguei 4 euros em uma garrafa de água e o Sergio pagou 7 em um copo de coca em um café mais carinho.

- Outra missão bem complicada é achar água, refrigerante e afins na rua para comprar. Compra em um café, ou no supermercado. Não há carrinhos na rua vendendo como aqui em NY ou em SP, o máximo que achei foram uns gatos pingados vendendo umas garrafas que eram armazenadas dentro de um balde, com UM pedação de gelo apenas para segurar todo aquele calor.

- A raça da Luana é como os poodles no Brasil, todo mundo tem, nunca vi tanto westie por metro quadrado.

- O sinal de trânsito fica em dois lugares, em cima como de costume e na altura do carro, no poste, bem bolado. Se tiver um ônibus na sua frente, você ainda assim consegue ver se o sinal abriu. O de pedestres não pisca quando vai fechar, ou seja, de repente você esta atravessando e vê que já fechou.

- Lambretas de tudo quanto é tipo nas ruas e as pessoas usam os capacetes de motos mesmo, não como aqui que são aqueles que parecem um piniquinho, só para ficar bonitinho, pois proteger que é bom...

- Metrô muito bom, passa bem mais rápido do que os de NY e em um tempo muito mais constante. A porta não abre se você não levantar a maçanetinha ou apertar um botãozinho verde. Dentro são bem estreitos mas as portas, bem largas. Fecha a 1 da manhã, e nas estações tem relóginhos dizendo quanto tempo falta para o próximo e o depois do próximo chegarem. Muitas pessoas pulam a catraca e mesmo vendo, o pessoal da bilheteria parece não se abalar muito não.

- O mais legal, os celulares funcionam dentro das estações!

- Eles também não tem muito o conceito do ar condicionado. Lá é 8 e aqui é 80.

- O mais inusitado, em algumas ruas tem alto falante nos postes, que tocam música, dão notícias... e eu procurando de que carro vinha aquele som.

- Vi poucas salas de cinema pelas ruas e muitos pôsteres anunciando o filme Carandirú.


Faltou na mala:
- Uma bateria extra para a câmera, a minha descobri lá que já estava bem ruinzinha e pilhas custam o olho da cara.
- Bermudas
- Filtro solar

Próximo post: As atrações turísticas de Paris

Ah e as fotos vão chegar, foram MUITAS então preciso separar, otimizar, montar o albinho, etc e tal.

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11.06.04- Minhas Impressões

Paris para mim foi encantador, muito mais do que eu esperava com certeza. Assim que cheguei achei que estava em São Paulo, vendo o logotipo do Carrefour, postos Shell, carros conhecidos como o Vectra, Ka, os Renaults e Peugeots que estava acostumada a ver por lá. Achei que a semelhança fosse ficar por aí, mas a cada dia que passava ia descobrindo mais coisas que me faziam sentir estar mais próxima ao Brasil do que me sinto em NY.

Ao contrário do que muitos dizem, achei os franceses simpáticos. Acho que quem diz que eles são antipáticos, é porque ainda não estiveram por NY. Ir ao museu do Louvre e o segurança brincar com a gente na hora de revistar as bolsas foi algo que realmente me surpreendeu, pois já estou acostumada com as caras carrancudas e o jeito rude dos Nova Iorquinos. Sempre que falávamos com alguém em inglês, eles tentavam entender e nos responder em inglês também, as dificuldades da língua foram realmente com quem não fala inglês mesmo, aliás fiquei surpresa com a quantidade de lugares e pessoas que não falam inglês. Mesmo no aeroporto, a moça que fez nosso check-in para LONDRES na volta não falava inglês.

Parece-me que os franceses são assim, sem muitas preocupações, sem muito stress. As lojas fecham aos domingos e muitas só abrem após as 11 da manhã. Sem contar nos locais que fecham para o almoço, durante 2 horas. Assim vão levando a vida, de uma maneira gostosa, com seus cafés que na minha percepção, é uma versão mais estilosa e charmosa dos nossos "botecos". Pela primeira vez depois que saí do meu país, senti novamente aquele clima gostoso de um bar, cerveja, bem ao estilo brasileiro. Quando dizia que não via graça em sair para tomar um chopp em NY no verão, eu não conseguia explicar o porque. Não tinha o mesmo clima dos bares no Brasil, achava tudo muito mais sério, ou sei lá... mas em Paris, é diferente. Estavámos em um café às 7 da noite, com um super sol e a maior galera lá bebendo e só vendo o tempo passar. Amigos iam chegando, cumprimentando, sentando, bem ao estilo dos nossos bares, aonde cada um vai chegando, sentando e pegando sua cervejinha. Depois um sai, outro chega e assim vão revezando, em plena terça feira. O interessante mesmo é que as cadeiras das mesinhas na calçada são todas viradas para a rua, ou seja, em uma mesa redonda, as cadeiras não ficam em volta da mesa e sim lado a lado, viradas para a rua, parecem uma arquibancada. Esse é o passatempo por lá, sentar, beber e ficar olhando o movimento das pessoas passando com a baguete na sacolinha, cena bem básica por lá.

