05.09.11- A cara do Brasil Um texto que uma amiga do Facebook publicou, que achei o máximo! Preciso compartilhar, é realmente a nossa cara! O cara termina o segundo grau e não tem vontade fazer uma faculdade. Cenário típico: Delinquente de classe média/alta - estuda em colégio particular, como é indisciplinado é expulso, e o caminho natural é ir para o Objetivo. Então ele consegue o mais difícil, ser expulso também do Objetivo. Apronta, vai pra delegacia e o papai sempre diz que ele é um bom garoto, não é agressivo nem violento. Paga a fiança, e o bom garoto é colocado em liberdade. Papai passa a mão na cabecinha, troca o carro dele pelo carro do ano, e para descansar, férias em miami em hotel 5 estrelas. Acabei de ler na Globo.com, que querem tornar a licença maternidade de 6 meses obrigatória. Bem... como eu posso dizer que não gostaria? Toda mãe, ou grande parte, sonha em poder ficar com seu recem nascido o mais tempo possível, ainda mais nós que moramos aqui nos EUA, onde essa mamata praticamente não existe. Se tiver sorte, estiver em uma boa empresa, quem sabe consiga tirar 3 meses incluindo suas férias com remuneração, mas não tem lei que garanta isso, então vai de acordo entre funcionário e empregador. Já vi mães não tirarem mais do que duas semanas, algumas 1 mês, mas sem pagamento, enfim tem de tudo, mas o mais raro é alguém que consiga o que no Brasil era a lei, 4 meses. Como empregadora, vou dizer o seguinte: Ficar MEIO ANO sustentando uma funcionária em casa para cuidar do bebê, pra mim não compensa, o que vai acabar acontecendo é que na hora da seleção iremos levar mais em conta ainda a idade da mulher, se é casada, quantos filhos tem etc. Acho um exagero, desnecessário, ainda mais no Brasil onde a mãe tem suporte de família, mais condições de pagar uma empregada (estou falando pela classe média). Não entendo como isso pode ser aprovado nos dias de hoje, onde a mulher ainda luta muito para ter o mesmo salário dos homens, mesma oportunidade de emprego, e pelos eternos direitos iguais. Sou mulher, se fosse funcionária assalariada registrada iria adorar, mas a realidade é outra, a crise está aí, a falta de emprego também, e enquanto algo deveria estar sendo feito para resolver esse problema, vejo resoluções que ao meu ver, irão apenas agravar. Aqui nos EUA as leis favorecem as pequenas empresas, assim elas duram mais, abrem mais, e geram mais empregos. Esse protecionismo com o trabalhador que vejo no Brasil, não me mostra como estimular a criação de novos empregos, vejo sim cada vez mais gente trabalhando sem a tal da carteira assinada, pois as empresas não tem como arcar com todas as cobranças que incidem sobre um funcionário registrado. As mulheres que se preparem, o aumento da discriminação vem por aí! Férias, relax, sossego, pernas pro ar... acabaram hoje. Fazia tempo que não tinhamos férias quase 100% tranquila, chegar nos 90% foi a glória. Maceió foi perfeito, mesmo eu ficando 2 dias na cama, com alguma coisa que o médico chamaria de virose com certeza. Foram dois dias de cama-banheiro, e muito soro caseiro. Depois de Maceió, fomos pra uma cidade do interior, mas BEM interior mesmo, visitar familiares que eu não via há uns 20 anos. Fui ver dessa vez com mais interesse, a rua e a casa onde minha mãe morou, onde minha avófazia uma das coisas que mais gostava, plantar árvores frutíferas no quintal, e cuidar da sua horta. Foi dalí que ela saiu, pra vir pra São Paulo, e eu fiquei só imaginando como teria sido esse dia, sair de uma cidade que praticamente era apenas uma rua, para encarar essa selva de pedra. Próximo destino: Recife, ou "Recifia" como diz a Luna. Ainda não recuperada, deixei de fazer algumas coisas, ver algumas pessoas, afinal o tempo que já era curto, piorou com meu mal estar. No melhor dia, fomos a Olinda e tive meu um dia de carnaval. Achei que só seriam as prévias, algumas pessoas, mas jamais imaginei que as prévias de hoje, teria aquele monte de gente. Tocaram as músicas que eu queria ouvir, me maravilhei novamente, como sempre, com a alegria do pessoal, com esse carnaval de rua espetacular e com a cidade em sí. Olinda é bela, charmosa, especial e me enche de alegria só em andar pelas ladeiras, estando calmas ou não. Na verdade, percebi que minha época de aglomeração já passou mesmo que seja lá. Fiquei olhando, me encantando, me recordando e adorei ficar dessa vez, mais como espectadora do que como participante. Barra de São Miguel Depois de Maceió, visitar e apresentar pro Sergio um pouco da história da família Última parada, Recife e Olinda. AMO!!!!!!!!
RECIFE: Veja o restante do álbum Só pra não deixar meu querido blog abandonado, vim avisar que jajá colocarei o post das férias, e as fotos dos lugares LINDOS que passamos. Come back later to see the pictures! Só eu mesmo pra estar em Maceió, e pensar em postar no blog.... vcs nao tem idéia, uma casa a beira mar, num sol maravilhoso, com uma brisa maravilhosa, um mar mais do que azul, uma felicidade mais do que imensa, e uma vontade ainda maior de compartilhar esses momentos aqui. Jajá vem as fotos.
Sapato de criança bonitinho, do nível (ou parecido) dos que compro pra Luna lá, aqui não custa menos de 100 reais. Lá, pago menos que a metade disso, e sei que estou comprando um dos mais caros. Se resolvo economizar e comprar algo baratinho, a qualidade ainda é boa, mas aqui um sapatinho baratinho como os que compro lá, são de péssima qualidade. Fui comprar Pad pra Luana fazer xixi, e paguei obviamente um absurdo, e isso porque comprei o mais barato. É tão porcaria que o treco que tem la pra absorver o xixi fica saindo, é escasso, e não fica uniformemente distribuído. Sem falar no preço de roupas pra criança que é proibitivo. Nem olho mais, passo direto pelas vitrines, mas ontem uma delas escapou. Luninha está louca por uma fantasia de bailarina, e ao passar pela Pampili do shopping Morumbi, vimos uma fantasia de fada, logo na vitrine. Eu, que acho fantasia de princesa ou qualquer uma de tule cor de rosa HORRÍVEIS, me rendi a essa. Realmente é diferente, estilosa, e a sapatilha tem uma rodinha em baixo que facilita a criança a rodopiar. Luna se apaixonou, mesmo sendo de fada, mas ao perguntar o preço... R$ 250,00 o conjunto inteiro. AFFF! acho que pra quem mora aqui,mesmo que não tenha muito dinheiro, e que já está acostumado com esses preços, pagar em 10x etc, pode até parecer meio exagero meu, mas talvez isso explique porque as pessoas tanto ostentam por aqui. Estar no Brasil é sempre um mix de sentimentos, que sempre me deixa com a mesma sensação: nunca dá pra se ter tudo. Se ganho aqui, perco alí mas o que eu quero ganhar ou perder? ô respostinha complicada.... Mas enfim, é sempre MUITO bom estar aqui, uma delicia desde o momento que saio do avião e vejo a expressão de felicidade de quem me espera. Ouvir português por todo lado, me causa estranhamento, mesmo parecendo ser tão óbvio, afinal estou no Brasil. O clima gostoso, a chuva, me fazem sentir em São Paulo mesmo, inclusive o caos na cidade, mas ainda bem que não fiquei presa no louco congestionamento causado pelo último alagamento. Luna está curtindo imensamente todos os mimos, de todos os lados, e surpreendendo todos com suas frases, a última foi quando ela pediu pra vovó colocar a música no carro da "onça pintada". Imaginem, Luna pedindo uma música ("Como dois Animais) do Alceu Valença? Coisas que só o Brasil faz com você hehehe. Não tem como não engordar aqui, é MUITA tentação, muita comida boa, como a gente come bem nesse país não? Ok, fazemos regime depois com aquela comidinha mais ou menos de NY e fica tudo certo, mas minha feijoada, meus docinhos, não posso deixar de comer, prazer assim, só uma vez por ano. Não tem como comprar nada aqui, ô lugarzinho caro! Roupa, comida, cinema, carro, só não empregada. Presentes de natal comprados em NY claro, aqui sem condições. Uma camisetinha normal, de uma lojinha no shopping que nunca ouvi falar, custa R$ 74,00. Estudar para renovar minha carteira de habilitação, é um pé no saco. O sol poderoso ainda não mostrou sua cara, só porque estou louca pra nadar na piscina do prédio. Tem nada não, Maceió no final do ano está chegando e eu desconto, com muita areia branquinha, mar azul, casa beira mar, diversão garantida. É muito bom estar aqui. Nunca fui tanto ao teatro em tão pouco tempo como nessa viagem a São Paulo. Aliás essa viagem foi diferente das outras, não fiquei na casa da minha mãe já que minha irmã está acampada como marido dela lá até o final do ano. Dessa vez, fui muito menos ao shopping e não comprei ABSOLUTAMENTE nenhuma roupa pra mim. Nem renovei o estoque de calcinhas, nada, apenas um brinco que depois de 2 semanas já perdi. Tudo muito caro, mas MUITO caro. Roupas estão o "olho da cara", nem ganhando em dólar dá pra achar que é vantagem comprar no Brasil. Já a Luna ganhou uns brinquedinho que não acho por aqui, mas o consumo maior mesmo foi no teatro. Foram 4 peças e por falta de tempo não fui mais. (não fui de férias) 1- Chapeuzinho Vermelho - Teatro Ruth Escobar 3- Minha Mãe é Uma Peça - Teatro Gazeta 4- Dona Flor e Seus Dois Maridos - Teatro Faap Marcelo Faria e Carol Castro, estão espetaculares. Duda Ribeiro e o restante do elenco também estão muito bem, engraçadíssimos. Adorei o início, e obviamente me tocou ainda mais, por ser uma peça que me leva de volta ao nordeste, o que é sempre uma experiência adorável. Música, cenário, trilha sonora, organização e atuação impecáveis. Prêmio Shell de melhor ator para Marcelo Faria. MERECIDO, Vadinho está "maravilhoso" :-) Dica: Comprem assentos no corredor, já que eles atuam bastante alí na "passarela" a visão fica ainda mais previlegiada. Fileira até a E, meio, corredor e lado ímpar é a melhor pedida. Desconto de 50% com direito a acompanhante para funcionários da Gol e clientes Smiles.Carol Castro deve deixar a peça esse mês, mais um motivo para eu ver novamente depois, pra ver quem será a Dona Flor. << No Mundo da Luna: Um Peixinho >> Não parece que já estamos há 20 dias no Brasil, com tanta coisa ainda pra fazer. Final de semana passado, já matamos algumas coisinhas da nossa listinha. Sábado- Fomos ao Parque da Mônica (que não gostei) depois de comer na praça de alimentação do shopping eldorado e se deliciar no pave de Morango do amor aos pedaços. Foram quase 5 horas num parque cheio, com brinquedos que achei repetitivos,em um deles foi 1 hora na fila de espera (imagine a paciencia de uma criança pra isso) para aproveitar apenas 2 minutos, mas compensou ver a Luna olhando encantada na hora do abraço na Magali e na Monica. Saímos de lá correndo, foi