11.02.10- Sedentária, mas nem tanto

É mais fácil ser sedentário em São Paulo do que em NY, uma boa notícia para os sedentários daqui que como eu, odeiam academia. Aqui queira ou não, temos que andar, pois a maioria não tem carro. Pude comprovar isso agora que fiz exames em São Paulo, e vi que o meu colesterol BOM, baixou, e a falta de exercício influencia diretamente nesses valores. Medi assim que saí de NY, e novamente fiz o exame poucos dias antes de sair do Brasil. Agora, com o Fitbit, ficou mais evidente, descobri que ando em média 5km por dia. Ele calcula todos os passos, desde a hora que voce coloca, até a hora que tira, portanto um dia inteiro com ele, saberá exatamente quanto você andou. O mais interessante é que além disso que qualquer pedômetro faz, ele calcula inúmeras outras coisas, registra a atividade do seu sono, calcula quantas horas efetivamente você dormiu, se acordou durante a noite, se o sono foi tranquilo ou agitado. No seu profile online, pode registrar o que comeu todos os dias, e ainda calcula as calorias aproximadamente. Agora minha cardiologista vai ter que concordar comigo que mesmo eu estando na terra da junk food, consigo ser mais saudável aqui do que no Brasil.

26.10.09- Check Up

Check-up pra mim é (ou seria) quando vamos ao médico fazer exames preventivos, para ver se está tudo bem. Pra saber se está tudo bem, no meu ponto de vista deveria-se fazer vários exames, mais sofisticados do que simplesmente um exame de sangue completo e um ecocardiograma. Num checkup, e com esses exames, como diagnosticariam por exemplo, algum tumor na cabeça, fígado, rins, etc? Obviamente não sou médica, mas acredito que o exame de sangue não vá acusar esse tipo de coisa, ou estou errada? Como veria que uma pessoa está prestes a ter um AVC? Mesmo tendo 35 anos acredito que esses exames que hoje em dia fazem pra pessoas de mais idade, deveria ser indicado, exatamente para detectar algo precoce. Teste ergométrico não deveria ser recomendado apenas pra quem apresenta sintomas como dor no peito etc, mas sim pra qualquer pessoa que queira fazer um check-up exatamente para saber se está TUDO bem.

Como sou meio neura (deu pra perceber né?) fui na cardiologista da minha mãe no Brasil. Linda, pediu vários exames PREVENTIVOS, mas como não tenho convênio no Brasil, todas as receitas para que meu médico daqui fizesse os pedidos dos mesmos exames. Obviamente ele me achou ultra exagerada... mas pediu.

O que minha médica do Brasil viu, aqui nem comentaram a respeito, tudo normal. A gente reclama dos nossos médicos mas os daqui não ficam muito atras não. Aliás desde que estou aqui, posso dizer que de todos os que já fui, e depois de trocar várias vezes, apenas dois eu recomendaria de olhos fechados, meu Family Doctor (seria o clínico geral) e minha ginecologista. Quando fazemos exames em especialistas, eles vão direto pro Family Doctor, sempre, e ele tem controle de tudo que você tem em todas as áreas. Isso é uma das coisas que prefiro o sistema daqui, pois ele já recebeu meu exame que fiz na quinta feira passada, já viu o resultado e me ligou hoje pela manhã para pedir que eu vá lá pra ele conversar sobre o resultado. Me incomoda um pouco os exames não ficarem comigo, ficam com o especialista e copia pro meu médico, mas tudo bem, a agilidade que resulta desse processo, compensa.


29.07.09- Como fingir que você é um verdadeiro Nova Iorquino

Ótimo, peguei no blog da Paradoxo, e confesso que me identifiquei em vários casos do vídeo. Só não como nas barraquinhas, acho o cheiro enjoativo, mas posso dizer que os churrasquinhos são bons, esses eu já comi e gostei. Celular, pressa, metrô, essas são as que mais faço e a mais perfeita é a pronúncia de "HOUSTON", algo que me confundiu muito quando cheguei aqui em NY há 10 anos atrás. Não concordei muito com as roupas pretas, pra mim isso acontece apenas em certas áreas de New York, mas na maioria das vezes as pessoas estão coloridas. Os banheiros públicos realmente são poucos, mas com esse guia sua vida pode ficar mais fácil num momento de emergência.

Ainda acrescentaria nessa lista, que o New Yorker toda manhã pega seu café (com leite) na Deli, come nos bancos das praças, e faz farofada no Central Park.


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14.05.09- Ê São Paulo...

Teve uma época que fiquei apaixonada por Recife. Morava em São Paulo e após um temporada de férias, me encantei com as pessoas, com a cultura, com o ritmo. São Paulo tinha perdido a graça, comecei a achar chata, feia, pessoas sem graça, aliás nada com graça. Sonhava em arrumar emprego e morar por lá, idéia fixa total. Com o tempo foi passando e logo fui para NY. Hoje, posso dizer que minha visão e sentimento com São paulo, é a mesma que tinha com Recife, em outras palavras, São Paulo virou Recife e NY virou São Paulo. Ando aqui, me encanto com cada sorriso, cada pessoa simpática, cada bar cheio de gente tomando cerveja no Happy Hour, cada conversa, cada programa com amigos. Tudo é lindo, parece até que não conheço o lado ruim, e me vejo sentindo minha cidade como uma turista.

Me impressiona como moradia aqui e tão diferente, prédios amplos, área de lazer, garagem... tudo isso é luxo em NY. Desde que chegamos, tem feito sol todos os dias, uma estabilidade climatica que é difícil em São Paulo. Todos os dias abro a janela, e fico namorando essa piscina do prédio mais abaixo na rua. SP é o real cenário dos meus sonhos e a mudança no script ainda mexe comigo


29.04.09- A Gripe

A gripe está em todos os noticiários, no Twitter, nos portais, todo mundo fala dela. Cada dia o número aumentando, a primeira morte detectada nos EUA, mas pedem pra gente não entrar em pânico. Hoje, após noticiarem a morte da criança, os mais neuras se sentiram seguros para sair na cidade usando máscara cirúrgica. No metrô, um rapaz entrou com uma, e as pessoas estranharam, olhavam como se ele fosse um ser extra terrestre. Também sou meio neura, tenho que confessar que a minha vontade era de sair de máscara também, eu e a Luna. O Sergio nem menciono, pois se eu enfiar uma máscara no rosto agora, ele muda até de vagão :P

Na escola dela, qualquer criança com sintomas de gripe comum, fica em casa. Amanhã 5 escolas da cidade resolveram fechar, o que parece é que as pessoas não estão dando muita confiança ao que as autoridades vem dizendo, para não entrar em pânico. Todo mundo meio perdido, sem saber se é assim tão grave, se o alarde é maior que o perigo, ou se pode colocar o pé pra fora de casa e pegar a gripe suína. Confesso de novo, que preferia ficar em casa, trancadinha, e esperar a tempestade passar.

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27.04.09- Neura não, trauma

Idéia de jerico da força aérea americana, fazer "photo shoot mission" em NYC ainda mais em cima do World Financial District, com um avião voando baixinho... Quem foi o sem noção que autorizou/pensou isso?

11.04.09- Amo...

essas lojinhas de cacarecos cool. O nome dessa especificamente, nunca nem tentei pronunciar e jamais vou gravar. A MXYPLYZYK fica na 125 Greenwich Avenue, no West Village, e é um sonho de quinquilharias modernas e caras. Por fora, o nome impronunciável nem fica à mostra, como se você não precisasse saber o nome da loja. Na verdade, saber não faz muita diferença, mais fácil gravar o endereço mesmo. Descobri por acaso, indo ao médico e fiquei algumas horas lá só fuçando, e imaginando como podem pensar em tanta utilidade e inutilidades com tanta criatividade e bom gosto.


cacarecos.jpg

06.04.09- "Violência Nova Iorquina"

IMG_5008.JPG Quinta feira, 42nd st, calçada da Grand Central as 6:30 da tarde. Hora de rush total, em um dos locais de maior movimento na cidade, pessoas correndo, apressadas para não perder a hora do trem que a levam para os subúrbios. Uma delas passa por mim, nem deu tempo de saber se era homem ou mulher, de tão rápido que passou e se misturou a multidão. Só ví uma bolsa, aquelas de mensageiros, pesada, batendo com toda a força na minha perna. Momento de dor intenso, mil estrelinhas e o resultado é esse da foto.

20.01.09- Há quase 10 anos atrás...

vínhamos para os Estados Unidos, com planos de ficar apenas 2 anos. Moramos 7 anos no mesmo apartamento, mudamos para outro que ficamos apenas 1 e estamos nesse que espero ficar sempre. Nesses 10 anos, trabalhei, fizemos algumas viagens e vivemos um momento histórico importantíssimo , o 11 de setembro de 2001. Passamos pela crise, fiquei em casa quase 2 anos, voltei a ativa. Em 22 de setembro, nasceu aqui a menina mais linda do mundo, minha americaninha brasileira. Tivemos que nos ausentar do país na correria após 1 mês do nascimento da Luna, por erro absurdo do USCIS que nos deixou fora de status sem que soubéssemos. Em todos esses anos fomos imigrantes sempre, mesmo jamais tendo sido tratados com desrespeito nem sermos vítima de qualquer racismo, a não ser a má educação dos Nova Iorquinos que é de praxe, com todo mundo mesmo. Já morando aqui há 10 anos, o formulário que preenchíamos de entrada quando voltávamos de outro país, no endereço de residência tínhamos que colocar o do Brasil. Pra eles, aqui não era a nossa casa.

Chegamos no comando do Clinton, escolheram o Bush, passamos por mais essa crise, que acredito será também histórica e no dia da posse do OBAMA, não poderia ter tido uma notícia melhor. O WELCOME TO UNITED STATES OF AMÉRICA oficial, selado, registrado, carimbado, chegou pelo correio. Ele está aqui, na minha mão, e não é um sonho... depois de 5 anos de espera, perrengues, stress em consulado, coração apertado, mil cartas para imigração reclamando dos erros, finalmente o pesadelo acabou, O GREENCARD CHEGOU! Num dia histórico para o país e para nós, família Mello e Castro.

Como prometido, eu e Sergio amanhã iremos tomar um porre pra comemorar, com Luna e vovó a tiracolo. SEE YOU!

15.01.09- Em cidade de doido...

tudo é doido.

Meu post das "férias" ainda está no forno, devido a seleção e edição das fotos, mas hoje vi essa loucura que aconteceu em Ny dias atrás. Até que achei que as meninas ficaram bem em suas "underware". Só não entendo como conseguem encarar esse frio lá fora sem calças, pois no metrô até e fácil, tem aquecimento. Ainda assim, ninguém bate o "naked cowboy", queria saber o segredo da resistência ao frio, olhem esse vídeo do maluco semi-nú nesse frio terrível no meio da neve.

25.11.08- Oba Obama

E o americano, num país considerado racista e conservador, elegeu um negro jovem e democrata para presidente. Não simplesmente elegeu, foi votação recorde, esperança recorde, com muita vontade de mudar. Cansaram do Bush e dos republicanos, vários estados considerados vermelhos também cansaram e optaram pela mudança. Finalmente a maioria também cansou, e prevaleceu a esperança, depois de 8 anos, de se viver em um país diferente.

New York foi totalmente Obama, como esperado, já que é um estado democrata-liberal. As pessoas estão com aquele olhar e euforia que os brasileiros tiveram com a eleição do Lula, confiando que a guerra acabe, que melhore a política externa, que as grandes corporações sejam menos favorecidas e que haja a prometida grande reforma na área da saúde. Há os que duvidem (e muito) que Obama consiga cumprir tudo o que prometeu, pois ele necessitaria de vários mandatos, mas sinto que essa escolha foi um grito desesperado para que a política Bush fosse embora. Sai o presidente que é ridicularizado por sua "ignorância" e entra o presidente considerado culto, inteligente e antenado com o que está acontecendo no mundo.

Principalmente a comunidade negra, tem muito do que se orgulhar. Pessoas se emocionam ao lembrar que um dia lutaram apenas pelo direito do negro poder votar nos Estados Unidos, e não acreditam que hoje, estão votando em um deles para dirigir seu país. Alguns achavam que não estariam vivos quando isso acontecesse. Os jovens, numa mobilização também recorde, se orgulham de ter participado nesse momento histórico e tão significativo do país.

Meu desejo é que todas essas pessoas depois se orgulhem em quem votou, e que daqui a 4 anos o povo continue achando, que fez a escolha certa.

24.10.08- Big Brother no metrô

Sérgio me contava que sempre pegava metrô com uma mesma menina. Eles sempre estavam no mesmo horário e entravam no mesmo vagão. Depois de um tempo, ele a viu com um namorado, todos os dias. Outro tempo depois, ele a viu grávida, e finalmente a viu com o bebê no colo. Incrível como conhecemos/acompanhamos a vida de uma pessoa que não sabemos quem é, de onde veio, nem o seu nome, apenas por fazer o mesmo trajeto todos os dias, no mesmo horário. Um bom tempo depois, lendo uma revista, ele viu a mesma menina dando uma entrevista e descobriu que ela era vendedora de uma loja de roupas.

Não sou muito de observar as pessoas, acredito que devo pegar metrô também com algumas todos os dias, as vezes vejo até umas carinhas familiares e não sei de onde são. Dia desses, um casal olhava muito pra gente (eu e Luna), e desceram na mesma estação. No final da escada, percebi que o rapaz olhava com um sorriso nos lábios, tirei meu fone de ouvido, pra ver se ele queria falar algo. Ele com toda simpatia do mundo, disse que acompanha a Luna desde pequena, vê o pai levando-a de manhã, e eu buscando a noite. Perguntou do carrinho, se resolvemos abolir, e eu disse que sim, que agora a Luna anda então fica mais fácil. Ele comentou que quando me viu, me mostrou pra mulher dele, pois ele sempre falava da gente e ela nunca tinha nos visto, e que eles também tem uma filha, de 2 anos e meio.

Engraçado isso, quanta informação conseguimos tirar de uma pessoa que não conhecemos, apenas por pegar o mesmo transporte, todos os dias.

21.10.08- hey Family!

Estar longe da família tem o lado bom e o lado ruim. Digo que o lado ruim é muito maior, o lado bom, é que quando nos vemos, sempre é mais fácil a convivência do dia a dia, pois nunca é tempo suficiente pra matar toda a saudade. Um dos momentos que mais sinto falta, é quando fico doente. Não tem nada melhor do que mimo de mãe quando estamos com aquele corpo mole, febre, de cama. Outro momento "carência de família" foi semana passada, quando o Sérgio foi para o hospital, sozinho. Ele não liga muito (pelo menos diz que não) mas eu queria muito poder ter ido junto, pois pra mim é deprê total você chegar numa emergência, precisando de ajuda, e ter que se virar sem a ajuda de ninguém. Eu em casa com a Luna, já a noite, acompanhava pelo telefone. Aperto no coração, se minha mãe estivesse por aqui, ficaria com ela, e eu poderia ir junto, mas sem ninguém aqui, fiquei refém do telefone.

De madrugada, quando teve alta, não deu pra segurar, peguei um taxi, acordei a Luna e lá fomos nós, buscar o Dad. Ela adorou a bagunça de acordar no meio da noite e ir passear. Estar sozinho nessas horas, pegar um táxi com dor, de madrugada é demais de triste, um esforço que valeu a pena.

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08.08.08- Sunset Jam on the Hudson - updated

Hoje é dia se Sunset Jam, um evento que tem todas as Sextas-Feira nesse verão, bem em frente ao Rio Hudson com vista para a estátua da liberdade. Um "workshop" de batuques e sons para as crianças, no final da tarde com um maravilhoso pôr do sol. Que mais eu posso querer? É simplesmente maravilhoso estar lá, mesmo que a Luna não dê muita bola e nem queira batucar, o ambiente é show de bola.

Foi lá que conheci a Simone, o Lelo, e a lindíssima Helena. A Simone chegou através do blog, quando estava de mudança pra NY, e depois estávamos tentando nos conhecer há um tempo mas as agendas não permitiam, até que um dia deu certo e eles foram lá compartilhar a bela paisagem conosco. A Helena é apenas 2 meses mais nova que a Luna, e a Simone faz aniversário no mesmo dia que a Luna. Semana passada, foi cômico a semelhança entre as duas, que além de term o cabelo exatamente da mesma cor, estavam super parecidas com os vestidos verde.Hoje lá vamos nós encontra-los de novo, se a chuva permitir. É por isso que eu amo NY, posso fazer tudo isso com segurança, num lugar bem frequentado e melhor, de graça!


Veja o álbum de fotos


05.08.08- "I want to be a part of it..."

Order Subtotal: $68.68 *
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Delivery Charge= Por 50 dolares por ano, tenho direito a quantos deliveries eu quiser.
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Credit Applied= Compra passada, a cereja não estava boa, e varios ovos vieram quebrados, após meu email reclamando, creditaram o valor de volta.

Estimated Total= uma compra de 68 dólares, caiu pra 46.

I Love NY

30.07.08- A l'americano

Domingo foi a primeira vez que fomos a um aniversário infantil genuinamente americano, e a experiência foi digamos... interessante. No convite já estranhamos o horário da festa : das 11 as 13. Me fez pensar, que por ter hora marcada de inicio e fim, deveria ser em um buffet. Não, era na residência da família, e para chegar lá, nada de trem ou metrô, tivemos que alugar um carro, senão ficaríamos na dependência de alguem nos buscar e nos levar até a estação do trem. Lá fomos nós, de GPS no celular e tudo mais, pois não teve uma vez que não tenhamos nos perdido em estradas aqui, nas poucas vezes que fomos viajar dirigindo. Tudo lindo e
maravilhoso, até que o celular perde o sinal de dados, e então eu descobri a diferença entre um GPS pelo celular e um que aluga junto que vem no carro. Ele nos largou na mão e nem o mapa de backup mal elaborado do google nos salvou de chegarmos quase 1 hora atrasados, ou seja, na metade da festa de "2 horas". A casa, literalmente no meio do mato, é maravilhosa. Chegamos famintos, achando que pelo horário da festa, encontraríamos alguma comida tipo
"almoço". Eram bagels, croissants, tortinhas de maça, queijos e sucos Minute Maid.

As crianças já estavam na sala de "entretenimento" com um rapaz tocando violão e distribuindo umas maracas pras crianças fazerem barulho, então fomos eu e Luna pra lá enquanto o Sergio tirava fotos e procurava alguma coisa pra "almoçarmos". Logo a música acabou, e o simpático rapaz-robô pediu para que as crianças juntassem as maracas e os outros acessórios que eu já imaginava ser brinde pra elas, num cantinho da sala. Abriu sua malinha com o kit "Entretenimento The-Flash", tirou um faz bolhas bem diferente, e a sessão bubbles começou. Era , segundo ele, para dar o tom de fim de brincadeiras com as crianças, e elas irem "se acalmando, relaxando".

12:20 acabou entretenimento para as crianças, e então finalmente fomos comer, o que era mais um café da manhã do que almoço ou brunch. Já tinha uma moça retirando alguns copinhos, limpando a sala de entretenimento que não estava mais em uso, e então um apito bem alto chamou para cantarmos o Parabéns. Cantamos, comemos o cup cake, e como já era 12:45 ainda tivemos 15 minutos para conhecer o piso inferior da casa, cheio de brinquedos, a Luna se divertirmais um pouco e perceber que as 13:00hrs mais da metade já tinha ido
embora, e o restante já estava se despedindo.

13:15, somos os últimos a sair, pois o povo é tão rápido que uma ida ao banheiro, antes de ir embora, já nos deixou pra trás. A mãe da aniversariante na porta, se despedindo do penúltimo convidado a sair, nos olha, agradece a presença, dá beijinhos na Luna, se despede e fecha a
porta. La vamos nós de volta com nosso GPS capenga, aproveitar o aluguel do carro para comer num bom restaurante brasileiro no Queens, e fazer compras no mercado brasileiro, comprar MUITO guaraná.

Quanta diferença, daquela festinha da Luna de 1 ano, em que a cada convidado que ia embora já depois de várias horas lá, pedíamos pra ficar mais um pouco. Acabou cerveja, escureceu, e até as 10 da noite, ainda estávamos jogando papo fora.

Cada um com sua cultura, e o post parece até uma crítica, mas é porque estou acostumada (e saudosa) com outra coisa, no fundo entendo essa diferença cultural, apenas acho estranho, mas temos que respeitar, mesmo porque tudo sempre tem um lado bom. Com essa coisa de hora marcada, ninguém fica na festa por obrigação, pra não sair logo e pegar mal, fora isso, as pessoas comparecem mais, pois se tem outros compromissos não necessariamente precisam escolher entre um e outro, dá pra se programar melhor. (Eu e meu treinamento de ver o lado bom das coisas, está dando certo)

UPDATE: esse video so carrega correto no firefox, no explorer esta carregando o vídeo errado, estamos tentando resolver o mistério.

UPDATE2: Mistério resolvido, nada como um FERA pra me ajudar...

Video Player2


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02.07.08- Estréia na Broadway

E a Luna estreou na Broadway, foi ao seu primeiro show no final de semana passado, com o "Papai Sé". O Gazzilion Bubble Show é muito bem falado, e já tinha sido recomendado por um amigo. Como era de se esperar, o show foi maravilhoso e a Luna a-d-o-r-o-u ver umas bubbles tão grandes, o Sergio disse que ela ficou maravilhada com tudo. O mais fofo foi na hora de se despedir de mim, na porta do elevador ela dizendo "Bye mamãe, bubble papai". De mãozinhas dadas, foram os dois pro primeiro show de muitos que virão por aí.


01.07.08- What a day!

E hoje o dia foi cansativo...

Acordei às 6:00 da manha ouvindo a voz da Luna.

Fui ao banheiro, quando saí ela estava dormindo, não sei se foi coisa da minha cabeça ou ela voltou a dormir. Sorte dela, porque eu não consegui. Fui para o computador, deu sono às 6:40 e dormi até as 7:20 quando ela me acordou de verdade.

Café da manhã para Luna, arrumar a sacola dela com comida, sobremesa e lanche da tarde. Arrumei o cabelo que amanhece todo embaraçado atrás, escovei os dentes dela, troquei a fralda e roupa.

Enquanto o Sergio se arrumava pra leva-la na escola, arrumei a cozinha. Depois que sairam, arrumei a casa por cima, pra zefinha não enroscar em nada no chão.

9:55 - Fui para o banho, lavei umas roupinhas que precisavam de atenção imediata, me arrumei, joguei os lixos fora, respondi alguns emails de trabalho e saí atrasada (10:40) pra variar. O metrô demora pra burro, e me atraso ainda mais.

11:30 - Cheguei atrasadéeerima, cliente com o site dando problemas. Dia cheio de pepinos pra resolver, programador sumido, funcionários folgados.

5:40 - Saí correndo atrasadérrrima pra buscar a Luna, e o trem F estava na linha do D. Pego o D, que sai uns 4 quarteirões acima do que costumo descer. Chego atrasada 2 minutos. Na volta, trem lotado, e o C que pego depois do F, que já demora por natureza, resolveu dar problema a uma estação de casa. Espera de mais 20 minutos na estação pra poder pegar outro e continuarmos.

7:15 - Chegando em casa, passei um aspirador na sala que estava precisando, tirei o pó dos móveis,que também estava crítico. Arrumei a cozinha por cima, e coloquei Luna no banho. Enquanto ela se divertia na banheira, eu sentada no banheiro com ela, descascava duas "macaxeiras" pro jantar. Macaxeiras quase devidamente descascadas, acabo de dar banho na Luna, coloco no trocardor e UFA, papai chega pra acabar o ritual. Enquanto ele coloca a sopinha de batatas dela pra esquentar, eu acabo de passar aspirador agora no quarto dela e no corredor.

8:30- Dou jantar pra Luna (papai tinha que finalizar um trabalho), papai dá a sobremesa enquanto eu acabo de arrumar o quarto dela e arrumar o banheiro que depois do banho sempre fica uma zona. Coloco o leite pra esquentar, escovo os dentinhos dela e coloco Luna no berço.

9:40- Vou preparar minha bisteca pra comer com a maravilhosa macaxeira enquanto conecto remotamente no computador do sogro pra dar uma arrumada por lá, tirar um vírus chato. Janto, lavo a louça, dou uma olhada nos emails, tento finalizar a remoção do antivírus, e vou dar uma geral na cozinha e sala nas coisas que a Luna deixou fora do lugar.

10:40- Escovar os dentes, passar Retin A na pele, colocar o pijama e levar o laptop pra cama pra escrever esse post. No meio do post, pego no sono... Sergio fecha o laptop, apaga a luz e fala alguma coisa que não me lembro mais. Fica pra amanhã (hoje) acabar de passar aspirador (que faltou no meu quarto), acabar de escrever o post e limpar os banheiros. Ah, faltou lavar umas roupas na mão que tem que esfregar porque estão manchadas. E assim foi meu MARAVILHOSO dia hoje (ontem).

E quem disse que vou conseguir ir na esteira do prédio amanhã (hoje) de manhã? Nops, adiada pra noite, se nenhum trem quebrar, e as coisas andarem como planejei.

Tenham um bom dia!


27.06.08- É DUCA

Pois eu acho do c*&^%$# eu poder, num dia em que estou atrasada com tudo, abrir meu laptop na estação do metrô e começar a adiantar o trabalho enquanto aguardo sua chegada. Depois, quando ele chega, continuar o job lá sentada no ar condicionado sem me preocupar que alguém vai colocar uma arma na minha cabeça pedindo o computador, ou então passar, pegar e sair correndo. Priceless já chegar no escritório com todos os emails respondidos.

I Love NY.

22.04.08- O gosto do desgosto

Adoro morar em NY, mas morro de saudades do Brasil. Se tivesse que voltar amanhã pra terrinha, morreria de alegria, mas ao mesmo tempo estaria cheia de dúvidas, e já uma antecipada saudade.

