25.11.08- Oba Obama E o americano, num país considerado racista e conservador, elegeu um negro jovem e democrata para presidente. Não simplesmente elegeu, foi votação recorde, esperança recorde, com muita vontade de mudar. Cansaram do Bush e dos republicanos, vários estados considerados vermelhos também cansaram e optaram pela mudança. Finalmente a maioria também cansou, e prevaleceu a esperança, depois de 8 anos, de se viver em um país diferente. New York foi totalmente Obama, como esperado, já que é um estado democrata-liberal. As pessoas estão com aquele olhar e euforia que os brasileiros tiveram com a eleição do Lula, confiando que a guerra acabe, que melhore a política externa, que as grandes corporações sejam menos favorecidas e que haja a prometida grande reforma na área da saúde. Há os que duvidem (e muito) que Obama consiga cumprir tudo o que prometeu, pois ele necessitaria de vários mandatos, mas sinto que essa escolha foi um grito desesperado para que a política Bush fosse embora. Sai o presidente que é ridicularizado por sua "ignorância" e entra o presidente considerado culto, inteligente e antenado com o que está acontecendo no mundo. Principalmente a comunidade negra, tem muito do que se orgulhar. Pessoas se emocionam ao lembrar que um dia lutaram apenas pelo direito do negro poder votar nos Estados Unidos, e não acreditam que hoje, estão votando em um deles para dirigir seu país. Alguns achavam que não estariam vivos quando isso acontecesse. Os jovens, numa mobilização também recorde, se orgulham de ter participado nesse momento histórico e tão significativo do país. Meu desejo é que todas essas pessoas depois se orgulhem em quem votou, e que daqui a 4 anos o povo continue achando, que fez a escolha certa. Sérgio me contava que sempre pegava metrô com uma mesma menina. Eles sempre estavam no mesmo horário e entravam no mesmo vagão. Depois de um tempo, ele a viu com um namorado, todos os dias. Outro tempo depois, ele a viu grávida, e finalmente a viu com o bebê no colo. Incrível como conhecemos/acompanhamos a vida de uma pessoa que não sabemos quem é, de onde veio, nem o seu nome, apenas por fazer o mesmo trajeto todos os dias, no mesmo horário. Um bom tempo depois, lendo uma revista, ele viu a mesma menina dando uma entrevista e descobriu que ela era vendedora de uma loja de roupas. Não sou muito de observar as pessoas, acredito que devo pegar metrô também com algumas todos os dias, as vezes vejo até umas carinhas familiares e não sei de onde são. Dia desses, um casal olhava muito pra gente (eu e Luna), e desceram na mesma estação. No final da escada, percebi que o rapaz olhava com um sorriso nos lábios, tirei meu fone de ouvido, pra ver se ele queria falar algo. Ele com toda simpatia do mundo, disse que acompanha a Luna desde pequena, vê o pai levando-a de manhã, e eu buscando a noite. Perguntou do carrinho, se resolvemos abolir, e eu disse que sim, que agora a Luna anda então fica mais fácil. Ele comentou que quando me viu, me mostrou pra mulher dele, pois ele sempre falava da gente e ela nunca tinha nos visto, e que eles também tem uma filha, de 2 anos e meio. Engraçado isso, quanta informação conseguimos tirar de uma pessoa que não conhecemos, apenas por pegar o mesmo transporte, todos os dias. Estar longe da família tem o lado bom e o lado ruim. Digo que o lado ruim é muito maior, o lado bom, é que quando nos vemos, sempre é mais fácil a convivência do dia a dia, pois nunca é tempo suficiente pra matar toda a saudade. Um dos momentos que mais sinto falta, é quando fico doente. Não tem nada melhor do que mimo de mãe quando estamos com aquele corpo mole, febre, de cama. Outro momento "carência de família" foi semana passada, quando o Sérgio foi para o hospital, sozinho. Ele não liga muito (pelo menos diz que não) mas eu queria muito poder ter ido junto, pois pra mim é deprê total você chegar numa emergência, precisando de ajuda, e ter que se virar sem a ajuda de ninguém. Eu em casa com a Luna, já a noite, acompanhava pelo telefone. Aperto no coração, se minha mãe estivesse por aqui, ficaria com ela, e eu poderia ir junto, mas sem ninguém aqui, fiquei refém do telefone. De madrugada, quando teve alta, não deu pra segurar, peguei um taxi, acordei a Luna e lá fomos nós, buscar o Dad. Ela adorou a bagunça de acordar no meio da noite e ir passear. Estar sozinho nessas horas, pegar um táxi com dor, de madrugada é demais de triste, um esforço que valeu a pena. << No Mundo da Luna: Pirulitos >> Hoje é dia se Sunset Jam, um evento que tem todas as Sextas-Feira nesse verão, bem em frente ao Rio Hudson com vista para a estátua da liberdade. Um "workshop" de batuques e sons para as crianças, no final da tarde com um maravilhoso pôr do sol. Que mais eu posso querer? É simplesmente maravilhoso estar lá, mesmo que a Luna não dê muita bola e nem queira batucar, o ambiente é show de bola. Foi lá que conheci a Simone, o Lelo, e a lindíssima Helena. A Simone chegou através do blog, quando estava de mudança pra NY, e depois estávamos tentando nos conhecer há um tempo mas as agendas não permitiam, até que um dia deu certo e eles foram lá compartilhar a bela paisagem conosco. A Helena é apenas 2 meses mais nova que a Luna, e a Simone faz aniversário no mesmo dia que a Luna. Semana passada, foi cômico a semelhança entre as duas, que além de term o cabelo exatamente da mesma cor, estavam super parecidas com os vestidos verde.Hoje lá vamos nós encontra-los de novo, se a chuva permitir. É por isso que eu amo NY, posso fazer tudo isso com segurança, num lugar bem frequentado e melhor, de graça! Order Subtotal: $68.68 *