só o tempo de deixar a Luna na casa da vovó e corrermos para o Teatro Gazeta assistir “Minha mãe é uma peça”. Adorei, dei muita risada, e acho que gostei mais do que meus acompanhantes pois fui a única que tinha uma mãe reclamona e dona de casa :). Para fechar o sábado, jantar no Anita, um restaurante do momento, instalado em um antigo Bordel. AMAMOS. Domingo- Dia de visita à casa do Vovô, onde Luna se divertiu um bocado. Almoço baiano, mas foi um pouco curto, pois tinhamos que correr para o Teatro Ruth Escobar, para assistir a Chapeuzinho Vermelho. Chegando até as 15:00hrs o ingresso seria 8 reais para cada pessoa, mas chegamos às 3:10 e tivemos que pagar o preço normal, 20 reais cada adulto, criança pagava 10. Que delícia, Luna ficou encantada, e eu ri muito com o lobo mau. Uma peça que anima adultos e crianças, todos nós adoramos tudo, e o melhor foi ver a Luna, no final da peça, no colo do tão temido lobo mal, que depois disso, virou “bonzinho”. Final de noite no pão de açucar da marginal, onde Luna se divertiu com um carrinho de compras para crianças (idéia genial dos marketeiros) e para uma foto da ponte estaiada. Agora, estamos de férias (5 dias) em Maceió. Chegamos no sábado, e hoje Domingo, foi apenas chuva. Próximo post falarei dessa cidade que tanto gosto, ainda que não tenha conseguido colocar o pé no mar. Quem sabe amanhã? Enfim em casa. Posso ficar anos morando fora, mas quando chego aqui, sinto que meu cantinho, meu cenário dos meus sonhos é SP. A viagem foi ótima, apesar da correria, e sermos anunciados para embarcar pois éramos os últimos. Luna chorando porque queria carregar a mala dela, mas sem andar rápido, eu estressada com o horário, indo no gate errado, enfim adrenalina total. Chegamos no avião, e ela ficou maravilhada. Assistiu o filme "Bolt" na maior folga, tomou o leitinho antes de dormir, e ficou encantada, dizendo que estava no céu. Dormiu a noite inteira, se comportou lindamente, junto com a Luana que veio na cabine conosco. O intenso trânsito na marginal foi a recepção mais "paulista" que poderíamos ter tido. Luna curtindo o visual novo, e o máximo foi ela reconhecer a bandeira do Brasil e depois a Ponte Estaiada, que ela sempre vê no meu desktop. Várias mudanças desde a última visita, ruas e prédios novos, Monark demolida, minha rua que mudou de cara devido ao imenso prédio no final dela. Luna fala com quem for no elevador, na rua. Fala em inglês e as pessoas acham a maior graça. Apesar de estar adorando passear no shopping com a Vovó, ser paparicada pela família toda, hoje acho que a saudade bateu e ela pediu pra ir pra "casinha" dela em New York. Fora isso, ver tantos guaranás nas prateleiras do supermercado, variedade de sucos maguary, linguiça, pão francês, mamão e ter pastelaria aqui na esquina, dá um conforto enorme. Assustador mesmo é o preço das coisas. Suprimentos para escritório, (50dvds por 70 reais, 100 em Ny custa 19 dolares) roupas, cinema, estão o olho da cara, cada vez que venho, estão mais caros. Preço dos carros, da lava-louça, do limpador de para-brisa (70 reais), e dos restaurantes, também entram na lista. Estamos amando, o clima está perfeito, (estou tendo a primavera que nao apareceu em NY) e o melhor é que a alergia da Luna desapareceu. Andar de carro é tudo de bom, mas o trânsito intenso está cada vez mais tirando parte desse prazer. A simpatia do nosso povo, é priceless. Em muitos momentos, a minha vontade é de rasgar a passagem da volta, mas quando paro no farol, vejo moto se aproximando do carro, e meu coração já fica meio acelerado, logo desisto de rasgar a passagem... Neuras que são mais exageradas depois que vivemos e experimentamos o prazer de não temer a aproximação de pessoas do seu carro, tirar foto na calçada com sua máquina top, abrir seu laptop em local público, e falar no seu celular sem se preocupar com mais nada.
Bom pra quem está longe e precisa da documentação, ruim pra quem tá longe e precisa de segurança. Para pegar segunda via do registro de nascimento, não precisa que o requerente seja a própria pessoa, ou alguém com procuração, ou alguém da família. Sergio precisou da sua certidão de nascimento e a única informação necessária para o motoboy fazer o pedido era nome, data e hora de nascimento, hospital nome dos pais e cartório que foi registrado. Mais simples, impossível. Fico pensando se alguém sabe desses dados que não são difíceis de descobrir, resolve pegar uma certidão dessa, e ir lá tirar um RG no nome dele... estranho não? Para fazer um pedido (via contador) das declarações de imposto de renda de uma década atrás, basta apenas um documento, assinatura reconhecida em cartório e pronto. O mais fácil ainda é contar com serviços online de cartórios, como o www.certidao.com.br, são vários documentos que podem ser pedidos online, e depois a maior dificuldade será selar o envelope e mandar pra cá. Mas será que com essa facilidade, ainda estamos seguros da nossa privacidade? Não entendo porque no Brasil, as pessoas precisam de todo jeito diferenciar empregados de patrão. Aliás, isso acontece quando a diferença entre eles é bem significante, pois em empresas normais, dificilmente você saberá quem é por exemplo o designer, o diretor de arte ou o dono da empresa apenas por olhar para eles. Mas, andando alí no calçadão do Rio de Janeiro, nas pracinhas dos bairros nobres de São Paulo, imediatamente conseguirá dizer quem é a babá e quem é a mãe. Não pelas semelhanças físicas com os bebês que estão carregando, mas simplesmente pela roupa que usam. Babá tem que usar uniforme. Me digam, pra quê? Pequeno... Wikipedia:
Não acho São Paulo uma cidade bonita. No geral a arquitetura é muito variada, calçadas mal cuidadas, falta beleza e graça, no entanto alguns lugares específicos me deixam encantada. Acho lindo a Marginal Pinheiros a noite, na altura da Cidade Jardim. Gosto da visão que tenho, quando vou ao Pão de Açucar (que fica ao lado da Leroy Merlyn) de madrugada. O negro do céu e as luzes cor de abóbora dos postes beirando o Rio. O próprio supermercado, é bonito, charmoso e tem essa vista previlegiada, com uma brisa gostosa, nesses dias de calor abençoado. Ai São Paulo, se não fosse sua violência seria quase impossível ir embora pra NY conformada que é melhor assim. Ontem foi um dia tipicamente paulistano, chuva o dia inteiro, trânsito recorde. Eu gosto, me trazem lembranças de quando eu morava aqui, e essa chuva era mais uma parte desse cotidiano maluco. Uma pena que a cidade pára, ninguém é pontual, e todos usam a chuva como desculpa para todos os males. E como tudo tem um lado bom, a chuva espantou os pernilongos, que me perseguem todas as noites. Desacostumei com esses insetos famintos, que além de chupar nosso sangue, não nos deixa dormir em paz. Mas nada como estar em São Paulo, que com todos os seus problemas, ainda esbanja charme e alto astral pra compensar tudo isso. ... que não foram férias na verdade, pois continuei trabalhando, até mais do que em NY. Hora de botar ordem na casa, resolver problemas do escritório, alinhar as pendências. Fora isso, mais horas gastas em trânsito, o que me fazia chegar em casa todo dia depois das 20:00hrs. Tendo a vovó cuidando da Luna, me dava mais tranquilidade para tentar resolver mais coisas por dia, e ficar no escritório até umas 18:30- 19:00hrs, ao contrário de NY que eu saio correndo as 5:30, e no máximo 6:30 já peguei a Luna na escola e já estou em casa. Aqui, ao sair do escritório, não dá para saber que horas chegarei em casa. Tudo depende do bom humor da Berrini. Nunca mais reclamarei do meu metrô, mesmo quando ele atrasar e virar expresso. Fizemos um pouco de quase tudo, mas faltaram muitas coisas a serem feitas também. Nesse um mês fizemos comprinhas (tudo muito caro nesse país), fomos pra praia, fui ao cinema 3 vezes, duas apenas para assistir o maravilhoso TROPA DE ELITE (próximo post), perdi chave do carro, esqueci carteira na loja, comi bolo e pavê de morango do Amor aos Pedaços, muita feijoada, pão francês, pão de queijo, carne, carne, e mais carne. Dezembro. Pra Dezembro também ficará a visita para minha prima Adriana que teve um baby e eu nem consegui visitar-los. Também adiamos um almoço com a super amiga Tati, e nem consegui visitar a minha cunhada, que está de cama devido a um problema de coluna. Pra piorar ainda meu curto tempo, meu computador morreu e perdi inúmeras coisas de trabalho. Ainda fiquei devendo um telefonema pra Grazi, e a visita da minha tia Leta e Tia Tércia. AAAAi que horrível a sensação de ir embora e ter deixado de fazer tanta coisa. Pouco tempo pra muita coisa, mas o consolo é que início de Dezembro estamos de volta, e aí consigo colocar as coisas em dia. Férias mesmo quem teve foi a Luna, que se esbaldou nas brincadeiras, na festa, na praia, nos mimos da vovó, nos playlands, e nos doces. Ela vai sentir MUITA falta de toda essa farra, vamos sentir saudades juntas. Como São Paulo muda os ânimos e ritmos. Dá vontade de tudo, de comprar roupas, de se arrumar, de sair, beber uma boa cervejinha, que fico até sem tempo pra escrever no blog. Aqui perco mais tempo no trânsito, chego em casa bem mais tarde do que eu chegava em NY. Percebo muitas construções, prédios e mais prédios, praças, não vejo, que pena. As poucas praças que tem, são mal cuidadas, abandonadas. Uma nova ponte pra desafogar o trânsito aqui perto do Morumbi, aliás, que trânsito infernal, cada dia pior. E os preços? Tudo muito caro, cinema , comida, roupa. Até o sapateiro está ficando caro... Mas como eu amo a minha cidade. Boas lembranças, saudades de tempos que não voltam. Familiaridade com tantas coisas, aproveitando a simpatia das pessoas, almoçando fora do escritório com os colegas de trabalho num clima que nunca consegui reproduzir em NY. Como é dificil essa dualidade de sentimentos. Ou NY ou SP poderia ser muito ruim, aí minha vida e escolhas seriam tão mais fáceis... Como estou comendo bem... roteiros gastronômicos de primeira (nada econômicos). O que tem de deliciosa, tem de cara essas comidas magníficas. Mas uma vez ao ano, eu mereço. Não é fácil comer todo dia e sentir que não comeu o que estava desejando. Trindade, restaurante português na rua Amauri, magnífico. Comi um bacalhau maravilhoso, e uma sobremesa de tirar o fôlego. Semana seguinte, Carlota em Higienópolis, o filé mignon ao vinho do porto com risoto de figos, é irresistível, mas cedi a tentação, para poder provar algo diferente dessa vez, e fui de Haddock, batatinhas com creme azedo e dill com purê de maçã. Ai Ai... sem palavras, dá até desânimo de voltar pra NY e começar o martírio gastronômico novamente.
