14.02.08- My Valentine No dia dos namorados, vale tudo!
Eu conto nosso aniversário, desde quando começamos a namorar. Porque? Por que demoramos pra nos casar, e começamos muito cedo. Foi meu primeiro namorado, e foi intenso desde o início. Depois de um tempo fomos morar juntos, na casa da sogra. Depois viemos pros EUA e após um ou dois anos aqui, é que nos casamos no civil. Não posso contar a partir dessa data e esuqecer o que veio antes, que pra mim também era um casamento. Decidimos então contar nossa história desde que começamos a namorar. Então hoje, comemoramos 19 anos de eternos namorados, amantes, amigos, cúmplices e confidentes. << No Mundo da Luna: OUR VALENTINE >> Não sou cheia de amigos, tenho poucos. Me dou muito melhor com os amigos homens do que com as mulheres, e meus poucos amigos verdadeiros, na maioria, são homens. Me dedico muito a eles, faço tudo que eu puder pra ajudar, me envolvo nos problemas, me jogo de cabeça mesmo. E é engraçada essa coisa de amizade, cada um é completamente diferente do outro e ainda assim nos damos bem. Lembro que tinha um amigo que adorávamos falar sobre música, era uma sintonia ótima. Falávamos das letras, dos sentimentos com as músicas, dos momentos com que cada uma delas combinava. Esse era nosso ponto em comum e no que mais nos dávamos bem. Enquanto com um era música, com outro é um papo mais intelectual, garotas, acontecimentos e até de bebês. Outros nem são assuntos específicos nada muito aprofundado, banalidades. Um deles, amigo de LONGA data, acredito que uns 11 anos, é o que satisfaz meu lado masculino. Falamos muita, mas muita, mas MUITA merda. Falo palavrões, falo de mulheres gostosas, de homens não pois ele é muito machista, falamos de relacionamentos, de crianças, de músicas, falo de coisas nojentas bem típicas de homens, enfim sem cerimônias. Ele estava comigo no momento que MAIS precisei de um ombro amigo, e aguentou MUITA chatisse minha em outros momentos. Me acompanhou ao hospital no meu único como alcóolico e choramos juntos a derrota do Brasil pra França em 98. Quando penso em alguém que posso falar de tudo é ele, e quando penso em alguém que posso encher MUITO o saco e satisfazer minha vontade de zoar, pentelhar, cutucar, irritar e me divertir com isso, é ele que me aguenta. Hoje tivemos mais um episódio pelo MSN (ele me proibiu de publicar) hilário, com episódio Bourne is back home, banheiro, minhoquinhas, fusca e outros impublicáveis. Se eu mostrar pra alguém vão dizer: vocês são loucos mesmo, isso não existe. RIR e falar merda, é o melhor remédio pro stress. O melhor de tudo é que esses assuntos todos eu colo pro Sergio e dou graças a Deus que eles são os melhores amigos, assim não rola confusão, pois além de tudo, o Sergio é meu companheiro nas encheções de saco. Amigos assim, são pra sempre, mesmo estando tão distantes! A Iza tinha um grande coração, o maior que eu já conheci. Me lembro desde pequena daquela figura brava, aqui na frente da janela do meu quarto, brigando com a minha avó que me colocava sentada na janela - "Essa menina vai cair daí!". A Iza brigava, adora dar uma bronca, adorava cuidar, se preocupar. Sem ao menos imaginar o quanto eu participaria da sua vida no futuro, sua primeira preocupação comigo foi essa da janela quando eu devia ter meus 6 anos. Ela foi a pessoa que cuidou do Sergio desde que ele nasceu e o amava como um filho. Era uma pessoa muito popular no bairro, todos a conheciam, falava alto, voz forte. Aliás, era toda forte, ajudava a quem fosse preciso sem pestanejar. Aquela aparência de brava era apenas uma casca, era a pessoa mais generosa que eu conheci em toda a minha vida. Tivemos nossos arranca rabos, vários aliás, principalmente quando comecei a fazer parte da sua família. Ela me recebeu de braços abertos e me amou, isso eu tenho certeza. Eu era pra ela a pessoa que fazia seu filho feliz, mas não somente isso, fui sua companheira por alguns anos quando moramos juntas. Ela comprava pãozinho pra mim na padaria quase toda manhã, reclamaaaaava sempre, ela adora reclamar, mas fazia com o maior prazer do mundo. Sua batata frita era inesquecível, seu pudim de leite