O fato de andar a pé para todo lugar, a qualquer hora, sem preocupação com segurança, é priceless. É bela, viva, oferece tantas coisas gratuitas, cheia de opções, rica, poderosa, desejada. Mas sinto saudades da minha cidade mãe, com sua insegurança, falta de opções ao ar livre e de graça, falta de qualidade de vida, mas que é tão charmosa, gostosa. Como explicar?

Nenhum americano entende o que eu faço aqui, já que eu falo que o Brasil é maravilhoso que nossa comida é a melhor do mundo, somos mais interessantes, mais soltos, mais divertidos... Não entendem porque não faço questão de fazer amigos aqui, nem porque não acho graça em tomar uma cerveja num barzinho como faço em São Paulo. Ouvem Caetano Veloso e apenas acham bonito, mas não sabem o que eu sinto quando ouço Caetano, o que ele significa, o que ele diz, como ele toca lá no fundo. Nem entendem porque ainda sendo maravilhoso, ir em uma praia no Caribe não é a mesma coisa de uma praia do nordeste. Nem imaginam porque forró é tão mais gostoso que a salsa. E como explicar isso? Nunca consegui. Mas desenvolvi dois pensamentos que talvez ilustrem o que eu quero dizer.

1- São Paulo é aquela comida que você cozinha os ingredientes todos juntos, como um Fettucine ao frutos do mar, onde os camarões são cozidos com o molho, e todos os outros ingredientes juntos. Ou então como aquela feijoada que todas as carnes também são cozidas junto com o feijão, unificando os sabores, mesclando.

2- New York é a massa como aquela rede de comida italiana "Spoletto". Mil ingredientes, mil opções, todos misturados já depois de prontos, e que no fim fica com gosto de nada. Ou aquela feijoada que as carnes são cozidas em uma panela, o feijao em outra e depois para servir, apenas misturam se todos. Apesar da variedade e opções para escolher o que você gosta da feijoada ela fica sem gosto, ainda que seja com os melhores ingredientes do mundo.

O segundo pensamento é assim:

1- New York é aquele carinha lindo, rico, culto, carinhoso, que faz todas as suas vontades, e que você sabe que seria o homem perfeito para garantir seu futuro e construir uma família, mas...que falta, tempero, paixão.

2- São Paulo é aquele carinha não muito bonito, charmoso, cheio de lábia, boêmio, malandro. Você sabe que não é pra casar, com quem o futuro é incerto, e sem muita coisa a lhe oferecer, mas... sem saber o porquê, pensa nele todos os dias, invade seus sonhos e fantasias.

Será que dá pra me entender???? Acho que quem mora aqui, vai saber o que quero dizer, e os que não moram e tentam entender porque amamos tanto nosso país e saímos de lá, conseguirão entender o espírito da coisa.

02.04.08- Na falta da empregada...

Temos um aparato de soluções para compensar pelo menos um pouquinho a falta que faz uma empregada pra tornar nossa vida mais fácil. Aqui inventam de TUDO para facilitar essa árdua tarefa que nos faz perder um tempo enorme: limpar a casa. Tem gente que não liga para uma baguncinha, um pozinho que fica na TV por vários dias... mas eu sou meio neura mesmo, não consigo deixar assim, quero sempre limpo, perfeito e arrumado. Pago pela minha neura, menos tempo de brincar com a Luna, mais cansaço, menos sono. Poderia ser pior, mas graças a "praticidade americana" eu ainda consigo economizar ao menos um tempinho pra escrever no blog, curtir a Luna, etc. Eis aqui meus ajudantes:

1- Scrubbing Bubbles Shower Cleaner
Esse é um aparelho que fica dentro do box do banheiro e todo dia você aciona assim que acabar seu banho. Ele jorra um liquido que evita o acúmulo de resíduos de sabonete e evita que fique aquele "limo" (que aqui é cor de rosa, não sei porque) nos azulejos. O problema é eu lembrar de aciona-lo. Ele dá um aviso sonoro, e depois de 15 segundos o jato começa a rodar (360º) espalhando o produto pra todo lado. Nota 7 pra ele

2- Swiffer Wet Jet All-In-One Power Mop Starter Kit
Passar pano sem ter que ficar lavando pano de chão depois, ou ficar jogando o produto no chão que acaba respingando nos móveis etc. O produto que vem com ele tem um cheirinho maravilhoso, e depois que acabar é só comprar o refil. Os paninhos descartáveis facilitam muito e economizam um bom tempo, deixando mais higiênica a manutenção já que a falta de tanque nos obriga a lavar essas coisas na banheira, na pia do banheiro, ou como alguns porquinhos* que conheço, na pia da cozinha. A outra alternativa seria usar a máquina de lavar para apenas UM pano de chão, o que eu não faço. Deixar acumular vários panos sujos também está fora, então achei a soluçao ideal (pelo menos por enquanto).

3- Go Duster
mesmo eles dizendo que esse não espalha, comprei apenas para usar nas persianas. PERFEITO. Antes eu ficava com um pano úmido limpando UMA POR UMA e gastava horas. O Go Duster me economiza agora tempo e paciência.

4- Fresh Brush Toilet Cleaning System
Esse aqui mais que tempo, me poupa de enfiar a mão na privada com aquelas luvas horrorosas . Ultra prático, e ainda o treco que limpa a privada pode ser jogado lá mesmo, que dissolve como papel higiênico.

5- Roomba Zefinha
Essa merece um post separado, que farei o mais breve possível. Me economiza um tempão, e ainda por cima faz o serviço melhor do que eu. Zefinha é a minha mais nova paixão.

Fora esses, outros produtos que uso sempre são esses aí abaixo. Se alguém aqui dos EUA tiver alguma sugestão de outras coisas, ou produtos que são mais eficientes do que esses, deixem seu comentário!

Windex - Para limpar vidros, mas o pessoal usa pra limpar tudo.
Pledge Dust Remover - Um quê a mais na hora de tirar o pó, o cheirinho fica ótimo, e dá uma lustradinha nos móveis de madeira. Já nos laqueados não funciona muito bem, mas mesmo assim eu uso.
Bathroom Cleaner da Lysol - Otimo pra limpar banheira e pia
Comet - Tinha igual no Brasil, me esqueci o nome... (VIM?) só que na época ele ainda arranhava as coisas, tinha que ter cuidado. Esse não arranha, acho que no Brasil também tem a versão que não arranha. Uso pra pia também e pro chão do box do banheiro.
Febreeze - Apenas pra dar um ar de frescor nos tecidos como o sofá, cadeiras etc.
Tide- Uso para lavar roupas, na verdade nunca testei outros.
Clorox Colors - para ajudar na hora da lavagem a tirar as manchas mais difíceis. Não tirou a já seca mancha do lençol da Luna... mas no dia a dia parece ser uma forcinha a mais.

20.03.08- Doação de carro?

Aqui é super normal, mas me assustei quando vi o primeiro outdoor estimulando pessoas a doar seu carro velho para instituição de caridade. Doar carro? Como assim? No Brasil por mais podre que o carro esteja, vale dinheiro, um valor significante. Essa semana, uma pessoa do trabalho resolveu fazer o mesmo. Carro aqui é MUITO barato, as pessoas não se apegam e nem dão a ele o mesmo valor que damos no Brasil. Basta ligar, que eles mandam o guincho vir retirar a doação. Claro que abate no imposto de renda, portanto alguma vantagem existe... sempre.

Nada que é barato vira símbolo de status, por isso acho que aqui o que faz esse papel, não é carro e celular, mas sim o imóvel e o bairro que você mora. Morar em NY é caro, imóveis são super valorizados, e você consegue "medir" o nível financeiro de alguém sabendo onde mora, e de quantos dormitórios e metros quadrado é o apartamento. Ter o melhor carro, o melhor celular, usar calça da Diesel, óculos Prada, ter o computador top de linha, não significa absolutamente nada.

27.02.08- Minha ajudante, Zefinha

Morar nos EUA significa que provavelmente você não terá uma empregada. Uma diarista sim, mas que cobra uns 80-100 dolares por dia pra limpar sua casa. Acho caro, não porque queria pagar menos, como no Brasil, pois sei que o trabalho de limpeza é pesado e deve ser melhor remunerado. Me dói pelo fato de ser um valor alto, pra elas fazerem tudo meio de qualquer jeito. A última que eu tive ficava no meu apto no máxiomo 4 horas. Quem limpa uma casa de 130m2 em 4 horas? Imaginem o que eu via quando chegava em casa. Limpar vidro? que é isso... nem pensar. Aqui é Pá, Pum, Tutu, Bye. Enquanto não encontro a pessoa que eu ache que mereça receber 80 dólares por dia, faço eu e a Zefinha.

Ela chegou hoje e estou ansiosa para que ela comece a trabalhar! Se é uma boa funcionária, não sei, mas as referências foram boas.

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26.02.08- E o Soho também continua lindo...

Fazia tempo que eu não passeava pelo Soho, apesar de trabalhar lá. Novas lojas, restaurantes e vitrines irresistíveis.

Vamos dar uma voltinha comigo?

Foto esquerda: Essa loja que não me lembro o nome, é bem pequenininha, mas tem umas roupas MUITO legais, e eu só fui descobrir agora. Olhei esse vestido na vitrine e me apaixonei (o da direita) entrei, e perguntei o preço: U$ 700,00 e já era o último, estava quase se esgotando... Ok, é lindo, mas bem salgadinho... passei. Fiquei de olho em um outro muito lindinho também, mas fiquei de voltar depois, estou me segurando.

Foto direita: O que é esse lustre M-A-G-A-V-I-L-H-O-S-O? Só nas galerias do Soho


A famosa Yellow Rat Bastard que vende diversas marcas de moda jovem, como Diesel, Seven, etc, deve ter perdido o leasing depois de perder U$1.8 milhões em causas trabalhistas e mudou pro outro lado da rua.
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Continuei o passeio e fui até a CB2. Irmã mais "jovem" da Crate and Barrel, tem móveis e acessórios para decoração mais modernos, e com preços bem acessíveis.
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Eu gostava do restaurante que tinha nessa esquina, um cubano onde eu comia arroz, feijão e bife. Agora virou um café, mais um...


à esquerda: Um restaurante bem cool, adorei o estilo.
à direita: Loja que esta em reforma, dando esse "pequenino" aviso aos clientes e vizinhos. Pegava a vitrine inteira.


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10.02.08- Fim de semana na toca

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Esse final de semana não coloquei o fuço fora de casa. Tempo feio, frio e ventania, fora a preguiça que era mais forte que todos.

Sábado, Luna e Papai foram passear, comprar algumas coisas pra casa, enquanto eu dormia. Precisava dessa descansada, o ritmo está punk, e ainda não achei alguém pra me ajudar nos serviços domésticos. Ainda assim, tive coragem pra fazer um almoço no sábado. Fiz a comida da semana pra Luna, congelei e preparei um delicioso purê de batata doce, uma carne cozida com pirão e arroz. Fazia tempo que eu não cozinhava pra dizer"ai que delicia".

Todas as receitas vieram da internet, estou pensando seriamente em abrir outro blog de receitas, colocando todas que eu for fazendo. Tudo bem que terei que fabricar mais horas no dia, mas um CTRL C+CTRL V nao deverá tomar muito tempo.

02.02.08- NY Ferve

Algumas vezes ando pelas ruas de New York durante o dia, olhando para os prédios e pensando: "quanta janelinha, quanta coisa acontecendo em cada um desses escritórios, quanto dinheiro sendo gerado no centro financeiro do mundo". Aqui todos fazem tudo, quase tudo dá certo, consumo lá em cima e o dindin rodando. Gostaria de ser uma mosquinha para ir de janela em janela espiar o que estao fazendo ali, e lá e acolá. NY ferve, na minha imaginação me vejo olhando tudo de cima, bem alto, um formigueiro de gente chegando de manhã no trabalho, metade das formiguinhas saindo pra comer na hora do almoço, e todas elas novamente as 5/6 da tarde invadindo o metrô, sufocando o trânsito para ir de volta pra casa. No meio da madrugada, o silêncio (nem tão mudo, a cidade não dorme), os ratos nas ruas, o metrô pra lá e pra cá, quase vazio. No dia seguinte, tudo de novo, o caos, as formigas repetindo a rotina e a mosquinha querendo acompanhar um pouco da história de cada formiguinha (sim, me chamam de retardada, nem ligo).

Soho reúne muitas agências de modelos, e tem um dos mais belos cenários para foto. Gosto do mercado da arte de NY, dá dinheiro de verdade, as pessoas valorizam. Mercado da moda, as modelos, mercado super forte. As tops tops estão aqui, já cruzei com todas as brasileiras (Isabeli Fontana, Adriana Lima, Alessandra Ambrósio, Ana Beatriz Barros, Caroline Ribeiro), menos Gisele.

Ontem registrei um ensaio fotográfico que acontecia na janela em frente a nossa. Foi no Used Book Café, Crosby Street. Arrumam, arrumam e arrumam o cabelo rebelde da menina, fotografam a mesma posição umas 1200 vezes. Fotografam de lá e eu de cá!


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15.11.07- E o rato fechou o serendipity

serendipity.jpg NY é conhecida pela enorme quantidade de ratos na cidade. Me espanta como uma cidade tão rica, não consegue vencer a guerra contra esses bichos nojentos. As pessoas daqui, já se acostumaram com isso, e nunca é um bicho de sete cabeças dizer que você achou um rato na sua casa. Os ratos estão por toda parte mas o pior é imaginar que estão onde a sua comida é preparada.

Depois do episódio do popular Taco's Bell onde depois do expediente, já de portas fechadas e luzes apagadas, os ratos invadiram as mesas como se fossem "clientes famintos", agora foi a vez do tradicional Serendipity. Conhecido pelas maravilhosas sobremesas, frequentado por famosos, sendo até "protagonista" de um filme, com John Cusak, o qual carrega o nome do restaurante, ele oferece a sobremesa mais cara do planeta, o "Golden Opulence Sundae" que foi até parar no Guiness Book por custar a bagatela de U$ 25,000.00 (apesar que no site, informam que o preço é mil dólares). Quem estiver disposto a ver pra crer, terá que fazer a reserva com 48 horas de antecedência, depois que ele reabrir, claro.

Nessa quarta-feira à noite, não passou na segunda inspeção do Departamento de Saúde da Cidade de New York, e foi fechado. Acharam restos de baratas, ratos e insetos, até pegaram um rato vivo e fezes deles em várias áreas do restaurante. Os clientes estavam chocados e decepcionados. Eu ficaria decepcionada em saber que o lugar que comi um dia, e paguei caro, me oferecia comida com essa qualidade no quesito higiene. Entretanto, parece que os americanos estavam mais chateados por terem feito reservas com dias de antecedencia e darem com a cara na porta.

Depois dessa, porta aberta ou fechada, pra mim tanto faz, eles podem mascarar, arrumar tudo, mas a mentalidade de um dono que deixou o local como esse chegar a esse ponto, não mudará nunca.

12.09.07- Com que roupa eu vou?

Tenho recebidos diversos emails de pessoas me perguntando sobre que roupa levar pra NY em certo período do ano. Como estou sem tempo de responder a todos, pois estou indo pro Brasil (YES!) vou fazer um post que fica pra consultas futuras.

NY é bem mais estável que São Paulo em relação ao clima. Eu que estou indo agora pra lá, tenho que levar sempre roupa de frio e de calor. Não da pra saber quanto frio vai fazer, nem quanto calor também. Aqui, as estações são mais definidas, e consequentemente o planejamento fica mais fácil. Acho também, que apesar de o verão durar pouco, ele cansa mais do que em SP, pois verão aqui é QUENTE MESMO, praticamente todos os dias. Em SP sempre tem o dia que chove e esfria no meio do verão, pra nos fazer ter saudade do sol novamente. Por mim já esta mesmo na hora do verão ir se afastando, já deu, ainda mais que aqui não tem uma praia decente pra gente pra ir. Também não é nada mole o calor infernal que sofremos todos os dias nas estações "forníferas" do metrô. Fora que viver de ar condicionado, acaba com as economias.

Um guia rápido de o que colocar na mala para passar alguns dias na big apple:

Primavera: 21 Março a 20 de Junho
Março ainda faz frio. Traga um belo casaco, bem quentinho e algumas blusas de lã.
Abril quase a mesma coisa, com uma leve alta na temperatura.
Junho começa a esquentar, não precisa o casacão de março, mas eu diria (como uma grande friorenta que sou) para que traga algumas blusinhas mais quentinhas e a velha e boa jaqueta jeans. Uma blusinha de lã não ocuparia muito espaço na mala né? Só pra prevenir.

Verão: 21 de Junho a 22 de Setembro (Luna's Birthday)
Julho, auge do verão, eu traria camisetas, bermudas, 1 calça jeans e umas 2 blusas de malha de manga comprida. Um casaquinho leve caso São Pedro esteja de mal humor, ou pros neuróticos que controlam o ar condicionado dentro do metrô.
Agosto, idem a Julho.
Setembro no início, ainda é quentinho, já no meio começa aquela brisa que arrepia os pelinhos do braço. Traga a mesma roupa de Junho.

Outono: 23 Setembro a 21 de Dezembro
Outubro, traga a mesma roupa de Abril.
Novembro, a mesma roupa de Março, adicionando meia calça de lã pra botar por baixo da calça.
Dezembro: Brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrru. Blusas de lã, blusas de malha fininha pra colocar embaixo da blusa de lã, luva, gorro, cachecol, meias de lã. Um sobretudo bem potente, de preferencia preto, que dá pra usar o mesmo, todos os dias.

Inverno: 22 de Dezembro a 20 de março
Mantenha a roupa de Dezembro para todo esse período!

Ah e para todas as estações do ano, não esqueça dos óculos escuros, pois NY sempre nos presenteia com céu azul, e sol brilhando, sem nenhuma nuvem para fazer uma sombrinha.

27.08.07- Enfim, uma batidinha

Bater o carro esta na lista de uma das coisas mais chatas que tem. Além de normalmente você perder o dia todo entre discussão, B.O, etc, fica aquele festival de "se's" na cabeça. Se eu não tivesse parado tão rápido, se eu tivesse vindo pelo outro caminho, se eu não estivesse no celular. Todas as vezes que bati o carro, ficava com aquele peso, pensando como foi, como poderia ter evitado, que por questão de segundos eu poderia ter mudado a história e nada teria acontecido. Depois a encheção de vistoria, franquia, oficina. Da-lhe ficar sem carro durante um tempo, depois ver que o serviço ficou mal feito, volta pra oficina, reclama se estressa. PUTZ! Toda vez que vejo uma batida, penso que desse mal estou livre, pelo menos aqui em NY! Hoje teve uma aqui na esquina de casa. Só ouvi a freada forte e a porrada depois. Dois carros envolvidos, e depois de umas 3 horas, outra freada, outra batida. Parece coisa de filme, mas foram 2 ocorrências diferentes no mesmo local, sendo que na segunda, os carros da primeira ainda estavam lá.

DSC_1839.jpg O americano dirige muito mal. Sei que não é legal generalizar, mas nesse caso, não posso evitar, pois eu vejo TANTA barbeiragem, tantos absurdos. Eles batem no carro da frente pra sair de uma vaga, dão ré batem no de trás. Pra estacionar, é outro bate bate e ainda sobe na calçada, não bastando tanta abobrinha junta, ainda conseguem bater no hidrante. PUTZ!!!!! Mas parece que trânsito realmente não é muito esperto aqui, tanto em relação aos motoristas quanto aos engenheiros que planejam toda a bagunça. Vejam o absurdo, quando duas avenidas grandes se cruzam, fazem a cruz, eles podem fazer a conversão de qualquer maneira. Não funciona como no Brasil que você precisa fazer o retorno. Imaginem a confusão! Abaixo vou explicar melhor como é isso. Mas é por esse motivo, que toda vez que vejo uma batida, eu penso: BEM FEITO ou FINALMENTE! pois com tanta braçada que vemos, o número de batidas ainda é pouco. Não sou nada politicamente correta, penso isso mesmo.

Vejam que engenheiros inteligentes: Quando o farol abre pra Washington Avenue o pessoal na rota laranja pode virar à esquerda na Atlantic Avenue ao mesmo tempo que o pessoal que vem da Winkett Avenue em verde, pode virar na Atlantic à direita. Faz sentido? Uma fila de carro bloqueia a outra e eles ficam tudo travados ali no meio. O laranja não consegue virar à esquerda pois tem fila de carros verdes tentando virar à direita.

Quando o farol da Atlantic abre, outra confusão. Os de vermelho que estão vindo do leste (lado direito) sentido oeste (esquerdo) não conseguem ir reto, pois os azuis que vem do oeste, querem sempre virar na Winkett a esquerda ou fazer o U. Eu que sempre reclamei de ter que fazer retornos, agora entendo perfeitamente a sua necessidade. Nosso trânsito é muito melhor planejado, e nossos motoristas apesar de mais imprudentes, são muito mais "pilotos". Ainda bem que estou longe dessa loucura burra que é o trânsito dos Estados Unidos.

20.08.07- A gentileza que incomoda

Como eu iria imaginar que a gentileza das pessoas iria causar um incômodo diário na minha rotina? Vou explicar.

Todos os dias no metrô, passo pela mesma situação, no mínimo duas vezes na ida e duas na volta. As pessoas querem me dar o lugar porque estou carregando a Luna. Nas primeiras vezes eu aceitava, mesmo me sentindo incomodada em tirar o lugar de alguém. Depois de uns meses, ficou impossível de sentar, a não ser que não tenha alguem muito perto. A Luna começa a querer pegar nas pessoas, nas revistas e nos livros que elas estão lendo. Se não faz isso, fica entediada, resmunga, reclama. Se estou em pé isso não acontece, ela fica mais calminha, portanto a ordem é não sentar, ainda mais que vou com minha bolsa e a sacola dela o que dificulta ainda mais quando abaixo e tenho que me arrumar no banco.

Adoraria ter uma plaquinha, MUITO OBRIGADA, mas SINCERAMENTE não quero sentar. Como pego dois metrôs, todo dia tenho que dizer a mesma frase 4 vezes "No thanks! Thanks a lot, I'm getting off soon". Existem as pessoas que aceitam, mas tem aquelas que acham que eu apenas nao quero dizer que sim, então elas falam e levantam. Com essas fica mais dificil negar. Algumas nem falam, levantam direto e não aceitam minha recusa. Um dia a mãe tirou a filha do assento, e insistiu muito para que eu sentasse. Expliquei que nao precisava mesmo, que ela não gostava mas a chinesa com cara de brava praticamente me obrigou a sentar no lugar. Sentamos claro, e nesse dia a Luna nao resmungou, só pra me contrariar.

Nunca imaginei que tanta gentileza fosse me causar esse incômodo, de ficar todos os dias sem exceção repetindo que não quero me sentar. Mesmo assim, tenho que agradecer, gentileza sempre é sinal de educação. Antes oferecer, do que ignorar que alguém precisa mais daquele lugar do que você.

17.08.07- Folgada? imagine...

Ontem estávamos no metrô voltando de Manhattan, e como era final do dia, Luna estava cansada, manhosa e resmungona. Eu dei carteira, papel, chave e outras coisinhas pra ela esquecer a chatisse. Funcionava por um tempo e começava de novo. A última que dei, foi meu chaveiro. Ela colocou na boca uma pecinha dele amarela e ficou mordendo, enfim paz. Chegamos na estação para descer, a porta já aberta, e uma senhora falou algo que não entendi. Logo achei que havia esquecido algo no vagão, e voltei um pouco, com medo da porta fechar e não dar tempo de sair, para ouvir direito o que ela estava dizendo. Aí entendi....

"This baby needs a pacifier, give her a pacifier" (esse bebê precisa é de uma chupeta! dê uma chupeta a ela). Meu ódio só veio depois do desespero de sair logo pra não perder a estação. E me arrependi de não ter dito que quem precisava de pacifier era ela pra enfiar lá... HUNF!!!!!

Me irrita profundamente essa mania de americano achar que pode falar tudo o que pensa.

14.08.07- Gente esquisita

Gente estranha é o que não falta aqui em NY. Fico imaginando como certas coisas não influenciam na vida profissional delas. No Brasil quando as pessoas fazem uma tatuagem sempre há a preocupação de que vai ser rotulado de alguma forma, e poderá prejudicar na hora de arrumar emprego. Isso realmente acontece na verdade, quando estamos em uma entrevista, somos observados dos pés à cabeça. Aqui, vejo algumas mulheres (na maioria negras e latinas) com unhas ENORMES, aqulas que viram pra baixo, como as do zé do caixão, sabem? Trabalham no caixa da Farmácia por exemplo, onde tem que ficar o tempo inteiro trabalhando com as mãos na máquina registradora. Você a contrataria?

Aqui no andar, tem uma menina que trabalha em uma galeria de arte, mas na parte do escritório. Ela anda SEMPRE de preto. Primavera, verão, outono, inverno, não importa, ela sempre está black. Até aí, não é TÃO estranho, mas o que é sinistro, é que ela sempre está com a MESMA roupa. Sim, imagino que ela tenha umas 10 peças iguais, pois não parece suja. A bota sempre a mesma, a calça no meio da perna, sempre igual, a mesma camiseta e o mesmo avental na frente. Não acho isso muito normal, não acredito que uma pessoa assim tenha o juízo certo. Mas como ela é simpática sempre, puxa papo, achei que eu pudesse estar enganada. Logo veio a confirmação, não podia mesmo ser muito normal. Um belo dia, falo oi ela nem responde. Outro dia, deu ataques porque roubaram a planta dela que estava do lado de fora da porta, e veio até aqui o escritório perguntar se roubamos a planta dela. Óbvio que dissemos que não, mas que por engano o pessoal da limpeza poderia ter colocado no lixo, como fizeram com nossas garrafas de água uma vez que estavam do lado de fora e... nesse ponto ela interrompe e começa a dizer que aquilo é planta e não água e bla bla bla.