Estimated Total= uma compra de 68 dólares, caiu pra 46. I Love NY Domingo foi a primeira vez que fomos a um aniversário infantil genuinamente americano, e a experiência foi digamos... interessante. No convite já estranhamos o horário da festa : das 11 as 13. Me fez pensar, que por ter hora marcada de inicio e fim, deveria ser em um buffet. Não, era na residência da família, e para chegar lá, nada de trem ou metrô, tivemos que alugar um carro, senão ficaríamos na dependência de alguem nos buscar e nos levar até a estação do trem. Lá fomos nós, de GPS no celular e tudo mais, pois não teve uma vez que não tenhamos nos perdido em estradas aqui, nas poucas vezes que fomos viajar dirigindo. Tudo lindo e As crianças já estavam na sala de "entretenimento" com um rapaz tocando violão e distribuindo umas maracas pras crianças fazerem barulho, então fomos eu e Luna pra lá enquanto o Sergio tirava fotos e procurava alguma coisa pra "almoçarmos". Logo a música acabou, e o simpático rapaz-robô pediu para que as crianças juntassem as maracas e os outros acessórios que eu já imaginava ser brinde pra elas, num cantinho da sala. Abriu sua malinha com o kit "Entretenimento The-Flash", tirou um faz bolhas bem diferente, e a sessão bubbles começou. Era , segundo ele, para dar o tom de fim de brincadeiras com as crianças, e elas irem "se acalmando, relaxando". 12:20 acabou entretenimento para as crianças, e então finalmente fomos comer, o que era mais um café da manhã do que almoço ou brunch. Já tinha uma moça retirando alguns copinhos, limpando a sala de entretenimento que não estava mais em uso, e então um apito bem alto chamou para cantarmos o Parabéns. Cantamos, comemos o cup cake, e como já era 12:45 ainda tivemos 15 minutos para conhecer o piso inferior da casa, cheio de brinquedos, a Luna se divertirmais um pouco e perceber que as 13:00hrs mais da metade já tinha ido 13:15, somos os últimos a sair, pois o povo é tão rápido que uma ida ao banheiro, antes de ir embora, já nos deixou pra trás. A mãe da aniversariante na porta, se despedindo do penúltimo convidado a sair, nos olha, agradece a presença, dá beijinhos na Luna, se despede e fecha a Quanta diferença, daquela festinha da Luna de 1 ano, em que a cada convidado que ia embora já depois de várias horas lá, pedíamos pra ficar mais um pouco. Acabou cerveja, escureceu, e até as 10 da noite, ainda estávamos jogando papo fora. Cada um com sua cultura, e o post parece até uma crítica, mas é porque estou acostumada (e saudosa) com outra coisa, no fundo entendo essa diferença cultural, apenas acho estranho, mas temos que respeitar, mesmo porque tudo sempre tem um lado bom. Com essa coisa de hora marcada, ninguém fica na festa por obrigação, pra não sair logo e pegar mal, fora isso, as pessoas comparecem mais, pois se tem outros compromissos não necessariamente precisam escolher entre um e outro, dá pra se programar melhor. (Eu e meu treinamento de ver o lado bom das coisas, está dando certo) UPDATE: esse video so carrega correto no firefox, no explorer esta carregando o vídeo errado, estamos tentando resolver o mistério. Video Player2
E a Luna estreou na Broadway, foi ao seu primeiro show no final de semana passado, com o "Papai Sé". O Gazzilion Bubble Show é muito bem falado, e já tinha sido recomendado por um amigo. Como era de se esperar, o show foi maravilhoso e a Luna a-d-o-r-o-u ver umas bubbles tão grandes, o Sergio disse que ela ficou maravilhada com tudo. O mais fofo foi na hora de se despedir de mim, na porta do elevador ela dizendo "Bye mamãe, bubble papai". De mãozinhas dadas, foram os dois pro primeiro show de muitos que virão por aí.
E hoje o dia foi cansativo... Acordei às 6:00 da manha ouvindo a voz da Luna. Fui ao banheiro, quando saí ela estava dormindo, não sei se foi coisa da minha cabeça ou ela voltou a dormir. Sorte dela, porque eu não consegui. Fui para o computador, deu sono às 6:40 e dormi até as 7:20 quando ela me acordou de verdade. Café da manhã para Luna, arrumar a sacola dela com comida, sobremesa e lanche da tarde. Arrumei o cabelo que amanhece todo embaraçado atrás, escovei os dentes dela, troquei a fralda e roupa. Enquanto o Sergio se arrumava pra leva-la na escola, arrumei a cozinha. Depois que sairam, arrumei a casa por cima, pra zefinha não enroscar em nada no chão. 9:55 - Fui para o banho, lavei umas roupinhas que precisavam de atenção imediata, me arrumei, joguei os lixos fora, respondi alguns emails de trabalho e saí atrasada (10:40) pra variar. O metrô demora pra burro, e me atraso ainda mais. 11:30 - Cheguei atrasadéeerima, cliente com o site dando problemas. Dia cheio de pepinos pra resolver, programador sumido, funcionários folgados. 5:40 - Saí correndo atrasadérrrima pra buscar a Luna, e o trem F estava na linha do D. Pego o D, que sai uns 4 quarteirões acima do que costumo descer. Chego atrasada 2 minutos. Na volta, trem lotado, e o C que pego depois do F, que já demora por natureza, resolveu dar problema a uma estação de casa. Espera de mais 20 minutos na estação pra poder pegar outro e continuarmos. 7:15 - Chegando em casa, passei um aspirador na sala que estava precisando, tirei o pó dos móveis,que também estava crítico. Arrumei a cozinha por cima, e coloquei Luna no banho. Enquanto ela se divertia na banheira, eu sentada no banheiro com ela, descascava duas "macaxeiras" pro jantar. Macaxeiras quase devidamente descascadas, acabo de dar banho na Luna, coloco no trocardor e UFA, papai chega pra acabar o ritual. Enquanto ele coloca a sopinha de batatas dela pra esquentar, eu acabo de passar aspirador agora no quarto dela e no corredor. 8:30- Dou jantar pra Luna (papai tinha que finalizar um trabalho), papai dá a sobremesa enquanto eu acabo de arrumar o quarto dela e arrumar o banheiro que depois do banho sempre fica uma zona. Coloco o leite pra esquentar, escovo os dentinhos dela e coloco Luna no berço. 9:40- Vou preparar minha bisteca pra comer com a maravilhosa macaxeira enquanto conecto remotamente no computador do sogro pra dar uma arrumada por lá, tirar um vírus chato. Janto, lavo a louça, dou uma olhada nos emails, tento finalizar a remoção do antivírus, e vou dar uma geral na cozinha e sala nas coisas que a Luna deixou fora do lugar. 10:40- Escovar os dentes, passar Retin A na pele, colocar o pijama e levar o laptop pra cama pra escrever esse post. No meio do post, pego no sono... Sergio fecha o laptop, apaga a luz e fala alguma coisa que não me lembro mais. Fica pra amanhã (hoje) acabar de passar aspirador (que faltou no meu quarto), acabar de escrever o post e limpar os banheiros. Ah, faltou lavar umas roupas na mão que tem que esfregar porque estão manchadas. E assim foi meu MARAVILHOSO dia hoje (ontem). E quem disse que vou conseguir ir na esteira do prédio amanhã (hoje) de manhã? Nops, adiada pra noite, se nenhum trem quebrar, e as coisas andarem como planejei. Tenham um bom dia!