então, maravilhoso, quando queria nos agradar, ela nos recebia no jantar com essas surpresas. Quantas vezes na praia ou em casa ela matava meu desejo (às vezes tarde da noite) de comer batata frita, quando eu suspirava pensando nelas. Claro, precisava dar a reclamadinha básica, era sua marca registrada, mas fazia com gosto. Era só eu mostrar minha vontade pra ela dizer: "AAAAAAAAAH eu que não vou fazer batata frita essa hora não, tá louca?" e eu nem ao menos pedi... mas ela levantava e ia fazer. Que saudades iremos sentir das suas broncas Iza, broncas de mãe, que muitas vezes era só para chamar a nossa atenção. Sem falar das suas cartinhas que sempre chegavam até nós, fosse pelo correio, pela mão de alguém que ia pra NY, elas não podiam faltar. Cartões de Natal, ela não deixava de mandar nenhum, um pra mim e um pro Sé, separado. Assim eu me sentia ainda mais especial. A Iza ajudava a todos, sem medir esforços. A melhor frase pra definir sua jornada aqui é " uma pessoa que viveu para se dedicar aos outros" sempre. Ela mesmo com sua idade já avançada, foi a pessoa que veio socorrer meu pai, e eu serei grata a ela por isso até o fim da minha vida. Se não fosse a Iza ele teria ficado aqui sozinho, sem socorro. Ela era assim mesmo, a gente ligava e sabia que alí estava uma pessoa que poderíamos contar pro que der e vier. IZA IZA IZA, help! Lá vinha ela... Uma coisa é certa, o que falei aqui não descreve nem metade do que foi a Izabel, eu precisaria de um dia inteiro para talvez poder homenagea-la e dizer tudo que tenho vontade. Somente quem a conheceu sabe a figura maravilhosa que ela era, mesmo sendo difícil as vezes, meio complicadinha, atrapalhada, enrolada, não se comparava ao que ela tinha de bom. Fazia amizade com todo mundo, em todos os lugares, se comunicava como ninguém. Dedicação, entrega, cumplicidade, generosidade, amor verdadeiro, incondicional... IZABEL. Pra sempre. Eu sou preto no branco, não curto o degradê, não tampo o sol com a peneira, exijo porque dou, não gosto das coisas mal resolvidas, sempre quero entender na raiz, é lá que estão as verdadeiras respostas o superficial não me satisfaz, peco por falar demais, não por esconder, não fujo, resolvo, cobro porque me envolvo, reclamo pois quero o melhor, me dedico porque eu quero, nunca por obrigação, não prometo se não posso cumprir, a confiança se adquire, não se força, também não forçamos o que não somos, quando a máscara vive caindo, ela se danifica, melhor jogar fora e não cobrir mais nada, não engulo logo, preciso mastigar até que tudo esteja bem triturado pra não dar indigestão depois. No fim, me decepciono pois sempre espero demais. --------Esses dois últimos meses foram intensos por aqui. Mãe chegando, mudança, decoração, amigo chegando, irmã visitando, ano novo em casa, jantarzinhos, vinhos, viagem pra Lake Placid, foram 2 meses non-stop. Ontem o Mike foi embora, e hoje a Mami foi. Muito estranho depois do furacão todo, chegar em casa hoje e estar tudo calmo, vazio... estranho e triste. Minha mãe me ajudou em todas as etapas da mudança, compra e escolha dos móveis, as aventuras mil que tivemos com tudo isso, que com calma eu vou contando por aqui, e agora pra mim, a casa tem a cara dela, e é estranho ela ter ido embora. Sniff,sniff, nunca fui de chorar muito no aeroporto quando deixo alguém, mas hoje eu desabei MESMO. Vontade de me enfiar dentro da mala dela e ir embora junto. Mas a despedida foi turbulenta, começando desde ontem. Combinamos que ela iria me encontrar no trabalho para as comprinhas finais. Ela deveria chegar às 7:20, e até as 9:00 ela não havia apareciso ainda. Morri de preocupação, principalmente pq eu tinha esquecido de ensiná-la a usar o telefone público e ela não fala inglês. Fiquei doidinha, mas finalmente ela conseguiu se comunicar, uma pessoa a ajudou e ainda deu 2 moedinhas pra ela me ligar- ainda bem que ela sabia meu fone de cabeça. Fui buscá-la no City Hall, ela tinha feito confusão com as estações e foi parar no Queens, ficou fazendo um tour pelo metrô. Daria um filme, "Perdida no metrô de NY". Depois do susto, fomos entao dar uma voltinha de Ferry até Staten Island. Hoje de manhã fomos fazer