É eu não estava mesmo enganada... Como será o relacionamento dessa criatura no trabalho?

04.08.07- Incentivo é tudo!

O incentivo a leitura aqui é algo realmente fantástico. Hoje fomos novamente no Bryant Park, pois é caminho da volta da nossa sagrada comidinha brasileira aos sábados. Luna foi ao carrossel, e se soltou bem mais, aliás amou e não quis sair mais. Quando estávamos saindo, encontramos o "Reading Room". O projeto original aconteceu em 1935, como uma resposta pública à Era da Depressão pelo alto índice de demissões em NY. Muitas pessoas não tinham nada o que fazer durante o dia e nenhuma perspectiva de trabalhos. Por isso, a Biblioteca Pública da cidade, abriu a "Biblioteca ao ar livre" para dar a esses desempregados no ramo de negócios e intelectuais, um local para eles irem, que não precisasse de dinheiro, endereço válido, um cartão de biblioteca ou qualquer identificação para poder curtir os materiais de leitura.

Em 1944 ela foi fechada devido ao crescimento de empregos e a Segunda Guerra Mundial, mas para nossa felicidade, a "The Bryant Park Corporation" repetiu o projeto, criando o Bryant Park Reading Room. É modelado a partir do original, com algumas adições como: livros específicos para crianças, seções de leituras na hora do almoço, cadeiras móveis para promover um ambiente mais íntimo, cadeiras e mesas para crianças. O programa está aberto a qualquer pessoa, sem que necessite se identificar- é chegar, escolher seu livro e sentar para curtir uma agradável tarde de leitura em frente ao carrossel. O projeto é patrocinado pelo HSBC e aceitam livros para doação.

Hoje ficamos por lá, Luna não sabia se olhava os livros, ou as luzes dos cavalinhos rodando. Sentou na cadeirinha, apontou para tudo, tentou rasgar algumas páginas, e depois que o sono chegou e o enjôo começou, fomos para casa, felizes e encantados com mais isso que New York nos oferece, e de graça. Cultura e educação, não tem preço.

Podia virar um bordão: "Assim dá gosto de pagar imposto"

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Clique nas fotos para ampliar.

25.07.07- El Raton

ratao.jpgEu já tinha visto esse ratão em alguns lugares algumas vezes, nesses 8 anos de NY. Não sabia o que era, imaginava ser alguma propaganda, liquidação de lojas, etc... Ele é inflável e fica uma bombinha atrás dele ligada o tempo todo e enorme. Comparem o tamanho dele com o do carro.

Há mais de um mês, o vejo todos os dias na frente de uma construção aqui perto, e finalmente matei minha curiosidade. Ele sempre é colocado em frente a construções em que há exploração de funcionários, onde a empresa não segue o que manda o sindicato. Isso significa salarios menores, que a segurança das pessoas que trabalham não está de acordo com os padrões, não tem assistência médica, e por aí vai. Acho o máximo o empenho deles, a persistência. Estão lá praticamente todos os dias, distribuindo folhetos com a explicação e pedindo que a comunidade ligue para a empresa responsável pela obra e falem com o dono. No folheto tem a foto dele e o telefone. Do jeito que americano é empenhado e dedicado à assuntos comunitários, eu não tenho dúvidas que a caixa postal dele deve estar lotada de mensagens.

15.07.07- Por que eu amo NY? (updated)

Porque NY é sensacional

Porque aqui, temos milhões de maneiras de nos divertirmos em lugares conservados, com segurança, gratuitamente e ainda assim, bem frequentado.

Porque a vista do Rio Hudson é divina

Porque temos parquinhos públicos para crianças, onde tem brinquedos que vendem em lojas, como carrinhos, baldes de areia, andadores, que são do parque e ninguém rouba.

Porque no verão vários eventos proporcionam ao povo muita diversão e cultura gratuitamente.

Porque podemos dançar à beira do Rio Hudson, sem ninguém te achar o ser mais brega do mundo.

Porque podemos ficar à vontade com a nossa filha no playground, sem ter que ficar de olho arregalado nas nossas coisas com medo de um trombadinha levar embora.

Porque podemos ser nós mesmos, sem pensar no julgamento dos outros.


Luna se divertindo no parquinho, esses brinquedos todos no chão, são do parque.


Nada mal balançando com a vista do Rio Hudson


O pessoal começando a entrar na pista para o "family dance". A banda toca e quem quiser dança.

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Eu e Luninha na "family dance"

Olhem que romântico... não pude deixar de filmar, eu adoro essa liberdade. Dança no Hudson.

Cris, lembramos muito de você nesse fim de semana!

ÁLBUM DE FOTOS Sábado no Hudson.

10.07.07- Hi Batman!

Mr. Batman voltando de um dia de trabalho. Rosto suado, passos apressados onde será que iria nosso super herói? Só mesmo em Nova Iorque para topar com ele na rua e só você olhar, afinal aqui não é nada demais encontrar com o Homem Aranha, Super Homem, Mulher Maravilha nas ruas fora da época de Halloween, reparem que ninguém olha. Pena que não deu tempo de tirar a foto de frente, para mostra-lo como nós, seres normais, de rosto suado, ar cansado e a típica pressa do novaiorquino.


05.07.07- Match Perfeito

Vitrine de uma loja na Broadway.

27.04.07- Daycare, again...

Visitei mais um daycare, o Your kids, Our kids. Odiei. Primeiro pelo fato de o tour pela escola ser feito com vários pais ao mesmo tempo, o que achei super impessoal. Segundo porque apesar de ser um espaço grande, as salas não tem parede até o teto, sao baixinhas, o que deixa a escola ultra barulhenta. A gente mal ouvia o que a mulher falava, imagino como as crianças ouvem as professoras... Fora que os móveis eu achei mal cuidados, velhos, berços, brinquedos meio capengas. A escola fornece comida e fraldas, mas as de potinhos. Lista de espera, que coloquei meu nome só pra ter idéia de quando terão vagas disponíveis.

Tem a Tutor Time, que pelo site fiquei muito bem impressionada, mas os reviews que li não foram muito positivos. É uma cadeia grande, e por isso tem uma formatação já muito "programadinha". Por exemplo, o leite da Luna já tem que ir misturado, nao posso levar a água e o pó pra eles fazerem na hora. Li também que as crianças que mordem as outras, são suspensas (!!!???). Ao invés de suspender, ao meu ver, a escola deveria educar e ensinar que isso é errado. Pra mim soou como se a escola fosse uma "fabriquinha" depois que uma mãe reclamou também que ao pedir a suspensão e a transferência do filho dela, isso foi feito por um recado no papel, nem ao menos foram falar com ela.

A Manhattan Kids Club, eu li bons reviews, mas quando liguei, a fila de espera era de 8 meses a 1 ano. Nem fui ver, também não fornecem comida, os pais que levam.

Buckle My Shoe, muito bem recomendada pelo NYtimes mas além de ser mais caras do que as outras, em torno de 2 mil dólares mensais, também tem lista de espera em torno de 1 ano. Não fornecem comida, temos que levar.

Bright Horizons, a unidade do Rockefeller Center, também é muito bem recomendada, mas custa ainda mais caro do que a Buckle, e a lista de espera enorme. Comida, levamos de casa.

Trinity Nursery School, que também tem lista de espera, e custa U$2250.00. Pra mim fica meio fora de mão, pois trabalho no Soho e ela fica lá pra baixo perto do WTC. A maioria dos frequentadores são filhos de pessoas que trabalham em Wall Street, no mercado financeiro. Já viu o motivo do valor alto...

Love a Lot, gostei bastante, é aquela que fui visitar e hoje, ao deixar a ficha de inscrição, falei com a dona. Ao ler a ficha e ver que a língua que a Luna "fala" em casa é Português, ela se surpreendeu e me perguntou com aquele sotaque bem americanizado "Você é brasileira?" Batemos o maior papo, ela está nos EUA há 35 anos, é de São paulo e já está com dificuldades no português. Descobri porque eu gostei da escola, tem mesmo um toque brasileiro de preocupação com a limpeza, aparência da escola. Ela foi muito simpática e disse que vai dar um "jeitinho" de conseguir minha vaga, pois se sou brasileira, mereço um "jeitinho" hahahaha adorei claro.

Essas foram as principais que achei pela redondeza, e confesso que foi dificil a pesquisa. Muitos daycares não pegam crianças menores de 2 anos. Infelizmente não conheço ninguém que tenha filhos pra poder me recomendar um, fui na raça mesmo atrás dos "disponíveis" e vamos ter que arriscar. Mas o bom é que pras futuras mamães brasileiras em NY, aqui já vai um bom caminho de pesquisa pra daycares, e quem tiver mais sugestões, me escreva!

20.04.07- I Want to be a part of it, New York, New York...

New York é muito particular, única, doida. Pra quem nasceu e viveu aqui, algumas coisas são completamente normais, mas até para os americanos de outros estados e cidades, NY é diferente.

Quem pode achar rato andando pelas ruas algo normal? New Yorkers.

Quando chegamos aqui para procurar apartamento, temos que nos acostumar com coisas que no Brasil jamais acostumaríamos. Prédios velhos, paredes mal pintadas, edificio capenga. Isso em SP é coisa barata, de subúrbio, aqui é apenas normal e muito comum.

Ao entrar em um escritório que faz muito dinheiro, não espere necessariamente encontrar aquelas salas enormes, modernas, cheio de móveis caros, uma moça servindo café, perguntando se você quer isso ou aquilo. Você pode estar indo em uma empresa ultra bem sucedida, mas o escritório feio, pequeno, meio velho, móveis antigos.

Eu e minha mãe fomos a uma loja ver uma mesa de jantar. Loja.... bem, não era uma looooooja, era um showroom, no segundo andar de um prédio horroroso no financial district, parecia que eu estava viajando no tempo, de tão velho. Ao chegar lá, um monte de móveis num espaço enorme, dois caras que atendiam achando que estavam fazendo um favor. Eu logo avisei, mãe nem fique horrorizada, isso tudo é muito NORMAL! Elevador e garagem ser algo de luxo? Sim, em NY é, e todos também acham super normal não ter garagem pro carro e nem porteiro ou elevador no seu prédio. Quando você começa a se acostumar com essas coisas, fica mais fácil de avaliar as coisas comparando com o que é NORMAL em NY. Também é NORMAL as pessoas comerem COMIDA na rua, dentro do metrô ou sentadas na calçada, o que no Brasil nunca é visto com bons olhos. Aqui em NY é preciso calibrar os olhos... e ainda assim, depois de 8 anos os meus ainda estão precisando de alguns ajustes :-)


Hoje a experiência foi na visita a um daycare. Não temos como comparar com as escolinhas maravilhosas e espaçosas que temos em São Paulo. Aqui em NY a maioria dos day cares, até o melhor de todos, quem leva a comida são os pais. Comida, fralda, lenço umedecido e tudo que seu filho vai usar. As pouquíssimas que oferecem comida, são comidas prontas, aquelas de potinhos. Sim, em NY a sensação que passa é que a lei é a do mínimo mínimo mínimo esforço e é super NORMAL. Pessoas simpáticas não são normais, então quando você vai no daycare e a mulher te trata super bem, é atenciosa, e muito simpática, você já tem vontade de assinar na hora. Resumindo, aqui em NY não dá pra termos aquelas "viadagens" ou melhor, exigencias, que podemos ter no Brasil. É assim, gostou, ótimo, não gostou, que pena. Enfim, a escolinha eu "gostei" mas com o filtro de NY, afinal só em NY é normal a creche ser no piso térreo de um edifício de residência. A escola é assim, imaginem um corredor de um prédio, essa é a escola, e os aptos são as salas de aula, pronto, assim é o daycare, e uma das salas é ao lado do elevador. Mas tudo se adapta, para contornar esse pequeno "deslize" eles tem câmeras espalhadas por todo lugar e um segurança na porta. A entrada da escola é na lateral, com alguém vigiando o tempo inteiro, e a saída e entrada dos moradores, em nada vai perturbar o bom andamento da escola, segundo eles.

Já fiquei feliz por ver que as professoras estavam brincando com os bebês, nenhum estava largado, e os móveis eram bonitinhos, os bercinhos também. Pela lei, devem ser 1 professora para 4 bebês, e lá eles tentam fazer 1:3. Nos mostraram a área de playground atrás do prédio, o que já é uma grande coisa, pois em NY isso é até raridade. O que mais gostei foram os carrinhos, que levam as crianças na rua pra passear (foto). Já imaginei a carinha da minha delícia nesse carrinho, mas sei que ainda vai demorar pra ela ir. Agora irei visitar outros, e entrar NA FILA DE ESPERA do que eu gostar mais... That's NY!

09.04.07- Toma lá, da cá

Consumir bastante nos EUA é inevitável pois além de barato, você não precisa pensar muito na hora de comprar, se arrependeu, devolve sem ter que dizer que a mãe morreu ou você está falido, pro vendedor ter dó de você e devolver o seu dinheiro. O melhor é depois de 1 ano, poder ainda devolver algo que deu defeitos sem ao menos ter a nota. Claro, não são todas as lojas que são assim, mas a West Elm, que foi onde comprei a minha mesa de jantar, me surpreendeu. Depois da mudança percebi que a folha da madeira estava descolando, e liguei na loja. Achei que na melhor das hipóteses eles iriam trocar a mesa, mas me deram a opção de pegar meu dinheiro de volta. Dois dias depois, vieram retirar a mesa e mais três dias o dinheiro já estava na conta.

Isso já aconteceu com minha louça, que depois de 1 ano, começou a rachar o verniz, fui na bed bath and beyond e consegui trocar tudo, xícaras, pratos, pires... mesmo estando sem a nota.

Essas horas até esqueço da praia, churrasco... :-)

19.03.07- Jeitinho Americano

Tudo bem que a praticidade americana é maravilhosa, mas o relaxo é proporcional. Fico impressionada com a falta de capricho das pessoas que trabalham na área de construção. Por isso que aqui as pessoas amam os pintores e pedreiros brasileiros, pois os daqui estão anos luz atras dos nossos. Digo isso porque acabei de me mudar para um apartamento novo, acabaram de construir o prédio, e fico abismada como eles fazem o serviço nas coxas. Pintar a parede e deixar escorrer tinta pra eles não tem problema algum, vejo os escorridos em pelo menos dois lugares no meu quarto. A parede da sala, eles depois de pintar, por algum motivo, passaram massa corrida e NAO PINTARAM DE NOVO, ou seja, dá pra ver a mancha da massa corrida que aplicaram. No balcão da cozinha o granito da bancada arranhado, o piso do banheiro arranhado, a pia da cozinha não tem acabamento com a parede. A borracha que usam para a porta do box nao deixar passar água pra fora, não deu o comprimento todo da porta, eles EMENDARAM ao invés de colocar uma inteira. Isso são somente algumas coisas, das ínumeras que eu vi que jamais aconteceriam no Brasil.

Somos muito mais exigentes, e o pessoal que faz, muito, mas muito mais caprochoso. Isso porque sabemos que sempre que vamos reformar uma casa, teremos problema com os pedreiros, mas aqui a coisa realmente é feia. Ainda vou tirar umas fotos do que eu estou relatando aqui, porque realmente é ver para crer.

06.03.07- A Mudança

O melhor dinheiro gasto na vida. Eles vem, empacotam tudo um dia antes e no dia seguinte, levam embora. Eu fico só olhando e gerenciando, perdida feito uma barata tonta. Agora é colocar a vida em ordem e como voltei a trabalhar ontem, a casa vai demorar mais a ficar arrumada. Paciência é uma virtude (que não tenho), me dá a maior agonia ver as coisas fora do lugar, mas chegando às 6:30 em casa, morrendo de cansaço e sono, fica difícil acabar logo. Ainda mais que ape novo, você precisa fazer adaptações pois os espaços não são os mesmos. Preciso comprar gavetinhas para o armário do banheiro, para os closets e ir tentando ver onde enfiar o quê.

Eu me apego muito facilmente à rotina, portanto mudança é sempre um dilema. Quando você precisa optar entre as coisas, normalmente perde-se de um lado e ganha-se do outro, tenho que colocar na balança e avaliar se vale a pena e pra mim valeu bastante!

Sentirei falta do outro apartamento:
- A luz embaixo dos armários da cozinha
- meu closet
- calçadão de frente pro Rio
- pôr do sol
- tranquilidade do bairro
- limpeza do bairro
- beleza do bairro
- frequência do bairro
- organização do prédio, lixeiro, zelador etc.
- $$ do aluguel

O que não vai fazer mínima falta e será bom se livrar:
- as portas velhas com 500 camadas de tinta
- as maçanetas meio capengas
- a pia da cozinha que tem borda alta e então a água do balcão NÃO cai lá dentro (burros)
- os aquecedores que eram horríveis e controlados pelo prédio
- o piso de madeira de prédio antigo que fazia muito barulho
- de ter que tomar cuidado com barulho pois o vizinho de baixo ouve tudo, qualquer pegada.
- da lavanderia no basement
- máquina de lavar louça que não era boa
- Interfone de jumento, que você ou ouve, ou fala
- Distancia do metrô e de Manhattan
- Seguir horários do ônibus expresso
- Tormeira da cozinha é péssima.

Upgrade no apê novo:
- Prédio novo, apê novo, sou a primeira inquilina
- Geladeira, lavalouça e microondas de primeira linha e eu sou a primeira a usar.
- Sistema de calefação e ar condicionado central, controlado por MIM
- Quarto da Luna muito maior
- Banheiro no meu quarto com hidromassagem
- Interfone com câmera de vídeo e que dá pra falar e ouvir ao mesmo tempo
- Bem mais perto de Manhattan e apenas 2 quarteirões do metrô
- Melhor localização, perto do parque, museu do brooklyn, e comércio.
- Torneira da cozinha bem melhor
- LAVANDERIA DENTRO DO APÊ

O que poderia ser melhor no apê novo:
- Espaço de closets para as minhas roupas
- O arquiteto pensar e não fazer coisas estúpidas como colocar um treco de metal para segurar a porta bem no MEIO do banheiro, onde já esfolei meu dedo ontem.
- O arquiteto pensar e não fazer coisas estúpidas como colocar apenas uma porta pequena num closet grande, deixando sem acesso as laterais do espaço.
- Limpeza do bairro
- Frequência do bairro
- Organização no prédio (espero que melhore, ainda não está td pronto)
- Organização na entrega do correio
- O elevador é mais lento que uma tartaruga (não entendo porque, pois é novo e moderno)

03.03.07- loucura, loucura, loucura!

Estamos na correria, uma muvuca doida, o apartamento lotado de caixa, cansados... nem meu computador foi montado ainda, estou nesse minuto no laptop descansando após arrumar metade apenas do quarto da Luna. Falta muito ainda, e eu descobri que preciso d uma casa. Tenho muita coisa, e coisas que não consigo me livrar mais.

Fora isso, preocupações com o Landlord antigo que é um P^%$# de um sacana, e acho que terei trabalho para receber meu security deposit de volta. Não suporto gente sacana, desonesta, e me desculpe a quem doer, os advogados.

13.02.07- Códigos de aluguel

Me lembro de quando mudei para NY e fui atrás de apto para alugar, da dificuldade que era entender o que aqueles anúncios queriam dizer. Abaixo um guia para quem está olhando anúncios e tentando decifrar as abreviações ou o significado de algumas coisas que eles dizem, mas que não fazemos muito idéia do que são realmente. Quem quiser corrigir ou acrescentar algo, fique a vontade. Normalmente é cobrado $25 para fazer checagem de crédito, e para alugar, temos que desembolsar o primeiro aluguel, o último, e o security deposit, que é devolvido no final do contrato, caso o apartamento esteja em ordem. Em alguns casos, $500 é cobrado a mais no depósito para quem tem cachorro. Imobiliárias aqui cobram normalmente 12% do aluguel anual do LOCATÁRIO, para mostrar o apartamento e fechar o negócio.

Multi-Family Brownstone - Bronwstone são prédios com esse tipo específico de pedra, muito comum no Brooklyn. Normalmente a escada leva da calçada direto pro andar de cima, que na época era para evitar que o cocô de cavalo que ficava na rua (um grande problema na época) entrasse nas casas.

Railroad Apartment- É o estilo da planta, como se fosse um vagão de trem. Para ir pro segundo quarto você passa pelo outro.

Bay Window- São janelas que formam ângulos para fora da parede da casa.

Walk-up- São prédios sem elevadores, as vezes são 6 andares walk-up, ou seja, só escada.

Tree Lined Block- Quando o quarteirão tem árvores.

Walk in Closet (W.I.C.) - São closets que você pode andar dentro deles. Aqui mesmo espaços minúsculos para colocar roupas, eles chamam de closets, diferentemente do Brasil

Garden Apartment- São apartamentos que ficam no nível da rua, ás vezes até abaixo.

Live in Super- Zelador que mora no edifício

2 Bed Conv ou Flex- Normalmente é um apartamento com 1 quarto grande que pode ser convertido em dois e eles anunciam como um apartamento de 2 dormitórios.

Newly Renovated- Acabou de ser reformado, então você pode esperar algo mais novo, pois os apartamentos aqui que não foram "renovated" são realmente velhos.

Co-Op- É o tipo de sistema que os apartamentos foram comprados. Se puder evitar, melhor, você terá que ser aprovado pela comissão do prédio e normalmente a maioria são proprietários e não locatários que moram no edifício, que é cheio de regras e chatisses.

Eat in Kitchen-- uma cozinha grande o suficiente para que você possa ter uma mesa e cadeiras.

Floor-through- O apartamento pega o andar inteiro, normalmente os brownstones e townhouses do Brooklyn são assim.

Alcove- É uma área adjunta a sala de estar que pode ser fechada para fazer um escritório, quarto extra etc.

06.02.07- Mudando, DE NOVO!

Fotos da Luna até os 3 meses colocadas. (ufa mais uma tarefa riscada do to do list) e um link aí ao lado esquerdo<----------------------- para o blog dela. Só falta o design, esse tá de rosca.

Mas ao assunto: Vamos ter que nos mudar de novo. Ficamos sabendo no Brasil que nosso Landlord vai vender o apartamento que nos mudamos há 1 ano. Pior de tudo é que eu decorei ele com coisas especificamentes para ele, para caber em cada cantinho, tudo milimetricamente medido. Isso que dá decorar um apê que não é seu, morar de aluguel é o Ó. Cansa.

Os aluguéis em 1 ano subiram absurdamente, quero saber onde vamos parar, jajá eu moro em SP para trabalhar em NY. Só para se ter uma idéia, o apê que o Sergio morou quando veio pra cá em 1998, o qual ele pagava 890 dolares de aluguel, hoje está alugado a 2100. Isso porque é 1 dormitório e no Brooklyn. Cada vez mais as pessoas vao se afastando de Manhattan e os que já moram no Brooklyn estão sendo empurrados para mais longe, pois mesmo lá os aluguéis estão caríssimos. Ainda se os salários subissem de acordo, tudo bem, mas como isso não acontece, cada vez mais as pessoas se afastam e os aluguéis nos subúrbios também vão inflacionando.

Dessa vez, vamos voltar mais pra perto de Manhattan, apesar do bairro aqui ser MUITO bonito, na beira do rio etc, resolvemos ficar mais perto, mesmo que o novo bairro não seja tão agradável. Taxi fica mais barato, pediatra etc mais acessível. O prédio é mais novo, e volto a ter lavanderia dentro do apto. Sempre temos que fazer trocas, a vida é assim, eu sabia que não iria achar algo perfeito, um apto BOM, num bairro BOM, com preço BOM. Sempre se sacrifica algo. O problema desse apê, é que o espaço de closets é muito pouco, não sei como vou me virar pra guardar minhas roupas, mas em compensação tem a lavanderia, o quarto da Luna é maior, tem 2 banheiros (não que eu precisasse) tem academia gratuita e elevador. Elevador era algo que me preocupava, pois muitos apto, principalmente no Brooklyn, são todos walk up, ou seja, escadas. Apesar do bairro e dos espaços dos closets não serem o ideal, acho que estamos indo pra um lugar melhor. Criança em casa sem lavanderia, é um martírio. Fora que o bairro está na lista daqueles que estão no boom do desenvolvimento e perto do Brooklyn Museum, Botanic Garden etc. Vamos apostar e ver o que vai dar.

25.01.07- Cadê?

Já dá pra sentir falta de algumas coisas no Brasil que quando estamos lá nem pensamos como elas são valiosas. Logo de cara fui comprar fralda noturna, mas a pampers não vende fraldas noturnas aqui. Eles usam a do dia mesmo, que dizem que suporta a noite inteira. Como ainda tenho a noturna do Brasil, ainda não pude testar.

Agora uma coisa que não entendo é: por que aqui não tem aquele abacatão que temos no Brasil? Os que temos aqui são aqueles minis, bem pequenos, e cada um custa em média 2 dolares. Eu que tomei vitamina de abacate quase todo dia, tive que pagar essa fortuna aqui nessa amostra grátis.

Coração de galinha, ô coisa difícil de achar. Ninguém come essas coisas estranhas por aqui, achei uma vez no Whole Foods, mas nos mercados normais, nada feito. Cadê meu requeijão????? HUNF HUNF.

IMG_3534.jpg
Mas algo que não dá pra sentir falta: preços de roupas de criança. Paguei 6.90 em média em cada peça de roupa da Luna. A roupinha mais cara foi um macacão ultra quente, esse da foto, que custou 14.00 na promoção. A peça mais barata foi um gorro da gap, de 12.50 por apenas 1.97. Isso não dá pra sentir saudades MESMO.

11.04.06- ESPERA SEM FIM

Estou presa nessa b&^%$#! Não aguento mais esperar por essa renovação do meu visto que não sai nunca, minha vontade é de ir embora pro Brasil e só voltar quando essa porcaria sair. Estou há 1 ano, sim, 1 A-N-O esperando uma simples renovação de visto de trabalho, tudo porque o órgão "competente" é IN-competente.