Pois eu acho do c*&^%$# eu poder, num dia em que estou atrasada com tudo, abrir meu laptop na estação do metrô e começar a adiantar o trabalho enquanto aguardo sua chegada. Depois, quando ele chega, continuar o job lá sentada no ar condicionado sem me preocupar que alguém vai colocar uma arma na minha cabeça pedindo o computador, ou então passar, pegar e sair correndo. Priceless já chegar no escritório com todos os emails respondidos. I Love NY.
Adoro morar em NY, mas morro de saudades do Brasil. Se tivesse que voltar amanhã pra terrinha, morreria de alegria, mas ao mesmo tempo estaria cheia de dúvidas, e já uma antecipada saudade. O fato de andar a pé para todo lugar, a qualquer hora, sem preocupação com segurança, é priceless. É bela, viva, oferece tantas coisas gratuitas, cheia de opções, rica, poderosa, desejada. Mas sinto saudades da minha cidade mãe, com sua insegurança, falta de opções ao ar livre e de graça, falta de qualidade de vida, mas que é tão charmosa, gostosa. Como explicar? Nenhum americano entende o que eu faço aqui, já que eu falo que o Brasil é maravilhoso que nossa comida é a melhor do mundo, somos mais interessantes, mais soltos, mais divertidos... Não entendem porque não faço questão de fazer amigos aqui, nem porque não acho graça em tomar uma cerveja num barzinho como faço em São Paulo. Ouvem Caetano Veloso e apenas acham bonito, mas não sabem o que eu sinto quando ouço Caetano, o que ele significa, o que ele diz, como ele toca lá no fundo. Nem entendem porque ainda sendo maravilhoso, ir em uma praia no Caribe não é a mesma coisa de uma praia do nordeste. Nem imaginam porque forró é tão mais gostoso que a salsa. E como explicar isso? Nunca consegui. Mas desenvolvi dois pensamentos que talvez ilustrem o que eu quero dizer. 1- São Paulo é aquela comida que você cozinha os ingredientes todos juntos, como um Fettucine ao frutos do mar, onde os camarões são cozidos com o molho, e todos os outros ingredientes juntos. Ou então como aquela feijoada que todas as carnes também são cozidas junto com o feijão, unificando os sabores, mesclando. 2- New York é a massa como aquela rede de comida italiana "Spoletto". Mil ingredientes, mil opções, todos misturados já depois de prontos, e que no fim fica com gosto de nada. Ou aquela feijoada que as carnes são cozidas em uma panela, o feijao em outra e depois para servir, apenas misturam se todos. Apesar da variedade e opções para escolher o que você gosta da feijoada ela fica sem gosto, ainda que seja com os melhores ingredientes do mundo. O segundo pensamento é assim: 1- New York é aquele carinha lindo, rico, culto, carinhoso, que faz todas as suas vontades, e que você sabe que seria o homem perfeito para garantir seu futuro e construir uma família, mas...que falta, tempero, paixão. 2- São Paulo é aquele carinha não muito bonito, charmoso, cheio de lábia, boêmio, malandro. Você sabe que não é pra casar, com quem o futuro é incerto, e sem muita coisa a lhe oferecer, mas... sem saber o porquê, pensa nele todos os dias, invade seus sonhos e fantasias. Será que dá pra me entender???? Acho que quem mora aqui, vai saber o que quero dizer, e os que não moram e tentam entender porque amamos tanto nosso país e saímos de lá, conseguirão entender o espírito da coisa. Temos um aparato de soluções para compensar pelo menos um pouquinho a falta que faz uma empregada pra tornar nossa vida mais fácil. Aqui inventam de TUDO para facilitar essa árdua tarefa que nos faz perder um tempo enorme: limpar a casa. Tem gente que não liga para uma baguncinha, um pozinho que fica na TV por vários dias... mas eu sou meio neura mesmo, não consigo deixar assim, quero sempre limpo, perfeito e arrumado. Pago pela minha neura, menos tempo de brincar com a Luna, mais cansaço, menos sono. Poderia ser pior, mas graças a "praticidade americana" eu ainda consigo economizar ao menos um tempinho pra escrever no blog, curtir a Luna, etc. Eis aqui meus ajudantes: 1- Scrubbing Bubbles Shower Cleaner 2- Swiffer Wet Jet All-In-One Power Mop Starter Kit 3- Go Duster 4- Fresh Brush Toilet Cleaning System 5- Roomba Zefinha
Fora esses, outros produtos que uso sempre são esses aí abaixo. Se alguém aqui dos EUA tiver alguma sugestão de outras coisas, ou produtos que são mais eficientes do que esses, deixem seu comentário! Windex - Para limpar vidros, mas o pessoal usa pra limpar tudo.