Para descontrair, uma foto bem patriota, para todos os: - Brasileiros que acham que o Brasil está bom. Ainda bem que nossos atletas fizeram bonito, pra compensar as pessoas mal educadas que estão assistindo o Pan ao vivo, que fizeram muito feio. Vaiar a delegação americana... que coisa mais ridícula. Por que são arrogantes? Por que um imbecil americano escreveu "Welcome to the Congo"? Isso apenas mostra e confirma a ignorância deles, mas nem por isso justifica as vaias. Estamos sediando, temos que mostrar que podemos fazer isso da maneira correta. O que todos comentavam e temiam era a violência do Rio. Como sediar o Pan, com esses traficantes, assaltantes e cia limitada? Eles ficaram quietinhos, fizeram a gente achar que não iriamos passar o vexame esperado, mas aí vem quem pra jogar a lama? Quem devia proteger, os policiais corruptos extorquindo dinheiro dos turistas. Ah peraí...não dá, cansa. É gente roubando pra todo lado, é na saúde, na previdência, nem o carnaval escapou, e ainda temos que passar carão por causa de policiais, que deveriam estar alí pra preservar a nossa imagem? Quem pode levar esse país a sério, me digam? E ainda querem sediar as olimpíadas? Com pessoas que vaiam e ainda jogam lixos nos atletas? Onde estamos? Será que além de tudo que perdemos, nem a educação sobrou? Deus me livre Olimpiadas no Brasil, muito menos Copa do Mundo. Não temos pessoas sérias para isso, eu sinceramente não gostaria de ver isso acontecer. Como levar a sério um país onde a ministra do turismo é conivente com o caos e tem a coragem de soltar aquela célebre frase. Apenas reforça a imagem ôba-ôba que temos lá fora, que aqui é tudo brincadeira. Ainda tenho que ouvir de MUITA gente, que nós não deveríamos falar mal do nosso país. Temos que falar bem, fazer propaganda! Sorry, isso é impossível. Nosso país é lindo, tem praias maravilhosas, mas isso não basta. Ainda assim, sempre enalteço o Brasil para todos os estrangeiros, porém isso está ficando difícil. Um vizinho comentou comigo que tinha decidido ir pro Brasil nas férias, mas quando ouviu várias pessoas comentando que era perigoso, que assaltam, que matam por nada, e que não poderia passear sossegado à noite, ele desistiu. Aí vem e me pergunta: É assim mesmo ou não é perigoso e estão exagerando? Eu vou mentir, vou queimar o MEU filme, falando mentira apenas para falar bem do meu país? Não, não dá mesmo. Sinto muito patriotas, eu queria muito poder sentir esse orgulho e meu sonho seria recomendar que todos fossem ao Brasil, sem preocupações, sem riscos, e conhecesse o país mais bonito do mundo. Quem sabe um dia? Eu sei, esse assunto enche, mas vendo o JN não dá pra pensar em outra coisa. Sabe o que já cansou? Esse papo de que tem que rever os conceitos da sociedade, o problema é mais amplo, uma medida apenas de reduzir a maioridade penal não vai resolver, temos que pensar mais a fundo, na raiz do problema. OK OK OK OK já sabemos disso, mas será que eles já ouviram falar em soluções a longo, médio e curto prazo? Será que sabem que existem ações de emergência para controlar algo que está fora de controle de imediato, e com a situação sob controle de uma certa forma, vai arrumando o resto? Será que então não devemos mexer na lei, até que arrumar a educação? pensar na raiz do problema, vai resolver a situação de imediato? NÃO!!!!! Chega desse papinho de que isso não vai resolver etc etc, sabemos que reduzir a maioridade penal NAO RESOLVE sozinha o problema, mas NADA sozinho vai resolver o problema e sim um conjunto de medidas, entre elas essa redução. Alguém tem a ilusão de que isso vai mudar? NÃO, NÓS SABEMOS QUE NÃO VAI, mas é um começo, que aliado a outras medidas que segurem esses criminosos na cadeia e os façam pensar ao menos que ao matar alguém eles vão apodrecer na cadeia, podem dar algum resultado de imediato! Putz é tão difícil assim tomar uma atitude? O Brasil não faz sentido... Porque as milícias conseguem subir no morro e expulsar traficantes e a polícia não? Se a hora da comoção nacional não é hora de se discutir as leis, qual é a hora correta, já que nunca acontece? Porque deputados ganham "bonus" se comparecem a mais de 8 sessões por ano (ou mes?) se eles já ganham pra isso e esse é o trabalho deles? Porque tanta resistência em endurecer as leis para punir bandidos nesse país tão violento? Pra abrandar é bem mais fácil. Porque as pessoas ainda votam em Maluf e Collor depois de tanta roubalheira? Estou até agora com esse crime na cabeça. Como um ser consegue fazer isso com uma criança? Como alguém consegue ser frio a esse ponto? O pior, é que já tinham história de assalto no currículo. Se tivessem presos, como deveriam, isso teria menos chances de ter acontecido. Chorei ao ver essa notícia, quando você se torna mãe, essas coisas te afetam em proporções muito maiores do que antes. Chorei ao imaginar o que foi pra essa mãe ver seu filho ser arrastado 7 km e não poder fazer nada, por imaginar o momento de angústia que ela passou desde a hora que esse pesadelo começou até o momento que acharam a criança. A esperança que ela tinha, o choro, o desespero. Imagine o que passou essa criança, o medo, a dor de ser esfolada no asfalto, o quanto chorou e chamou pela mãe. Chorei ao imaginar o susto que ela levou ao se deparar com esses marginais em frente ao seu carro, uma cena que ela provavelmente já imaginou nas vezes em que saía com os filhos a noite, e que quantas vezes rezou e pediu a "Deus" que a protegesse disso. Quantas vezes na hora de dormir, ela devia pedir que seus filhos fossem protegidos dessa violência animal e banalizada que está acontecendo no Brasil. Chorei ao imaginar o carinho com que essa mulher devia cuidar desse menino, sempre pensar em dar o melhor, o quanto deve ter abdicado, se doado, aconselhado, ter tido momentos maravilhosos de amor, de brincadeiras, para depois essas criaturas acabarem com tudo isso em questão de minutos. Chorei ao imaginar o quanto ela planejava pro futuro, quantas vezes conversaram e brincaram sobre o que ele seria quando crescesse, quais escolas estudaria, quantas namoradinhas teria, quantas viagens fariam. E em quantas vezes vai se culpar por não ter conseguido tirar o filho a tempo. Chorei também ao imaginar a dor que ela sentiu no enterro, de saber que nunca mais vai poder ver o olhar do menino, abraça-lo, beijá-lo e dizer o quanto ela o ama. Dizer, ela poderá sempre, mas a dor de nunca mais ouvir a resposta, é imenssurável. Eu imagino a essa hora, o que deve estar passando na cabeça dela. Deve estar acabada, arrasada, destruída. Um sonho se foi, e eu podia dizer que a vida dela também se foi, pois acredito que a cena que viu, não sairá um dia sequer de sua cabeça. Adianta algum castigo pra esses &^%$#? Não, não tem nada melhor que a morte. Pra ele e pra humanidade, pois se não morrer, vai ficar aí na cadeia alguns anos, e quando sair, vai fazer novamente com qualquer pessoa. Eu queria mais é ver no jornal de amanhã que foram os 3 linchados. Eu ficaria com um sorriso de satisfação no rosto, ah eu ficaria. É um verdadeiro circo, ver Clodovil em Brasilia com aquela arrogância de matar, ver Maluf e Collor de risadinhas depois de tudo que já fizeram. O que dizer de Maluf com o discurso puxa- saco de Clodovil?. Fala sério, isso é um país ou o quê? Devia virar filme, de comédia claro, de dramas já estamos cheios. O que foi esse prefeito de SP louco dando pití? Como pode uma autoridade se descontrolar daquela forma ainda mais na frente das câmeras? Será que ele não sabe que ser prefeito é isso, estar preparado para ouvir reclamações seja onde for, e até levar tomate na cara? De pensar que o prefeito de NY recebe ligações na sua prórpia casa de cidadãos fazendo reclamações (não que eu concorde). Como aceitar, um prefeito chamando um trabalhador de VAGABUNDO? ah não, isso foi demais, e ainda por cima ELE, O PREFEITO foi "bonzinho" e disse que desistiu de processar o "vagabundo". Quem deveria processar o prefeito é o "vagabundo" que foi humilhado na frente de todo mundo, por fazer algo que todos deveriam fazer, BOTAR A BOCA NO MUNDO. Será que temos que continuar calados e aceitando tudo que nos é imposto ou então continuar confiando e esperando naqueles em que votamos, pra lutar por nossos direitos? Ou fazer de uma forma civilizada, escrevendo cartinhas e esperando