as compras que não havíamos conseguido ontem, mas eu estava preocupada com uma entrega da UPS que ia chegar, que ela precisava levar pro Brasil. Deixei recado pra UPS deixar com o Zelador caso eu não tivesse em casa. O vôo sairia às 6:00 entao planejamos que ela chegando umas 4:00 estava bom, pois a passagem dela só embarca mesmo depois que todos embarcarem e sobrar lugar. Cheguei aqui às 3:30 e nada da UPS. Fiquei P. da vida, frustrada, xingando meio mundo pq essa entrega não veio. Resolvi ir embora sem ela mesmo, desci e quando abro a porta do elevador com as malas todas, quem está subindo? a UPS. Fiz a maior festa pro cara, disse que ele tinha caido do céu etc, expus toda minha felicidade e o sujeito só olhando pra minha cara com cara de bunda. Ô POVINHO MAU HUMORADO DO KCT! Peguei as caixas, saimos correndo feito loucas, pegamos o taxi e pegamos um trânsito horrível. Chegamos no check-in às 5, e o cara diz: "está fechado, fechamos o check-in 1 hora antes do vôo". Se fosse a Ana Maria Braga o avião esperaria por ela, claro. Imploramos e o cara da Tam que deve ter incorporado a falta de educação e humor aqui de NY, disse que poderia até embarca-la mas talvez as malas não iriam. Logo em seguida ele diz pro atendente do check-in: "bota a etiqueta amarela na mala". Ele só quis mesmo fazer terror, agora fiquei curiosa pra saber o que é a etiqueta amarela. Ela fez o check-in correndo, e o cara dizendo que ela deveria correr pro portão de embarque senão ia perder, e lá fomos nós correndo feito loucas pelo aeroporto. Mal nos despedimos depois de nos aterrorizarem tanto. Só deu pra dar um abraço rápido e dizer tchau mãe obrigada por tudo e desculpe por algo! Depois desabar no choro... Agora, bola pra frente que atráz vem gente, trabalho etc ... e a maninha chegando dia 28! --------Muita gente reclama da rotina, da mesmisse. Eu gosto da rotina, é dela que sinto falta quando fico longe por muito tempo. Me lembro quando cheguei em NY e pensava no Brasil, o que mais me dava saudades era aquela rotininha diária, de ir trabalhar, a noite ir ao Carrefour comprar coca, etc. O que me incomoda na rotina é não conseguir muda-la pra fazer as coisas que preciso, essa rotina vicia. Como é a sua rotina em dias de semana? Eu: acordo às 9, tomo banho, checo emails, beijo a Luana, troco o pad onde ela faz xixi, e vou para a estação de metrô. Lá pego o F train até a Broadway Laffayette, no caminho vou lendo meu livro, ou o NY times, ou então durmo, depende do meu cansaço e saco. São 25 minutos então não dá muito tempo, chego lá, vou até o Café Mirô ou à Dean Deluca compro um croissant e um steamer (leite quente às vezes com sabor) e pego o elevador pra chegar até o segundo andar (de manhã a preguiça é maior). Chego no escritório, ligo o monitor, checo emails da empresa, tomo meu café e começo a trabalhar. A hora do almoço chega que eu nem percebo, já são 2 horas e eu me lembro que preciso comer. Normalmente peço algo pra comer no escritório (essa parte da rotina quero mudar), almoço e volto pro computador. Lá fico até umas 20:00, 21:00 e se não vou à academia, vou pra casa. (também preciso mudar essa parte) Chego em casa, tem a louça de ontem pra lavar, a cama pra arrumar, Luana pra afofar, emails para checar, janta pra fazer, enfim uma infinidade de coisas que se não forem muito bem controladas (quase sempre não são), não faço nem metade delas. Estou cansada, sento no computer, checo os emails pessoais, falo com a irmã, mãe, amigos, acabando algum trabalho, falando com os programadores que adoram trabalhar de madrugada, ao mesmo tempo que fico tentando fazer a janta, arrumar meu quarto, lavar alguma roupa, arrumar alguma bagunça. Levo a Luana na rua pra passear, tento ver algumas cenas na TV, e tudo isso, indo e vindo do computador. No final da noite o balanço quase sempre é o mesmo, não dei atenção direito pra Luana, não comi o que deveria ter comido, esqueci a roupa dentro da máquina, nem respondi todos os emails, não visitei os blogs, muitas vezes também não consegui escrever no meu. E já é hora de dormir, já passou da 1:30AM, mas um dia que não deu para fazer tudo que eu quero ou preciso! Ainda bem que fico com o Sergio o dia todo, senão ele já teria me despedido :-) Quero ver a rotina de vocês também! --------