Essa renovação não deveria levar mais do que 3 meses. O que acontece é que como já chegamos no limite de renovação, e agora a renovação só é permitida porque demos a entrada no greencard, tudo muda de figura. Para que eles liberem essa renovação, precisam de uma comprovação que nós realmente demos entrada no green. Agora me perguntem, como eles podem me pedir essa comprovação, se eles proprios NÃO ENVIARAM o recibo da aplicação ao Greencard? Tudo está uma zona, toda hora mudam as leis e processos sobre visto e cada órgão trabalha de uma maneira diferente. O caso ficou pendente de Maio/2005 até Janeiro/2006 aguardando esse comprovante, que foi quando finalmente liberaram o recibo comprovando que realmente estamos aguardando o greencard. O que não me entra na cabeça é: Como vc exige um documento, que vocês mesmos não fornecem? Parece coisa de "português" mas é de americano burro mesmo. A previsão agora é no máximo 180 dias após dia 31 de Janeiro, que foi quando eles receberam o maldito comprovante.

Sei que não aguento mais esperar e esperar. Mas querem o pior? Calma que tudo SEMPRE pode ficar pior. Quando sair essa renovação, que foi pedida em Maio/2005, contando que agora deve ser renovado a cada 1 ano e não a cada 3 como era antigamente, ela já vai chegar pra mim EXPIRADA. Sim, vc leu direito, vai chegar já vencida, pois a validade é de Maio/2005 a Maio/2006. E a bestona aqui que estava planejando uma viagem pra Junho faz o que? Terei que renovar DE NOVO. Só que pra dar tempo de ir em Junho, terei que fazer o método expresso de renovação, que custa 1000 dólares A MAIS de todas as taxas que você pagaria no processo normal.

É revoltante não é? Puxo os cabelos? Grito? Ou pego a malinha e a Luana e vou embora e seja o que Deus quiser? Às vezes dá vontade de despirocar assim mesmo e dane-se tudo. O que sei é que não aguento mais olhar no site e ver essa porcaria de mensagem:

On January 31, 2006, we received your response to our request for evidence or information. It is taking between 90 and 150 days for us to process this kind of case. However because preliminary processing was complete, the remaining processing time will be less than the maximum stated in this message. You will receive a written decision on this case.

Antes que alguem se ofenda, eu falei coisa de português pela brincadeira que todos nós brasileiros sempre fazemos! Espero que entendam!

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21.03.06- LUANA E O CARTEIRO

Atendendo à pedidos, aqui está minha top model. A última que tenho a contar é a do carteiro. Já aconteceu 3 vezes, na primeira, eu estava andando com ela na rua, quando vejo o carteiro. Ela logo fica de olho, pois quem entrega coisa, bom sujeito não é, ela implica com todos. Lá vem ele caminhando e resolve brincar com a Lu. Ela passa a kms de distância dele que tenta agradá-la mas não tem jeito. Aliás tem sim, ele saca do bolso um cookie. O carteiro diz que precisa ficar amigo dos cães, que isso faz parte da profissão dele. Pronto, não precisou de mais nada para ela chegar bem pertinho dele e aceitar o presente. Achei tudo muito engraçado, e até desconfiei, será que ele é carteiro mesmo e esse cookie é apenas um cookie? Ok, sem paranóias, Lulu devorou tudo assim que entrou em casa.

Segunda vez, lá vem ele, e a Luana de novo estranhando. Ele tenta uma aproximação, mas ela quer distância, ele saca o cookie e ela fica amiga. Pena que ele deu o cookie antes de ela fazer as necessidades, pois com um cookie na boca, ela se esqueceu de tudo. Tirei dela, mas ela nao conseguiu mais se concentrar e andava olhando pra minha cara. O jeito foi devolver o cookie, vir embora e voltar a pensar nas necessidades, que ela não fez, mais tarde.

Terceira vez, ela já olhou pra ele sem rosnar. Ele chamou e ela foi, claro a bobona já aprendeu. Agora vê o carteiro e já sabe que vai ganhar cookie. Mas falem, não é o máximo um carteiro ter como instrumento de trabalho no bolso, cookies pra cachorro? Me divirto com essas loucuras nova-iorquinas.

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13.03.06- NY PERFEITA

Algumas coisas que poderiam ter aqui para tornar NY quase perfeita:

Amor aos pedaços
Casa do pão de queijo
Praias quentes e com barraquinhas de cerveja e camarão
Minha familia e amigos
Shopping Morumbi
Comida brasileira em toda esquina
Apartamentos grandes e baratos
Galeto's
Carrefour

Jajá penso em mais algumas :-)


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12.02.06- NEVASCA

A maior nevasca da história de NY e eu estava aqui :-) Tudo bem que quase não saí de casa, olhei tudo pela janela, mas deu pra aproveitar no passeio com a Luana. Ela se esbaldou, como diz a expressão ela parecia "pinto no lixo", correndo feio doida, se esfregando na neve, pulando. Ela adora neve e eu me divirto com a alegria dela. Quando desci hoje, levei um super susto porque a altura da neve era maior que a Luana, o bom é que sempre tem alguém que vai fazendo a trilha, aí ela pode passar. É essencial colocar a roupinha, para que não grude neve e faça bola nos pêlos dela e as botinhas, pro sal que jogam na rua, não queimar as patinhas.

Eu adoro a neve fresquinha, o ruim é que agora vai ficar a maior lambança por um bom tempo, pois ela não derrete com a temperatura estando tão baixa e vai virando gelo. As pessoas são obrigadas por lei a limpar a frente da casa, mas sempre tem uns que não limpam, aí o acumulo de gelo fica perigoso, super escorregadio. Vejam o vídeo da Lu fazendo a festa e mais fotos da nevasca que começou no sábado à noite.

Voces podem deixar comentários nas fotos clicando logo abaixo dela, canto inferior direito.

Se não conseguirem ver o vídeo, tentem instalar o plugin do windows media

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24.01.06- ENFIM MUDADA

Depois de 7 anos morando no mesmo apê, eu finalmente mudei! Adorava meu apartamento anterior, mas a falta de luz estava me incomodando bastante, ele era meio escuro. A procura é árdua aqui em NY. Se você acha algo bom num bairro bom e tamanho bom, é caro. Às vezes acha algo caro, bairro bom, mas o apê está caindo aos pedaços, e muitos proprietários não fazem questão de arrumar pra alugar, afinal, se você não quiser assim, outro quer do jeito que está, então é pegar ou largar.

Ví vários aptos, eu queria ter ficado no bairro que eu estava, mas não achei nada que eu gostasse, e quando achei com um preco razoável, não aceitavam cachorros. Os imóveis estão valorizando muito, e cada vez mais se você quer morar melhor mas não gastar metade do seu salário em aluguel, inevitavelmente terá que se afastar mais de Manhattan. Quando vim ver esse apê eu já sabia que seria mais longe, mas mesmo assim, achei que valia a pena, e realmente valeu. É muito maior, muito mais iluminado, com inúmeras vantagens, mas também algumas desvantagens. Já tive problemas com o vizinho debaixo que é neurótico com barulho. Apartamentos como esse, chamados CO-OPs tem milhares de regras chatas, e tivemos que ser aprovados pela comissão, o "board" do edifício. Enfim, acho que saí ganhando, vejam:

pontos fortes
- 1 quarto a mais, muito mais ventilado e iluminado
- agora tenho um mailbox somente meu (antes ia pro Landlord que morava em cima do nosso ape),
- moro na frente de uma Baía (Bay Ridge) e com um pôr do sol maravilhoso quase todos os dias,
- o supermercado é bem melhor que o muquifinho que tinha perto do outro
- janelas pra todos os lados
- lugar pra guardar as bicicletas
- elevador
- Vista legal das janelas do quarto e cozinha

pontos fracos

- Vizinho embaixo e tenho me preocupar com o barulho e como eu piso no chão, se for mais forte, ouve tudo na casa dele.
- perdi a lavanderia, agora é no basement e é paga.
- 20 minutos a mais no tempo de transporte até Manhattan
- Fica mais longe do metro que o ape antigo.
- Levar a Luana na rua de manhã (no outro eu soltava no jardim)

O mais difícil de se acostumar ainda é a distancia do metrô até o apto, que antes era de 1 quarteirão e agora são 4, outra coisa chata é a neura de não poder fazer barulho pro MALA debaixo. Descobri que ele tem uma moto, e é inevitavel todos os dias quando saio, olhar a moto dele e ter vontade de furar os 2 pneus. Ela virou um alvo pra mim, mesmo que imaginário. Ele me estressou tanto, que a segunda vez que bateu a vassoura no teto, fui lá perguntar se ele estava com algum problema. A primeira vez, foi na noite de Natal, que pelo menos nós brasileiros, fazemos festa até tarde. Eu percebi aqui no prédio que as pessoas receberam visitas, jantaram, e às 10:30 já estavam todos indo embora. Peraí né, reclamar de barulho em plena noite de Natal? Louco. Quando fui no apê dele eu disse que por enquanto eu não tinha asinhas, precisava pisar no chão para andar. Aqui as paredes e pisos são feitos de papel, incrível, vc solta um pum, o vizinho ouve.

Mas enfim, tirando os contratempos, estou contente com o lugar novo e esperando ansiosamente pelo verão para poder apreciar meu pôr do sol sem sentir frio. Depois vou colocar as fotos aqui da vista da Baía e do dia que fomos tomar vinho NO FRIO e brindar ao pôr do sol.

Vejam as fotos do ANTES (à esquerda) e o depois. Ainda faltam varias coisas, como meu tapete :-( e esse da sala vai pro quarto, e o quadro do quarto que será feito por encomenda, depois conto!

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02.12.05- MUDANÇA

A única coisa boa de mudar de casa, é que você acha quase tudo que estava perdido há muito tempo, mas também é a única coisa boa. Estou acabada, há 1 semana empacotando coisas, na maior zona. A primeira vez que mudei aqui em NY eu não tinha quase nada e já fiquei doida, dessa vez, resolvi contratar o pessoal da mudança apenas pra pegar e descarregar as coisas, pois aqui eles cobram por hora. Calcularam 3 horas pra mudança, mas no fim sempre sai mais, claro. No ultimo dia, eu nao tinha empacotado tudo, faltaram algumas coisas pequenas, que eles tiveram que colocar nas caixas deles, proteger alguns moveis, a Tv etc... o que me cobraram, 180 dolares. Mais a mudança, que a princípio levaria 3 horas, levou 6, e o pior veio depois, a gorjeta. Me cobraram 200 dolares! Nunca é obrigatório, mas meio que é, pois é assim que os meninos que fazem o trabalho ganham o salário deles. Ou seja, a mudança que eu estimava ser 400 dolares no máximo, foi pra 1000.00. Estou ainda chocada, ainda mais porque quando conversei com a Luciana, ela disse que valeria a pena pagar uma mudança completa, eles empacotando tudo e tal, que sairia entre 1000 e 1500 dolares e eu achei ABSURDO, e resolvi empacotar eu mesmo. No fim, saiu tudo isso que eu não queria pagar, e eu tive que ter trabalho do mesmo jeito. E é aquela coisa, vc paga na hora que eles tem que descarregar a mudança, pois claro, quando vc se assustar com o preço depois que eles acabarem, eles não tem como fazer nada, mas com a sua mudança no caminhão, ou vc paga a tip generosa, ou então já viu né, onde seus vasos e espelhos vão parar.

Resolvi ligar depois pra todas as empresas de mudanças mais conhecidas, e é isso mesmo, aqui em NY é cobrado tudo por hora. O que vc quiser que eles façam, eles fazem, mas é por hora e ponto final.

Deus me livre, mudança de novo agora, só pro Brasil.

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22.11.05- WHY?

Dúvidas e constatações da minha mãe após chegar em NY.

- Porquê não existe ralo na cozinha e banheiro?
- Porque não é comum ter lavanderia dentro do apartamento?
- Já que não há ralo no banheiro, porque essa soleira na porta se não tem como vazar água pro piso, já que não jogaremos água por falta de ralo pra escorrer?
- Como lavaremos o balcão da pia se não dá pra jogar a água dentro dela? (existe uma borda alta que impede que a agua "vaze" pra dentro dela.
- Porquê eles passam milhões de camadas de tinta em cima da porta sem nunca tentar tirar a tinta anterior?
- Nossa como é quentinho dentro de casa.
- Porque tem tanto louco solto na rua?
- Onde você lava pano de chão? e onde estende?
- Nossa porque a comida não tem gosto?
- E esse sal, porque não salga?
- Essa batata está meio doce, é normal?
- Como as frutas são lindas!


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10.10.05- ESCOLHENDO SUA MORADIA

Quando você se muda para NY e começa a procurar apartamento, esteja certo que será um dos piores momentos da sua chegada. Tudo é complicado, mas logo de cara você vai precisar fazer sua opção: gastando o mesmo valor, morar em um apartamento menor, mas em Manhattan, ou morar mais afastado em um apartamento com uma área consideravelmente maior? Claro, se você tiver bastante dindin poderá aliar facilmente as duas coisas, Manhattan + lugar com espaço + conforto. Sabe quanto custaria mais ou menos isso tudo? Pegaremos um exemplo, um apartamento de 2 dormitórios, 83m2, no Chelsea, que como vocês podem ver abaixo, não tem nada demais, custando por mês, a bagatela de US$4,450.00.
ape1.jpg

Pra nós brasileiros de classe média, dois dormitórios é algo básico, mas aqui acaba sendo luxo. Casais solteiros na maioria das vezes, moram em um apartamento de 1 dormitório. Quando os filhos chegarem, aí sim talvez mudem para um de 2 dormitórios, mas muitas vezes apenas transformam o apê para que caiba mais um quarto para o novo membro da família.

Mas se você quiser economizar em torno de US$2,000.00 por mês e ainda morar em um de 2 dormitórios, 90m2, em um bairro bem localizado mas fora de Manhattan, (uns 25 minutos de metrô até o trabalho), a opção similar:
apto2.jpg

As vantagens e desvantagens de morar em Manhattan:
Vantagens:
* Você está no meio do burburinho, tudo acontece lá.
* Na maioria das vezes chega mais rápido ao trabalho, nem sempre.
* Não fará parte dos "bridge and tunnels" que é a maneira que alguns babacas de Manhattan chamam as pessoas que moram no Brooklyn, Queens, Long Island, New Jersey, etc... (como se eu morando em Manhattan fosse uma pessoa, e no momento que mudasse pro Brooklyn eu me transformaria em outra totalmente)
* Mais fácil sair a noite, o táxi pra casa fica bem mais barato.

Desvantagens:
* O barulho das buzinas e dos bombeiros vão tirar o seu sono com certeza.
* Tudo é mais caro, aluguel, comida...
* Suas economias no banco serão bem menores.
* Você poderia estar morando em um apartamento bem maior, em um bairro bom, pagando o mesmo preço.

Se decidir ficar em Manhattan, ótimo, a maioria dos lugares lá é bom pra morar, só terá trabalho mesmo em achar um imóvel que valha a pena, combinar preço com o bom estado do apartamento. Se decidiu morar no Brooklyn e Queens, terá que escolher os lugares, pois existem locais BEM legais, mas muitos são bem detonados.
Quando você acaba de chegar de São Paulo, essa escolha se torna ainda mais difícil, pois estamos acostumados com lugares amplos, conservados e bairros "normais". Aqui, existe de tudo, o bairro arborizado, residencial, o "cool", industrial, e o "up and coming", que é aquele bairro largado que está nos planos de futuros investimentos. Esses últimos normalmente estão localizados mais próximos à Manhattan, como Red Hook e Greenpoint que estão oferecendo várias opções de Lofts, seguindo a tragetória do velho Soho. Então o lance pro recém chegado é: esqueça suas referências do Brasil, você está em NY onde tudo é velho, caindo aos pedaços, caro, e as fachadas dos prédios, não são nada atraentes comparadas as do Brasil. Garagem pro carro? nem pensar, área de lazer então, é raridade, porteiro só para alguns.

O que mais me fascina aqui em relação à moradia, é exatamente isso, você olhar um prédio por fora, não dar absolutamente NADA por ele, e quando entra, vê o paraíso! Adoro ficar olhando eles por fora e ficar imaginando o que eu encontraria lá dentro. Lofts enormes, maravilhosos, apartamento de estrelas, duplex, triplex, galerias de arte enfim, uma infinidade de coisas lá dentro que olhando de fora, não dáriamos um centavo. Vejam esses exemplos que estão à venda:

SOHO - US$28 milhões- US$2,530 condomínio
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SOHO - US$7.5 Milhões - US$2,250 condomínio
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SOHO - US$9.4 Milhões - US$6 mil condomínio

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Assim que cheguei em NY fui ver um apto que tinha um preço super convidativo, mas odiei o bairro. Dias atrás voltei lá pra ver um loft, e foi engraçado não ter mais aquela impressão que tive há 6 anos atrás. O Greenpoint é um bairro "up and coming" e tirei algumas fotos nessa última visita. Hoje apesar de não cair de amores pelo bairro, já vejo com outros olhos e moraria lá na boa. O Dumbo é um outro bom exemplo, era uma área industrial, feia, abandonada, hoje é um dos endereços mais caros do Brooklyn, o novo SOHO.

Dumbo/Brooklyn - US$3.9 Milhões- $1,243 condomínio
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Tarefinha difícil essa, qualquer lugar que escolha morar, a procura é árdua, e quando você achar, reze muito para que entre os 30 interessados, o dono escolha você.

Update: Eu fiz a troca, morei em Manhattan em um studio, mas preferi pelo mesmo valor, pegar um apê BEM maior, com lavanderia dentro (raridade) e o dobro ou mais do tamanho. Moro em um lugar mais residencial (no Brooklyn), há 2 quadras do parque, em um local super tranquilo onde você conversa com os vizinhos, vê as crianças brincando na rua, o que me lembra muito SP.

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13.07.05- SEGURANÇA NO METRÔ

Depois dessa onda toda de atentado e o último em Londres, NY voltou a falar em segurança. Todos sabem que o maior alvo é o transporte público, mais especificamente o metrô. Desde 11 de setembro, várias formas foram discutidas, fizeram orçamentos de milhões de dólares, mas até hoje nada foi feito. Melhor, quase nada, na Central Station/42nd Street já existe um sensor para caso haja ataque com substâncias tóxicas e alguns policiais circulam com cães farejadores. Não é o suficiente.

Por muitos meses discutiram sobre o uso de detectores de movimento, sensores infravermelhos e programas de computador sofisticados para proteger a enorme infraestrutura de transporte, o metrô, túneis, pontes e paradas de ônibus. Ainda está difícil sair esse projeto, estimado em 600 milhões de dólares. Enquanto isso, ao menos uma boa notícia: Estão estudando implementar nos metrôs um sistema para que os celulares funcionem dentro das estações. Importantíssimo quando se trata de segurança, pois o único meio de contato com o exterior são os orelhões. Aliás podiam fazer grandes melhorias no metrô de uma das cidades mais importantes do mundo. Começando por acabar com os milhões de ratos que existem por lá.

Que tal colocar mais bancos? Os trens atrasam, não existe como em Paris o sistema de informar ao passageiro onde está o metrô mais próximo, ou quanto tempo ele irá demorar para chegar na estação. Temos que ficar alí esperando, sem saber por quanto tempo, e ainda esperar em pé. Se fosse no Brasil, é porque é país de terceiro mundo, mas estamos em NY! Claro, não dá para comparar o metrô daqui com o de SP, pois além de aqui as linhas serem MUITO mais velhas, elas são em números muito maiores, e funcionam 24 horas, o que dificulta a manutenção tanto pelo pouco tempo disponível e pelo custo. Mesmo assim acho que daria para ser melhor. Mas estamos em NY... aqui tudo pode.

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05.07.05- Culturas e mais Culturas

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Desde que mudei para NY, venho observando e convivendo com pessoas de culturas totalmente diferentes. Hoje em dia nem estranho mais ouvir uma língua com som bizarro ao meu lado, estranho mesmo é ouvir alguém falando português. Durante esse tempo todo, nas indas e vindas solitárias no metrô pude observar costumes curiosos de cada povo. Claro, vocês podem dizer que não dá pra generalizar, mas não estou falando de todos e sim de uma grande quantidade que vejo por NY.

Americanas: Elas adoram usar sandálias de dedo, tipo chinelão. Adoram também pintar as unhas dos pés de vermelho ou outras cores fortes como marrom, vinho etc. Muitas tem voz de taquara rachada, super estridente, fina, aguda (chata):-). Os homens usam as calça social muito lá em cima e ficam parecendo que vão pular brejo. Elas também fazem uma coisa bem engraçada. Saem de casa toda arrumada, roupa social e tênis no pé. O sapato social levam na bolsa e só colocam no pé quando chegam no escritório. Antes de sair, botam o tênis novamente e pernas pra que te quero. Em uma cidade onde você anda muito, tem que fazer isso mesmo e que se dane a moda.

Chineses: Algo bem notável é a mania de ficar falando ALTO um com o outro estando perto ou longe. Mas o longe, é desnecessário, às vezes no metrô tem lugar para sentarem ao lado um do outro, mas sentam longe e ficam berrando (conversando).

Latinos: Uma febre entre eles é uma bota da Timberland, aquela cor marrom claro, quase amarelo. Quase todos tem essa bota, o mesmo modelo sempre e nunca tiram a etiqueta de couro que vem pendurada. As meninas adoram as unhas postiças enormes e desenhadas. Nos lábios usam muito aquele contorno escuro com o batom mais clarinho.

Indianos: Os homens são meio "tarados". Olham de um jeito estranho, dão cantadas esquisitas. O sotaque é sempre muito forte, mesmo o inglês sendo uma língua oficial na Índia.

Judeus Ortodoxos: É engraçado, as mulheres (muitas) usam perucas! Os homens se levantam do lugar deles no metrô se uma mulher senta ao seu lado. Uma vez, tinha dois homens sentados, com um lugar vago no meio. Uma mulher veio e sentou, na mesma hora os dois se levantaram. Ela até ficou olhando para os lados, meio sem entender o que havia acontecido.

Japoneses: O povo mais fashion, roupas sempre diferentes, descoladas e na maioria das vezes de marcas famosas e caras. Primeira vez que vi tanta japonesa loira, ruiva, cabelo vermelho, verde, azul...

O que será que eles falariam de nós brasileiros?

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25.06.05- MAIS UMA HISTÓRIA DE AMOR EM NYC

Como diz a Thati, seria bom um dia da verdade, onde você pudesse falar TUDO que está pensando. Mas na prática não é bem assim que funciona. Ontem fui ao cinema e se fosse o dia da verdade, já ia começar logo antes do filme. Escolhemos o melhor lugar do cinema, pois ainda estava vazio. Vão chegando as pessoas, ao meu lado direito sentam duas meninas, mas PRA VARIAR, elas não sentam exatamente na cadeira ao meu lado, pulam uma. Essa hora no dia da verdade eu diria: &^%$*# porque você pula uma cadeira? Pra depois alguém vir encher meu saco?(já explico).

Ao lado do Sergio senta um casal e também PRA VARIAR, pulam uma cadeira, ou seja, uma cadeira vaga do meu lado outra do dele, virá um casal bem na hora de começar o filme, pedir para pularmos um assento pra lá, para que eles possam sentar juntos. Sim, esse casal que chegou atrasado, quase no começo do filme, ou até já com o filme começando, chega no cinema, pega o melhor lugar e ainda vem encher meu saco que já estou lá há 1 hora antes. No dia da verdade eu falaria pro outro casal "%^&*( dá pra vcs não pularem um assento por favor pois eu não tenho lepra?" e depois pra quem viesse pedir pra mudar de lugar diria "NÃO MUDO, vá sentar lá na cara da tela, quem mandou chegar essa hora?". Maaaaas como não funciona assim, a gente reclama só com o marido, ou pensa sozinha ou conta até 10.

Eis que chega uma criatura sozinha e senta ao meu lado. Que bom, não está mais sobrando dois lugares e ninguém vem me encher o saco. A menina tira de um saco, um sanduíche, que com certeza comprou fora do cinema, pois lá dentro só vende pipoca, nachos, chocolates e balas. Um cheiro insuportável de manjericão entrando no meu nariz e ela não parava de comer. No dia da verdade eu falaria: "PQP dá pra guardar essa coisa fedida que está me enjoando profundamente, pois vc não deveria estar comendo esse sanduíche aqui dentro do cinema?" Contei até 10, reclamei baixinho só com o Sergio e beleza, começa o filme.

Tirei da bolsa meu Kinder Bueno, aquele chocolate com recheio sabem?Da família do kinder ovo. Abri o pacote e no primeiro barulho do plástico, a comilona ao meu lado já olhou pra minha cara. Será que ela quer meu chocolate ou se incomodou com o barulho do plástico quando abri? Continuei comendo e claro como é pequeno, não demorou nem 1 minuto pra acabar de comer e a cada mexida no plástico ela olhava bem pra minha cara.

Eu me incomodo também com uma pessoa que leva um saco de salgadinhos pro cinema e fica alí fazendo aquele puta barulho de saco um tempão, afinal pra acabar com um pacote de salgadinho demora muito mais do que apenas abrir um chocolate pequeno e acabar com ele. O barulho ela só ouviu quando abri e quando eu tentava subir o chocolate de dentro da embalagem. No final da barra, ela solta alguma reclamação pra mim que eu fiz questão de não entender e ignorar, continuei olhando pra tela. Peguei minha outra barrinha, pedi pro Sergio abrir (quem sabe ele nao fazia ainda menos barulho do que eu). Nessa hora ela olhou novamente pra gente. Eu continuei comendo meu chocolate, e mais uns 3 barulhos de plástico ela vira pra mim e diz: "Isso é muito irritante!" Eu contei até 3, encostei perto dela pra não precisar falar alto, bem calminha e irônica e disse: "O cheiro do seu sanduíche também era BEM irritante". Ela não teve respostas, claro. Ficou bem quietinha e eu guardei meu "plastico" já sem chocolate dentro da bolsa. Claro, fazendo mais barulho ainda, agora de propósito. Ela com cara de tacho, não esperava essa minha resposta NUNCA! Logo depois, alguns outros barulhos de plástico ecoavam pelo cinema, claro, MUITA gente compra balas, chocolates e que obviamente vão fazer barulho na hora de abrir.