sentado alguém resolver alguma coisa. Sem falar na violência policial gratuita, afinal é mais fácil bater em que está rendido, do que pegar bandidos de verdade e manter na cadeia. Isso cansa... Acho que devemos mesmo é sentar e continuar assistindo ao espetáculo de macaquinhos amestrados, elefantes e leões, bater palmas pra quem engole fogo e ver qual será o próximo número desse espetáculo que nosso país está nos proporcionando. Ah!!! sem esquecer de pagar e bem, pelo ingresso. Estou aqui no computador procurando umas coisas e falando com meu amigo sobre as músicas nordestinas. Ele me mandando alguns forrós de Gonzagão, e eu viajando no tempo. Meu Deus dançar forró é uma coisa tão boa, mas tão boa, mas tão boa, que as vezes acho que quem nunca teve essa experiência, não é feliz (!!!!!!!!!!!!!). Ok ok parece exagero, mas eu juro que essa é a sensação que eu tenho. Voltei uns 10 anos atrás e me vi lá dançando no "No meio do mundo" ou no "Dançando na Rua" que tinha lá no centro em época de carnaval, ainda me vi em Olinda no "Segunda sem lei" ou em um bar alí em Casa Forte, que eu não sei o nome, (quem souber me diga) que as mesas são barris, ele é bem pequenininho. CARAMBA como era bom, e como eu me sinto felizarda em ter passado por essas coisas e ter isso em minha memória. São flashes deliciosos, tomando uma pinguinha com caldinho de feijão, ouvindo um Alceu Valença e Zé Ramalho no violão, a banda tocando "quem tem uma viola, só chora se quiser... são 6 cordas, são 6 cordas pra amarrar uma mulher" e a gente dançando, até altas horas ao som de Jorge de Altinho, Gonzaguinha, Fagner... E o que dizer do São João em Caruaru aiai. Ai Recife, como é deliciosa essa cidade, como eu amo a cultura nordestina, a comida nordestina, o povo nordestino... essas horas eu penso, aiaiaiaiaiaiai que estou fazendo em NY, tão oposta de uma das coisas que eu mais amo!!! O bom é que essa onda passa, aí eu volto a realidade, e vejo que essa fase foi maravilhosa mas já passou, e eu só peço uma ÚNICA coisa a "Deus" ou seja lá quem for que comanda isso tudo, que se houver encarnação, que eu volte brasileira novamente. Foi a viagem mais complicada da minha vida, mas enfim estou em casa. Depois conto tudo que aconteceu. O gosto é de alegria por estar em casa, e de tristeza por ter ido embora. Foi uma choradeira só. Tudo por amor, amor e mais amor. É lindo ver o amor que minha mãe tem pela Luna, eu só tenho a agradecer. Nunca chorei tanto numa despedida, mas essa foi especial. Foi o chorar por estar deixando minha mãe e o Brasil, e chorar mais ainda por ver como ela estava sofrendo pela separação da neta, que ela ainda não tinha ficado muito longe, desde o dia em que ela nasceu. Aprendi com ela, ela reaprendeu com a gente e juntas cuidamos da Luna- ela relembrando coisas, eu aprendendo tudo novo, ela me contando sua experiência e eu contando o que há de novo, e o que mudou desde que eu e minha irmã nascemos. E assim, desde o dia 22 de setembro, minha mãe foi a pessoa fundamental, mais especial e mais importante nesse momento tão difícil que é conhecer um bebezinho e aprender a conviver com ele. Não tenho nem palavras para agradecer tudo que ela fez por nós, aqui e lá. Mãe é mãe sempre... e a gente entende ainda mais esse amor louco e incondicional, quando viramos mãe também. Quando a gente está longe do Brasil e super saudosista, parece que o Brasil é um sonho e o país perfeito para se morar, mesmo sabendo de todas suas imperfeições, elas parecem que somem das nossas lembranças no momento de nostalgia e do sonho da volta. Quando você está aqui, pensa: Aqui é bom, mas *&^%$ tem cada coisa que é F*&^%$ também e que não fazia mais parte das minhas lembranças. Ou ainda, P&^% q P*&^% como que isso pode ser dessa forma, eu já estava desacostumada... Uma das coisas que eu considero super civilizada nos EUA é o direito do consumidor de poder devolver algo com o qual não está satisfeito. Se eu quero um sapato dourado, fechado para usar com meu vestido, é porque um preto, ou prata não vai me satisfazer da mesma forma. Quem tem que estar satisfeita no final de uma venda, eu, cliente ou a loja? Eu, em primeiro lugar. Portanto se eu compro o sapato dourado fechado, esse não me serve, e a loja não tem outro na minha numeração, porque eu tenho que trocar isso por qualquer outra coisa da loja, se eu gostei do tal sapato dourado? Porque vou levar pra casa algo que nem estou precisando, somente para que a loja sim, fique satisfeita com a sua venda e não eu com a minha compra? Falar em devolver a mercadoria aqui pra receber o dinheiro de volta, é a mesma coisa que dizer que Maradona é melhor que o Pelé, se puder alguém te lincha. Mas se você não tem o sapato pra trocar, não é óbvio que o dinheiro seja devolvido para que eu consiga suprir a minha necessidade em outro lugar, já que você não pode me atender? Pra mim isso é muito claro, mas aqui isso é a pior opção que alguém possa sugerir. A loja que aconteceu isso, preferiu fazer o estoquista pegar um ônibus, cruzar a cidade e ir pegar meu número em uma loja nos cafundós do judas, do que me devolver o dinheiro. Pior é saber que fizeram isso somente pra nao perder a venda nem me devolver o dinheiro, e não que fizeram isso para me deixar satisfeita e mostrar todo o esforço que eles fazem para deixar o cliente feliz. Nessas horas, a praticidade do americano funciona muito bem, melhor devolver o dinheiro do que ter essa dor de cabeça. Eu ando um pouco decepcionada com o atendimento de algumas empresas no Brasil. A Tim é a líder. Vejo que o suporte não entende nada, eles não fazem questão de te ajudar, falam coisas absurdas, não tem o mínimo de treinamento técnico a não ser o que está escrito no guia básico de atendimento deles e ainda desligam o telefone na cara fingindo que a ligação caiu. Começo a perceber que esse tipo de atitude está tomando conta das empresas grandes aqui no Brasil. Antes todos faziam questão de manter o cliente, hoje as grandes corporações não fazem mais questão. Estou optando pelas pequenas. Tudo que é grande está com aquela mentalidade americana: "Rapido, satisfatório, sem muito trabalho, não gostou, problema seu". Ontem marquei limpeza de pele na Onodera, que é uma clínica de estética com várias filiais. Fazem de tudo relacionado a isso, tudo e mais um pouco. O resultado é: "são grandes, precisam ser práticos, rápidos (para atender maior nº de pessoas) e a qualidade acaba indo pro beleléu. O lance é escolher aquela esteticista que tem seu consultório pequenininho e faz questão de atender bem os seus clientes (que não são tantos como o da grandona), que dá uma atenção especial, e não te faz sentir que você está numa fábrica de estética. Hoje é assim que sinto, tudo meio robotizado, corrido, industrializado, mal feito, impessoal.
Estou na contagem regressiva, e todo lugar que vou agora, soa como despedida. Esse sentimento ambíguo de querer voltar e estar com saudades de casa, mas sentir um frio na barriga em pensar que estou indo embora, me acaba. Agora é chegar em casa, organizar a vida, retomar minha rotina, e procurar a melhor solução para Luna e minha volta ao trabalho. NY, até semana que vem! Jajá a gente nem precisa mais ir pros EUA, estando em SP estaremos quase lá. Tudo escrito em inglês, as lanchonetes Apple Bee's, Burguer King, e o café Starbucks. Enquanto nós que moramos lá, queremos comer a nossa maravilhosa comida, tomar nosso magnífico café. Incrível. As vitrines dos shoppings cada vez mais aderem ao inglês para se mostraem modernas e de alto nível. Péssimo, deveria ser proibido. Como pode a geladeira que minha mãe comprou AQUI no Brasil estar tudo escrito em inglês? Como ela iria saber que na gaveta "Extra Cold" é onde ela deveria guardar as coisas que precisam de mais refrigeração? E a embalagem do presente da Casa das Cuecas? onde você deve abrir está escrito "open". NAO NAO NAO, isto não pode estar certo. Nos EUA já não é certo tanta coisa escrito em espanhol e chinês, mas ao menos há uma razão "lógica" devido ao alto índice de pessoas que só falam essa língua. Mas aqui? quantos americanos morando aqui? É só firula mesmo, essa mania horrível de brasileiro achar que tudo que é americano é de melhor qualidade, e dá status. Quando iremos perder esse complexo de inferioridade, e ver que o que está "in" hoje é abrasileirar!