É na maioria das vezes, essa zona toda. Lá dentro estão coisas que vocês nem imaginaM. Claro algumas mais bagunçadas que as outras, mas sempre é curioso ver o que cada uma carrega. Resolvi imitar a Claudia, achei interessante ver essa "intimidade". Sim ver a bolsa de uma mulher é estar invadindo COMPLETAMENTE a sua intimidade. Veja só, devia ter até vergonha de mostrar essa zona, que eu tive que botar pra fora para achar esses benditos selos para mandar meus rebates. Vou dar uma explicada geral nesses itens, e espero ter um tempo logo para sentar, olhar e ver o que pode ir pro lixo. Da esquerda pra direita: - Várias amostras de Retin A para a minha pele problemática, com os devidos folhetos embaixo deles explicando como usar. - Essa cordinha preta é meu novo Travel Drive de 1GB! Assim posso levar as coisas do trabalho pra casa e vice-versa, meu mais novo brinquedinho. - Meu caderno de anotações, caneta e a chave cheia de cartõezinhos de descontos do petshop, farmácia e supermercado. - Aquele envelope acima do Chase é $$ que eu tinha que mandar pro Brasil. Embaixo dele um recibo de uma antiga remessa. - A caixinha do meu óculos e abaixo dela uma pinça que comprei mas não gostei, vou devolver. -Mais cartões de descontos e abaixo o tão procurado selo, que nem preciso dizer, foi o último item achado na bolsa. - La em cima ao lado direito da caixa de óculos, um label de um molho de churrasco que o Michael me deu para ver se acho para comprar pra mãe dele que mora no Brasil. - Papéis e mais papéis perdidos na bolsa, como bilhete da Tam, aviso da UPS, cartão de um forncedor de persianas do Brasil, receita de remédio, nota da Bed Bath and Beyond, mais notinhas fiscais e até uma do carrefour. SIM eu tenho notas ainda de quando fui ao Brasil, dentro da minha bolsa. - Esse pacotinho listrado é uma espécie de "amuleto" que minha tia Lou me deu quando estive em Recife. - Na verdade alguém até estranha ser uma bolsa de mulher e não ter um item se quer de maquiagem, não? É não uso muita maquiagem, "minha vaidade vai até onde a minha preguiça permite", esse é o meu lema. Parece mais a bolsa de um homem desorganizado do que uma mulher chata com organização, como eu sou! Coisas da vida... --------Já postei aqui sobre as idas aos médicos em NY. É sempre um parto. Primeiro porque para ir a um especialista, você tem que pegar uma "indicação" do seu PCP, que é o seu clínico geral. Fui pedir para a minha médica pois queria ir ao dermatologista e deu um grande rolo, pois ela tinha mudado de plano e blablabla, enfim mudei de PCP pela 4ª vez! Os primeiros eu não gostava, quando achei uma boa médica (raridade) ela resolve se descadastrar do meu plano, anyway... hoje fui ao novo médico e por enquanto, adorei. Fiz aquele check-up anual, pela segunda vez aqui nos EUA. Sempre que ouvi falar de check-up me vinha à mente um super exame capaz de detectar qualquer doença que eu pudesse ter. Imaginava se de repente um tumor estivesse crescendo em algum lugar e não tivesse se manifestado, seria detectado. Quando fiz o check-up achei meio superficial, eles tiram sangue para fazer um teste geral, que sai se você tem alguma doença como anemia, colesterol alto, problemas de tireóide e coisas assim. Fazem também um ecocardiograma e medem a pressão. Sei lá não sou médica, mas só isso será capaz de detectar doenças mais graves como um câncer? Não sei se é impressão minha, mas no Brasil check-up não é mais completo? Enfim, adorei esse médico novo, super atencioso (raridade também), explicou os processos dele,(afinal é a primeira vez que ele me atende) e fora tudo isso o consultório é uma graça. É um mix de consultório com galeria de arte e ainda por cima é no SOHO, um dos bairros que mais gosto em NY. Achei que aqui nos EUA eles tomam mais cuidados com as coisas descartáveis. Fiz um teste de respiração que ela tirou um bocal de dentro do saquinho e em nenhum momento ela toca o dedo na peça. Ela estava de luva e mesmo assim abriu e deixou o saquinho em cima dele até o momento de eu ter que usar. Como ia