Nada que é barato vira símbolo de status, por isso acho que aqui o que faz esse papel, não é carro e celular, mas sim o imóvel e o bairro que você mora. Morar em NY é caro, imóveis são super valorizados, e você consegue "medir" o nível financeiro de alguém sabendo onde mora, e de quantos dormitórios e metros quadrado é o apartamento. Ter o melhor carro, o melhor celular, usar calça da Diesel, óculos Prada, ter o computador top de linha, não significa absolutamente nada. Morar nos EUA significa que provavelmente você não terá uma empregada. Uma diarista sim, mas que cobra uns 80-100 dolares por dia pra limpar sua casa. Acho caro, não porque queria pagar menos, como no Brasil, pois sei que o trabalho de limpeza é pesado e deve ser melhor remunerado. Me dói pelo fato de ser um valor alto, pra elas fazerem tudo meio de qualquer jeito. A última que eu tive ficava no meu apto no máxiomo 4 horas. Quem limpa uma casa de 130m2 em 4 horas? Imaginem o que eu via quando chegava em casa. Limpar vidro? que é isso... nem pensar. Aqui é Pá, Pum, Tutu, Bye. Enquanto não encontro a pessoa que eu ache que mereça receber 80 dólares por dia, faço eu e a Zefinha. Ela chegou hoje e estou ansiosa para que ela comece a trabalhar! Se é uma boa funcionária, não sei, mas as referências foram boas. << No Mundo da Luna: SHOPPING >> Fazia tempo que eu não passeava pelo Soho, apesar de trabalhar lá. Novas lojas, restaurantes e vitrines irresistíveis. Vamos dar uma voltinha comigo? Foto esquerda: Essa loja que não me lembro o nome, é bem pequenininha, mas tem umas roupas MUITO legais, e eu só fui descobrir agora. Olhei esse vestido na vitrine e me apaixonei (o da direita) entrei, e perguntei o preço: U$ 700,00 e já era o último, estava quase se esgotando... Ok, é lindo, mas bem salgadinho... passei. Fiquei de olho em um outro muito lindinho também, mas fiquei de voltar depois, estou me segurando. Foto direita: O que é esse lustre M-A-G-A-V-I-L-H-O-S-O? Só nas galerias do Soho
Esse final de semana não coloquei o fuço fora de casa. Tempo feio, frio e ventania, fora a preguiça que era mais forte que todos. Sábado, Luna e Papai foram passear, comprar algumas coisas pra casa, enquanto eu dormia. Precisava dessa descansada, o ritmo está punk, e ainda não achei alguém pra me ajudar nos serviços domésticos. Ainda assim, tive coragem pra fazer um almoço no sábado. Fiz a comida da semana pra Luna, congelei e preparei um delicioso purê de batata doce, uma carne cozida com pirão e arroz. Fazia tempo que eu não cozinhava pra dizer"ai que delicia". Todas as receitas vieram da internet, estou pensando seriamente em abrir outro blog de receitas, colocando todas que eu for fazendo. Tudo bem que terei que fabricar mais horas no dia, mas um CTRL C+CTRL V nao deverá tomar muito tempo.
Soho reúne muitas agências de modelos, e tem um dos mais belos cenários para foto. Gosto do mercado da arte de NY, dá dinheiro de verdade, as pessoas valorizam. Mercado da moda, as modelos, mercado super forte. As tops tops estão aqui, já cruzei com todas as brasileiras (Isabeli Fontana, Adriana Lima, Alessandra Ambrósio, Ana Beatriz Barros, Caroline Ribeiro), menos Gisele. Ontem registrei um ensaio fotográfico que acontecia na janela em frente a nossa. Foi no Used Book Café, Crosby Street. Arrumam, arrumam e arrumam o cabelo rebelde da menina, fotografam a mesma posição umas 1200 vezes. Fotografam de lá e eu de cá!
Depois do episódio do popular Taco's Bell onde depois do expediente, já de portas fechadas e luzes apagadas, os ratos invadiram as mesas como se fossem "clientes famintos", agora foi a vez do tradicional Serendipity. Conhecido pelas maravilhosas sobremesas, frequentado por famosos, sendo até "protagonista" de um filme, com John Cusak, o qual carrega o nome do restaurante, ele oferece a sobremesa mais cara do planeta, o "Golden Opulence Sundae" que foi até parar no Guiness Book por custar a bagatela de U$ 25,000.00 (apesar que no site, informam que o preço é mil dólares). Quem estiver disposto a ver pra crer, terá que fazer a reserva com 48 horas de antecedência, depois que ele reabrir, claro. Nessa quarta-feira à noite, não passou na segunda inspeção do Departamento de Saúde da Cidade de New York, e foi fechado. Acharam restos de baratas, ratos e insetos, até pegaram um rato vivo e fezes deles em várias áreas do restaurante. Os clientes estavam chocados e decepcionados. Eu ficaria decepcionada em saber que o lugar que comi um dia, e paguei caro, me oferecia comida com essa qualidade no quesito higiene. Entretanto, parece que os americanos estavam mais chateados por terem feito reservas com dias de antecedencia e darem com a cara na porta. Depois dessa, porta aberta ou fechada, pra mim tanto faz, eles podem mascarar, arrumar tudo, mas a mentalidade de um dono que deixou o local como esse chegar a esse ponto, não mudará nunca. Tenho recebidos diversos emails de pessoas me perguntando sobre que roupa levar pra NY em certo período do ano. Como estou sem tempo de responder a todos, pois estou indo pro Brasil (YES!) vou fazer um post que fica pra consultas futuras. NY é bem mais estável que São Paulo em relação ao clima. Eu que estou indo agora pra lá, tenho que levar sempre roupa de frio e de calor. Não da pra saber quanto frio vai fazer, nem quanto calor também. Aqui, as estações são mais definidas, e consequentemente o planejamento fica mais fácil. Acho também, que apesar de o verão durar pouco, ele cansa mais do que em SP, pois verão aqui é QUENTE MESMO, praticamente todos os dias. Em SP sempre tem o dia que chove e esfria no meio do verão, pra nos fazer ter saudade do sol novamente. Por mim já esta mesmo na hora do verão ir se afastando, já deu, ainda mais que aqui não tem uma praia decente pra gente pra ir. Também não é nada mole o calor infernal que sofremos todos os dias nas estações "forníferas" do metrô. Fora que viver de ar condicionado, acaba com as economias. Um guia rápido de o que colocar na mala para passar alguns dias na big apple: Primavera: 21 Março a 20 de Junho Verão: 21 de Junho a 22 de Setembro (Luna's Birthday) Outono: 23 Setembro a 21 de Dezembro Inverno: 22 de Dezembro a 20 de março Ah e para todas as estações do ano, não esqueça dos óculos escuros, pois NY sempre nos presenteia com céu azul, e sol brilhando, sem nenhuma nuvem para fazer uma sombrinha. Bater o carro esta na lista de uma das coisas mais chatas que tem. Além de normalmente você perder o dia todo entre discussão, B.O, etc, fica aquele festival de "se's" na cabeça. Se eu não tivesse parado tão rápido, se eu tivesse vindo pelo outro caminho, se eu não estivesse no celular. Todas as vezes que bati o carro, ficava com aquele peso, pensando como foi, como poderia ter evitado, que por questão de segundos eu poderia ter mudado a história e nada teria acontecido. Depois a encheção de vistoria, franquia, oficina. Da-lhe ficar sem carro durante um tempo, depois ver que o serviço ficou mal feito, volta pra oficina, reclama se estressa. PUTZ! Toda vez que vejo uma batida, penso que desse mal estou livre, pelo menos aqui em NY! Hoje teve uma aqui na esquina de casa. Só ouvi a freada forte e a porrada depois. Dois carros envolvidos, e depois de umas 3 horas, outra freada, outra batida. Parece coisa de filme, mas foram 2 ocorrências diferentes no mesmo local, sendo que na segunda, os carros da primeira ainda estavam lá.