Lar doce lar! back in Sampa e algumas constatacoes rapidas: - vou engordar, essa comida eh fantastica "April Showers Bring May Flowers" e assim que está o tempo... chuvoso. Ontem até neve caiu, em pleno Abril! Mas voltando pra casa dia desses, estava no ônibus quando aquela cena toda me lembrou SP! Trânsito, chuva, 23 de maio. O cenário era perfeito, pena que o destino final era Brooklyn e não Chácara Santo Antônio. Vejam as fotos, e concordem comigo, não daria pra dizer que eu estava em pleno caos da chuva na 23 ou na marginal? Fechei os olhos e me transportei pra lá, super saudosista. --------Essa mulher que roubou um pote de margarina, desempregada, está presa desde Nov/2005. Eu não entendo... Político rouba milhões, ladrões roubam carro e mês que vem estão na rua, e porque ela ainda está lá? Injustiça todos sabemos que existe, mas quando vejo uma coisa como essa eu penso, gente onde esse mundo vai parar? --------Tem momentos que ficamos mais sensíveis, a TPM que nos diga. Meus momentos mais sensíveis em relação a falta que sinto do Brasil, são em épocas de festas e carnaval ta chegando. Eu amo carnaval, a alegria, bagunça, o feriado. Passei 4 carnavais em Olinda e é uma das coisas que me deixam triste quando penso no que perdi saindo do Brasil. Claro que mesmo estando lá, eu não iria pra Olinda todo ano, mas só o fator "carnaval-feriado-viajar-verão-curtir" me deixa saudosista e de baixo astral quando estou aqui. Me lembro quando eu ainda estava lá, tão gostosa aquela sensação de ficar esperando esse feriado chegar, planejar a viagem, arrumar a mala, pegar o carro (que saudades do meu carro) e descer a serra. Ou então reservar as passagens, ir pro aeroporto, e no avião já ir imaginando o que os 4 dias que vem pela frente, estariam me reservando. Como nesses dias que antecedem essa data eu fico nesse estado, evito até olhar fotos do Brasil, senão choro mesmo. A cabeça fica totalmente lá e com a Globo Internacional ainda, eu fico vendo as propagandas, preparativos, o noticiário... AI AI AI. Até do trânsito da imigrantes eu tenho saudades essa hora. Mas para vocês que PODEM aproveitar, Olinda é uma ótima opção. Eu amo aquele carnaval, nunca vou me esquecer do primeiro, em 1996 que era uma homenagem à Alceu Valença e trechos de suas músicas estavam espalhados pela cidade nos estandartes nas ruas. Não tem abadá, e sim fantasias criadas pelo próprio povo, muito criativas e também nem tem tanta gente bonita como o carnaval de Salvador, mas eu não vou pra lá pra ver gente bonita, vou lá pra ver gente alegre, que sabe se divertir, tem criatividade, e pra ver todo tipo de gente junta na rua, pulando, se divertindo, tendo ou não dinheiro, estão todos aproveitando da mesma maneira, sem regalias. As diferenças ficam nas estadias, se você tem uma grana boa, fica em uma pousada com todo conforto, ar condicionado e com a facilidade de poder ir ao banheiro quando quiser, deitar quando cansar sem precisar ficar longe do burburinho. Quem aluga casa em Olinda, (normalmente ficam mais de 20 pessoas juntas) também tem algumas mordomias como o banheiro e o descanso, mas está arriscado a chegar em casa e ver alguém dormindo no seu colchão, o banheiro nem tão limpo como deveria, o ventilador sem dar conta do calor, mas dependendo do seu estado, quem vai ligar pra isso? São 4 dias intensivos de carnaval na sua porta, e se Osama explodir os EUA inteiro, você não vai nem ficar sabendo, aliás, saberá por noticias vindas daqueles que não alugam nem casa e nem pousada, ficam no "indo e vindo" de Recife todos os dias. Essa é a opção mais chata. Se vem de ônibus, demora, está lotado e tem que andar pra caramba pra chegar e sair. Se vai de carro, não há lugar pra estacionar, o risco de detonarem seu carro é grande e depois, tem que controlar a bebida né! Taxi é uma opção, mas é caro, e também há uma boa ladeira pra chegar até a muvuca. Já fiz os dois, indo e vindo e a pousada, e claro, não preciso nem dizer o quanto é melhor ficar na pousada. Era divertidissimo, no final da noite, achar que ja tinha me divertido o suficiente, e de repente, passar um bloco animado e sair correndo atras, me enfiar no meio da galera suada, pular pular, cantar e voltar pra pousada, pra sentar no terraço, beber e ficar observando o fim da festa. Era o momento mais engraçado, onde o pessoal estava indo embora chapado e falando as coisas mais engraçadas do mundo (já viu gente mais criativa que nordestino pra falar besteira?). Bom preciso parar, já imaginaram o quanto eu tive que reviver pra escrever esse post? Imaginem meu estado emocional. Quem puder, vá e divirta-se por mim, seja em Olinda, na praia, no campo... em qualquer lugar. Longe do trabalho e dos problemas. --------Hoje conversando com a minha mãe, ela comentou sobre meu primo Eduardo, que mudou de Recife para o sul há pouco tempo. Me contou um resuminho da conversa, que ele estava feliz por ter renovado o contrato de trabalho, e a seguinte frase dele pra ela, ficou parada aqui no meu pensamento: "Sabe, eu sinto falta das besteiras do pessoal lá de Recife, o povo aqui é muito sério". Engraçado que nós temos muito desses pensamentos em comum e essa frase foi mais uma dela, caiu como uma luva pra descrever muita coisa que eu tento e nunca consigo. Eu sinto falta das besteiras do povo do Brasil! Lembro que sentia a mesma coisa quando eu ia pra Recife e voltava pra São Paulo, sentia falta de algumas besteiras que lá pareciam ser mais "desenvolvidas". Acho que ele sente essa diferença de Recife pro Sul, como eu sinto do Brasil pros EUA. Talvez, muita gente não vá conseguir entender o que eu e ele estamos querendo dizer, talvez isso fique mais claro, para quem tenha o mesmo espírito que nós e que tenha vivido em locais bem distintos e com culturas diferentes também, mas resumindo tudo, é isso mesmo, o Dú conseguiu traduzir um sentimento que eu não conseguia explicar muito bem... eu preciso das besteiras! Como vocês já perceberam, eu amo o nordeste, eu adoro o jeito do povo, eu gosto do jogo de cintura, e até um pouco daquela malandragem, mas o que gosto mais mesmo é do sotaque, "hein-hein que coisa már linda". Acho fofo quando você conta uma história, fala, fala, no final eles respondem assim, "e é?" tem o "eita..." "foi merrmo?" Adoro as sacadas rápidas, as brincadeiras, as coisas engraçadas que eles falam, as besteiras, que pra eles já são tão normais, que me acham uma retardada quando fico rindo dessas coisas, como se fossem as mais engraçadas do mundo. E pra mim é. Por isso que digo que minha alma é pernambucana, meu espírito é de lá e eu não tenho dúvidas disso. Eden, meu outro amigo de Recife, me mostrou a foto de um apartamento, que a vista tinha o mar de Boa Viagem... quando vi aquela foto, parece que me transportei pra lá e pude sentir tudo de bom que aquela cidade tem. Os coqueiros, as barraquinhas da praia, o maracatú, o carnaval de Olinda, os amigos, o forró, as ladeiras... e meu Alceu Valença que traduz tudo isso que sinto e digo, nas letras de suas músicas. Momento nostalgia, às vezes faz bem.
O Brasil está cheio de profissionais desempregados, todos sabemos, mas acabei de ter uma experiência vendo o outro lado da moeda. O escritório onde estou trabalhando tem uma filial no Brasil e estamos contratando pessoas para produção na área de Internet. Anunciei no click jobs, para vaga de Produtor de Flash. Com o "boom" da Internet, essa profissão cresceu muito, muitos profissionais surgiram muito rápido e muitos também entraram no mercado de gaiato. De 100 currículos, sinceramente, nem 10 prestam. Alguns mandam o currículo com tom humorístico, do tipo "pretensão salarial: menos que R$2000,00 nem converso, mais que 2000,00 podemos começar a conversar". Fala sério, você está procurando emprego e coloca uma coisa assim no seu currículo? Uma outra manda o email e no sender do email ela deixa o nick dela "fulanadoida". Sim, ela colocou o nome e o "adjetivo" logo em seguida. Outros mandam currículos com URL errada, você clica e não acha a página, ou htmls com problemas. Um deles até gostamos, chamamos para entrevista, conversamos ao telefone e estávamos quase contratando, só faltava marcar um teste. Quando a pessoa no Brasil nos mostrou um trabalho que ele disse que havia feito no Photoshop, juntando imagens que capturou na web, na mesma hora vimos que seria impossível, devido ao nível de perfeição. Resolvemos averiguar melhor e percebemos que no site que ele apresentou, enquanto carregava o flash, tinham alguns números que pareciam ser de um telefone americano. Procuramos por esses números na internet, encontramos o número e era mesmo de uma empresa aqui nos EUA. Clicamos no link e adivinhem: o site que ele nos apresentou dizendo ser dele, era a cópia de uma outra empresa. Tudo copiadinho, menos o texto, que ele modificou para mostrar que estava em construção, afinal a URL que ele nos apresentou era um diretório dentro do site dele. Enfim, desemprego tem, mas falta de profissional também, e muito. Estamos com a maior dificuldade em encontrar alguém qualificado, que tenha responsabilidade e comprometimento. Parecem 3 qualidades básicas e fáceis, mas não conseguimos achar nenhum até agora. As vezes você acha um super qualificado, mas impressionante, parece até que os melhores são os mais descompromissados. Não cumprem prazos, desaparecem... sabe aquela praga de pedreiro e pintor que sempre somem quando você mais precisa? Largam o trabalho no meio sem dar satisfação? Não atendem o telefone quando você liga? Essa praga parece ter passado para os programadores. Fora que também acabaram sendo contagiados pelo "estrelismo" esse mal do qual algumas pessoas famosas sofrem. Eu me pergunto, será que foi porquê o mercado cresceu muito rápido, e por falta de profissionais experientes, pessoas muito jovens (alguns com 16 anos) se especializaram e começaram a ficar com bastante conhecimento em um mercado novo, sem muita gente para ditar o que estava certo e errado? Assim iam adquirindo muito conhecimento técnico, viravam pequenos gênios, mas não tinham nenhuma experiência profissional, onde você aprende as regras básicas de um ambiente de trabalho, compromisso, relacionamento, etc? I-N-C-R-Í-V-E-L! Sempre que mandei meu currículo, tentei deixá-lo o mais profissional possível, tomando cuidado desde o que escrever no assunto, qual conta de email usar, até checar muito a gramática e testar todos os links quinhentas milhões de vezes. É a minha imagem!!! e normalmente a primeira impressão é a que fica. Tanto que desses trocentos currículos que recebemos, acreditem, apenas UM, veio com um design legal, mostrando que a pessoa teve ao menos a preocupação de se destacar dos demais, de alguma forma. Enfim, profissionais bons e de confiança está dificílimo. Por indicação ainda acho a forma mais segura de se contratar alguém. Aliás como estamos falando disso, vocês devem concordar que a profissão que mais se exige confiança é a da pessoa que entra e trabalha na sua casa. Escolher uma diarista, babá, cozinheira, motorista etc deve ser a coisa mais difícil do mundo. Pois então, aproveito meu espaço para indicar uma pessoa MARAVILHOSA que faz a limpeza na casa da minha irmã. Imaginem ter alguém na sua casa que limpa tudo com o maior capricho do mundo, é simpática, prestativa e ainda por cima de completa e total confiança. Boto minha mão no fogo por ela, que não tem essa história de sair às 5:00 em ponto. Se não deu tempo por algum motivo, ela fica até acabar o serviço, sem pressa, o importante é fazer direito. Profissionais assim MERECEM ser indicados! Faço questão! Quem quiser pode ligar pra ela, seu nome é Margareth e o telefone: 5528-4753. Quem também tiver alguém para indicar, que confie e goste do serviço, não deixem de divulgar! Parece fácil achar alguém, difícil é o "depois". --------Eu posso dizer que fui abençoada nessa estadia no Brasil, quase deu pra compensar todo o tempo que fiquei longe das praias esses anos todos. Foram 18 dias em Maceió com todos os dias fazendo muito sol, o único dia que choveu eu estava em Porto de Galinhas onde estava um sol "danado". Agora no carnaval, eu estava até com poucas expectativas. Sempre chove e ainda mais no litoral norte. Fui para Maresias e para surpresa geral, todos os dias o sol apareceu e melhor, apareceu bem, num céu super azulado, de poucas nuvens. Aproveitei MUITO, tirei muitas fotos, conheci muita gente legal, enfim, não posso reclamar desses últimos meses que passei aqui. Matei saudade de quase tudo, da comida, amigos, praias, família, dirigir carro, cachorros e até da rotina, mas já está na hora de voltar. A saudade do marido é grande, da minha casa e até do frio. Estou acabando de resolver as pendências que me fizeram ficar e dia 24 devo estar voltando para casa. Lá terei também mais tempo e disposição para voltar com tudo para o blog, que confesso, abandonei bastante durante esses meses. See ya! --------Dei uma boa sumida aqui do blog, mas é por uma boa causa né, aproveitando meus dias aqui em Sampa. A correria de ir às compras de Natal tirou todo meu tempo! Que delícia, estava com saudades disso. Agora o plano é ir passar o Ano Novo em Maceió. Digo plano pois como uso a passagem que minha irmã me deu (ela é comissária da TAM) a gente não pode reservar. Só vai se sobrar lugar e nessa época do ano, já viu né. O Natal foi bom, comida deliciosa, família reunida, presentes... só faltou mesmo o Sergio. Até a Lu ganhou presentinhos, aliás ela ficou de olho na árvore nos últimos dias, afinal ela já sabia que tinha coisa dela por lá. Foi um barato, quando perguntávamos o que ela queria, ela sempre me levava pra árvore e ficava me mostrando a sacolinha de presentes dela. Agora como nós, ela está na maior "ressaca estomacal", afinal foi chocolate, panetone, ossinhos etc... tudo próprio para cachorro.