usar novamente, ela cobriu com o plástico e só tirou quando me deu novamente. Já no Brasil eu achava algumas coisas meio anti-higiências, principalmente no dentista, aquela coisinha que bota na boca pra ficar sugando a saliva. Mas fiquei contente, vou ver se agora eu finalmente achei o médico correto, isso já é quase como ganhar na loteria por aqui. --------Acho que uma das coisas mais difíceis na vida é lidar com sentimentos ambíguos. Ainda mais para uma libriana. Assim é bom, mas do outro jeito também é. Sempre tive problemas em enfrentar situações em que eu me deparasse com esse sentimento tão complicado. Prefiro os momentos da minha vida em que ele está adormecido. "diferentes sentidos; equívoco, que desperta dúvida, incerteza; vago, obscuro, indefinido, que admite interpretações diversas e até contrárias" --------
Alguns anos atrás, quando essas fotos foram tiradas, era impossível imaginar a história que estava escrita para nós. O mais irônico ainda é pensar que crescemos e passamos nossa pré adolescência nos ignorando e brigando. - "Que essa menina está fazendo aqui? essa *&^%$"? Como a vida dá muitas voltas e cuspir pra cima não dá muito certo, porque cai bem em cima da testa, o destino tratou de dar um jeito nessa história. Foram muitos anos de amizade, risadas, choros, alegrias, tristezas, conquistas, tombos, planos e sonhos. O saldo final de tudo isso é super positivo e eu tenho uma pessoa maravilhosa ao meu lado que me faz muito bem.Obrigada por TUDO durante esses 16 anos de convivência. Feliz 4 anos de casamento, te amo! --------Hoje fui fazer a minha endoscopia. Como já falei anteriormente, eu não suporto os médicos e o atendimento nas clinicas daqui, sempre estão sem paciência e te respondem mal. Para minha surpresa total, hoje no hospital tudo foi maravilhoso. Nunca tinha feito esse exame, mas já tinha ouvido falar e é apenas um exame! Tive todos os procedimentos como se fosse fazer uma cirurgia. Tirei toda a roupa, sapato e vesti aquele aparato lindo de hospital. Assinei 500 papéis e aguardei uns 15 minutos antes de ser chamada. A enfermeira veio, me chamou, deitei na maca, ela me cobriu e lá vamos nós num tour pelo hospital. Foi estranho ficar na maca sendo empurrada, só para ir fazer um exame. Todos que cruzavam comigo davam sorrisos, era um tal de "Hello Miss Mello, how are you doing" que nem dava tempo de tirar o sorriso do rosto já vinha outro! Chegamos na sala do exame e quando vi todo aquele aparato médico como o controle de pressão, batimentos cardíacos etc me deu uma super tristeza. Na hora me veio a cena do meu pai no hospital, aqueles beeps, enfim, foi bem difícil, precisei controlar o choro várias vezes. Logo a médica veio, mesmo com todo o "aparato" ligado ainda tive que assinar o último papel e finalmente veio o sedativo. Adoro aquela sensação do sedativo fazendo efeito, você caindo no sono meio forçada e depois acordar achando que faz apenas 1 minuto que adormeceu. Me lembro de ter sentido a agonia do treco entrando na garganta e eu tentando tirar, me lembro da médica dizendo "Não Monica, não!!!!" e agora tou aqui sentindo a garganta meio dolorida. FINALMENTE acharam o que eu tenho, ganhei uma gastrite e hernia de hiato. Só vou ver a médica daqui a duas semanas e enquanto isso continuo com o remédio que já estava tomando antes. Pelo menos uma experiencia boa com os médicos, mas claro que depois veio aquele questionário para você avaliar o serviço... só aqui mesmo. --------Tá tudo desequilibrado por aqui... enjôos fortes (não se animem, teste de gravidez=negativo), muito fortes mesmo, perdendo peso, com medo de assistir filme de terror/suspense sozinha e ainda por cima estou meio chorona, só faltava agora estar romântica, não esse ainda não chegou. :-) Logo passa, espero, pois não esta dando para comer fora todo dia ou comer sopa o dia inteiro, mas se depender desses medicos daqui, acho que ainda ficarei um tempinho desequilibrada. --------