Eu entenderia a folga dela em vir falar alguma coisa, se eu tivesse atendendo um celular, se estivesse com um saco de biscoito fazendo barulho contínuo... e mesmo assim, eu já tendo passado por essas situações, morrendo de vontade de reclamar, fiquei quieta. Americano é assim. Eles não pensam duas vezes antes de falar, se sentem incomodados, falam e pronto. Aí se é outro americano folgado, começa aquela discussão estúpida, que estamos tão acostumados a ouvir aqui pelas ruas e metrôs de NY. Tolerância -10.

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31.05.05- Imigração

Aproveitando a onda da novela América, vou falar um pouco sobre a imigração. Não tenho muita experiência com a situação das pessoas ilegais aqui, pois não é esse meu status e também não conheço muita gente ilegal, mas vou dizer pelo que ouço algumas pessoas dizerem e o que vejo nos noticiários.

Existe um número ENORME de brasileiros ilegais aqui nos EUA, em torno de 600 mil a um milhão que estão aqui sem visto de permanência ou com ela vencida. Essas pessoas vieram pelo México ou com visto de turista e acabaram ficando depois da data limite para deixar o país. Boa parte dessas pessoas acabam no subemprego. Para trabalhar legalmente aqui não é tão simples, a pessoa tem que ser qualificada e trabalhar na área de formação acadêmica para obter o visto temporário de trabalho, o H1B.

Muito se fala em deportação, mas eu nunca vi e não conheço nenhum brasileiro que tenha sido deportado. Na verdade, esse tipo de trabalhador ilegal é interessante para os americanos. Se não fossem esses imigrantes ilegais trabalhando nas cozinhas, nas entregas, e nas delis quem iria fazer esse trabalho? Difícil ver americanos fazendo esse tipo de serviço. Garçon americano, só estudante e na maioria das vezes, é um emprego temporário para ter uma graninha para se sustentar durante os estudos. Fora isso, os ilegais são lucrativos para o governo americano pois muitos deles pagam as taxas normalmente, usando um Social Security Number falso, mas essas pessoas não se aposentam, vão embora muito antes desse dia chegar. Tudo aquilo que eles pagaram fica pro Social Security (como o nosso INSS), ou seja, o governo além de ter toda essa mão de obra, ainda sai ganhando financeiramente com os imigrantes.

Como na novela, realmente o sonho americano não algo fácil de conseguir. Aqui se você vem para trabalhar em subemprego, você trabalha MESMO, em torno de 12 horas por dia. Normalmente essas pessoas dividem apartamento com outros imigrantes pois o aluguel aqui em NY é realmente bem salgado.

Outro problema em estar ilegal, é que você acaba ficando "preso" no país, sem poder sair para visitar a família no Brasil. Conheço pessoas que estão aqui há mais de dez anos, sem ver seus parentes. Além de toda a dificuldade, a saudade e a solidão acabam sendo outro grande impecilho para quem decide viver clandestinamente nos EUA. Imigrar é uma decisão que realmente deve ser pensada muito antes de ser tomada. Aqui, nem tudo são flores, mas por outro lado, também é a salvação e esperança para muita gente desesperançada com a crise e o descaso no nosso país.

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26.05.05- ESSA GRINGAIADA...

omar says:
vie see foda
::Monica :: says:
HAHHHA
::Monica :: says:
Vai se fuder
omar says:
ooh
omar says:
ok i will use it on Ed's email
omar says:
hahahaha

Adoro ensinar os gringos a falarem palavrão. Aliás acho engraçadissimo eles tentando nos imitar falando qualquer coisa. Hoje no almoço um deles disse que queria aprender um palavrão como o Fuck You. Ensinei, ele ficou repetindo várias vezes na mesa, depois me manda esse MSN.

Detalhe: Ed é o chefe (que tb nao entende nada de português) e depois disso ele ficou berrando no escritório a nova palavra que ele aprendeu, com uma pronuncia que só ele entendia. Corrigi e ele até que falou direitinho, disse que ia embora falando pra todo mundo na rua... Só aqui mesmo.

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18.05.05- Almoço Difícil

Olha, acho que morar aqui foi um grande aprendizado para mim. Aprendi e me acostumei com muitas coisas como: ficar menos tolerante, mais rude, andar na rua sem segurar a bolsa com medo do ladrão, não depender mais de carro, acostumar com americano arrotando e soltando pum em público sem ser um "big deal", poder trocar tudo que eu quero sem ter que responder nenhum questionário, esquiar, ficar de underwear em casa mesmo nevando lá fora, ser mal atendida, agir normalmente quando tem um louco berrando e fazendo coisas absurdas ao meu lado, poder xingar as pessoas em voz alta (rezando para não ser brasileiro), falar "bless you" (o nosso saúde) para TODO mundo que espirra, ficar preguiçosa com as "mil e umas utilidades" dos produtos americanos, que a cia telefônica aqui também é uma merda, que aliás MUITA coisa aqui é uma merda e a gente acha que é tudo de primeiro mundo, enfim, aprendi e me acostumei com quase tudo, mas algo que realmente não consegui me adaptar é com a comida.

Não suporto as comidas do dia-a-dia daqui. Claro que existem vários restaurantes muito bons, mas não dá pra comer isso todos os dias na hora do almoço. Aqui não temos vale-refeição e a comida não é lá tão barata, portanto, não há muita escolha. Não gosto do Mac, nem do Subway, nem esses outros fast foods. Podemos pedir comida chinesa, indiana, japonesa, tailandesa, mas nenhuma me satisfaz. Quero mesmo é o meu feijão com arroz, bife e batata frita. Minha comida por kilo, a feijoada, aquele franguinho temperado, AI QUE SAUDADE DA COMIDA BRASILEIRA! Queria tanto encontrar alguém que entrgasse todos os dias no escritório uma comidinha do brazuca, que sonho!. Sei que tem uma pessoa que faz isso, mas eu perdi o telefone, na época não estava trabalhando então comia em casa. Se alguém que more por aqui souber, please me avise! Pra piorar, não gosto de nada que eles tem para beber, aprendi a beber água também! Os sucos são horríveis e artificiais. Não gosto de refrigerante a não ser guaraná, como aqui não tem, fico sem. Tem uma porrada de porcarias, mas nada tão bom como meu santo guaranazinho. Poxa vida, será que dá pra alguém ter a brilhante idéia de vender comida brasileira pronta ou congelada para amparar os pobres tupiniquins famintos???

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21.03.05- That's New York ou sou eu?

É incrível, mesmo. Fico pensando porque eu atraio tanta gente grossa pro meu lado. Tem gente que vive anos aqui e nunca passou por tanta situação desagradável como eu já passei. Em uma semana já foram 3 fora a da vendedora da loja. Parece até mentira ou que estou exagerando.

- Posso lhe ajudar?
- Sim, por favor, vocês tem casacos baratinhos?
(um olhar meio de desprezo do vendedor)
- Depende do que é baratinho pra você.
(na verdade pra minha irma que ta comprando em real, o baratinho é bem baratinho mesmo)
- Ah, uns 30-40 dólares
(risadinha irônica)
- Bom, então vai procurar em Chinatown.
- Não precisa não, pode ser aqui mesmo. Já comprei nessa mesma loja um casaco de 4 dólares.

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Sentada no chão na Barnes & Noble vendo um livro sobre cães, quietinha, na minha... passa um fulano e começa a falar alguma coisa sobre eu estar ali lendo o livro no chão. Nao entendi direito o que ele falou, ele repetiu e nao entendi, aliás entender, entendi, mas não fazia sentido. Ele estava perguntando se eu fechava todos os livros daquela maneira, batendo. Eu estava apenas lendo, com ele aberto, nem mudando de página eu estava. Dessa vez ignorei.

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Um apê super fofo anunciado no jornal.
- Oi gostaria de saber o valor do apartamento anunciado.
- É X, quando vc gostaria de mudar?
- Não tenho uma data ainda, estou apenas procurando prim...
- Ok,Ok, você só está fazendo eu perder o meu tempo!!!!
Tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu desligou na minha cara.


HAJA SACO E PACIÊNCIA!!!

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14.03.05- Welcome to NY

Depois de 4 meses fora, é estranho voltar. Pela primeira vez não senti falta alguma de NY. Acho que depois de 6 anos morando aqui eu já poderia voltar para o Brasil sossegada. Claro que ainda não fiz muitas coisas, mas acho que nunca irei chegar no ponto que direi: "Já fiz tudo que deveria ter feito aqui e posso voltar". Sempre faltará alguma coisa pra fazer, mesmo estando aqui há 20 anos. Lí um post da Fernanda que caiu como uma luva nesse momento. Já cansei de muitas coisas aqui, entre elas o episódio que vou relatar abaixo.

Fui com a minha irmã a uma loja chamada Terra Nova. Levamos várias blusas para o provador, tiramos do cabide e íamos colocando as que já tinhamos provado em cima de um puff que ficava lá no meio dos provadores. Sim, estava uma bagunça, mas ainda estávamos provando, vendo qual levar, qual deixar. A menina que toma conta do provador veio perto da gente e disse: "De quem é essa bagunça aqui, de vocês?" Eu disse que sim e ela pediu para que colocassemos no cabide. PQP, eu ainda estava provando as roupas, mesmo assim, ela não precisava implicar com isso, afinal normalmente as vendedoras é quem acabam colocando de volta no cabide, não os clientes. Como eu ignorei a última frase dela, ela foi chamar a gerente. Eu achei que ela só podia estar ficando maluca, aí falei que eu ainda não tinha acabado de provar a roupa, e ela me responde: "Porque não me disse isso? você me ignorou, não respondeu nada" Nossa, tão difícil perceber né que ainda estávamos provando, precisava eu dizer? Fiquei revoltada com esse comportamento que é tão comum aqui nessa cidade, não, ainda não me acostumei, e nunca vou me acostumar. Aqui aquele ditado é muito bem colocado: "os incomodados que se mudem". As pessoas não tem o mínimo respeito nem educação. Tratam os clientes como se eles fossem ninguém, apenas uma pessoa a mais na loja para encher o saco. Eu procuro não arrumar encrenca, mas em situações como essa, eu não consigo engolir o sapo, senão depois me dá congestão. Quando devolvi as roupas eu perguntei se assim estava bom, todas no cabide, assim ela teria menos trabalho para fazer. A menina ficou com muita raiva, começou a berrar, eu respondia de volta e a "gerente" apareceu de novo. A menina berrava e falava pra gerente que tinha pedido "por favor" para que nós colocássemos a roupa no cabide depois que acabássemos. Além de louca é mentirosa. Por incrível que pareça a gerente mal ouvia o que eu dizia, só prestava atenção na menina que falava cada vez mais alto e então me pediu desculpas por obrigação e ainda foi consolar a "vítima". Me poupe... é a segunda vez que eu tenho problemas em uma loja e o gerente ao invés de ser alguém que vai ensinar como as coisas tem que ser feitas, passa a mão na cabeça apoiando o destrato com os clientes. Fora os "next" grosseiros nas filas dos caixas, os "excuse-me" mal educados que não aguento mais ouvir. Pode ser que isso passe nas próximas semanas, mas a minha vontade agora é refazer minha malinha e dizer bye bye pra sempre.

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03.10.04- 911 funciona

Bom não queria entrar muito em detalhes sobre o que me aconteceu semana passada, mas resumindo, tive uma emergência médica e fiquei 2 dias no hospital. O que mais me impressionou é a eficiência e a rapidez do 911. A emergência acontece, você chama e rapidinho eles estão aqui. Desde que mudei pra cá eu vejo todo mundo falando do 911, se tem algum problema, chama e eles vêm atender. Uma vez que precisei foi quando socorri a velhinha que havia caída no chão, que aliás naquela ocasião eles demoraram, talvez pq não fosse uma "emergência". Vira e mexe vejo carro de bombeiros, polícia sempre atendendo à algum chamado na vizinhança. Se fosse no Brasil e eu tivesse passado mal, não iria ligar pro 190, não sei pra quem ligaria, enfim, aqui pela primeira vez precisei e funcionou direitinho. Vieram bombeiros e paramédicos em menos de 5 minutos.

Fui levada pro hospital e descobrimos que emergência é gratuito, pois quando o bombeiro perguntou o hospital de nossa preferência, pedimos um que atendesse o nosso convênio, foi aí que ele nos informou que atendimento de emergência é de graça. Já estou ficando conhecedora dos locais de emergência, primeiro foi na montanha de ski, que desci a montanha sendo puxada pelos "salva-vidas" naquela maca que vai deslizando (uma delícia). Depois foi a emergência no Charles de Gaule e agora a primeira aqui em NY, acho que pra compensar minha imuninade durante a infância e adolescência, deixava os hospitais e acidentes para a minha irmã :-). Aliás falando nela, lembrei de um caso em que ela precisou ser levada às pressas ao hospital e minha mãe teve que levá-la de carro, no maior trânsito, pedindo pelo amor de Deus para abrirem passagem e rezando para não bater o carro. Num caso desse deveria ter chamado a ambulância do hospital? Vem rápido? Dá pra confiar? Não sei como funciona esse serviço de emergência no Brasil, sempre vi as pessoas da própria família socorrendo e levando pro hospital de carro.

O atendimento aqui é qualquer nota. Não é o caos do Brasil, mas tá longe do que nós imaginamos de um atendimento de primeiro mundo, aliás bem longe. Alguns médicos bem simpáticos, outros nem tanto, mas sempre muito cautelosos, exagerados. Acho que porque aqui um processo deve ser coisa comum então precisam realmente tomar muito cuidado. Assinei um documento algo do tipo "against medical recomendations" pois eu estava saindo do hospital contrariando as recomendações do médico que queria me segurar lá por mais um dia para esperar fazer um exame que eu poderia muito bem voltar e fazer depois. Aí todo o cuidado acaba, se você assina o documento isentando-o, pode ir embora sem problema algum.

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11.09.04- 11 de Setembro

Muito já se falou sobre esse assunto, a TV não cansa de passar, mas ainda me surpreendo quando paro para assistir as imagens novamente. Enfim, hoje é dia de homenagens em NY. Não sei se comentei aqui que eu estou escrevendo uma coluna quinzenal para a revista paradoxo. Como essa semana eu escrevi justamente sobre esse assunto, não quero repetir tudo aqui, quem quiser ainda ler sobre isso, pode visitar lá. :-)

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02.09.04- Happy Hour em NY

Ontem eu fui pela primeira vez em um happy hour num bar em NY. Foi totalmente sem planejar, eu estava passeando por Manhattan com o Leo, e resolvemos ir para o Bryant Park dar uma descansadinha, quando vimos um bar super legal ao ar livre. Achei que fosse algum evento fechado, ou um happy hour de alguma empresa específica, mas depois de perguntar ao segurança, descobrimos que era apenas um happy hour aberto para todos. Muito legal o ambiente, não resistimos e fomos. A cerveja caríssima, uma corona por U$7.00, não é mole não. Aconteceu uma coisa bizarrísima com a gente que jajá eu conto. Compramos uma cerveja e ficamos andando pelo local, observando as pessoas. Como é diferente do Brasil!! Um bar, num lugar maravilhoso, as pessoas estariam em outro clima, paquerando mais, se olhando mais. Aqui as coisas para mim parecem meio 8 ou 80. Ou não fazem nada, aquela coisa meio retraída, mas quando fazem vão muito direto ao assunto. Como dizem, não existe o "swing" brasileiro. Eu era curiosa para saber como as coisas aqui aconteciam, pois só sei no Brasil, e alguns amigos disseram que a paquera aqui era mais dificil, pelo menos pro brasileiro, que esta acostumado de uma outra forma. Ontem ficamos observando e vimos que é realmente estranho.

O Lance bizzaro foi o seguinte: estávamos comprando outra cerveja quando um cara se aproximou e disse para botar nossa cerveja na conta dele, que ele tinha uma conta aberta que precisava gastar o $$, algo assim meio enrolado. Agradecemos e ele saiu. Fomos lá agradecer de novo, e acabamos ficando por lá, batendo o maior papo. De repente, do nada ele chama uma menina para conversar, achei até que ja se conheciam. Trocaram algumas palavrinhas e ele logo partiu pro ataque. A menina não queria nada, mas ficava lá (????)... vai entender. No final, não sei o que aconteceu, fomos embora, ele ficou lá na tentativa, mas ela não estava muito na dele não. Ele mesmo definiu o pessoal lá assim: "these people sucks" estão aqui somente caçando maridos e esposas, e realmente era isso que parecia mesmo.

Adorei a experiência, mas ainda assim, acho a atmosfera muito estranha, e só fez aumentar a minha saudade do Brasil!

Ah, esse carimbinho é meio "default" aqui em NY quando vc chega a um bar para um Happy Hour, saímos todos de lá "carimbados".

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30.08.04- Protestos

Ontem foi dia de protestos na cidade. Vendo a quantidade de pessoas em NY que são contra o governo BUSH fica difícil de acreditar que ele esteja com 50% das intenções de votos. Tudo bem, NY é a cidade que mais contraria o governo, mas é impressionante pensar que alguma cidade tenha a capacidade de concordar com as idéias desse maluco. Tivemos que sair no domingo para ir ao correio que fica ao lado de onde está tendo a convenção, mas o correrio claro estava fechado. Detalhe: é o único correio aberto 24horas, e fecham o pobre por causa desse imbecil. O policiamento estava realmente BEM reforçado, e foi uma pena que não vimos os protestos, chegamos tarde demais. Vi uma cena no metrô muito legal, os pais com um filho de mais ou menos 11 anos de idade que carregava uma placa dizendo: "Gaste dinheiro com educação, e não com guerra". Incrível ver a conscientização da população e isso chegando às camadas mais jovens. Fico impressionada como as pessoas se mobilizam aqui para lutar pelas coisas. Não seria legal um protesto contra o Maluf? Com as placas dizendo tudo de podre que ele já aprontou? Nossa seria o máximo, mas não sei porque o brasileiro não se mobiliza por essas causas, ainda tento entender o que foi aquilo do Collor, deveria ter servido de exemplo, para mostrar que às vezes o que reinvindicamos pode dar certo.

Algumas fotos que tiramos na nossa caminhada esse sábado

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11.08.04- RESUMO DO FINAL DE SEMANA

É muito bom receber amigos aqui em NY, sempre fazemos vários passeios turísticos e também matamos a saudade. Essa semana o Mike, mais conhecido aqui nos comentários como MyBike, veio para NY a trabalho e pudemos aproveitar bastante com ele o weekend.

Vou fazer um resuminho com as fotos, pra ficar mais gostoso.

Sexta feira fiz um jantar aqui em casa e ficamos batendo papo, comendo, bebendo vinho e tentando instalar uns joguinhos que ele trouxe do Brasil :-)

No Sábado, pegamos nossas bikes, ele alugou a dele e fomos pedalar pelo "calçadão de copacabana" à beira do Rio Hudson subindo até o Central Park. Ganhei até uma mordida :-) Almoçamos em um lugar bem em frente ao aluguel de bicicletas, uma barraquinha que tem um Cheeseburguer maravilhoso e por apenas U$3.50.

Essa é uma casa-barco que vimos ancorado no Rio, achei o máximo.

Chegamos ao Central Park, esse é o Boathouse, um restaurante com essa vista maravilhosa do lago, e um close de um casal andando de barquinho.

Que gatinho esse Spider-Man!

Achei essa menininha uma graça! Foi um custo fazê-la olhar para trás, tivemos que usar o talento cachorrão do Mike, que começou a latir (ele faz isso muito bem) e a menininha ficou procurando aonde estava o cãozinho.

Tivemos que voltar logo para devolver a bike do Mike (rimou) às 7:00hs. No caminho paramos para treinar umas tacadas de softball.

O pôr-do-sol foi um espetáculo, e vcs já sabem minha paixão por ele né? Uma obra de arte.

Como de costume nesses passeios pelo Rio, acabamos o final de tarde no Bar da Marina tomando uma deliciosa cervejinha e apreciando a paisagem.

Ficamos apenas com 2 bikes e 3 pessoas, o jeito foi o Sergio me levar de carona no banco dele e o Mike ficou com a minha bike, andamos uns 15 quarteirões assim, mas NUNCA MAIS, fiquei quebrada, e ele também.

Domingo foi dia de piquenique de novo com a paisagem do Rio e novamente o pôr-do-sol foi divino. Nada melhor do que uma cervejinha para acompanhar um bom papo e uma paisagem maravilhosa.

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29.07.04- INTOLERÂNCIA

Aqui no metrô de Nova Iorque você vê tudo que é tipo de gente e situação. Eu até já tive uma briga de quase rolar porrada com uma mulher pinel, tiveram que nos separar. Não espero mais nada de bizarro para ver numa viagem de metrô, mas hoje presenciei uma cena muito desagradável. Estava sentada lendo um livro e ouvindo alguém falando alto, como isso é normal aqui, nem me liguei de nada. O tom de voz começou a aumentar e aí liguei meu tradutor que estava desligado ;-) e comecei a prestar atenção na conversa. Era um rapaz que devia ter entre 25-30 anos, discutindo com outro que parecia ter a mesma idade, sobre russos, judeus etc. Não estava entendendo direito, mas os ânimos de um deles estava bem alterado e pelo que pude perceber, o que estava mais calmo estava tentando mostrar que a coisa não era bem daquele jeito, com todo o radicalismo que ele estava mostrando sua opinião.

Percebi que ele estava acusando os judeus, falando que eles só se preocupam com a própria raça deles, que sugam dinheiro do país e mandam pra Israel matar gente, que os alemães fizeram bem em tentar exterminar essa raça, e mandando que eles fossem embora do país dele. Na frente deles estavam sentados dois judeus, com idade entre 20-25 e ouviam aquilo tudo calados. Reparei que quando o doido falava de judeus, começava a olhar diretamente para os dois garotos, estava mesmo bem declarada a revolta. Depois de uma estação, o rapaz com quem ele estava discutindo saiu do metrô, até então não sei se eram conhecidos ou não. Achei que sozinho, ele iria se calar, mas ficou ainda mais irado e começou a chamar os judeus a sua frente de "motherfuckers" falando que fossem embora do país dele e os acusando de outras coisas que eu não pude entender, mas muito, muito agressivo.

Fiquei imaginando aquela mesma situação no Brasil, os judeus já teriam descido a porrada nele, aliás era o que ele merecia mesmo, estava louca para que isso acontecesse, mas aqui é dificil. Já presenciei várias cenas assim, em que as pessoas se agridem verbalmente até o máximo que podem, mas não se tocam, conseguem ficar naquele bate boca por muito tempo sem agressão física. Estranho né, nosso sangue é bem diferente. Os meninos ficavam quietos, só ouvindo os absurdos, e ninguém no metrô se intrometia. Começou a entrar gente na proxima estação que ficaram chocados com o que estavam ouvindo e acabaram se intrometendo, dizendo que não eram obrigados a ouvir a opinião dele. Um outro senhor que entrou vendendo lanches, também se tocou com aquilo e tentou dar uma lição de moral no indivíduo, mas ele berrava, estava completamente transtornado de raiva. Ainda bem que ele desceu na outra estação e ficamos livres de todo aquele stress, mas morri de pena dos meninos judeus, terem que ouvir tudo aquilo e aguentar calados. Haja paciência e controle...

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17.07.04- ERA UMA CASA MUITO ENGRAÇADA, NÃO TINHA TETO, NÃO TINHA NADA...

Essa é uma casa que tem aqui na minha rua que me chama a atenção por ser completamente diferente das demais e também pelo seu estilo zoneado. Toda vez que olho eu imagino como ela deve ser por dentro sendo assim por fora. Imaginava que alí fosse uma casa abandonada até descobrir que seu morador é um senhor bem velhinho, provavelmente um veterano, está sempre com uma bengala e calça camuflada. Senta nesse degrau e fica horas alí, com aquela cara carrancuda e barbuda. Reparem o detalhe ampliado da bandeira, a casa está podre e caindo aos pedaços, mas lá está a bandeira dos Estados Unidos, isso não pode faltar.

Tenho um pouco de receio dele, talvez porque me lembre a história de um livro que lí na adolescência sobre crianças que também cismavam com uma casa no final da rua que moravam, que também tinha um velho avarento. A primeira vez que vi a casa, me lembrei desse livro e quando vi o velhinho, já me senti a personagem daquela história, acho que isso completa meu receio. Quando o vejo na calçada eu atravesso, pode parecer meio doideira, mas eu prefiro atravessar.

Ainda vou tirar a foto dele para vocês verem, estou aqui com uns planos com o Sergio para conseguirmos tirar sem que ele perceba, o que é difícil pois ele fica sempre sentado no degrau de frente pra rua. Já pensou se ele vê e sai correndo atras de mim? Deus me livre! Tem que ser muito bem planejado :-)

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12.07.04- Show no Parque certo.gif

Gostoso ir a shows nos parques aqui em NY, mais ainda é ver show de banda brasileira quando estamos com saudades de casa. Sexta feira teve show do Araketu e depois o filme Fala tu, um documentário bem legal, com frases que te fazem pensar melhor sobre a situação social do Brasil. Uma dessas frases foi de um dos Rappers, que diz que ele já nasce excluído na sociedade. Te faz pensar como deve ser difícil alguem vencer, nascendo num lugar como a favela, aonde o maior desafio é sair dessa "exclusividade" e fazer parte da sociedade. Difícil não ter como referência de sucesso, o maior traficante da favela, aquele que tem o tênis de marca, mulheres, dinheiro, significado de sucesso na comunidade.