Antes de ontem à noite eu estava no pão de açucar comprando miojo. Estou apaixonada pelo novo sabor: caldo de feijão. É muito bom mesmo, eu adorei e não falta mais aqui em casa pra nos salvar nas horas de maior preguiça. Enfim, estava no corredor pegando, quando vi dois meninos de rua me olhando. Quando viram que olhei, me pediram 1 real para completar o dinheiro deles para comprarem miojo. Eu tinha e dei, mas resolvi pagar a compra deles. Comecei a pegar mais miojos e falei que iria pagar, mas eles diziam para pegar a outra marca, que era mais barato, o mais "caro" era 0.80 e o mais barato 0.66. Aquela situação foi meio impactante, ainda mais quando eles me disseram que precisavam de velas também, pois moravam embaixo da ponte. Pegamos as velas, miojos, pão, leite, etc... Eu fiquei meio sem reação, a única coisa que pensei imediatamente foi comprar comida pra eles, e depois fiquei pensando que poderia ter interagido mais, conversado, falado... mas eu fiquei muda o tempo inteiro. Eles também ficavam quietinhos e recebi um obrigado super tímido. Mas o que adianta dar comida... quando acabar eles ficarão famintos de novo. Revoltante é a falta de educação no país. Enquanto no canadá 60% da população de estudantes acabam o ensino superior, no Brasil esse índice cai para 9%. É uma vergonha... --------Infelizmente a hora de ir embora está chegando. Fica aquela contagem regressiva na cabeça, mas sem a vontade e a ansiedade de quando queremos que algo chegue logo. A listinha de coisas que ainda faltam fazer está crescendo! Estava aqui pensando nas perguntas que sempre tenho que responder quando venho pro Brasil, é batata, sempre as pessoas perguntam. - "Quando você volta de vez?" - "Quando vem um bebê?" - "Você gosta mais daqui ou de lá?" - "E o Sergio como está? quando ele vem?" Pior é que pra nenhuma delas eu tenho uma resposta... --------
Nesse domingo, fizemos uma super feijoada (meu prato predileto) e foi a maior diversão. Todos reunidos, a criançada fazendo a maior zona, nós adultos falando porcarias, enfim, um super clima gostoso e uma comida maravilhosa! Isso tudo para quem vive o ano inteiro saudosa e longe do calor familiar, é a melhor coisa que pode acontecer. Minha tia, super fofa fez a feijoada a meu pedido com o maior prazer. Tem que ter alguma vantagem passar o ano todo longe deles né? Mimo, mimo e mais mimo. --------É legal ver tanta coisa diferente em São Paulo desde que vim da última vez. É certo que algumas coisas estão piores, mas muitas coisas novas e legais também aconteceram. Adorei o túnel da Cidade Jardim, que nos leva já quase até a 9 de julho, uma maravilha para quem quer chegar lá sem precisar pegar o engarrafamento até a Faria Lima. A avenida 9 de julho também ficou bem legal. Não sei na prática como está, se está funcionando bem, mas visualmente pelo menos eu achei que deu uma boa melhorada. É o tal do passa rápido, que coloquei a foto abaixo e também a descrição. Percebi um grande aumento de carros utilizando insufilm. Apesar de achar feio, eu concordo que ajuda na segurança. Por outro lado, alguém também pode cometer crime dentro de um carro escuro, dificultando a identificação. Vi novos hotéis bem modernos, prédios, empresas, enfim bastante mudança! Espero que isso signifique mais empregos também. Algo que estranhei aqui, depois de mto tempo nos EUA é o tamanho das calçadas. Muito estreitas, mal ando eu e a Luana na calçada aqui do bairro. Em NY elas são bem amplas e todas elas com o mesmo tipo de pavimento. Aqui cada casa tem uma calçada de um jeito, e muitas quebradas.
"Passa-Rápido concluído na cidade é o que substitui o antigo corredor Santo Amaro/Nove de Julho. Desde 26 de junho, 5,3 dos 14,8 km de extensão do eixo operam sob monitoria constante da SPTrans e da CET. Neste trecho, foram retiradas as defensas de concreto, as fiações aéreas e cerca de 700 postes. Houve, ainda, um processo de revitalização e padronização das calçadas e do sistema de iluminação e paisagismo. Na área revitalizada da Nove de Julho a altura das plataformas foi reduzida para melhorar o acesso de idosos e deficientes físicos e visuais. Além disso, as faixas de pedestres foram alargadas em dois metros, as travessias foram alinhadas e as guias rebaixadas para atender os portadores de necessidades especiais. Concluído em 28 de agosto, o último trecho deste Passa-Rápido tem 5,8 km de extensão, da av. São Gabriel até a estátua do Borba Gato, na zona sul, e já recebe uma frota de 1.457 veículos que beneficiam, em 84 linhas, uma média de 600 mil pessoas. Além dos ônibus “padron” e dos articulados, já bem conhecidos da população, circulam pelo Santo Amaro 14 híbridos (que alternam combustível elétrico e diesel) e 30 biarticulados (capazes de transportar até 270 pessoas cada). O Passa-Rápido Santo Amaro tem, ao todo, 14,8 km de extensão. Os primeiros 5,3 km do projeto, da Parada São Gabriel até o Terminal Bandeira, foram entregues aos passageiros do Interligado dia 26 de junho e também estão sendo monitorados, durante 90 dias, pela CET e pela SPTrans, que avaliam e executam os ajustes necessários. Inaugurado na década de 80, o corredor da Santo Amaro e Nove de Julho já possuía paradas no canteiro central e faixas exclusivas para os coletivos à esquerda, mas utilizava defensas de concreto e gradis para impedir a invasão dos carros de passeio. Este recurso foi agora substituído pela fiscalização eletrônica. Sem muretas ou tachões, a pista fica mais segura para o tráfego de veículos."
Fomos jantar na minha irmã, paramos o carro na frente do prédio dela, subimos e na hora de ir embora a surpresa: a porta do carro arregaçada, o painel todo estourado e somente o buraco no lugar do rádio e do ar condicionado. Claro, nem preciso dizer que o porteiro nada viu. Assim que cheguei aqui no Brasil soube que minha sogra tinha sofrido sequestro relâmpago, foi assaltada, largada em uma favela e perdeu sua câmera digital, documentos etc... Já cansei de falar nesse blog o que eu acho de tudo isso, mas não podia deixar de expressar a minha revolta!!!! Estou com um sentimento muito ruim, de impotência, de invasão, de ódio e de vontade de nunca mais voltar pra essa merda!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! SIM ISSO ACONTECE EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO, mas a diferença é a quantidade de vezes que isso ocorre, a probabilidade de isso acontecer com você. (Afinal já sei que virão mil comentários de que violência existe em qualquer lugar do mundo e já to cheia dessa frase) --------Essa semana finalmente fui ao shopping! O meu predileto é o Morumbi, que além de ficar perto de casa, eu acho o mais fácil de se localizar. Muitas lojas novas, restaurantes, e várias novidades. Nada como ir a uma praça de alimentação e ter tanta coisa gostosa para poder escolher!!! O mais gostoso mesmo foi o crepe de doce de leite que eu comi. Muito melhor do que o que comemos em Paris! MARAVILHOSO!!!!! Achei tudo muito caro. Cada ano que venho, as coisas estão ainda mais caras. Me lembro quando eu olhava as calças jeans e custavam 98 reais as mais caras na M.Officer. Hoje as baratas custam 140. A média das lojas que eu gosto está 180-240. Tudo bem que fazem em 6x sem juros, uma vantagem comparando aos EUA, mas o preço é ridículo. Uma camiseta que gostei pro Sergio, 129. Procurei em outra loja, 66. Gente, é uma camiseta!!!! Uma mini saia custa quase o preço da calça, 129. Fiquei chocada... A noite fomos ao cinema, o preço: 16 reais aos sábados, domingos e feriados. Quando saí do Brasil custava 10, ou seja, 60% de aumento em 5 anos. Um carregador de pilha com pilhas recarregáveis para camera digital custa 139 e um mais potente que vi ontem 439. Eu me pergunto, num país onde o salário mínimo é 260 reais, como pode os preços serem assim exorbitantes? É realmente impressionante a diferença entre as classes sociais no Brasil, a gente que fica fora acaba desacostumando com isso... Ainda não fiz muitas coisas por aqui. Tenho resolvido as coisas do meu apartamento, saboreado a comidinha da mama, descansando, programinhas bem família. Engraçado que eu não estou com a mesma disposição do ano passado de sair para as baladinhas. Dá uma preguiça, vontade de ficar em casa no quentinho... Será que é uma fase nova ou ando meio desanimada? Ainda estou tentando descobrir! Hoje tinham alguns programinhas, mas eu preferi ficar por aqui, vendo a novela, mais sossegada. Aqui em Sampa está um friozinho meio chato... Em NY pelo menos o frio é só quando vc está na rua, aqui é o tempo todo, desde a hora que acorda até a hora de dormir. E o banho então? brrrrrrrrrrrrrrrrr, na hora de trocar de roupa... Acabo passando mesmo mais frio aqui do que em NY. Mas enfim, amanhã é dia de feijoada e o tempo está prometendo um solzinho bom! --------Chegamos! eu e Luana já estamos por aqui matando as saudades. Eu não dormi nada no vôo, mas em compensação a Luana desmaiou. Só acordou na hora do meu jantar, afinal o cheiro da carne estava delicioso. Adoro o atendimento da JAL. Além de ser a única que permite trazer a Luana na cabine comigo, eles são super atenciosos e simpáticos. Minha mala de mão estava acima do peso,e tive que conversar lá para deixarem eu entrar com ela. A pessoa foi super paciente, me avisou que iria liberar, mas se alguém lá dentro reclamasse, eu teria que fazer o check-in dela. Se fosse a American Airlines, era algo assim "se vira, aqui ela não passa". Saí atolada, mala de um lado, Luana na outra mão. Estava bem pesado para carregar e quando cheguei no avião a comissária foi muito legal, se ofereceu pra levar minha mala até o assento. A simpatia continua no serviço de bordo, não cobram bebidas alcóolicas e a comida é uma delícia. A Luana veio ao meu lado já que o lugar estava vago. Arranquei a grade que fecha a casinha assim ela ficou mais confortável. Dormiu bastante e eu nada. Chegamos com São Paulo nublado, aliás está assim até agora. Chove pacas também. Ela ainda não se adaptou ao clima, está sempre com calor, apesar de não estar quente e ainda estranha um pouco a casa. Eu estou descansando bastante, ando super cansada e esse tempinho dá mais sono ainda. Mas enfim, aos poucos vou matando a saudade das coisas. Da picanha e da cerveja eu já comecei :-)
Eu no apê da minha irmã e com a Luana no meu apê aqui.