Muita gente diz que a mulher muda aos 30, eu quando fiz, não senti nenhuma mudança, mas acho que finalmente está chegando. Me sinto agora com mais de 26 :-) e um pouco mais calma e responsável, vontade de ficar mais quietinha, estabilizar, planejar e seguir isso tudo em frente. Nessa "mudança" sinto que meus "instintos maternais" estão despertando e já percebi também que não existe hora certa. Antes era por motivos emocionais , outra hora é financeiro, depois é profissional, acho que sempre haverá algo para acharmos que ainda não chegou a hora, portanto já tirei isso da minha cabeça, não tem hora certa e sim mais propícia. Já estamos aqui fazendo nossos planos, já observo bastante mulheres grávidas, olho carrinho de bebês, reparo mais nos pais que estão acompanhados de suas filhas... Alías acho lindo quando vejo um pai sozinho com uma filha menina, sem a mãe, somente os dois. Como quero ter uma menininha já fico imaginando o Sergio com a pirralhinha fazendo compras, passeando de carro, andando no parque...acho que um dia vou seguí-los de longe escondida, só para apreciar essa cena. Enfim, resolvi falar de maternidade para dar os parabéns a minha prima Gisele que acabou de ter nenen! Desejo tudo de bom para vocês e que tudo que está dificil hoje se resolva o mais rápido possível, pois o tempo passa e não nos damos conta do tempo que perdemos com as besteiras, sem aproveitar o que há de mais valioso nessa vida, compartilhar e aproveitar cada momento que podemos com a nossa família. Por isso eu tenho vontade de ter filhos no Brasil, perto de todo mundo, curtir essa fase tão bonita e importante perto das pessoas mais importantes da minha vida! Aqui tem uma propaganda de um filme que diz: "Life is never the way we picture it". Para mim que sou uma sonhadora e idealizadora nata, respondo: "But it can be, so why not? " -------- Tou baqueada, a gripe me pegou... volto assim que melhorar. --------Bate a famosa Insônia. O Sergio dorme, eu viro pro lado, agarro a Luana e ela também dorme ao meu lado. Ouço um ronquinho do meu lado direito, viro pro esquerdo e Luana também começa a roncar, e nada do meu sono vir. Aí todos os pensamentos possíveis e imagináveis tomam conta da mente. "Ai tenho que acabar de escrever o documento do projeto, putz ainda falta um monte. Não posso esquecer de responder aquele email, puxa que saudades do meu pai, será que hoje vou sonhar com ele de novo? aqueles sonhos esquisitos? A luana precisa de uma coleira nova, já imaginou se essa arrebenta justo na hora em que estou atravessando a rua, vou me arrepender até o fim da vida. Mas que saco, porque eu não durmo? Jajá levanto e vou pro computador escrever no blog, mas aí é que não vou dormir mesmo. Amanhã eu escrevo sobre essa insônia maldita, será que tomar tylenol PM antes de dormir iria melhorar? Mas e se durante o dia eu ficar com mais sono ainda? Não posso esquecer de falar com a médica sobre isso.." E assim vai, um pensamento mais besta que o outro e nada de vir sono, o jeito é continuar tentando dormir, ouvindo o ronquinho da minha tchuchuca e sua respiração no meu cagote, enquanto o Sergio dorme profundamente do meu outro lado. Resultado: hoje estou acabada! --------
Acaba alegria, empolgação e toma conta a preocupação e o arrependimento. Porque não pensa antes de abrir? Pq essa impulsividade? BEM FEITO, quem sabe agora a anta aprende? A----N----T----A!!! --------Estava apagando as fotos do cartão da minha máquina e resolvi postar essas 4, as duas para mostrar aos amigos que deixei no Brasil quando vim e estava de cabelo curto. Nem eu acredito quando me olho no espelho e vejo meu cabelo desse tamanho, foram MUITOS anos de cabelo curto que nem sei mais cuidar desse cabelão, ele me irrita e o mantenho preso. As outras são da minha branquela que está SUPER peluda, precisando de uma tosa, mas aqui esse serviço é caríssmo, U$60,00 para dar banho e tosar. Dou banho em casa, mesmo porquê levar sempre ao petshop o cachorro acaba voltando com pulgas, mas tem que ter coragem para pagar tudo isso em uma tosa, então esse ano, só vai ser no verão mesmo. Duas fotos para vocês compararem Luana peluda e Lu tosada. A tia Sthephanie prefere ela peluda, aliás muita gente acha mais bonita quando o pêlo esta grande, eu já prefiro o corte tradicional da raça, bem curtinho, além de sujar menos, o banho também demora a metade do tempo.