Sábado foi melhor, show da Margareth Menezes e o filme Viva Voz. A maior emoção foi mesmo o show. Nada melhor do que poder vê-la de graça, de perto, num lugar não entupido de gente, mesmo sendo um show free.

Ela é fenomenal, uma voz de estremecer qualquer palco e encantar qualquer povo. Estar alí vendo ela dançar, aquele sambinha só nosso e ouvindo letras que só nós que estamos tão longe sentimos batendo muito forte dentro do peito, fazem desse um dos melhores shows que já vi. Naquele momento que ela cantava, os pêlos do braço ficavam 90% do tempo arrepiados. Parecia que estávamos recebendo e sentindo o mais puro dos sentimentos do que o nosso país tem de bom. Não tinha espaço para lembrar das coisas ruins que tem por lá, nenhuma violência, nem corrupção, o que entrava alí era somente alegria, emoção, orgulho e muita, mas muita saudade e felicidade em saber que isso tudo é só nosso. Vários americanos e pessoas de outras nacionalidades estavam presentes, mas só nós brasileiros tínhamos esse sentimento em comum, que mesmo com milhões de palavras, não daria para explicar a nenhum estrangeiro, era uma língua somente nossa, sem tradução.

No final do show, após entrar para o bis, ela ficou pensando que música cantaria e disse que cantaria aquilo que era o desejo de todos nós. Aquele vozeirão começa a cantar:

"Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita"

Depois de pegar uma toalha com bandeira brasileira, que foi jogada por uma pessoa da platéia, ela não resistiu e caiu no choro quando cantando a música, enfatizou a palavra "e será". Se emocionou bastante, não conseguiu continuar, mas a gente ajudou! Várias pessoas chorando, e eu fiquei surpresa quando vi minha amiga americana também com lagrimas nos olhos. Se isso emocionou a ela, imaginem a nós.

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29.06.04- Que coisa!

Quero uma coisa simples": aula de natação. Não queria academia, queria como temos no Brasil uma escola de natação e ponto final. Aqui só acho em "combos" nas academias da cidade.

Americano adora isso, juntar as coisas, que nem com os sucos. Coisa mais difícil achar suco de uma fruta só, é so combinando, laranja com banana, morango com abacaxi... isso quando não sao mais de 3 frutas juntas. HUNF

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19.06.04- Ai meus pezinhos...

Olhando para essa sandália, logo de cara não vemos nada demais, alías ela não faz nem meu estilo, mas depois que você coloca no pé, percebe porque ela custa U$89.00

Aqui em NY qualquer sapato é colocado a prova no quesito conforto. Botas altas nem pensar, só consigo usar no Brasil, aqui só saltinho baixo. Não basta apenas ser baixo, tem que ser realmente confortável. De todas as minhas sandálias e sapatos que eu achava que eram confotáveis quando morava no Brasil, apenas 80% passaram no teste.

Hoje saí com a minha sandalinha rasteira da side walk que no Brasil eu andava para cima e para baixo sem sentir nenhuma dor. Ela foi sumariamente reprovada, meu pé doeu MUITO, parecia que eu estava pisando diretamente no chão. Comecei a procurar alguma coisa BARATA para apenas aliviar um pouco a dor no pé, quando entrei na loja e encontrei essa aí. Parecia que eu estava nas nuvens, nunca coloquei no pé algo tão confortável. Não era porque ele estava doendo não, pois experimentei várias outras antes dela, a sandália realmente é dos deuses! Se você preza muito conforto, eu a recomendo sem sombra de dúvidas, mas aí tem que ter a coragem que não tive de pagar os quase U$90,00 por ela.

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16.05.04- Sábado de Primavera

Mais parecia verão, 30 graus e um sol de rachar. Fui no local que mais adoro, descer pelo West Side a beira do Rio Hudson e acabar a tarde no South West NY, um bar que fica em frente à marina. Adoro aquele local, me faz sentir que estou em uma cidade de praia, tomando minha cervejinha com os amigos nem imaginando estar nessa metrópole doida. O pessoal patinando, andando de bicicleta, correndo, andando e muitos cachorros e crianças. Nada melhor do que um programinha assim para receber o verão que vem atropelando a primavera. Fomos eu e o Sergio apresentar o lugar para nosso amigo Leo, que chegou aqui no inverno e estava louco para que chegasse o verão para conhecer esse lado "praia" de NY.

Quem vier passear por aqui nessa época, é um programinha que não pode ser deixado de lado. Vir descendo desde a altura da 14th street curtindo a vista do Rio Hudson, passeando pelas plataformas que foram construídas e invadem o Rio, deitando na grama, tirando uma soneca com aquela vista deliciosa. Depois continua descendo, tem o Trapeze School, aonde você pode se arriscar no trapézio contemplando o sol maravilhoso ao fundo. Na hora do pôr-do-sol num dia bonito, é um espetáculo, gosto de já estar bem lá embaixo ou melhor ainda estar já no bar, recarregando as energias com o sol e claro, a cerveja. Poderia ter ficado por lá a noite toda, se não fosse o super toró que caiu e nos expulsou de lá, consegui até tirar uma foto do clarão antes de sair correndo. Não deixem de conhecer e peguem a mesa que fica mais perto da quedinha d'água que tem na frente do bar.

hudson2.jpg



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11.05.04- Que Zona!

spacebag.jpgNunca tive tanto casaco e blusas de frio como agora, e olha que eu morava em São Paulo hein... enfim, agora não há armário que consiga guardar roupa de verão e inverno.

Pra resolver esse grande problema, uso o Space Bag que salva a minha vida. Agora que o verão vem chegando, dá-lhe tirar toda a roupa grossa do armário, pegar as de verão que estão guardadas desde outubro e voltar pro armário. É uma bagunça incrível, ainda mais porque todo ano sempre tem roupa a mais, afinal quem resiste ficar um ano sem comprar nada? Só a Lilia eu acho que seria capaz hehehe e olhe lá! Esse ano tive que comprar mais space bag e pro meu azar veio com defeito e a arrumação completa mais uma vez foi adiada até que seja feita a troca.

Não reparem a bagunça, mas junto com closet vem a vontade de arrumar as coisas que já estava adiando há tempos, como pendurar um gancho novo para as bolsas, mais gavetinhas para organizar, então a bagunça aumenta mesmo!

Alguém ajuda?


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06.05.04- Morando nos EUA

Recebo muitos emails me perguntando sobre como vir morar aqui, como está o mercado de trabalho, etc etc. Resolvi fazer um post já respondendo a essas perguntas todas, assim fica mais fácil :-)

Mercado de trabalho:
É dificil responder a essa pergunta, porque depende muito em que área a pessoa quer trabalhar. No momento percebemos que a oferta aumentou um pouco, e que tem menos pessoas desempregadas, mas ainda acho que está bem diferente de quando eu vim para cá. Normalmente as pessoas que chegam aqui sem alguma qualificação acabam trabalhando em sub-empregos.

Como trabalhar aqui:
Aqui tem muitos brasileiros trabalhando, muitos legalmente e outros ilegalmente. Para se trabalhar legalmente, você precisa de um visto temporário de trabalho. Existem várias categorias desse visto; o L que são para pessoas que são transferidas de empresas de outro país para cá, O, para trabalhos especiais e o H1B. Ilegalmente as pessoas normalmente trabalham em sub empregos com social security falso (relativo ao nosso cpf). Estudantes podem trabalhar 20 horas por semana depois de um ano estudando nos EUA. Tendo o greencard você pode trabalhar como qualquer outro americano.

Os vistos mais comuns:
F1- visto de estudante
Você tem que se matricular em uma escola aqui nos EUA fulltime, ou seja no mínimo 20 horas semanais e depois que a escola te dá a papelada, entra com o pedido do visto no consulado, comprovando que você tem renda suficiente para pagar os estudos e se manter aqui durante esse tempo, (aluguel, comida etc) ou seja uma p*** grana.

L- Visto de tranferência
Uma empresa multinacional faz a tranferência do funcionario para a filial nos EUA. A pessoa deve estar empregada na empresa no mínimo por 1 ano contínuo nos últimos 3 anos. Essa pessoa deve estar num cargo executivo ou de gerência para poder aplicar.

H1B-Visto de trabalho temporário
Para alguns trabalhos específicos como engenheiros, enfermerias, professores, pesquisadores, programadores e alguns outros profissionais. Esse visto requer que a pessoa seja formada na área em que vai atuar, mas caso a pessoa não seja formada, terá que ter 3 anos de experiência para cada ano de estudo, ou seja um curso de 4 anos requer 12 anos de experiência. O visto é valido por 3 anos, pode-se renovar por mais 3 e após esse período é preciso deixar o país ou ficar 1 ano sem trabalhar para poder fazer o pedido novamente e começar todo o processo do zero. A empresa aqui nos EUA que precisa patrocinar esse visto.

O - Habilidades especiais
O requerente desse visto, deve ter habilidade extraordinária nas seguintes áreas: ciencias, artes, negócios e educação. Muitos documentos para provar essa habilidade serão pedidos, o processo é bem burocrático.

Greencard
Os casos mais comuns são conseguir por casamento com um americano, ou a empresa aqui nos Estados Unidos fazer o pedido para o requerente. O processo via casamento é bem mais rápido do que o via empresa, que demora em torno de 4 anos. Tem também a loteria do greencard que acontece todos os anos, apesar de díficil é a mais fácil de tentar :-)

Espero ter respondido as perguntas básicas, se alguem tiver algo a acrescentar por favor deixe nos comments!

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03.05.04- {Série Metrô}

metro3.jpgAcho muito legal ver essas pessoas com roupas diferentes de acordo com sua religião e costumes. Sempre vejo umas meninas muçulmanas com jaqueta jeans, calça moderninha, mas sempre aquele lenço na cabeça. Esse rapaz estava no metrô e fiquei meio em dúvida quanto aos trajes, acho eu que também é muçulmano. Mas reparem no Tenis moderninho dele, muito louca a combinação!

Fico imaginando o que traz esse povo para América, que vêm de uma cultura tão diferente, costumes e valores tão diferentes. Quando vemos os ortodoxos falando, aqui é a terra do pecado pra eles, não consigo entender como uma pessoa que tem valores tão opostos aos daqui, consegue ver as doideiras, ver o que se passa na rua, na TV... imagino o choque que deve ser e quão difícil deve ser para eles educarem os filhos com esses princípios religiosos e culturais em uma cidade tão diferente e misturada. Acho bárbaro os que conseguem manter seus costumes, afinal é uma big tarefa.

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15.04.04- Vida Doméstica

desespero.jpgFoi engraçado quando mudei para NY, me adaptar à cidade nova, vida nova e costumes domésticos novos. Já falei aqui uma vez sobre a adaptação à cidade, hoje vou falar da adaptação doméstica.

Primeira vez que estava morando sozinha com o Sergio, que sempre teve empregada a vida toda, ou seja, não estava acostumado a fazer absolutamente nada em casa. Eu já tinha uma boa experiência com cozinha, minha mãe me ensinava muitas coisas, mas mesmo assim eu nunca tinha assumido a cozinha por completo, até hoje por exemplo, ainda não me dou bem em guardar a Tuppewares, não achei um método eficiente de guardá-las para que não caiam e as tampas fiquem facilmente acessíveis. Quando tinha algumas dúvidas sobre tempo de cozimento, onde guardar algumas verduras, dentro ou fora da geladeira, eu pegava o fone e fazia o interrogatório pra mama. Hoje já me viro mais sozinha, me embanano com a quantidade de água para fazer uma carne cozida, mas já aprendi muito. Aqui tem lava-louça o que eu não tinha no Brasil, então demorei a me convencer que ela era realmente útil pra mim. Hoje não vivo sem.

Na lavanderia foi um grande problema. Eu nunca lavava roupa no Brasil, era minha mãe quem fazia essa tarefa, eu apenas passava. Chego aqui e tem a máquina, completamente diferente da que eu tinha em casa e a secadora de roupas, que eu nunca tinha usado. Logo comprei a tábua de passar e quando a esposa do landlord viu, ela perguntou: Por que comprou isso? eu não uso! A roupa já sai da secadora pronta para usar! Enfim, me achei a estúpida, mas já que tinha comprado, deixa lá. Comecei a entender os ciclos da máquina de lavar roupa, mas o que era aquele tal de soak? Descobri beeem depois que era o tempo pra ficar de molho. Manchei algumas roupas... aquela coisa de misturar um vermelhão com um creme, perdi minha blusa de linha.O tal do Bleach hein? que até hoje nunca sei se devo ou posso usar? Hoje em dia, tenho problemas com bolinhas que se formam nas roupas e os inúmeros pêlos que ficam nas roupas pretas, para isso já testei 3 métodos (foto abaixo) e até agora o que mais gostei foi a mais simples, a escovinha preta.


O maior problema mesmo foi com a secadora de roupas. Encolhi várias calças, blusas e todas eram queridas. Tive que aprender na marra a ler as etiquetas de instrução de lavagem, pois algumas roupas podem e outras não. As que não podem, adaptei um varal (aqui em Ny não existe área de serviço com tanque e varal) e as que não podem ir na secadora, seco normal e enfim pude usar para elas, meu ferro e a tábua de passar roupas :-).

Ainda dou umas mancadinhas e perco umas blusinhas da hering, que não podem ir de maneira alguma pra secadora, mas a Sthephanie me ensinou uma tática para quando isso acontecer: Lave novamente, vá com a peça até a banheira e bata MUITO a roupa na lateral da banheira, dê uma verdadeira "surra" nela. Fiz em uma camiseta do Sergio e deu certíssimo, ainda escapei da bronca!

Para as donas de casa desavisadas como eu, abaixo vai uma ajudinha:

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28.03.04- Celebridade na Rua

http://www.mozinha.com/archives/baldwin.jpgEstou esperando para atravessar a 7th avenue ontem e quem vem na minha direção atravessando pro lado contrário? Alec Baldwin. Ele estava no celular e não prestou muita atenção ao atravessar, pois o sinal estava fechado ainda para os pedestres e um carro passou bem pertinho. Passou por nós e fiquei observando, no meio daquela multidão, somente nós e mais um casal percebeu sua presença. Não é mais o mesmo galã... está com bastante cabelo branco e bem barrigudinho. Mas foi legal, mais uma celebridade para minha coleção :-)


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08.03.04- Que país é esse?

Hoje estava assistindo a um programa na Globo Internacional que se chama Planeta Brasil, o primeiro feito aqui nos EUA mesmo para a comunidade brasileira. Estavam falando hoje sobre o Queens a maior comunidade brasileira de NY, onde achamos coxinha, pão de queijo, supermercados, danceterias, e ouvimos em português.

Justamente essa semana estava conversando com o Sergio sobre essas comunidades aqui, que devido a elas, as pessoas não se integram com o sistema americano. Os imigrantes acabam criando suas próprias comunidades devido as dificuldades que encontram com a cultura e a língua principalmente. O que acontece, é que cria-se um país dividido, sem identidade e acho que isso acaba aumentando o preconceito a raças.

Na verdade os EUA acaba sendo um país sem suas características, aquelas que fazem as pessoas virem pra cá com aquela imagem que os EUA passam para o mundo, e não o que realmente é. Na verdade isso acontece porque o governo a fim de atingir o mercado latino e outros, acabam facilitando a vida dessas pessoas ao invés de dificultar e obriga-las a se adaptar. Aqui se você fala espanhol, mal precisa falar inglês, pois vários serviços como bancos, metrô, cia telefonica, entre muitos outros, tem opções de suporte em Inglês e espanhol. Brochuras do metrô são distribuidas até em chinês, e se você for até chinatown, terá dificuldades por lá, pois tudo é escrito em inglês, muitas coisas de interesse geral até. No Mac Donald's de lá, chinês não se perde, até o menu é na lingua nativa deles.

Na minha opinião, quando vc sai do seu país para viver em outro, o legal mesmo é se adaptar a cultura, costumes, e principalmente aprender a língua, e não criar um mini país em sua comunidade, como se nunca tivesse o deixado. Por isso me recuso a frequentar qualquer comunidade brasileira por aqui.


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04.03.04- Lei de Murphy é real!

Como meu blog estava fora, acabei nem contando minha aventura de Domingo.
Eu e o Sergio resolvemos assistir a um show de flamenco para comemorar o final de semana dele sem trabalhar, depois de vários seguidos trabalhando. Normalmente chegamos em cima da hora aos lugares, mas dessa vez para que nada desse errado, resolvemos sair mais cedo. Pegamos o metrô e fomos... 4 estações para frente, ele parou e avisaram que por um problema de falta de energia, iria ficar parado, tinha pegado fogo em uma estação em Manhattan pois um cidadão civilizado atirou uma peça de metal no trilho que tem eletricidade, e acidade virou um caos. Não... não estava acreditando, ficamos na dúvida entre esperar ou sair e pegar um táxi, já que ainda estávamos no Brooklyn e fica mais difícil pegar táxi. Resolvemos sair e achar um. Azar, todos tiveram a mesma idéia, agora juntem isso na redondeza, 4 linhas de metrô quebradas e todos querendo pegar táxi, em uma região que não tem muitos. A guerra estava declarada!

Resolvemos andar alguns quarteirões para nos afastar do povo todo, e caímos em uma região com mais 6 linhas quebradas que também estava cheia de gente querendo pegar um táxi. O tempo passando ... 7:00hrs e nada de conseguir transporte. Liguei para o Car Service ir me pegar na esquina X com Y e para não me confundir e pegar outra pessoa falei que estava com um casaco cor de rosa, não daria pra confundir né? Ok, esperamos, esperamos, e uma espertinha junto com a mãe chegou e nos viu parados na calçada esperando o táxi. Sim estávamos dispostos a pegar um se passasse antes do carro vir nos pegar nos 5 minutos prometidos por eles. Ah, detalhe, a bateria do celular tinha acabado também, então ligamos do orelhão pro serviço de carro. Enfim, as "espertinhas" resolveram andar um pouquinho para ficar antes de nós, caso o táxi chegasse elas pegavam primeiro. Aquele dia realmente percebi o que é a tal guerra por taxis em NY que eu só via em filmes. O carro não veio então resolvi ligar novamente, mas ninguém atendia o telefone. Comecei a andar e passei na frente da "espertinha" que ficou me olhando, achando que a espertinha era eu!!!! Enfim, quando andei, vi um casal na nossa frente conseguindo um táxi, não tive outra reação a não ser pedir para dividirmos pois estávamos a mais de meia hora tentando pegar um. Casal legal, toparam na hora e para minha surpresa, quando passei pela "espertinha" que ainda estava lá na calçada, ela me viu e com raiva me mostrou o dedo do meio. This is New York!!!! Pessoas grossas e mal educadas! Minha raiva só não foi maior por enfim estar vivendo um momento tão nova iorquino, acabei achando engraçado no final quando passou todo o estress. Depois em outro post conto sobre o show que foi magnífico.

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25.02.04- Interessante...

Hoje eu vi várias pessoas na rua com uma macha preta na testa. Não sabia o que era, até ver outras com uma cruz, aí percebi que a mancha nas outras pessoas na verdade era cruz borrada. Perguntei para algumas pessoas e descobri que era por causa da quarta feira de cinzas, que pra mim era apenas o final do carnaval :-)

Dei uma pesquisada e achei o seguinte:
"Na nossa liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz : "Recorda-te que és pó e em pó te converterás" ou então "Arrepende-te e crede no Evangelho".

Não sou nada religiosa, mas no Brasil nunca tinha visto isso antes na quarta feira e cinzas, achei interessante.

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16.02.04- Healthy Life

Agora tomei minha decisão, vou correr no parque todos os dias. Estou começando devagar seguindo um programa que baixei na internet para iniciantes, então essa semana será corrida de 10 minutos em dias alternados. Vamos ver até quando dura, até agora estou adorando. A Luana foi comigo duas vezes, mas as atenções dela são outras, enquanto eu quero correr na pista, ela fica querendo ir pra pista dos cavalos, falar com um amiguinho que ela viu do outro lado da pista, enfim, fica meio complicado as vezes :-)

O legal é que no meu percurso a maioria dos dez minutos eu estou em volta do lago, então é uma vista agradabilíssima. Agora no inverno ele está congelado, mas como a temperatura está subindo, metade está congelado e outra não, pena que não consegui ainda tirar essa foto meio a meio.

Aliás esse ano uma pessoa morreu nesse lago, isso é um perigo, pois ele congela apenas superficialmente e se não estiver uma camada bem grossa ele quebra e adeus. Somente os patinhos sobrevivem alí em todas as estações. É preciso muito cuidado, eu quando vou para Lake Placid que fico naquele hotel em frente ao Mirror Lake, vemos placas quando o gelo está fino e não está permitido andar por cima dele. Ainda bem que todas as vezes que fui estava permitido, pois é muito legal. Abaixo, uma foto dele no verão, acho lindo ver essa mudança da natureza.


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02.02.04- Tchau Inverno!

Um primeiro sinal de que o inverno deve estar indo embora, é chegar em casa às 5:30 da tarde e o dia ainda estar claro! :-) Que felicidade!!!

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29.01.04- Saúde

Hoje fui obrigada a sair de casa para ir ao médico, o frio está imenso e a vontade de sair esta pouca. Como já disse aqui, algumas coisas são estranhas no sistema de saúde, começando pelos consultórios. Esse que fui hoje, como vários que já fui e é muito comum aqui, fica no térreo de prédios residenciais. No Brasil estamos acostumados a quando o prédio é residencial, é pq há somente pessoas morando mesmo, nada comercial. Aqui as coisas ficam meio misturadas, o piso térreo de alguns prédios luxuosos abrigam consultorios, meu antigo clinico geral fica em um super chique no upper west side. O meu novo, também fica no térreo de um prédio residencial, tanto como o ortopedista. Achei super estranho no início, agora estou acostumando.

Outra coisa que acho chato é ter que pagar U$15.00 pela consulta, mesmo pagando um plano de convênio caríssimo. Ouvi dizer que no Brasil vão começar a fazer isso também. Só faltava essa. Aqui se você quer ir a um especialista, normalmente precisa pegar o Referral, ou seja uma indicação do seu clínico geral, por escrito, que você precisa ir ao outro médico. Super burocracia com a saúde, e a maior sacanagem, pois os médicos ganham bônus do convênio se eles por exemplo pedirem poucos exames. Quando eu me mechuquei esquiando, nem Raio X tiraram do meu joelho inchado, achei o fim pois é um procedimento super básico no Brasil.

Anticoncepcional somente com receita, ou seja, se você não tem convênio médico e não tem como pegar uma receita, não pode tomar, tem que apelar para a camisinha mesmo. Lembro que até ter convênio aqui eu tinha que trazer o meu do Brasil, meio escondidinho já que não é permitido trazer remédios para cá. O que me impressionou bastante é saber que alguns ansiolíticos que são "tarja preta" tem um mercado negro por aqui. São vendidos na internet sem o desconto que normalmente temos pelo convênio. O meu por exemplo, pago U$20.00 com a receita e o desconto, mas caso eu precise e não tenha minha receita, posso compra-lo pela bagatela de U$180.00 em vários sites online. O mercado desses remédios aqui é tão grande que alguns "drug dealers" trocam drogas por receitas deles.

PS: um tempão sem sair de casa, saio hoje e claro que uma doida no ônibus cismou comigo. A louca ficava olhando para trás e balançando a cabeça tipo"tsc tsc tsc". Achei que estava falando alto demais e estava incomodando a pinel, mas mesmo baixando o tom de voz, ela continuou me olhando. Aí sim comecei a falar bem alto, rir, e então finalmente ela tinha razão para se irritar :-)) Povo doido! Quem quiser ver a doida, ela está no álbum passeios, na última foto.

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26.01.04- Passeios de Inverno

Esses dias fui passear pelo West Village, e fui descendo pela beira do Rio Hudson que tanto costumo ir no verão. Fiquei abismada em ver as placas de gelo no rio. Tudo congelado e congelando, mesmo assim mais para o meio, os barcos continuavam passando. Definitivamente esse é o inverno mais forte desde que cheguei em NY. Ontem precisei sair com 1 meia calça, outra de lã por cima, uma meia normal e uma calça. Um casaco super quente mais ums 3 blusas por baixo. O problema é que não suporto andar cheia de coisas, cachecol, touca e luva pra mim é um sacrifício, não suporto andar assim, aí deixo cachecol em casa. O negócio é tentar ficar em casa o máximo possível, até os passeios da Luana diminuiram. Fico só acompanhando pelo meu weatherbug, que é um programinha que você instala no micro, e a temperatura fica sempre visível. Não saio de casa sem dar uma olhadinha nele, para saber quanto de roupa preciso colocar. Ai minha primaverinha querida, chegue logo por favor!



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25.01.04- CELEBRIDADES

CELEBRIDADES

Aqui em NY é bem fácil ver celebridades na rua, pelos filmes que são feitos aqui e pelo pessoal que vem visitar.
Uma vez eu estava no escritório e um colega subiu dizendo que a Julia Roberts estava sentada na escadaria do nosso edifício. Desci correndo para ver, mas vi apenas duas mulheres sentadas, achei que tivesse perdido e fui até a Deli já olhando para todos os lados para ver se ainda a achava em algum lugar. Resolvi então voltar pro escritório, na volta bati o olho de novo nas meninas sentadas no degrau e reconheci aquele bocão! Era ela, mas só reconheci mesmo quando estava de frente, pois quando olhei assim que desci, achei que eram "simples mortais" jamais achei que seria a Julia alí sentada no degrau, de pernas abertas tomando um sorvete, tão casual.

Outra vez estávamos na rua, e o sinal fechou, éramos o primeiro carro em frente a faixa de segurança. Dois garotos vinham atravessando e um deles me parecia familiar, quando olhei direito, não acreditei era o Rick Martin! Lindoooo!!!!!! entortei tanto a cabeça pra olhar que só voltei quando senti o tapa no pescoço :-) (marido tava junto). Depois deles, alguns brasileiros como Susana Vieira, repórteres da Globo... a última aparição próxima por aqui foi a Deborah Secco e Marcelo Faria no Central Park, mas eu não estava, quem viu foi o Leonardo e a namorada dele. Tiraram umas fotinhos assim meio clandestinas...