O povo e a cultura também achei muito mais próxima à nossa do que a dos americanos. O povo troca olhares, paqueram na rua, parecem que tem muito mais swing e que são mais "soltos". Claro que com isso vem outras coisas indesejáveis também, como os brasileiros, eles não seguem muito as regras. Acho que uma coisa não combina muito com a outra, não dá para ser assim livre leve e solto e ao mesmo tempo ter a coisa boa do americano que é respeitar o espaço do próximo. Os carros não respeitam muito os pedestres, lambretas sobem nas calçadas, andam na contra mão, muitos cães não andam na coleira seus donos os deixam soltos e pior, não recolhem a sujeira. Essas foram umas das poucas coisas que não me agradaram em Paris. No geral a cidade é limpa, mas é cocô de cachorro para todo lado e o povo realmente cheira mal. Entrei em uma cabine telefônica aonde estava um rapaz, quase morro, não consegui ficar lá dentro. No metrô, no museu, enfim era cheiro de CC para todo canto.

Amei esse lugar, um banho de cultura. A cidade respira arte e história, para todo lado que você olha, vê coisas belíssimas, aprende-se sem querer. Meu lado artístico despertou, estou cheia de vontade de retomar muita coisa e cheia de pique para fazer coisas novas, que sempre ficavam apenas nos planos, espero que não seja temporário. Nada como uma viagem a Paris para mudar esse quadro, recomendo MUITO. Achava que Paris era apenas uma cidade romântica, mas é muito, mas MUITO mais do que isso. Aliás romantismo é o de menos perto de tudo que Paris oferece. Fiquei uma semana e não vi tudo que queria, se tivesse outra semana conseguiria preencher inteira somente com as coisas que deixei de ver. Eram 14 horas por dia andando e explorando a cidade. Chegávamos no hotel mortos de cansados, acabados, mas dia seguinte, pernas para que te quero e haja pernas!

Ainda estou arrumando os álbuns e outros vem por aí. Aqui uma palhinha das fotos, tenho muito mais para mostrar, aguardem!


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10.06.04- Cheguei!

Cheguei a NY hoje, lá em Paris não consegui acesso a internet, mas fui escrevendo no laptop e vou postando aos poucos. A viagem foi MARAVILHOSA, vou contando em capítulos, tenho bastante coisa para dizer e muitas fotos para publicar, mas como peguei uma infecção intestinal estou meio baqueada hoje. Ainda bem que aconteceu no último dia, fui até parar na enfermaria do Charles de Gaulle, mas agora está tudo melhorando, amanhã com calma vou arrumando as fotos e colocando os posts. Abaixo o post que escrevi indo para Paris.

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A diferenca de fuso esta complicada. Meu relogio diz que ja sao 2 da manha, olho na janela do aviao e lah esta o dia chegando. Agora sao 3 da manha em NY e eu em pleno Voo para Paris, ja entediada de ter ficado 6 horas e meia de NY ate Frankfurt, resolvi passar o tempo escrevendo para contar a experiencia.

O voo saiu atrasado de NY, e como o tempo de chegada em Frankfurt ate a saida para Paris eh curto, ficamos um pouco apreensivos com o timing, mas depois de um pequeno stress de nao achar meu passaporte, tudo deu certo. Foi estranho estar no aviao vendo so jornal em alemao, e ouvindo alemao o tempo inteiro. Senti como as pessoas que nao falam ingles se sentem quando vao a NY e acho impossivel que a pessoa esteja 100% boiando. Boiei pacas, e quando finalmente comecararm a falar em Ingles eu pensei: UFA PORTUGUES FINALMENTE hhahahaha, era assim que soava o ingles aos meus ouvidos.

Chegando na Alemanha, pela primeira vez senti preconceito por sermos brasileiros. Assim que saimos do aviao, tinha um rapaz chamando as pessoas da conexao para Paris, pois como o tempo estava curto, iriamos fazer a imigracao na express lane. Fomos para a fila, onde todas as pessoas estavam indo para o vôo de conexão. A mulher da nossa frente, com passaporte Americano, passou rapidinho, sem nenhuma pergunta. Quando foi nossa vez, o agente perguntou o que iriamos fazer la. Minha reposta foi: Turismo, o Sergio disse que eu devia ter falado “ vou comer ** de curioso” hahaha eu devia ter dito isso mesmo, ele nao ia entender, ia perguntar: what?” ai eu diria” oops sorry, I’m here for tourism” eu ia me satisfazer e ainda por cima tirar um barato daquele tonto. Depois pediu a passagem de volta, olhou, confirmou se voltariamos por Londres, olhou de novo ai entao liberou. As pessoas seguintes das fila vieram super rapido, sem responder a nenhuma pergunta. A maioria com passaporte Americano. Enfim, estou aqui no voo e ja tenho que desligar o laptop, pois Frankfurt/Paris eh como ponte aerea Rio-Sp, 45 minutos, nao dah nem para se acomodar direito que ja esta na hora de descer.

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02.06.04- ...pra Paris eu voooooo e ninguém vai me segurar!

Isso aí, estou indo para Paris amanhã, ficarei por lá uma semana passeando, o weather.com diz que o tempo estará bom, espero que ele não mude de idéia. Como não sei se amanha terei tempo de postar, já aviso hoje. Estou arrumando as malas e acabei de descobrir que minhas calças jeans não me entram mais "confortavelmente", dá-lhe sair pra comprar amanhã, coisa bem brazuca né, deixar pra última hora. Ainda tenho que colocar o to do list da Luana espalhados pela casa pro tio Leo não esquecer de nada. Como o marido está trabalhando até tarde, eu que arrumarei sua mala. Já viram tudo né? Chegaremos lá e ele vai perguntar: "Não trouxe aquela camiseta? aquela camisa?" se bem que eu também vou sentir falta de coisas minhas, não sou muito boa em arrumar malas, levo coisas que não uso e sinto falta do que não levo.

Semana que vem estarei de volta! beijoca a todos!

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