DE LA GUARDA é um show OFF Broadway que está em New York há 9 anos e agora chegou ao Brasil. Eles estão em São Paulo e o ingresso custa R$100,00. Não sei até quando vão ficar, então corram pois vale muito a pena! Não é um espetáculo para pensar, é para ter sensações. Eu fui uma vez e gostaria muito de voltar, é maravilhoso, quem puder ir não perca essa oportunidade.
GANHAR DA ARGENTINA É BOM DEMAIS!!!! ainda mais quando eles já tinham a vitória quase garantida. Ganhei meu domingo.
Estava bom demais para ser verdade.... Naya vai sair da cadeia. A propósito vocês viram uma entrevista no Jô Soares que tinha uma pessoa falando sobre as leis na Argentina e comparando com o Brasil? Começou a recessão por lá e os roubos aumentaram, o povo foi para a rua pedir mudanças nas leis. Conseguiram que os menores fossem julgados a partir dos 14 anos por seus crimes e não mais aos 16. Vitória para a sociedade que briga por seus direitos. Outra lei que difere bem da nossa é a que os carcereiros que ajudam na fuga de algum prisioneiro, pegarão a mesma pena do condenado que ajudou a fugir. No Brasil como a lei protege mais os bandidos do que os cidadãos, um carcereiro que ajuda um prisioneiro em uma fuga pega apenas 2 anos de condenação. Como ainda é protegido pela lei por ser funcionário público, então pega metade da pena, ou seja, até compensa ficar 1 ano preso e ganhar uns 500mil para ajudar o bandido a fugir. P-I-A-D-A, vamos rir, porque chorar e espernear não fazemos mesmo :-) --------Não sou a favor da atitude de cancelar o visto desse jornalista americano, mas eu me pergunto, porquê tanta indignação, tanto rebuliço? Se fosse os Estados Unidos expulsando de lá algum jornalista, como já fez com um iraquiano que fez reportagem desfavorável ao governo, ninguém se abala. O problema é que é o Brasil, um país da America do Sul expulsando um jornalista do super poderoso, ainda mais do NYTimes. Imagem se fosse com soldados americanos os maus tratos que estão fazendo com os prisioneiros Iraquianos? Os Estados unidos ja teria feito o maior rebuliço. Mas como é com os pobre coitados... fica assim mesmo. Odeio injustiça, odeio! Diz tudo Jornal "The New York Times" tem visão "preconceituosa" do Brasil, diz pesquisadora O jornal americano "The New York Times" tem uma visão preconceituosa sobre o Brasil. A opinião é da pesquisadora Regina Martins, da Unicamp. Ela estudou os textos do jornal entre 1986 e o ano 2000, para uma tese de doutorado. A pesquisadora fala sobre o assunto com Paulo Henrique Amorim. Veja a entrevista completa na tela ao lado. "É um discurso (o do jornal) muito preconceituoso. O Brasil é um país caótico, terra sem lei, da impunidade, o povo é adepto do misticismo de maneira exarcebada, fanfarrão. Uma matéria compara o Carnaval do Brasil ao dos EUA. Eles dizem 'Não pensem que o Carnaval é como o americano. O americano é civilizado. Os americanos se enfileiram à beira da calçada. Os brasileiros serpenteiam pelas ruas, com cerveja'. Não existe pecado abaixo do Equador, é uma marca do Brasil", afirma. Para Martins, o preconceito verificado no jornal americano também é reproduzido por parte da grande imprensa brasileira. "O preconceito ressoa de lá para cá e daqui para lá." Esse preconceito seria expresso na visão de um Sul maravilha e de um norte caótico. "Há dois Brasis, um Brasil do Sul, a Bélgica, em que se enfatiza a descendência (racial). O brasileiro do Sul é visto como competente como administrador público, competente em negócios, neoliberal, globalizado. O resto é dança, cultura popular e música", diz. "É o que muitos jornais brasileiros também dizem", ela afirma. Para Martins, "a imprensa é receptora e emissora do imaginário da sociedade. Reflete a sociedade. Os americanos em geral são conservadores em questões raciais", afirma. "Lá, eles só podem fazer isso conosco porque a gente deixa. A gente valoriza o que eles falam. Para eles importa o olhar deles. Não o do outro. Para nós importa o olhar do outro", conclui. A pesquisa se concentrou em assuntos sobre o Brasil, sem usar as matérias de economia e esportes. Ela cobriu os dados da Biblioteca do Congresso americano. O foco era analisar a questão social. Ver como os brasileiros eram tratados pelo jornal", afirma. Texto retirado do UOL --------
A sociedade faz no máximo uma passeata pela PAZ... que passeata pela PAZ?? De que isso adianta gente, se isso é feito para mobilizar políticos, e eles não fazem absolutamente nada? O que acham que vão conseguir com isso? NADA, a coisa precisa ser mais agressiva, ou então terão todos que conviver com essa guerra do narcotráfico para o resto da vida. A última passeata que vi, estava cheia, é claro, pois foi movida por artistas da globo. Agora, se a Globo quer mesmo ajudar, então porque não fazer uma parceria com as melhores agências de publicidade para veicular campanhas para conscientizar a população mostrando que, quem sustenta esse mercado, é a mesma sociedade que consome a droga, compra mercadorias roubadas e compram peças de carros em desmanches e ao mesmo tempo reclama da falta de segurança. Temos uma super potência da Tv que é a Globo, temos também um dos maiores mercados criativo do MUNDO, enfim temos todas as armas necessárias para influenciar a população pela TV, e não aproveitamos. Quantas doações de medula, sangue e coração foram conseguidas depois que foram expostos casos como o da novela Mulheres Apaixonadas e do ator Northon Nascimento? Temos que bombardear a sociedade com campanhas para mostrar que também temos culpa nisso, e precisamos fazer nossa parte para tentar mudar esse quadro. Vamos revolucionar, cobrar o que temos direito, vamos brigar!!!!!!!! Não dá para continuar como está... é muito triste ver como as coisas estão indo e piorando cada vez mais, sem ninguém se mobilizar. As leis demoram mil anos para serem aprovadas, sempre pisando em ovos para respeitar direitos humanos, mas e NOSSOS direitos humanos? Bandidos tem muito mais direitos do que cidadãos, vejam o caso de Fernandinho Beira-Mar, que tem nem deveria ver o sol e muito menos receber visitas, pois cada visita traz um celular novo, mas como combater isso, se as pessoas que deveriam punir ou evitar, estão é facilitando a situação para que isso aconteça? Como pode o cara assumir que matou o casal Staheli e o judiciário deixá-lo ir embora da delegacia? Como pode uma pessoa que assume que matou alguém, ficar em liberdade podendo sair dalí e matar mais uma? Que espécie de lei é essa, num país tão problemático com a violência? Porque essa resistência em punir as pessoas que agem errado? Por quê elas são "protegidas"? O pior mesmo é que o judiciário vivem reclamando que eles precisam de mais funcionários, que não tem gente suficiente para julgar todos os processos, pórém eles nunca se mobilizaram ou fizeram uma greve para mostrar indignação com esse problema. Entretanto, quando a reforma da previdência estava sendo votada, eles souberam fazer paralização para reclamar do baixo salário de R$13.000,00. Acho engraçado quando alguém me diz para voltar para o Brasil pois aqui tem terrorismo, e isso que está acontecendo no Rio é o que? Uma guerra civil, tiroteio no meio do povo, crianças morrendo com bala perdida e ainda temos que ver passeatas no Brasil para o fim da guerra no Iraque... Desculpem o tom de revolta desse post, mas não tem como não ficar revoltada e indignada. Ainda mais vendo certos artistas pedindo paz e esses mesmos são os maiores consumidores de drogas e deveriam na verdade usar essa influência para ajudar de alguma forma. É lógico que todos nós sabemos que a grande causa de toda essa violência é a falta de emprego e acesso à educação para que as pessoas tenham uma vida mais digna, porém isso é um plano para longo prazo, mas algo tem que ser feito com bastante rigidez em caráter emergencial, pois essa situação está insustentável. --------Li uma reportagem no UOL, que falava sobre um acidente com um Buggy em Natal e me lembrei de um episódio que aconteceu comigo, que eu acho legal até contar porque eu poderia ter morrido e imagino que a mesma situação pode acontecer com outra pessoa. Fomos eu e minha irmã passar uns dias lá e resolvemos fazer o passeio básico, o qual um bugueiro te pega no hotel e fica o dia inteiro passeando pelas dunas e praias, uma coisa MARAVILHOSA. Enfim, eu estava em pé na parte traseira, normalmente ficam dois sentados em baixo e dois em pé ous entados na parte de cima. Como minha canga estava querendo cair, acabei amarrando-a no pescoço e ela ficou voando, assim como uma capa de super homem, sabem como é? Alguns minutos depois, um buggy que vinha por trás nos passou e fazia um sinal estranho, apontando pra canga, pedindo para a gente parar. O motorista me avisou que a ponta da minha canga estava quase enroscando no motor que fica lá atras. Imaginem a cena, a canga enroscando alí dentro do motor, eu sendo puxada pelo pescoço... nossa me arrepia até de imaginar isso, me livrei literalmente por um triz. Não existe uma lei que regulamente esses buggies e esse acidente que ocorreu essa semana nas dunas, foi devido a uma batida de frente entre eles e se alguém estava em pé deve ter realmente sido arremessado muito longe. O motor fica ali atrás descoberto, bem evidente e sem nenhuma proteção. Sempre imaginei que esses acidentes realmente pudessem acontecer, pois os bugueiros são meio doidinhos. Então para quem planeja passear em Natal, fique atento com a segurança, a canga já sabem, pendurada no pescoço está proibidíssima. Abaixo algumas fotos dessa viagem maravilhosa, ô terrinha bonita! Recordar é viver!!!