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23.01.04- ESCORREGANDO

ESCORREGANDO
Aqui depois que neva e a neve não vai embora logo, fica acumulada na calçada e vai se transformando em gelo. Muito mais fácil limpar enquanto ainda está neve, pois sai muito mais fácil, senão ela vai virando uma camada fininha de gelo que fica exatamente igual a uma pista de patinação, para limpar precisa ficar quebrando.

Os proprietários das casas e apartamentos são obrigados por lei a limpar a frente de suas propriedades, colocar num canto qualquer contanto que libere um caminho para que os pedestres andem sem correr perigo de escorregar. Foi difícil andar nas ruas esses dias pois apesar da multa salgada de U$100 - U$350, muitos moradores simplesmente ignoraram a lei e ficaram com suas calçadas cobertas. Tive dificuldade ontem andando pelo West Village, alguns momentos precisei literalmente parar e andar muito devagar segurando na parede. Vários acidentes ocorrem quando esse gelo não é retirado, inclusive nessas últimas semanas os consultórios de ortopedia aumentaram o movimento em 35% devido ao alto índice de escorregões.

Normalmente as pessoas pegam suas pás e jogam a neve para o canto da calçada que se aproxima da rua como na foto abaixo aonde é possivel ver a calçada. Aí é esperar derreter, o que leva um certo tempo se a temperatura não aumentar, ou então esperar a chuva para levar os restos embora. Essa neve que está no chão foi da última vez que nevou, que se não me engano foi na semana passada e ainda tinha acúmulos da penúltima. Mas pensem, imagine cair na frente de uma super empresa ou a casa de algum ricasso? Não seria nada mal a indenização que iria receber, aqui no país dos processos...

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16.01.04- Sem palavras...

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Aliás tenho sim, os jornais estão dizendo que se não saírmos devidamente agasalhados nesse frio e ficarmos mais de 15 minutos expostos a ele, podemos ter início de hipotermia. Mole né?

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12.01.04- Limpeza na rua

Uma coisa bizarra essa de ter que tirar o carro da rua para poder limpar, é super civilizado, mas estranho o fato de você não poder deixar o carro estacionado do lado direito da rua toda segunda feira das 6:00 às 13:00. Aí todos saem cedo, pegam os carros e estacionam em fila dupla do outro lado. Mas eu fico pensando, como os carros saem, se tem carros ao lado dele? Aí fica a manhã inteira em fila dupla, ninguém multa, ninguém reclama. Aí lá vem o caminhãozinho, passa rapidinho "escovando" a rua, no canto e na metade, afinal o outro lado da rua só vai ser limpo no dia seguinte, quando vai ser a vez de ficarem presos, aqueles que no dia anterior prenderam os carros do outro lado.

Não posso nem imaginar, euzinha acordando às 6:00 da manhã para mudar meu carro de lugar. Prefiro minha lambretinha que fica aqui paradinha na frente, e só tiro quando realmente quero. Aliás no dia que fui tirar essas fotos, uma mulher veio meio invocada me perguntar o que eu estava fotografando, como achei a maneira dela perguntar um tanto ameaçadora, respondi que estava tirando foto da placa e dos carros, aí ela perguntou para que eu estava tirando aquelas fotos, pior é que não estava sendo nada simpática, na verdade devia estar pensando que eu poderia estar tirando as fotos para mostrar a infração que estavam cometendo, afinal o carrinho da madame estava em fila dupla. Perguntei porque ela estava me perguntando aquilo, e ela disse que por nada, que morava na vizinhança. HUNF, eita povinho folgado.

Falam falam que o Brasil é uma zona, mas aqui é que o trânsito é uma verdadeira zona. Pra mim o que é civilizado é que podemos atravessar as ruas sem ficar com medo de sermos atropelados, eles param mesmo. De resto quase nada é respeitado; fecham cruzamento, param em cima da faixa de pedestres sem se importar e para piorar não vejo nunca um policial multando. Dá vontade de fazer como a Regina Casé fez um dia, quando alguém parar na faixa, você atravessa por dentro do carro da pessoa, abre a porta traseira, entra atravessa e sai do outro lado. Imaginem, fazer isso aqui em NY... seria hilário.

Update: esqueci de dizer que, se você não obedecer a lei, além de levar multa, ganha um super adesivo no seu vidro, dizendo que não colaborou com a limpeza da cidade, e esse adesivo é dificilimo de tirar. Tem um carro aqui na rua que é campeão, sempre vejo marcas de adesivos, e sempre tem um novo!


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07.01.04- É TÁ FRIOOO!!


Brrrrr!Acho que agora decidiu vir pra valer, deixou a gente curtir ano novo e Natal "mais quentinho" mas a trégua acabou, hoje está de lascar. Previsão pro resto da semana é de neve e frio, muuuuito frio. E a galera em Sampa, indo pra praia no final de semana, AAAAAAAAAAAAAAIIIIIIII que inveja!!!
Sair só de touca poderosa e luva bem grossa. Quando vc está morando em um país frio você entende certas coisas na roupa que não entendia antes. Pra que um cordãozinho no final do casaco? frescura? Não pra apertar bem pra não "subir" nenhum ventinho! E aqueles pelinhos na touquinha do casaco? Ela evita que a neve que vem caindo não vá direto no seu olho, enfim essas e outras que não me lembro agora.

Aí quando lembro o pessoal no frio de sampa usando sobretudo, gorro, luvas... é meio exagero. Mas o que mais dói é o vento gelado, o que faz esse "feels like"ser -12. É a temperatura que sentimos, juntando com o vento. Queima a pele, tem hora que você nem sente mais, mas na minha teoria, pra baixo de 15, é tudo igual! Eu vou ficar aqui bem encolhidinha, quietinha agarradinha na Luana!

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23.12.03- Eu não suporto acordar cedo!

Eu não suporto acordar cedo! Pior é que vejo aqui o pessoal acordando cedinho, nesse super frio indo correr no parque. A coisa é tão exagerada que até embaixo de neve tem gente correndo, botam casaco, tênis, luva e da-lhe pernas. Toda vez que vejo isso, me sinto uma sedentária e preguiçosa, e prometo que vou começar a correr, mas sempre acho uma boa desculpa para adiar a decisão. Acho lindo a determinação, a vontade de correr e fazer, claro a pessoa tem que gostar senão fica forçado, e tudo que não se faz com prazer acaba sendo malfeito.

Mas quem sabe como resolução de ano novo, começo a acordar cedinho, correr no parque e depois, as tarefas! Falando em acordar cedo, me lembrei hoje daquela musiquinha "Vambora vambora, olha a hora, vambora vambora", lembram, que tocava na rádio bem cedinho? Eu acordava as 6 da manhã para ir pra escola, isso é insano!!! Aliás nada mais irritante do que o relógio despertando, quando você está morrendo de sono. Minha irmã tem um papagaio que grita: "Wake Up! Wake Up!!! Goooood Morniiiing, Uhu!!! Wake Up!" e isso com uma voz estridente. Não sei como o bichinho ainda está inteiro, comigo não ia durar nem uma semana.

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21.12.03- Procurar apartamento em NY


Procurar apartamento em NY não é uma tarefa muito fácil. A procura é cansativa, as coisas boas duram pouco e a concorrência é bem grande. Em São Paulo vemos muitas casas e apartamentos que ficam com placas para alugar durante mêses, já aqui as ofertas voam. A outra dificuldade está em provar que você vai poder pagar o aluguel. Para isso você precisa ter um bom crédito, ou seja, não apenas estar com a "ficha limpa" mas ter um histórico de compras e pagamentos em dia para poder provar que é um bom pagador. Sendo um recém-chegado a NY isso é meio difícil, portanto fica quase impossível mostrar que você tem condições para pagar um aluguel.

Estou ajudando meu amigo Leonardo a procurar um apê, ele chegou há 1 mês e veio para estudar. Como vai ficar meio difícil conseguir mostrar que ele pode pagar um lugar para morar sozinho, e ter que passar por todo o processo de aprovação de crédito, ele estava procurando um Roommate. Começamos por Manhattan pois fica mais perto da faculdade e ficamos surpresos com o que encontramos.

Manhattan é considerado o melhor local para se morar em New York, aonde ficam as melhores lojas, restaurantes e a muvuca toda. Os aluguéis são bem caros e sempre que se fala que mora em Manhattan é sinal de glamour. Visitamos vários lugares de $600.00 a $1000.00 por um quarto, e só achamos lixo! Fiquei impressionada como podem existir lugares como aqueles em Manhattan, literalmente trash, coisas de cortiço mesmo e pior, os lixões eram os mais caros. Claro que em Manhattan existem imóveis maravilhoooooooooosos, mas eu fiquei pensando, que muita gente quando perguntada aonde mora, fala Manhattan e na hora já pensam: "mora bem" enquanto existe um certo preconceito quando se fala que mora no Brooklyn. Uma amiga que morava em um apartamento bem legal aqui no Brooklyn uma vez ao dizer o bairro que morava, um senhor muito do metido respondeu: "Sorry for you". O que essas pessoas "ignorantes" não sabem é que no Brooklyn além de lugares ruins, existem lugares muito bons, com mansões de mais de 1milhão de dólares. Conheço donos de empresa de publicidade que moram no Brooklyn por opção, para ter uma vida mais sossegada, morar em um bairro calmo, uma casa com quintal e piscina para os filhos, afinal em Manhattan é bem difícil achar uma casa assim. Outras pessoas preferem pagar a mesma coisa que paga-se em Manhattan num apartamento de 1 quarto pequeno, em um apartamento de 3 quartos no Brooklyn. Uma questão de opção de vida, você pode querer viver em um local pequeno, mas perto da agitação, ou ter um lugar bem mais espaçoso um pouco mais afastado. No final, ele conseguiu um Loft MUITO legal, por um preço bom, no Brooklyn. Depois coloco umas fotihos aqui para vcs verem.

O engraçado também é o preconceito que existe com New Jersey. Em filmes mesmo eles citam isso como se fosse " periferia" e já ouvi pessoas comentando sobre alguns maloqueiros, se referindo a eles como "those New Jersey people". Um lugar quando não está bem frequentado, costuma-se dizer que existem muitos BT's por lá. A sigla quer dizer: "Bridge and Tunnels" ou seja, pessoas que precisam cruzar pontes e túneis para ir até Manhattan. Preconceito existe em qualquer lugar, em São Paulo isso ocorre um pouco com a Zona Leste, mas agora, quem me disser que mora em Manhattan querendo mostrar algum status, pode tirar o cavalinho da chuva, pois morar como as pessoas que visitamos em Manhattan, nem de graça.

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10.12.03- Padaria pra quê?


Coisa difícil de achar em New York é uma padaria. Aquela vontade de comer um pão doce com aquele creme amarelinho em cima que tem coco misturado, esqueçam. Alguns lugares vendem pães, como Dean & Delucca, e alguns supermercados, mas exclusividade para pães eu pelo menos não vi ainda. Andando por Chelsea, encontrei esse lugar novo, esquina da 23rd com 8th avenue. Umas tortinhas apetitosas, alguns pães, algo que se aproxima mais de uma padaria.

Mas uma Santa Marcelina por aqui, nem pensar. Pão francês? só baguette, e algo que se aproxime com pão francês eles chamam de Portuguese Roll. Incrível comparar com o Brasil aonde existem 2 padarias no mínimo por bairro.

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23.10.03- Acidente em metrô

Antes de ontem eu estava no metrô C quando ele de repente parou no meio entre uma estação e outra e ficou parado durante 40 minutos. O mais agoniante era que não podíamos nem ao menos sair pela saída de emergência, ainda bem que consegui pegar no sono para o tempo passar mais rápido.

O que aconteceu é que um garoto de 14 anos estava voltando com os colegas da escola e resolveu "aparecer" para a turminha. Foi para um lugar no meio dos vagões, o qual é usado para se passar de um vagão para o outro, e dalí ele tentou subir para o teto do trem, para "surfar". Normalmente isso é feito em estações que ficam fora, pois pelo menos há lugar para colocar a cabeça, já nas subterrâneas, não há espaço nenhum, só o suficiente mesmo para o trem passar.

Segundo o NY Times, o garoto subiu, bateu a cabeça em uma viga, caiu nos trilhos e o trem que vinha atrás passou por cima dele. Sua amiga disse que ao ouvi-lo gritar por socorro, tentou segurar sua perna, mas não conseguiu, foi escorregando e o garoto caiu nos trilhos. Só conseguiram avisar o condutor na próxima estação, mas até avisarem não houve tempo de se comunicar com o trem que vinha atrás. O que não entendi foi porque no momento em que ele subiu e pediu socorro, não acionaram o freio de emergência. Sempre que tem avisos sobre como proceder em situações de emergência, falam para nunca acionar o freio, eu até me perguntava, pra que serve então? em que situação deve-se usar o freio? Essa era uma delas, ao menos se o trem parasse, com certeza haveria tempo de avisar o trem que vinha atrás e salvar o menino, caso ele já não tivesse morrido somente pela queda.

Aí vem a família dizendo que ele era um menino muito bom que jamais faria isso, que provavelmente deveria ter sido desafiado pelos colegas, aquela velha história "meu filho jamais faria isso". Se não fizesse, não seria um desafio de colegas que iria tirar o juízo do garoto. Às vezes parece que os pais são os que menos conhecem as crianças. Elas são uma coisa em casa e com os colegas são completamente diferente, e os pais confiam plenamente apenas naquilo que presenciam no pouco tempo que passam em casa com eles. Sei perfeitamente que os filhos agem de uma maneira com os pais e de outra com os amigos, afinal já passei por essa fase e também era assim. Quero ter dicernimento o suficiente e cegueira de menos para saber do que meu filho é capaz de fazer quando está longe de casa.

PS: Só para esclarecer, acho que me expressei mal, eu acho que os pais não tem culpa alguma, não é pela educação que deram que o menino faz isso, o que disse apenas é que os pais sempre saem nessa defensiva achando que os filhos nunca são capazes de fazer essas loucuras, ficam meio cegos.

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15.10.03- Acidente

Cheguei em casa agora e fiquei sabendo do acidente com o Ferry que liga Staten Island a Manhattan. Levei um super susto, eu estava lá na segunda feira com a minha mãe fazendo o passeio novamente mas dessa vez durante a noite para apreciar as luzes.

O acidente foi no terminal de Staten Island, não consigo me lembrar como é a chegada por lá, pois sempre estamos no lado oposto apreciando a vista quando ele chega. Uma pena, se não me engano são apenas 5 balsas que se revezam no transporte que ocorre de meia em meia hora. Dizem que ao chegar, o ferry bateu nas madeiras que ficam ao lado de onde ele para, e fez um rasgo na lateral, matando 10 pessoas, ferindo várias e algumas tiveram braços e pernas amputados, um verdadeiro horror...

Eu estava justamente no Ferry com o qual aconteceu o acidente, sei porque eu queria ter ido no Ferry George que é mais legal, e eu estava no Andrew. Tudo indica que foi o vento que causou o acidente, pois hoje em New York quase que EU saí voando na rua...

Update: vi no jornal que talvez tenha sido erro humano, pois o condutor tentou se matar depois do acidente...

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10.10.03- Mais Passeios


Hoje fomos passear depois de eu ir ao médico, mas novamente esqueci o cartucho da câmera, isso tá virando rotina :-(

Mais uma coisa que minha mãe achou bem diferente do Brasil, os consultórios médicos. Lá tudo é mais "sofisticado" as salas bem mais aconchegantes, no médico dela tem uma tevezinha pra você ficar vendo enquanto ele não chega, chá, café e mais outras mordomias. Aqui tudo é bem simples, normalmente o consultório tem aquela pintura de mil camadas de tintas sem lixar, pequeno e sem muito requinte. Ela achava que aqui seria o contrário por ser Estados Unidos, tudo seria melhor cuidado. Realmente foi algo que também percebi quando cheguei, não imagino um laboratório aqui como o Fleury em São Paulo, super bonito e moderno.

Enfim, fomos ao Garden of Eden e achei umas coisas bem legais por lá. Primeiro fiquei felicissima por ter achado o tal do fermento fresco, me economizou umas horinhas em ir até o Queens pois o mercado que a Lu me indicou fica lá, e eu estava indo às 8 da noite com as pernas já arriando, tudo pelo pão da mama. Depois encontramos tomate amarelo, NUNCA tinha visto antes, achei bárbaro, quando experimentar conto se é tão bom como o vermelhinho. Vi uma manga linda, e para minha surpresa era "made" is Brasil! Acho que finalmente comerei uma manga docinha, assim espero.

Continuamos andando pelo mercado, e encontramos o balcão de azeitonas, muita variedade mesmo, tinha de vários tamanhos, de vários lugares, umas exóticas, vermelha, temperadas etc... E eu não sabia se podia experimentar, (até agora não sei) e mesmo sabendo da "sorte" que tenho com confusões, eu e a mama pegávamos algumas para experimentar. Fui perguntar para um funcionário aonde tinha chocolate e ele foi me levando, e passamos pelas azeitonas novamente. Vi uma com recheio, peguei e falei pra minha mãe pegar outra, mas quando botei na boca, MEU DEUS, o recheio era pimenta. O rapaz do mercado olhava pra mim, perguntando se era aquele chocolate que eu queria mas eu não conseguia responder. Só saía lágrima dos meus olhos, olhei pra trás, minha mãe com uma careta HORRÍVEL (detalhe: ela ama pimenta). Caímos na gargalhada claro, e o cara sem entender absolutamente nada, acho até que achou que estávamos rindo dele. Só consegui confirmar com a cabeça que era aquele chocolate mesmo, sem ter visto nada, pois a agonia era tanta que acho que fiquei até cegueta. Eu só conseguia rir e chorar, minha garganta estava pegando fogo! Corri para as frutas e catei uma uvinha para aliviar. Ainda provamos uns queijos (esses eram permitidos com certeza), para aliviar a queimadura na garganta, ainda bem que adiantou um pouquinho, apesar de a asia já estar a mil. Até agora minha garganta está meio arranhadinha, horas depois do "acidente".

Não posso deixar de mencionar o queijo que eu AMO, que lá estava por $5.99 enquanto eu pagava $12.00 na Dean e Delucca. ROUBO!!! Quando forem no Garden, provem a sopa de peixe! É simplesmente MARAVILHOSA! Nunca tinha experimentado, o cheiro é magnifico e o sabor também. Hoje foi dia de descobertas gastronômicas, a não ser pela azeitona, que eu realmente poderia ter passado sem essa, mas como diz o Sergio, BEM FEITO quem manda meter o dedo aonde não deve... diga-se de passagem que só faço essas loucuras com a minha irmã ou mãe, com ele jamais faria isso ;-)

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08.10.03- HUNF HUNF HUNF!!!!!

Não adianta, não me acostumo com a grosseria do povo daqui, me sobe o sangue, vontade de mandar pra PQP.

- " Alo, sou da Dishnetworks, estou tocando a campainha e ninguém atende"
- "Sim, porque moro no andar de baixo e você está tocando no andar de cima" (sempre fazem isso, não prestam atençao na p**** do endereço)
- "Se você sabe disso então, porque não me avisa?"
- "Porque não sabia que era a dishnetworks que estava tocando, apenas ouvi a campainha tocando sem parar"
- "ALO???"

Sim ela desligou o telefone na minha cara. Entrou em casa com uma cara de c* parecendo que estava me fazendo um favor.

Não dá não...

UPDATE: pior é que depois de 4 horas ainda fez um serviço péssimo, que não posso mais travar minha janela pois o cabo passa por baixo dela, na base... ai ai ai

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27.09.03- Murphy

O que é pior? Ir passear no Times Square, chegar lá e reparar que esqueceu o cartãozinho da memória da maquina digital, ou plena sexta feira a noite, se arrumar para ir a um barzinho, chegar no metrô e deparar-se com um mexicano, que de repente cisma de por o "treco" pra fora como se estivesse no seu banheiro e começa a fazer xixi em pleno vagão?

Fiquei abismada como ficamos incomunicáveis dentro do metrô. Não há nenhum interfone, nenhum contato possível com o condutor até que se chegue até a próxima estação. Como eu iria chamar a polícia para esse idiota? Até que eu chegasse ao vagão aonde está o condutor ele já teria escapado. Fiquei com ódio devido a impotência de se fazer algo contra esse cara. Ele literalmente tirou o negócio pra fora, e mesmo sentado no banco começou a fazer xixi. Estava eu e minha mãe mais perto, o resto do pessoal estava afastado, mais pro fundo. Só percebi devido ao barulho, e quando ele terminou não fez questão alguma em esconder, simplesmente ficou lá "balançando" e olhando pra gente, com aquele olhar de tarado mesmo. Eu corri e saí do vagão, fui pro próximo, e rezando para encontrar um policial. Se eu tivesse encontrado esse cara estava perdido... E minha maior frustração foi não ter podido fazer absolutamente nada.

Acho que estou no meu inferno astral.

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25.09.03- Atendimento Zero

Eu adoro Nova Iorque mas realmente me tira do sério a atitude de pessoas estúpidas e que estão cagando e andando para o cliente. No Brasil consumidores são infinitamente mais respeitados, apesar de aqui ser o país do consumismo.

Hoje fui passear mas definitivamente não foi o meu dia. Primeiro fui ao Central Park, mas estava fechado da 90 até a 60 street devido a um show da banda Dave Mathews. Parei com minha mãe em frente ao Dakota, o prédio aonde Jonh Lenon morava para tirar uma foto, e um membro do Staff que estava organizando o evento, me disse que eu não poderia parar alí, que deveria continuar andando. Primeiro, eu estava na rua, nem na calçada estava, segundo, a fila pro show estava encostada na calçada então aonde eu estava nem atrapalhava. Respondi que iria tirar uma foto, e que eu estava na rua. Ele me mandou atravessar a rua se quisesse tirar foto. Andei apenas alguns passos para frente e ao lado de um POLICIAL, tirei a foto, sem que ele dissesse nada. Isso tudo o cara falando super grosso, sem nenhuma delicadeza ou ao menos educação.

Desisti de ir ao Central Park e fomos andar no SOHO, quando resolvi ir à loja Ricky's. Chegamos na parte de escovas de cabelo, estavam várias alí a venda, e eu sem pensar peguei uma e testei para ver se era boa. Rapidamente um segurança veio e disse : "Você vai ter que pagar por essa escova" Eu disse: Pq? pq eu testei? ele respondeu que sim, claro bem ríspido, e então eu disse: "Aonde aqui está escrito que não posso testar a escova?" Ele me disse que era questão de bom senso e que não precisava estar escrito que não pode se testar uma escova de dentes na farmácia para que eu não a testasse. Primeiro que não se pode comparar uma coisa com a outra, segundo que a escova de dentes por questão de higiene é selada. Concordo que não é legal mesmo ficar testando as escovas, mas na hora nem me liguei, e mesmo o erro sendo meu, ele não precisava ser tão rude. Se tivesse chegado e dito "Senhora, não é permitido testar as escovas" eu teria pedido desculpas e tudo ficaria bem. Mas ele aos berros falou tudo isso pra mim, e quando eu disse sobre o aviso, ele disse que não iria colocar aviso algum, e respondi então que era problema dele, e que eu não ia pagar a escova.

Saí de lá revoltada, tanto que voltei para falar com o gerente, contrariando meu marido que já sabe que tanto vendedores e gerentes não estão nem aí para bom atendimento. Ele tinha razão, o gerente, que mais parecia um maloqueiro daqueles bem folgados, não deu nem trela para o que reclamei, e quando perguntei o nome do indivíduo, ele se virou pra ele e disse: Ela quer lhe reportar. O segurança estúpido fez questão de escrever o nome dele pra mim e rindo ainda, como se fosse realmente um prazer me dar o seu nome. Sei que é uma besteira, mas isso me irritou muito e acho que se ficamos quietos, estamos incentivando esse tipo de atitude. Vou procurar o escritório central e fazer minha queixa.

Isso realmente é uma coisa que me broxa ficar aqui nesse país. Ainda mais que na hora H eu não sou americana e se eu ouvir "volte para o seu país" acho que não responderei por mim. Dá vontade de jogar tudo pro alto e realmente voltar pro meu país aonde falo com meu povo e minha língua e sumir desse lugar de povo mal educado e estúpido.

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17.09.03- Caos

A rua aqui está um caos. Não sei bem o que aconteceu para que precisassem abrir o meio dela quase de ponta a ponta. O curioso é o horário de trabalho deles, começam às 6 da manhã e param às 3. Não entendo porque não começam às 8 pelo menos e vão até às 6. Seis da manhã é muita sacanagem, está quase na hora de acordar, mas são as últimas preciosas horas de sono, que eles acabam com elas.

Agora imaginem a escavadeira que é bem delicada iniciando suas atividades "de madrugada". Claro que não dá pra dormir direito, e pra piorar a casa fica lotada de terra. Ontem eu lavei as escadas aqui na frente e hoje já estava tudo sujo novamente. E minha rua que era tão pacata...

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Estava um dia andando pela Broadway no Soho e me deparei com essa vitrine, uma mulher sendo pintada ao vivo. Tinha um monte de gente olhando e mais um bocado tirando fotos, alguns sem acreditar que a mulher estava alí nua e sendo pintada. Tudo para chamar atenção para uma loja nova, a Lounge. Já entrei lá uma vez, é bem grande, tem um DJ tocando ao vivo e um café. Acho que são várias lojas nesse mesmo espaço, só sei que achei meio carinho e nem perdi muito tempo por ali.