Quando conto nossa história para as pessoas, há uma mistura de reações que percebo. Alguns ficam indignados, tentando entender como conseguimos ficar tanto tempo juntos, outros acham absurdo eu ter começado a namorar tão cedo e ele ter sido meu único namorado, os mais românticos acham tudo lindo. Digamos que na realidade é um pouco de tudo. Ficar tanto tempo assim realmente não é uma tarefa fácil, principalmente no momento em que vivemos, o auge de nossa adolescência. Vários conflitos, várias brigas, insegurança, imaturidade. Namorar tão cedo, também tem seus problemas, pois acaba que você deixa de viver um momento que é necessário de conhecer pessoas, descobertas, experimentos. Estar tanto tempo junto, ter achado a pessoa certa e em tanto tempo de convivência, ainda ter vontade de estar perto, de dividir os sonhos, e isso ser cultivado há tanto tempo, também não deixa de ser lindo e romântico. Durante todos esses anos, não teve um só momento em que pensei: putz, enjoei, não aguento mais estar ao seu lado. Claro que nada é um mar de rosas 100% do tempo, existem altos e baixos, crises, mas enjoar, não. Digo isso pq essa é a pergunta que mais me fazem. Casamento se faz de entrega, divisão, soma. Estar com alguém que você gosta é tão prazeroso que vc nem percebe o tempo passar. É como quando vamos a um parque de diversão, ficamos lá o dia inteiro e quando o dia acaba, parece que estivemos lá por apenas algumas horas. Por outro lado, tudo que não proporciona prazer, causa o sentimento contrário, o pouco tempo parece ser uma eternidade. Sempre ouço de solteirões convictos que jamais vão se casar, que não largam a vida de solteiro por nada nesse mundo, que não conseguiriam se imaginar com uma mulher/homem somente para o resto da vida. Difícil julgar, mas eu penso que essas pessoas ainda não encontraram realmente alguém por quem se apaixonou. Claro que é bom também ser solteiro, e nem tenho a ilusão que muitas pessoas têm de que, a partir do momento que se está casado só existem olhos para aquela pessoa, que a paixão vai durar para sempre, anos e anos exatamente como foram os primeiros. No casamento essa paixão se transforma em sentimentos muito mais sólidos e verdadeiros. Sendo solteiro você pode se relacionar com as pessoas que te atraem e uma semana depois quando o encanto acaba, ter a possibilidade de mudar, conhecer, paquerar e curtir alguém diferente, isso realmente é legal e gostoso. Mas acredito que tudo na vida é questão de escolha, e tudo que escolhemos acabamos tendo que optar por perder de um lado e ganhar de outro e vice versa. Perder essa "solteirisse", a liberdade de fazer o que bem quer a hora que bem entender, parece ser difícil, mas ter alguém sempre ao seu lado, aquela pessoa que te faz sentir bem, que ri quando vc está bem, que chora junto quando as coisas estão ruins, que te faz sentir especial e exclusiva compensa todo o resto. Nada melhor do que chegar em casa depois de um dia cansado e complicado, deitar no ombro de quem gosta, que vai ouvir suas lamúrias mas que com toda sinceridade do mundo irá lhe aconselhar, acolher, abraçar e ajudar. Ou então quando recebe uma notícia boa de algo que estava esperando ansiosamente, ter com quem pular, sorrir, comemorar, dividir... é uma sensação única. Pensar sempre que a vida é a dois e não apenas um, saber consultar, conversar, chegar a um acordo que satisfaça o casal e não apenas a uma das partes. Essa relação é desafiadora e ao mesmo tempo deliciosa. Sei que nem sempre é assim que acontece, em alguns casamentos não existe essa reciprocidade, cumplicidade,o diálogo, mas sim ditadura, submissão, frustração e medos. Essa é a hora que devemos refletir, afinal quem disse que casamento tem que ser para sempre? Para sempre tem que ser nossa felicidade e como disse uma vez a Ana Maria Braga, uma dica para saber se vale a pena continuar, é se perguntar: "Se eu pudesse me casar de novo, eu me casaria novamente com essa pessoa? " Se a resposta for sim, ótimo, se for não, realmente está hora de dar uma pausa e reavaliar. E de pensar que eu e o Sérgio nos conhecemos desde crianças mas não podíamos nos cruzar pela mesma calçada que saía faísca... Como sempre dizem, há uma linha tênue entre o amor e ódio... e eu que o diga! Update: Não tenho mais fotos do casamento minha no computer, precisaria escanear, mas já no embalo do assunto, vejam o site que fiz para minha irmã, do casamento dela. As fotos são extra-oficiais, as do fotógrafo eu não tenho ainda. I love you :-) --------
Adoro ficar recordando momentos bons do passado, aliás depois que passa parece que foi melhor do que no momento em que o vivemos. Hoje é engraçado lembrar da gente botando limão no sutiã para fingir ter seios e ver que hoje somos adultas, vivemos tanta coisa e ainda nos mantemos muito unidas, até mais do que antes. Nossa família é o que realmente há de mais precioso na nossa vida. Às vezes não acredito em uma verdadeira amizade, acho que amigo 100% mesmo somente seus pais e irmãos. Só por eles sinto que eu faria TUDO nesse mundo para ajudá-los. E por minha irmã eu já fiz milhares de coisas, absurdas até, me arriscando, mas faria tudo de novo, e só por ela, meus pais e meu marido, mais ninguém. Hoje fico muito feliz por vê-la conseguindo realizar seus sonhos, começando sua vida e se sentindo feliz, parece que cumpri com minha parte para que isso acontecesse e isso me deixa realmente muito satisfeita. --------Algumas pessoas me perguntaram o que aconteceu com o piercing, vou fazer um post sobre isso, pq até pode esclarecer algumas coisas para quem está pensando em colocar um. Quando eu decidi colocar, lí agumas coisas a respeito antes de fazer e quando via as complicações que poderia causar, eu ignorei pois conheço muita gente que tem e nada aconteceu, achei que aquilo seria o que aconteceria nas piores da hipóteses. Resolvi então colocar no umbigo. Vale a pena ressaltar que doeu pacas, apesar de várias pessoas dizerem que umbigo é aonde dói menos, eu senti uma dor do cão.