Quando o farol da Atlantic abre, outra confusão. Os de vermelho que estão vindo do leste (lado direito) sentido oeste (esquerdo) não conseguem ir reto, pois os azuis que vem do oeste, querem sempre virar na Winkett a esquerda ou fazer o U. Eu que sempre reclamei de ter que fazer retornos, agora entendo perfeitamente a sua necessidade. Nosso trânsito é muito melhor planejado, e nossos motoristas apesar de mais imprudentes, são muito mais "pilotos". Ainda bem que estou longe dessa loucura burra que é o trânsito dos Estados Unidos. Como eu iria imaginar que a gentileza das pessoas iria causar um incômodo diário na minha rotina? Vou explicar. Todos os dias no metrô, passo pela mesma situação, no mínimo duas vezes na ida e duas na volta. As pessoas querem me dar o lugar porque estou carregando a Luna. Nas primeiras vezes eu aceitava, mesmo me sentindo incomodada em tirar o lugar de alguém. Depois de uns meses, ficou impossível de sentar, a não ser que não tenha alguem muito perto. A Luna começa a querer pegar nas pessoas, nas revistas e nos livros que elas estão lendo. Se não faz isso, fica entediada, resmunga, reclama. Se estou em pé isso não acontece, ela fica mais calminha, portanto a ordem é não sentar, ainda mais que vou com minha bolsa e a sacola dela o que dificulta ainda mais quando abaixo e tenho que me arrumar no banco. Adoraria ter uma plaquinha, MUITO OBRIGADA, mas SINCERAMENTE não quero sentar. Como pego dois metrôs, todo dia tenho que dizer a mesma frase 4 vezes "No thanks! Thanks a lot, I'm getting off soon". Existem as pessoas que aceitam, mas tem aquelas que acham que eu apenas nao quero dizer que sim, então elas falam e levantam. Com essas fica mais dificil negar. Algumas nem falam, levantam direto e não aceitam minha recusa. Um dia a mãe tirou a filha do assento, e insistiu muito para que eu sentasse. Expliquei que nao precisava mesmo, que ela não gostava mas a chinesa com cara de brava praticamente me obrigou a sentar no lugar. Sentamos claro, e nesse dia a Luna nao resmungou, só pra me contrariar. Nunca imaginei que tanta gentileza fosse me causar esse incômodo, de ficar todos os dias sem exceção repetindo que não quero me sentar. Mesmo assim, tenho que agradecer, gentileza sempre é sinal de educação. Antes oferecer, do que ignorar que alguém precisa mais daquele lugar do que você. Ontem estávamos no metrô voltando de Manhattan, e como era final do dia, Luna estava cansada, manhosa e resmungona. Eu dei carteira, papel, chave e outras coisinhas pra ela esquecer a chatisse. Funcionava por um tempo e começava de novo. A última que dei, foi meu chaveiro. Ela colocou na boca uma pecinha dele amarela e ficou mordendo, enfim paz. Chegamos na estação para descer, a porta já aberta, e uma senhora falou algo que não entendi. Logo achei que havia esquecido algo no vagão, e voltei um pouco, com medo da porta fechar e não dar tempo de sair, para ouvir direito o que ela estava dizendo. Aí entendi.... "This baby needs a pacifier, give her a pacifier" (esse bebê precisa é de uma chupeta! dê uma chupeta a ela). Meu ódio só veio depois do desespero de sair logo pra não perder a estação. E me arrependi de não ter dito que quem precisava de pacifier era ela pra enfiar lá... HUNF!!!!! Me irrita profundamente essa mania de americano achar que pode falar tudo o que pensa. Gente estranha é o que não falta aqui em NY. Fico imaginando como certas coisas não influenciam na vida profissional delas. No Brasil quando as pessoas fazem uma tatuagem sempre há a preocupação de que vai ser rotulado de alguma forma, e poderá prejudicar na hora de arrumar emprego. Isso realmente acontece na verdade, quando estamos em uma entrevista, somos observados dos pés à cabeça. Aqui, vejo algumas mulheres (na maioria negras e latinas) com unhas ENORMES, aqulas que viram pra baixo, como as do zé do caixão, sabem? Trabalham no caixa da Farmácia por exemplo, onde tem que ficar o tempo inteiro trabalhando com as mãos na máquina registradora. Você a contrataria? Aqui no andar, tem uma menina que trabalha em uma galeria de arte, mas na parte do escritório. Ela anda SEMPRE de preto. Primavera, verão, outono, inverno, não importa, ela sempre está black. Até aí, não é TÃO estranho, mas o que é sinistro, é que ela sempre está com a MESMA roupa. Sim, imagino que ela tenha umas 10 peças iguais, pois não parece suja. A bota sempre a mesma, a calça no meio da perna, sempre igual, a mesma camiseta e o mesmo avental na frente. Não acho isso muito normal, não acredito que uma pessoa assim tenha o juízo certo. Mas como ela é simpática sempre, puxa papo, achei que eu pudesse estar enganada. Logo veio a confirmação, não podia mesmo ser muito normal. Um belo dia, falo oi ela nem responde. Outro dia, deu ataques porque roubaram a planta dela que estava do lado de fora da porta, e veio até aqui o escritório perguntar se roubamos a planta dela. Óbvio que dissemos que não, mas que por engano o pessoal da limpeza poderia ter colocado no lixo, como fizeram com nossas garrafas de água uma vez que estavam do lado de fora e... nesse ponto ela interrompe e começa a dizer que aquilo é planta e não água e bla bla bla. É eu não estava mesmo enganada... Como será o relacionamento dessa criatura no trabalho?