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11.09.03- September 11

Dois anos após os atentados as homenagens estão diferentes esse ano, menos eventos, as pessoas estão mais tristes e mais emocionadas. Vivemos durante o ano tentando esquecer o que aconteceu em 11 de setembro de 2001, tentando levar a vida como se nada tivesse acontecido, claro não pensamos nisso mais todos os dias, mas inevitavelmente, quando vemos uma fumaça no horizonte causada por algum incêndio, ou quando acontece algo como o blackout, a primeira coisa que nos vem à mente é que mais um atentado aconteceu, quando normalmente pensaríamos primeiro num simples incêndio ou numa falta de luz normal. Para mim esse é o trauma que ficou.

Lembro que ha dois anos atrás, quando vi as torres pegando fogo assim que saí do metrô, a primeira coisa que pensei foi: "Nossa o twin towers pegando fogo! Isso é histórico, preciso da câmera". Mal sabia que a coisa era muito pior, mas infelizmente essa "inocência" morreu, sei que toda vez agora eu eu vir uma fumaça, um aglomerado de bombeiros e policiais vou sempre pensar em atentado em um primeiro momento.

No dia a dia não ficamos lembrando das imagens, mas hoje no aniversário do atentado, as cenas voltando a TV parece que tudo volta um pouco, e nos damos conta do absurdo que foi aquilo. Imaginando o horror, o pânico, a dificuldade das pessoas em sair daquela confusão... Recebi a revista New York ontem e estava lendo sobre os únicos 16 sobreviventes à queda das torres. Um deles relatando que quando estava no 22º andar as paredes começaram a se afastar e ele ficou em queda livre. Isso, pq ele estava no 64º e duas horas depois de começar a descer as escadas, estava apenas no 22º. Tudo despencou, e depois de duas horas ele acordou, pensando que estava morto, e só se deu conta de que estava vivo, pela dor que ele sentia na perna.

Fico imaginando como foi ou está sendo a recuperação de quem viveu tudo isso de perto, já que pessoas tem reações tão diferentes. Li que algumas já estão recuperadas, outras até hoje choram, e não conseguem mais trabalhar em edifícios, outras ainda sonham, mas levam uma vida normal. Se para nós que vimos tudo de longe já ficou uma marca horrível, para quem viveu de tão perto, realmente deve ser muito difícil esquecer algum dia todo esse horror. Lembro de estar no telhado do prédio do escritório assistindo a tudo aquilo e enquanto via eu imaginava quantas pessoas naquele momento estavam morrendo, quantas estavam gritando, chorando, rezando, correndo, caindo...

A cidade estava parada, e quando resolvemos ir embora fomos descendo, como eu não tinha como voltar para casa pois o metrô e ponte estavam fechados, fui seguindo para a casa de um amiga que morava em downtown. Passamos na frente ao St. Vincent's Hospital. A cena que vi foi chocante, mais de 100 macas para fora na calçada, médicos a espera de sobreviventes, mas nada chegava, não havia sobrevivente. Havia sim muitas pessoas se oferecendo para ajudar, doar sangue, pessoas vindo de outras cidades e estados, algo realmente comovente quando você para pra pensar que muita gente aqui é tão rude.

Agora ainda está em discussão como e o quê vai ser construído no local do desastre. Parentes das vítimas acham que deveria ter apenas um memorial. Hoje, em uma entrevista, uma delas disse que é horrível pensar que em cima do "túmulo" de seu parente haverá um Mc Donalds. Muitos corpos ficaram por ali mesmo, não deu para ser recuperado ou reconhecido. Na minha opinião, não dá para desperdiçar toda aquela área para um memorial apenas, a região precisa se reestabelecer, se recuperar. Deixar uma área daquele tamanho sem nenhum retorno financeiro vai realmente causar um grande prejuízo. Acho que dá para unir as duas coisas, e no mais, precisamos de um novo skyline para a cidade, pois até hoje, quando olhamos de longe, sentimos falta de ver aquelas torres que eram o simbolo de NY. Eu particularmente não gostei da arquitetura do novo complexo de prédios que vai ser construído ali. Em uma região onde todos os prédios tem uma arquitetura mais conservadora, vai chegar algo futurista para destoar do restante. Queria as torres de volta, mas como não é possível, que apenas tenha algo para devolver a identidade de NY, apesar de achar totalmente sem identidade esse projeto novo, não são fortes e marcantes como o Twin Towers.

Para quem quiser dar mais uma olhadinha nos detalhes do novo projeto, o site traz bastante desenhos.


Update: Esse é o projeto que dizem que foi aprovado, mas ouvi dizer também que não foi escolhido ainda, que vão anunciar o vencedor, informações desencontradas, assim que tiver mais certeza de algo, escrevo por aqui.

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05.09.03- Estúpidos!

Estava lendo um post da Mary Jane sobre a estupidez das pessoas aqui em NY. É impressionante como elas são rudes e mal educadas. Leiam o post dela sobre o que aconteceu no supermercado, achei um absurdo, mas já aconteceu comigo tantas vezes coisas parecidas que nem me espanto mais. O ruim é que depois de uma situação como essa, você fica se sentindo mal exatamente por sempre achar que não agiu como deveria, que não respondeu o que deveria.

A última que me aconteceu foi na Bath Bed and Beyond, em pleno sábado. Fui lá e ao ver uns pratos que eu tb tenho resolvi perguntar para a vendedora pq os meus estivessavam rachando o verniz. Um custo para achar a moça e quando achei ela disse: "um minutinho". Esperei, esperei, e resolvi ir atrás novamente. Ela ainda estava acabando de atender um casal, e teoricamente eu seria a próxima pois ela tinha pedido um minutinho para acabar de atendê-los, e quando fui atrás dela tinha uma mulher esperando pra falar. Ok, eu espero mais uma... A mulher disse a ela: "Tenho uma dúvida sobre uns talheres", e já saiu em direção aos talheres, mas a vendedora não foi atrás, respondeu apenas a última pergunta do casal, e então a mulher vendo que a vendedora não a tinha seguido, voltou, mas aí eu ja estava na frente, e comecei a perguntar. Nisso a mulher já foi abrindo a boca pra reclamar, afinal ela achava que estava na minha frente, e antes que ela falasse eu me virei e disse: "Eu já tinha falado com ela antes ok?"e falei meio brava pq eu já sabia que a fulana já vinha reclamar, pois eles aqui nao tem papas na língua, falam tudo o que pensam.

Enquanto eu estava perguntando, a vendedora disse que eu poderia levar os pratos pra trocar, sem me responder o pq eles estavam rachando. Então eu disse: "Bem vou trocar mas até aí vai acontecer novamente" na verdade eu queria uma resposta mais técnica afinal poderia acontecer de novo. Resposta da vendedora: "Então troque por outro modelo". Nisso a idiotinha da mulher começou a rir. Meu sangue subiu, mas contei até dez, agradeci a vendedora e saí, quando ouço a folgada dizendo "Você é pessoa mais rude do mundo". Eu como achei absurdo ter ouvido aquilo mesmo, pedi que ela repetisse, e ela repetiu. Virei bicho, disse que rude era ela pois apesar de eu estar na frente dela ela já veio querendo reclamar etc etc e soltei o famoso "shut up your fucking mouth". NOSSA nem acreditei que falei aquilo. Achei que nunca fosse dizer, mas vc vai ficando calejada...

A penúltima foi em Times Square, a maior muvuca e uma negra imeeensa atrás de mim batendo no meu pé. Eu olhei pra trás e ela olhou pra mim e disse: "Come on move move!!!" eu disse, " I'm trying" ela retrucou: "So, move your fucking ass, your bitch!" Fiquei estarrecida, o que eu ia responder para aquela criatura?

Pior é que isso são situações normais aqui em NY. E elas me perseguem... já me peguei com uma no metrô, já levei bengalada de um doido... enfim, that's NY, e jajá iremos adquirir a famosa atitude nova iorquina. Lei da sobrevivência.

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04.09.03- Consulado Brasileiro Sucks!

"Se está chamando dos Estados Unidos pressione 1, se está em ligação internacional, pressione 5" - Ok, pressionando1
"blablablabla para passaportes pressione 4" - Ok, pressionando 4
"Setor de passaportes funciona das 15:00 as 17:00hrs, favor ligar no horário de funcionamento"

Ok, vamos ligar ás 4 da tarde...

"blablablabla para passaportes pressione 4"
"blablablabla se você quiser renovar seu passaporte ligue no número 917-777-1726" - Ok, Discando...
"A extensão discada 1726 não está atendendo, para falar com a telefonista pressione 0" Ok, pressionando 0...

"blablablabla para passaportes pressione 4"
"blablablabla se você quiser renovar seu passaporte ligue no número 917-777-1726"
"A extensão discada 1726 não está atendendo, para falar com a telefonista pressione 0" Ok, ligando de novo

"Se está chamando dos Estados Unidos pressione 1, se está em ligação internacional, pressione 5"

Vamos então pelo jeitinho brasileiro mesmo, pressionando 5...
"- Consulado Brasileiro boa tarde"
"- Por favor, setor de passaportes?"
"- Um momento, vou transferir"

Finalmente...

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15.08.03- Escapei do apagão do Brasil e peguei o de NY!


Vou relatar como foi minha tarde de apagão ontem, afinal nada de mais interessante aconteceu :-)
Estava trabalhando em casa e de repente tudo apagou, saí que nem louca desligando todos os aparelhos e fiquei sem saber o que fazer, mesmo porque achei que ia voltar logo. Tento ligar pro Sérgio, nada, pra Sthephanie e nada. Peguei a Luana e fui pra cama, liguei para o meu pai, pois estava completamente isolada e sem nenhuma notícia. Claro que a primeira coisa que passa na mente é que tem algo a ver com terrorismo, e como aconteceu em 11 de setembro, as primeiras noticias vieram do Brasil.

Fomos para o parque e em muito me lembrou aquele fatídico dia, todo mundo na rua, sem saber direito o que havia acontecido, radios ligados nos carros, as pessoas iam parando, se juntando para entender o que estava acontecendo, celulares congestionados e o povo desinformado. Ficamos mais calmas quando liguei pro meu pai (pro brasil sempre dá pra ligar) e ele disse que não era terrorismo e que em Manhattan tudo estava calmo em relação a isso, e o povo vindo embora a pé. No parque tudo normal, calmo, mas como os mosquitos estavam empolgadinhos demais não ficamos muito tempo.

Voltei pra casa e depois de tentar sem sucesso falar com o Sergio, fui dormir. Acordei quando meu celular as 8:45 avisou que tinha mensagem, fui ver e era o Sergio dizendo que estava a caminho. Quando ele chegou fomos na Deli tentar comprar bateria pra ouvir as notícias no rádio, mas claro, tudo esgotado. Em Manhattan uma lanterna custava entre $30,00 a $50,00 e tinha fila na Hardware Store para comprar.

O engraçado era ver todo mundo a noite na rua com vários tipos de luzes, aquelas azuis no chaveiro, lanternas grandes, pequenas, enfim uma salada. Em frente a um bar, tinha uma galera com som do carro ligado bem alto e fazendo a maior festa. Achei legal o clima, todo mundo calmo e levando na esportiva.

Estranho mesmo foi bem a noite. Não parecia que eu estava na minha casa. Um sentimento estranho mesmo, tudo apagado, silêncio como nunca vi igual. Resolvemos ver um filme no laptop, e rezar pra bateria não acabar antes do final.

Quando apagamos as velas e resolvemos dormir, foi MTO ESTRANHO! tudo um breu total não se enchergava absolutamente nada, não se ouvia absolutamente NADA! E o calor infernal não me deixou dormir direito. Já é o segundo fato importante que eu presencio nessa cidade, 11 de setembro, e o blackout 2003, espero não participar de mais nenhum!

As 4:30 da manhã acordei com as luzes, o ventilador ligado e os barulhos de geladeira, e campainha.
UFA, tudo normal de novo, liguei meu ar condicionado e fui dormir.
Hoje não temos metrô, então nosso final de semana será longo, vou aproveitar pra patinar no parque pois o dia está maravilhoso!

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11.08.03- Esse primeiro mundo...

Se engana quem pensa que aqui as coisas funcionam direito. A cia telefônica daqui, a Verizon é o pior serviço que já vi.
Eu já tive meu telefone desligado 3 vezes. Pior, a minha conexão por 3 vezes também foi cortada. Ligo pro meu provedor mas até eles processarem o pedido, virem aqui checar e perceber que o problema é na linha telefônica, agendar um horário com Verizon, isso numa quinta feira, eu só voltei a ter conexão na terça feira seguinte pois final de semana o setor que cuida das linhas de conexões, não trabalha aos sábados.

Quando o rapaz veio arrumar, eu perguntei o que havia acontecido, claro que eles nunca sabem explicar. Até que aconteceu novamente, e quando o técnico veio, eu perguntei novamente, e me surpreendi quando eles disseram que eles vem instalar uma linha nova, e se não tem um local lá no poste para instalar, eles arrancam uma e botam a nova. Juro que não acreditei quando ele me disse isso, e pior, nada adianta reclamar. Atendimento ao consumidor pelo menos aqui em NY é uma merda. Todo mundo é grosso, podem fazer a merda que for e você tem apenas que aceitar ou soltar um "fuck you" pra eles se quiser descarregar sua raiva. A maioria aqui atende mal, e se não estiver satisfeito, vá embora e não encha o saco. Essas coisas já estão me cansando e irritando profundamente.

Saldo da última visita da Verizon ontem: depois do telefone mudo, agora a minha linha e a do vizinho estão trocadas, e detalhe, na casa do vizinho moram dois adolescentes, ou seja, o telefone aqui em casa está me deixando louca.

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30.07.03- Banheira


Uma coisa muito comum aqui nos EUA é ter banheira nos banheiros. Quase todo apartamento que vc vai tem uma, é default. Adorei a idéia quando vim pra cá, pois eu sempre quis uma. Mas é bem como dizem, quando vc tem não usa, quando não tem, quer ter uma. Eu mal uso, então hoje indo na loja Bath and Body Works, que é uma das minhas lojas prediletas, resolvi comprar bath bubles para ver se me animo e fico na banheira relaxando, é que não tenho muita paciência de ficar muito tempo parada.

Cheguei em casa e fui preparar um banho para a mother in law. E dá-lhe eu botar o buble e a espuma não aumentava, derramei quase metade dele na água e olhem o resultado, ela quase se afoga, além de depois a espuma vazar tudo para fora da banheira.
Aqui tb é muito comum usar cortinas no banheiro, eu nunca gostei enquanto morava no Brasil, lá o mais comum é box de vidro ou acrílico. Mas aqui todo mundo usa, e tem uma variedade enorme delas, uma mais bonitinha que a outra, já me acostumei e já tive 3, o bom é que quando vc enjôa, é só trocar.


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01.07.03- Algo impossível de imaginar...


Alguém acha um relógio na frente da minha casa, acha que deve nos pertencer e o pendura no meu portão. Quando cheguei a noite e o vi pendurado, achei estranho e alí deixei. Ficou assim por 3 dias... ninguém voltou para pegar. Já presenciei situações como essa de pessoas deixarem as coisas aonde elas estão, mesmo sem ter alguém por perto ou um dono aparente. Mas essa do relógio (da fossil) pendurado no meu portão, bateu o record de todas!

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24.06.03- Preparem os repelentes! Essa

Essa nossa primavera chuvosa nos deixou essa herança: mosquitos mais famintos!

Com toda a água retida em pneus, latas de lixo etc, milhares de mosquitos estão amadurecendo e se preparando para o ataque. Toda essa chuva dificultou o controle da praga, porque cada nova chuva dilui os inceticidas.
O clima frio e úmido adiou o momento no qual os insetos voam, portanto quando voarem os insetos estarão maiores, pois tiveram mais tempo para crescer e estarão com mais fome quando o clima seco e quente marcar o início de sua estação de caça. Quando o tempo mudar e tivermos dias quentes e secos, eles estarão realmente procurando sangue...

Temos apenas que ficar atentos ao tal no vírus do Nilo... Já não bastasse as ameaças terroristas, mais essa aí pra atormentar!

ODEIOOOOO mosquitos!!!!!!!! Tem coisa mais chata do que eles?

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17.06.03- Malhação

Uma coisa interessante e que difere do Brasil são as academias de ginástica aqui em NY. Eu frequento a New York Health and Racquet Club, e a primeira coisa que achei demais foi ter toalhas disponíveis para tomar banho após as aulas. Não só toalha, o aparato todo pra um bom banho, tem toalha, shampoo, condicionador e sabonete líquido. Fora isso, tem um aparelhinho que vc poe o pé e ele solta aquele spray antisséptico. Era a perfeita caipira nos meus primeiros dias de academia. Na sauna eu demorei a perceber que aquele rolo de plástico era para usar para colocar embaixo do corpo lá dentro, eu usava sempre a toalha. Depois os saquinhos para podermos guardar o maiô após a natação e até uma mini centrífuga para tirar o excesso de água do maiô para não leva-lo encharcado de água. O piso é climatizado e então nunca está frio. Tem cotonete, cremes, elásticos, etc... Enfim você quase não precisa levar toda aquela parafernália dentro da mochila como eu fazia no Brasil antes de ir pra aula de hidroginástica. Fora a quadra de squash, um esporte que estou tentando me aventurar, cansa pacas mas queima calorias a beça tb.

Nesse verão eles abrirão o sundeck, já que não temos clubes em NY, dá pra pegar um bronze e se refrescar na piscina, apenas indo na academia. Fora o Yatch que eles tem, que podemos fazer um tour pela ilha e um club em uma praia próxima que podemos passar o dia por lá. E isso tudo por $99,00. Uma academia assim no Brasil, não custaria menos de 150 reais. Lembro que eu fazia a Bio Ritmo quando estava em Sampa e pagava uns 110, sendo que não tinha metade do que temos aqui, imaginem a Fórmula, Cia Athlética e Runner, que pelo que eu sei também não tem tudo isso não. A única coisa que fica a desejar, é que aqui não temos os instrutores de musculação à nossa disposição para fazer o programa e nos auxiliar, mudar a programação depois de alguns meses... Aqui só personal trainer. Fica uma pessoa nos orientando quando temos uma dúvida, mas se vc não tem mta experiência com exercícios de musculação e quer ficar sarado, terá mesmo que contratar um personal, que a hora não sai por menos de $85.

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16.06.03- FDS ótimo

Esse final de semana foi ótimo, há mto tempo não sentia que aproveitei tanto um sábado. Saí de casa às 13:00hrs e só voltei as 2:00AM.
Fomos comer uma feijoada no Emporium, que dispensa comentários. Depois fomos assistir um filme, Whale Rider, que eu recomendo a todos, é muito bom. Conta a história de uma criança que supera o fato de pertencer ao sexo feminino durante sua luta pela sucessão do seu avô como chefe de uma tribo maori. A atriz é simplesmente MARAVILHOSA. Não sei porque as crianças brasileiras são tão péssimos atores. Um ou outro se salva apenas.
O Legal de NY é exatamente isso, vc sai pra almoçar com uma roupa super casual, e acaba em um bar no village, sem precisar se preocupar em ter que voltar em casa para tomar banho, escolher a melhor roupa e sair. Me lembro uma noite passando em frente ao bares da Faria Lima, e todo mundo vestido como se estivesse indo pra uma festa, e pior quase todos iguais. O mesmo estilo, como se todos fossem uma tribo e se vc estiver num estilo diferente do que está na moda, vc é brega. Se fosse em São Paulo, iríamos ser olhados da cabeça aos pés, mas aqui não, cada um como quiser, sempre. Essa liberdade é que eu adoro.
Fomos no B-Bar & Grill, um bar muito legal, com mesas ao ar livre, e pra complementar, uma garçonete MUITO simpática, coisa raríssima em NY.

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13.06.03- O Lago

Eu adoro ficar olhando o lago do parque, seja no verão, quando tem os pedalinhos, ou no inverno quando ele está congelado, é o local mais disputado pelas pessoas que vem aqui passar o dia.
Estamos acostumados a ver lagos, mas fiquei muito surpresa quando o vi congelado. Em 4 anos que moro aqui só no ano passado eu tive a oportunidade de ver e fotografar. Aí fica aquela dúvida, será que pode andar em cima? Ou será que o gelo vai quebrar? Claro que para os americanos que estão acostumados com isso desde criança, deve ser super fácil saber quando está no "ponto" certo para poder andar com segurança. O que me intrigou é que não havia nenhuma placa, dizendo cuidado, gelo fino. Aí estava andando por lá com a Luana quando ela resolveu andar em cima dele. Deixei só um pouquinho, e como a coleira dela é retrátil, ela avançou um pouco e eu logo a puxei. Nisso a botinha dela grudou no gelo e ficou lá. E pra tirar? Dá-lhe procurar um galho pra tentar puxar a botinha de volta, comecei a jogar a coleira tentando laçar para poder puxar... uma comédia. E a dúvida persistiu, será que eu poderia ter ido lá andando?
Ele inteiro congelado e só o espaço aonde os patos e os cisnes ficam, que estava sem gelo, foi uma coisa que achei super interessante. Aliás esse cisne manda total no pedaço, costumo dizer que ele vem fazer a ronda na fronteira, por que as vezes ele está lá no meio do lago, e de repente vem pra beira, dá uma "geral" e vai embora novamente. Fica super bravo com os cachorros que se aproximam, tem até uma história que um deles no Central Park matou um cachorro que pulou lá para nadar.

Abaixo, as várias fases do lago.



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11.06.03- Vitrine doida

Arrumando umas fotos por aqui achei essas que foram tiradas no ano passado. Eu estava passando pelo Union Square, quando vi uma galera olhando para dentro de uma loja. Fui lá xeretar. Era uma campanha da Nike, e esse rapaz estava deitado ali imóvel. Fiquei tentando entender o que era, o que significava, tinham uns números e umas instruções para ouvir a história sobre o porque ele estaria tão exausto. Como estava com pressa, fiquei na verdade sem saber da história, se alguém passou por lá e souber, me diga por favor :-)

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04.06.03- Chuvas?


Lá fora está um dilúvio, eu já estava desacostumada com tanta chuva. NY comparada a São Paulo é uma seca. Esse ano que a primavera resolveu nos castigar e a chuva está muito constante pro meu gosto. Como tudo tem seu lado bom, ontem eu fui dormir só ouvindo o barulhinho da chuva, no maior silêncio. Aproveitando o momento saudosista, fiquei me lembrando da infância, eu deitada na cama ouvindo a chuva e com medo dos trovões. Tb me lembrei de Ubatuba, quando rezávamos a noite para que no dia seguinte fizesse sol, e íamos dormir com a chuva, esperançosos que o dia seguinte seria diferente. Ô chuvinha boa... mas ó, pode ir embora, já deu! Quero sol, praia e muito suor!

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06.05.03- Metrô

Eu adoro o metrô de NY, apesar de muitos acharem sujo e velho. Sim é verdade, poderia ser mais limpo, ter ar condicionado nas estações, mas sem explicação, eu acho charmoso assim mesmo... Até estranhei quando vi os trens novos, e até hj prefiro andar nos velhos. Os novos estão chegando aos poucos, já estão na linha 6 e L, alguns nas linhas 1,2,3,9. Esses trens novos vem com interfones para emergência em cada vagão, maior área de vidro para facilitar o monitoramento da polícia, assentos com design mais modernos para apoiar melhor a coluna lombar, gravações ao invés do próprio condutor anunciando para que seja mais fácil de compreender, e anúncio da próxima estação tanto por voz como por painel eletrônico. Esses são os trens que já estão em funcionamento nas linhas que mencionei, mas foi feito pedido para mais 660 vagões que terão alguns "features" a mais, como um indicador de que lado a porta irá abrir na próxima estação.

As tarifas subiram, agora o cartão semanal que eu pagava $17.00 vai pra $21.00, achei um aumento significante... e os tokens desde o dia 13 de abril não são mais vendidos nas estações.
O metrô foi inaugurado em 1904, e hoje transporta por semana uma média de 6,976,355 de passageiros, contando com 28 linhas e 6,247 vagões que transitam por 490 estações distribuídas nos 5 "boroughs" de NY.
Os metrô de NY está em quinto lugar no mundo em número de passageiros transportados anualmente, ficando atrás apenas de Moscow, Tokyo, Seoul e Mexico City.
Para quem chega a NY é meio complicado de entender como funciona o metrô, só de olhar o mapa que mais parece um caminho de rato, já dá um desespero, mas depois de uma semana já percebemos que é tudo bem simples. Só ficar atento no final de semana quando as linhas ficam meio "doidas" mudando o roteiro, o trem A na linha do F, o D na linha do C e por aí vai. Os condutores normalmente avisam, mas 80% das vezes é impossível de entender o que eles falam.

"This is a Brooklyn Bound F Train, the next stop is 14th Street" e "Stand clear of the closing doors" são as frases que ouço todos os dias e acho que daqui a 50 anos ainda vou me lembrar delas.


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21.04.03- Os Doidos de Ny

Ontem estava voltando do show, e me deparei com uma cena típica de NY. Um "maluco" fazendo o que lhe dá na telha, dentro do metrô.
Já vi de tudo alí, até um cidadão que levava sua própria cadeira e ía sentado nela, no meio do corredor. Não, não era uma cadeira que ele acabara de comprar, primeiro pq era velha e segundo que já o vi outras vezes sentado na plataforma esperando. Pior é que esse doido da cadeira estava sentado e rindo de outro rapaz que estava vestido parecendo um soldado britânico, como se ele fosse a figura mais normal do mundo.
Voltando ao maluco de ontem, ele estava simplesmente desmontando a bicicleta dele, tirou as rodas, engraxou tudo, mexeu nos rolamentos e nem aí com o povo que entrava e queria sentar perto de onde ele estava fazendo a "reforma"e estava atrapalhando. Um casal pediu licença e se sentou lá perto. Eu, devido as minhas experiências anteriores com doidos no metrô, preferi ir para o outro lado, mesmo que tivesse que sentar separada do Sergio, pois os únicos dois lugares juntos eram perto do louco.
Outro dia conto mais das minha aventuras com esse povo maluco... --------