Marquei o cirurgião plástico, que quando viu, me mandou imediatamente tirar aquele anel da barriga. Fui ao dermatologista ver se ele tinha uma opinião diferente, e ele foi ainda mais firme. Tire isso já! Ok me enchi vou tirar esse inferno! Com a maior dor no coração fui lá tirá-lo... Se não melhorasse após tirar o piercing, eu iria mesmo pra faca. Claro que não melhorou e eu fui ao cirurgião geral. Isso já com a cabeça em parafuso. Marquei a consulta com o cirurgião para dalí uma semana. Cheguei lá e ele já foi logo me deitando na "cama", dando anestesia e pá, abrindo. Eu nunca, mas NUNCAAAA senti tanta dor na minha vida. Não sei se a anestesia não pegou devido a infecção, mas eu sofri muito, senti tudo. Sthephanie que foi comigo para dar um help, quase desmaia. Em 4 dias eu deveria abrir o curativo, e tirar a gaze que estava dentro do buraco que ele fez pois estaria ali para drenar o que tinha dentro. Foi a experiencia mais horrivel da minha vida, vendo um buraco na minha barriga com gaze dentro e assim a seco, eu tirar a gaze dali com a pinça. Cada movimento que eu tentava fazer parecia a morte. Doeu muito, ardeu muito! Em uma semana eu deveria voltar lá para ele ver, o corte já estava quase fechando, e eu ingênuamente achando que nao iria sofrer mais, voltei no açogueiro. Ele disse: ah ta bom, ta bem melhor, vamos botar um remedinho. Mas como assim um remedinho? ta quase fechadoooooooo não deu nem tempo, soltei um CARA***!!! Não consegui me conter. Ele simplesmente enfiou um cotonete com medicação pelo único espacinho minusculo que ainda estava aberto, e foi arreganhando tudo.. enfiando o cotonete dentro do corte. Eu vi não só estrelas como o céu inteiro na minha frente. E ele rindo do palavrão que soltei, pois ele entendeu, ele falava spanish além de ser Italiano. Ok, saí de lá azul de nervoso... e aí fiquei expert nos band-aids e gazes, pois até agora, um mês depois ainda estou usando band-aid. Não me livrei do castigo, ainda dói, tem um tecido duro em volta e ainda sai um pouco de liquido de lá de dentro. Hj fui ao médico, outro pq naquele louco eu não volto mais. Ele olhou disse que preciso ter paciência que esse tecido duro deve ir embora, e depois de eu implorar e dizer que estava traumatizada pois só de olhar já doía, ele prometeu tomar cuidado. O cuidado dele foi pegar uma pinça e pelo minúsculo buraquinho, abrir o corte de novo com a pinça à seco, e enfiar com o MALDITO COTONETE mais remédio lá dentro. Ok desisto, vou ter que sentir dor mesmo até não ter mais nada aberto e nem a possibilidade de abrir esse treco apenas com a ponta de uma pinça ou cotonete. Da-lhe tomar antibióticos novamente e voltar lá daqui a um mês. Tudo isso por causa de um maldito piercing. --------Tirei meu piercing :-( Que frustração, tanto sofrimento pra nada. Fora os $40.00 que gastei, mais todos os medicamentos que comprei depois. POOOO tanta gente bota e dá certo, porque comigo não deu? Tô triste. O cara disse que não sou uma piercing person, às vezes isso acontece mesmo. Enfim agora é se conformar e rezar pra que mesmo tirando, o abcesso suma. Falando de coisa boa agora, hoje recebi as fotos da Daniela, a fofa da pousada 4 cantos, que tem eu com uma máscara de um velho horroroso! Fiz muito mais sucesso com a máscara no carnaval do que sem ahahah é essa aí embaixo, clique na foto para vê-la ampliada, vale a pena é muito feia! Amei essa máscara, se alguém souber aonde compro uma igual, please me diga! Essa é do meu amigo Eden que mora em Recife, mas foi comprada na Europa. Quero achar uma! Essa ao lado é a Dani, que é um amorrrrr de pessoa, e a Ana ao lado dela que tb é muito bacana. Que saudades que me deu do carmaval, mas ano que vem tem mais, espero! -------- |