Em 1944 ela foi fechada devido ao crescimento de empregos e a Segunda Guerra Mundial, mas para nossa felicidade, a "The Bryant Park Corporation" repetiu o projeto, criando o Bryant Park Reading Room. É modelado a partir do original, com algumas adições como: livros específicos para crianças, seções de leituras na hora do almoço, cadeiras móveis para promover um ambiente mais íntimo, cadeiras e mesas para crianças. O programa está aberto a qualquer pessoa, sem que necessite se identificar- é chegar, escolher seu livro e sentar para curtir uma agradável tarde de leitura em frente ao carrossel. O projeto é patrocinado pelo HSBC e aceitam livros para doação. Hoje ficamos por lá, Luna não sabia se olhava os livros, ou as luzes dos cavalinhos rodando. Sentou na cadeirinha, apontou para tudo, tentou rasgar algumas páginas, e depois que o sono chegou e o enjôo começou, fomos para casa, felizes e encantados com mais isso que New York nos oferece, e de graça. Cultura e educação, não tem preço. Podia virar um bordão: "Assim dá gosto de pagar imposto" Clique nas fotos para ampliar.
Há mais de um mês, o vejo todos os dias na frente de uma construção aqui perto, e finalmente matei minha curiosidade. Ele sempre é colocado em frente a construções em que há exploração de funcionários, onde a empresa não segue o que manda o sindicato. Isso significa salarios menores, que a segurança das pessoas que trabalham não está de acordo com os padrões, não tem assistência médica, e por aí vai. Acho o máximo o empenho deles, a persistência. Estão lá praticamente todos os dias, distribuindo folhetos com a explicação e pedindo que a comunidade ligue para a empresa responsável pela obra e falem com o dono. No folheto tem a foto dele e o telefone. Do jeito que americano é empenhado e dedicado à assuntos comunitários, eu não tenho dúvidas que a caixa postal dele deve estar lotada de mensagens. Porque NY é sensacional Porque aqui, temos milhões de maneiras de nos divertirmos em lugares conservados, com segurança, gratuitamente e ainda assim, bem frequentado. Porque a vista do Rio Hudson é divina Porque temos parquinhos públicos para crianças, onde tem brinquedos que vendem em lojas, como carrinhos, baldes de areia, andadores, que são do parque e ninguém rouba. Porque no verão vários eventos proporcionam ao povo muita diversão e cultura gratuitamente. Porque podemos dançar à beira do Rio Hudson, sem ninguém te achar o ser mais brega do mundo. Porque podemos ficar à vontade com a nossa filha no playground, sem ter que ficar de olho arregalado nas nossas coisas com medo de um trombadinha levar embora. Porque podemos ser nós mesmos, sem pensar no julgamento dos outros.
Olhem que romântico... não pude deixar de filmar, eu adoro essa liberdade. Dança no Hudson. Cris, lembramos muito de você nesse fim de semana! ÁLBUM DE FOTOS Sábado no Hudson. Mr. Batman voltando de um dia de trabalho. Rosto suado, passos apressados onde será que iria nosso super herói? Só mesmo em Nova Iorque para topar com ele na rua e só você olhar, afinal aqui não é nada demais encontrar com o Homem Aranha, Super Homem, Mulher Maravilha nas ruas fora da época de Halloween, reparem que ninguém olha. Pena que não deu tempo de tirar a foto de frente, para mostra-lo como nós, seres normais, de rosto suado, ar cansado e a típica pressa do novaiorquino.
Visitei mais um daycare, o Your kids, Our kids. Odiei. Primeiro pelo fato de o tour pela escola ser feito com vários pais ao mesmo tempo, o que achei super impessoal. Segundo porque apesar de ser um espaço grande, as salas não tem parede até o teto, sao baixinhas, o que deixa a escola ultra barulhenta. A gente mal ouvia o que a mulher falava, imagino como as crianças ouvem as professoras... Fora que os móveis eu achei mal cuidados, velhos, berços, brinquedos meio capengas. A escola fornece comida e fraldas, mas as de potinhos. Lista de espera, que coloquei meu nome só pra ter idéia de quando terão vagas disponíveis. Tem a Tutor Time, que pelo site fiquei muito bem impressionada, mas os reviews que li não foram muito positivos. É uma cadeia grande, e por isso tem uma formatação já muito "programadinha". Por exemplo, o leite da Luna já tem que ir misturado, nao posso levar a água e o pó pra eles fazerem na hora. Li também que as crianças que mordem as outras, são suspensas (!!!???). Ao invés de suspender, ao meu ver, a escola deveria educar e ensinar que isso é errado. Pra mim soou como se a escola fosse uma "fabriquinha" depois que uma mãe reclamou também que ao pedir a suspensão e a transferência do filho dela, isso foi feito por um recado no papel, nem ao menos foram falar com ela. A Manhattan Kids Club, eu li bons reviews, mas quando liguei, a fila de espera era de 8 meses a 1 ano. Nem fui ver, também não fornecem comida, os pais que levam. Buckle My Shoe, muito bem recomendada pelo NYtimes mas além de ser mais caras do que as outras, em torno de 2 mil dólares mensais, também tem lista de espera em torno de 1 ano. Não fornecem comida, temos que levar. Bright Horizons, a unidade do Rockefeller Center, também é muito bem recomendada, mas custa ainda mais caro do que a Buckle, e a lista de espera enorme. Comida, levamos de casa. Trinity Nursery School, que também tem lista de espera, e custa U$2250.00. Pra mim fica meio fora de mão, pois trabalho no Soho e ela fica lá pra baixo perto do WTC. A maioria dos frequentadores são filhos de pessoas que trabalham em Wall Street, no mercado financeiro. Já viu o motivo do valor alto... Love a Lot, gostei bastante, é aquela que fui visitar e hoje, ao deixar a ficha de inscrição, falei com a dona. Ao ler a ficha e ver que a língua que a Luna "fala" em casa é Português, ela se surpreendeu e me perguntou com aquele sotaque bem americanizado "Você é brasileira?" Batemos o maior papo, ela está nos EUA há 35 anos, é de São paulo e já está com dificuldades no português. Descobri porque eu gostei da escola, tem mesmo um toque brasileiro de preocupação com a limpeza, aparência da escola. Ela foi muito simpática e disse que vai dar um "jeitinho" de conseguir minha vaga, pois se sou brasileira, mereço um "jeitinho" hahahaha adorei claro. Essas foram as principais que achei pela redondeza, e confesso que foi dificil a pesquisa. Muitos daycares não pegam crianças menores de 2 anos. Infelizmente não conheço ninguém que tenha filhos pra poder me recomendar um, fui na raça mesmo atrás dos "disponíveis" e vamos ter que arriscar. Mas o bom é que pras futuras mamães brasileiras em NY, aqui já vai um bom caminho de pesquisa pra daycares, e quem tiver mais sugestões, me escreva! New York é muito particular, única, doida. Pra quem nasceu e viveu aqui, algumas coisas são completamente normais, mas até para os americanos de outros estados e cidades, NY é diferente. Quem pode achar rato andando pelas ruas algo normal? New Yorkers. Quando chegamos aqui para procurar apartamento, temos que nos acostumar com coisas que no Brasil jamais acostumaríamos. Prédios velhos, paredes mal pintadas, edificio capenga. Isso em SP é coisa barata, de subúrbio, aqui é apenas normal e muito comum. Ao entrar em um escritório que faz muito dinheiro, não espere necessariamente encontrar aquelas salas enormes, modernas, cheio de móveis caros, uma moça servindo café, perguntando se você quer isso ou aquilo. Você pode estar indo em uma empresa ultra bem sucedida, mas o escritório feio, pequeno, meio velho, móveis antigos. Eu e minha mãe fomos a uma loja ver uma mesa de jantar. Loja.... bem, não era uma looooooja, era um showroom, no segundo andar de um prédio horroroso no financial district, parecia que eu estava viajando no tempo, de tão velho. Ao chegar lá, um monte de móveis num espaço enorme, dois caras que atendiam achando que estavam fazendo um favor. Eu logo avisei, mãe nem fique horrorizada, isso tudo é muito NORMAL! Elevador e garagem ser algo de luxo? Sim, em NY é, e todos também acham super normal não ter garagem pro carro e nem porteiro ou elevador no seu prédio. Quando você começa a se acostumar com essas coisas, fica mais fácil de avaliar as coisas comparando com o que é NORMAL em NY. Também é NORMAL as pessoas comerem COMIDA na rua, dentro do metrô ou sentadas na calçada, o que no Brasil nunca é visto com bons olhos. Aqui em NY é preciso calibrar os olhos... e ainda assim, depois de 8 anos os meus ainda estão precisando de alguns ajustes :-)
Já fiquei feliz por ver que as professoras estavam brincando com os bebês, nenhum estava largado, e os móveis eram bonitinhos, os bercinhos também. Pela lei, devem ser 1 professora para 4 bebês, e lá eles tentam fazer 1:3. Nos mostraram a área de playground atrás do prédio, o que já é uma grande coisa, pois em NY isso é até raridade. O que mais gostei foram os carrinhos, que levam as crianças na rua pra passear (foto). Já imaginei a carinha da minha delícia nesse carrinho, mas sei que ainda vai demorar pra ela ir. Agora irei visitar outros, e entrar NA FILA DE ESPERA do que eu gostar mais... That's NY! Consumir bastante nos EUA é inevitável pois além de barato, você não precisa pensar muito na hora de comprar, se arrependeu, devolve sem ter que dizer que a mãe morreu ou você está falido, pro vendedor ter dó de você e devolver o seu dinheiro. O melhor é depois de 1 ano, poder ainda devolver algo que deu defeitos sem ao menos ter a nota. Claro, não são todas as lojas que são assim, mas a West Elm, que foi onde comprei a minha mesa de jantar, me surpreendeu. Depois da mudança percebi que a folha da madeira estava descolando, e liguei na loja. Achei que na melhor das hipóteses eles iriam trocar a mesa, mas me deram a opção de pegar meu dinheiro de volta. Dois dias depois, vieram retirar a mesa e mais três dias o dinheiro já estava na conta. Isso já aconteceu com minha louça, que depois de 1 ano, começou a rachar o verniz, fui na bed bath and beyond e consegui trocar tudo, xícaras, pratos, pires... mesmo estando sem a nota. Essas horas até esqueço da praia, churrasco... :-) Tudo bem que a praticidade americana é maravilhosa, mas o relaxo é proporcional. Fico impressionada com a falta de capricho das pessoas que trabalham na área de construção. Por isso que aqui as pessoas amam os pintores e pedreiros brasileiros, pois os daqui estão anos luz atras dos nossos. Digo isso porque acabei de me mudar para um apartamento novo, acabaram de construir o prédio, e fico abismada como eles fazem o serviço nas coxas. Pintar a parede e deixar escorrer tinta pra eles não tem problema algum, vejo os escorridos em pelo menos dois lugares no meu quarto. A parede da sala, eles depois de pintar, por algum motivo, passaram massa corrida e NAO PINTARAM DE NOVO, ou seja, dá pra ver a mancha da massa corrida que aplicaram. No balcão da cozinha o granito da bancada arranhado, o piso do banheiro arranhado, a pia da cozinha não tem acabamento com a parede. A borracha que usam para a porta do box nao deixar passar água pra fora, não deu o comprimento todo da porta, eles EMENDARAM ao invés de colocar uma inteira. Isso são somente algumas coisas, das ínumeras que eu vi que jamais aconteceriam no Brasil. Somos muito mais exigentes, e o pessoal que faz, muito, mas muito mais caprochoso. Isso porque sabemos que sempre que vamos reformar uma casa, teremos problema com os pedreiros, mas aqui a coisa realmente é feia. Ainda vou tirar umas fotos do que eu estou relatando aqui, porque realmente é ver para crer. O melhor dinheiro gasto na vida. Eles vem, empacotam tudo um dia antes e no dia seguinte, levam embora. Eu fico só olhando e gerenciando, perdida feito uma barata tonta. Agora é colocar a vida em ordem e como voltei a trabalhar ontem, a casa vai demorar mais a ficar arrumada. Paciência é uma virtude (que não tenho), me dá a maior agonia ver as coisas fora do lugar, mas chegando às 6:30 em casa, morrendo de cansaço e sono, fica difícil acabar logo. Ainda mais que ape novo, você precisa fazer adaptações pois os espaços não são os mesmos. Preciso comprar gavetinhas para o armário do banheiro, para os closets e ir tentando ver onde enfiar o quê. Eu me apego muito facilmente à rotina, portanto mudança é sempre um dilema. Quando você precisa optar entre as coisas, normalmente perde-se de um lado e ganha-se do outro, tenho que colocar na balança e avaliar se vale a pena e pra mim valeu bastante! Sentirei falta do outro apartamento: O que não vai fazer mínima falta e será bom se livrar: Upgrade no apê novo: O que poderia ser melhor no apê novo: Estamos na correria, uma muvuca doida, o apartamento lotado de caixa, cansados... nem meu computador foi montado ainda, estou nesse minuto no laptop descansando após arrumar metade apenas do quarto da Luna. Falta muito ainda, e eu descobri que preciso d uma casa. Tenho muita coisa, e coisas que não consigo me livrar mais. Fora isso, preocupações com o Landlord antigo que é um P^%$# de um sacana, e acho que terei trabalho para receber meu security deposit de volta. Não suporto gente sacana, desonesta, e me desculpe a quem doer, os advogados. Me lembro de quando mudei para NY e fui atrás de apto para alugar, da dificuldade que era entender o que aqueles anúncios queriam dizer. Abaixo um guia para quem está olhando anúncios e tentando decifrar as abreviações ou o significado de algumas coisas que eles dizem, mas que não fazemos muito idéia do que são realmente. Quem quiser corrigir ou acrescentar algo, fique a vontade. Normalmente é cobrado $25 para fazer checagem de crédito, e para alugar, temos que desembolsar o primeiro aluguel, o último, e o security deposit, que é devolvido no final do contrato, caso o apartamento esteja em ordem. Em alguns casos, $500 é cobrado a mais no depósito para quem tem cachorro. Imobiliárias aqui cobram normalmente 12% do aluguel anual do LOCATÁRIO, para mostrar o apartamento e fechar o negócio. Multi-Family Brownstone - Bronwstone são prédios com esse tipo específico de pedra, muito comum no Brooklyn. Normalmente a escada leva da calçada direto pro andar de cima, que na época era para evitar que o cocô de cavalo que ficava na rua (um grande problema na época) entrasse nas casas. Railroad Apartment- É o estilo da planta, como se fosse um vagão de trem. Para ir pro segundo quarto você passa pelo outro. Bay Window- São janelas que formam ângulos para fora da parede da casa. Walk-up- São prédios sem elevadores, as vezes são 6 andares walk-up, ou seja, só escada. Tree Lined Block- Quando o quarteirão tem árvores. Walk in Closet (W.I.C.) - São closets que você pode andar dentro deles. Aqui mesmo espaços minúsculos para colocar roupas, eles chamam de closets, diferentemente do Brasil Garden Apartment- São apartamentos que ficam no nível da rua, ás vezes até abaixo. Live in Super- Zelador que mora no edifício 2 Bed Conv ou Flex- Normalmente é um apartamento com 1 quarto grande que pode ser convertido em dois e eles anunciam como um apartamento de 2 dormitórios. Newly Renovated- Acabou de ser reformado, então você pode esperar algo mais novo, pois os apartamentos aqui que não foram "renovated" são realmente velhos. Co-Op- É o tipo de sistema que os apartamentos foram comprados. Se puder evitar, melhor, você terá que ser aprovado pela comissão do prédio e normalmente a maioria são proprietários e não locatários que moram no edifício, que é cheio de regras e chatisses. Eat in Kitchen-- uma cozinha grande o suficiente para que você possa ter uma mesa e cadeiras. Floor-through- O apartamento pega o andar inteiro, normalmente os brownstones e townhouses do Brooklyn são assim. Alcove- É uma área adjunta a sala de estar que pode ser fechada para fazer um escritório, quarto extra etc. Fotos da Luna até os 3 meses colocadas. (ufa mais uma tarefa riscada do to do list) e um link aí ao lado esquerdo<----------------------- para o blog dela. Só falta o design, esse tá de rosca. Mas ao assunto: Vamos ter que nos mudar de novo. Ficamos sabendo no Brasil que nosso Landlord vai vender o apartamento que nos mudamos há 1 ano. Pior de tudo é que eu decorei ele com coisas especificamentes para ele, para caber em cada cantinho, tudo milimetricamente medido. Isso que dá decorar um apê que não é seu, morar de aluguel é o Ó. Cansa. Os aluguéis em 1 ano subiram absurdamente, quero saber onde vamos parar, jajá eu moro em SP para trabalhar em NY. Só para se ter uma idéia, o apê que o Sergio morou quando veio pra cá em 1998, o qual ele pagava 890 dolares de aluguel, hoje está alugado a 2100. Isso porque é 1 dormitório e no Brooklyn. Cada vez mais as pessoas vao se afastando de Manhattan e os que já moram no Brooklyn estão sendo empurrados para mais longe, pois mesmo lá os aluguéis estão caríssimos. Ainda se os salários subissem de acordo, tudo bem, mas como isso não acontece, cada vez mais as pessoas se afastam e os aluguéis nos subúrbios também vão inflacionando. Dessa vez, vamos voltar mais pra perto de Manhattan, apesar do bairro aqui ser MUITO bonito, na beira do rio etc, resolvemos ficar mais perto, mesmo que o novo bairro não seja tão agradável. Taxi fica mais barato, pediatra etc mais acessível. O prédio é mais novo, e volto a ter lavanderia dentro do apto. Sempre temos que fazer trocas, a vida é assim, eu sabia que não iria achar algo perfeito, um apto BOM, num bairro BOM, com preço BOM. Sempre se sacrifica algo. O problema desse apê, é que o espaço de closets é muito pouco, não sei como vou me virar pra guardar minhas roupas, mas em compensação tem a lavanderia, o quarto da Luna é maior, tem 2 banheiros (não que eu precisasse) tem academia gratuita e elevador. Elevador era algo que me preocupava, pois muitos apto, principalmente no Brooklyn, são todos walk up, ou seja, escadas. Apesar do bairro e dos espaços dos closets não serem o ideal, acho que estamos indo pra um lugar melhor. Criança em casa sem lavanderia, é um martírio. Fora que o bairro está na lista daqueles que estão no boom do desenvolvimento e perto do Brooklyn Museum, Botanic Garden etc. Vamos apostar e ver o que vai dar. às 10:11 AM
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