Às vezes perco a esperança de que um dia o Brasil vá melhorar. Me empolgo tanto para voltar, continuar minha vida aí, mas quando vejo essa onda de violência banalizada e a impunidade descontrolada me desanima MUITO. O Lalau está em prisão domiciliar, Sergio Naya está na cadeia e jajá posso apostar que estará solto ou no máximo, estará em casa também como o outro, em "prisão" domiciliar. Os pitboys que atacaram jovens no Rio e saíram debochando da polícia, jajá estarão soltos também. Impunidade só cresce, e cada vez mais a corrupção e violência também. Num país como o nosso, leis que deveriam ser aprovadas com rapidez para tentar amenizar essa situação caótica, demoram anos. Já leis de CPMF, rapidinho começam a funcionar. Mas como um país que, tem um Ministro da Justiça que defendeu criminosos como um dos estudantes da USP acusado de participar do trote o qual causou a morte por afogamento de um calouro, pode acreditar em suas autoridades? Não só defendeu como logo depois de ter sido anunciado como ministro da justiça, o processo foi suspenso, mas segundo nosso Ministro, a suspensão nada tem a ver com sua posse. AHAN! NÓS OTÁRIOS ACREDITAMOS NO SENHOR! E por aí estão soltos, os doutores exercendo a medicina, mas não esqueçam os nomes, caso precisem de um atendimento médico. 1) Dr. FREDERICO CARLOS JANA NETO, não mais chamado pelos amigos de "Ceará", para que ninguém se lembre dele pelo apelido, que ficou associado à tragédia de 1999. Formado pela USP, tem 28 anos e atende no Hospital das Clínicas de SP; Fora isso, nosso Super Ministro, era também advogado dos delinqüentes assassinos do Índio Pataxó, a quem nada igualmente aconteceu. Falem a verdade, dá para ter esperança? Update-Correção: Os acusados de matar o Índio Pataxó foram sim presos, hoje cumprem prisão em Brasília. Veja uma matéria interessante, mostrando que certas pessoas realmente não merecem nenhum benefício enquanto estão presos. --------
Depois de tudo que aconteceu, apenas 2 vítimas desse monstro receberam indenização pelo apartamentos perdidos. Pior, o canalha ainda fica em cela individual e recebe café da manhã diferenciado. Queria ver essa mesma situação acontecendo aqui nos EUA... Olhando a foto do sujeito e sabendo seu histórico, me dá mais ânsia ainda porquê dá para imaginar a "jeitinho experrrrto" que a criatura tem, acho que consigo imaginar a arrogância, a maneira de falar, de se achar o "expertão". Aquela figurinha bem típica brasileira, cheia de poder, de sacanagem e arrrogância que se acha imune a qualquer tramóia que possa fazer. Pior é que o Brasil está lotado de figurinhas desse tipo... e infelizmente ninguém faz nada. HOPI HARIQuando estava no Brasil, fui com a minha mãe, minha irmã e meu cunhado conhecer o tão falado Hopi Hari. Estava um super sol, uma delícia apesar de ter ficado vermelhaça e ter descascado tudo depois. Legal é que pegamos uma promoção que vem atrás da conta de luz, que você vai com um acompanhante e só um paga, enfim algo em troca pelo valor altíssimo de energia que minha mãe paga lá. Achei o parque bem limpo, com um projeto paisagístico bonito, e até que as filas não estavam quilométricas como costumávamos pegar no Playcenter. O que me desapontou foi chegar lá e ver vários brinquedos sem funcionar. Muita gente às vezes vai somente para ir nos brinquedos mais radicais, e dois deles estavam sem funcionar, só que eu contei foram mais de 6 em manutenção. Acho que nada mais justo de dar um desconto quando isso acontece ou no mínimo botar uma placa lá fora avisando quais brinquedos não estão funcionando. Estávamos indo para um deles, quando passamos por um lugar aonde tinha jatos d'água para refrescar, e tinha uma galera lá se molhando. Eu claro, com o calor imenso que estava, quis ir também, pegar algumas gotinhas. Como vi que estava meio muvuca, fomos eu e minha irmã bem no comecinho apenas, assim sem querer chamar a atençao, meio escondidinhas somente para alcançar algumas gotas para nos refrescar. De repente, por trás surgem uns 6-7 imbecis e pegam a Janaína pelo pé e pelo braço e começam a gritar; "chão, chão, chão" e eu que nem louca berrando para eles soltarem e ela dizendo que o marido estava logo alí. Logo alí nada, ele contrariado com nossa decisão de ir na água, já estava bem longe! Mas funcionou, largaram ela, acho que com medo do marido, e foram embora, debaixo dos meus xingamentos e pragas. Como alí estava meio "congestionado" acho que faltava segurança, pois com certeza lá pro meio estavam fazendo aqueles túneis querendo que as meninas passassem por lá. Nossa sorte é que eles largaram, senão não sei para onde teriam levado a Jana. Não acho que fique muito na frente do Playcenter em relação às atrações, o cine 180 graus de lá é bem melhor que o cine do Hopi Hari. Acho que ele ganha em estrutura, beleza e manutenção do local. Eu sei que não dá para comparar, mas para quem já foi na Universal e Disney, é inevitável a comparação, pois tudo parece meio que um "rascunho"de lá, aí acaba que frustrando um pouco, mas no geral, eu gostei, tirando o episódio "acidental". Veja mais fotos
Com muita saudade de uma picanha, cerveja e amigos, resolvi organizar um churrasco para a minha despedida em São Paulo. Parecia fácil né, compra a carne, cerveja e bota pra assar. Ahaaaaaaaaaaaaaaaaaan, santa ingênuidade. Quanto de carne por pessoa? Quanto de cerveja? Ah vamos fazer os cálculos e comprar, melhor sobrar do que faltar, e a cerveja se acabar compra mais. Ok, vamos lá, MAS como é na churrasqueira do prédio, aonde o povo vai sentar? Cadeiras claro, mas 22, aonde vou arrumar tanto? É acho que temos que alugar... sai correndo atrás de algum lugar para alugar. Muito longe, frete sai caro, vamos ver se os amigos tem. Junta daqui e dali, conseguimos 8! Mas são 22 pessoas! Ah sei lá, a gente vê depois. Precisa arrumar mesinhas tb, pois aonde vamos botar salada, maionese e o pão? É vamos atrás too. E as grelhas? Na churraqueira do prédio não tem... ok corre lá e veja se alguém tem. Vamos na feira comprar salada e depois no mercado fazer as comprinhas básicas. Aí dá-lhe lembrar o que tem que comprar, como ia lembrar dos espetinhos pra botar o coração? HUNF, faltou claro. Aluga aquelas coisas de plástico pra botar cerveja, ah é mesmo tem que comprar o gelo! Mas quanto de gelo? Sei lá compra aí! Acho que tá tudo certo agora, vamos lá. Ixi, falta banquinho né? só tinham 8, lembram? Vamos pegar mais 2 da irmã, mais dois da mãe, e mais 6 da amiga, aquela correria! Ah ta faltando tb o espetinho pro coração! Volta lá e pega na casa da amiga! UFA acho que tá beleza. Môoonica, ta faltando gelo! Ok, vamos correndo comprar o gelo!!!! E o álcool pra ascender a churrasqueira? É... bem.... ok vamos comprar! Ah não esqueça o palito de fósforo! Aqui ninguém fuma, dá-lhe sair novamente pra comprar, pois o fogão tb é elétrico. Acho que agora está tudo certo, carne esquentando, amigos chegando, cerveja geladinha, ebaaaaaa!!! A carne estava ótima, (obrigada cunhadinho) a cerveja gelada e o papo também maravilhoso. Agora, olhem para cima, você está em São Paulo... nuvem negra, carregada. Nem preciso dizer o convidado indesejável que chegou né? Vamos todos correr para o apê da irmã e acabar a festa por lá. Teve até direito a bolo de aniversário para uma amiga, a Rô, que quase morre de vergonha quando foi surpreendida por um super parabéns, no meio da sala, e sem conhecer 60% da galera presente. Eu morro de vergonha já entre família, ficar com aquela carinha sem graça, imagine na frente dos amigos da amiga que eu não conheço. Uma delícia de despedida, e para fechar com chave de ouro, minha mãe foi buscar a Luana que estava em casa sozinha, pois no prédio da Jana não podia ficar cachorro lá embaixo. Momentos bons sempre deixam saudades, agora... só revendo as fotos. --------E assim me despedi de São Paulo, tempo nublado, com chuva. O meu dia foi assim também, chuvoso, cinza, turbulento. Parece que tudo que não devia acontecer durante toda a viagem, acontece justamente no último momento, aí bota tudo a perder. Mas é assim, somos imperfeitos mesmo e "shit happens". Dia de viajar eu me sinto meio estranha, a sensação não é boa. Mistura de alegria e tristeza, de voltar pra casa mas ao mesmo tempo deixar a família, a cidade, e ainda pior, vir embora com o coração apertado, com uma cicatriz aberta. Eu sabia que minha ficha só iria cair no momento em que eu viesse embora. Me segurei,até sem forçar, em ficar forte enquanto estive em São Paulo. Me senti anestesiada, até o momento em que me despedi de todos e entrei no "embarque Internacional". Alí é cruel, vc mostra o bilhete para o rapaz, dá a última olhada para quem está deixando, fala o último tchau e então parece que a partir daquele momento, a nuvem negra chega, cheia de carga e eu desabo mesmo. Vou sentir saudade da alegria do nosso povo, como o tiozinho da foto, que estava vendendo guarda-chuva e ao ver a minha máquina abriu os braços e seu sorriso banguela, que as gotas no vidro estão escondendo. Saudade da descontração de um restaurante na hora do almoço, num bar no happy-hour, da fofoca e simpatia das manicures do salão de beleza, da gritaria na feira, da troca de olhares entre as pessoas. Back to NY ainda estou meio "estranha", no próximo post explico melhor. Mas amanhã tudo deve começar a voltar ao normal, assim espero.
Bom curtir as coisas boas da minha cidade querida. Fomos em um bar chamado, se não me engano, "Rasgueira" que fica na rua Leporace com Grabriele Danuzzio, no Campo Belo. Cara de botecão, pessoal bacana, comidas deliciosas e claro cervejinha beeeem gelada. Comi o tal de escondidinho que todo mundo falava e achei maravilhoso. Carne seca com purê de mandioca e queijo gratinado. E a picanha então? Puxa nada melhor do que um buteco, picanha, cerveja e um bom papo. Isso não tem preço! Ainda mais pagando em dólar hehehe Pena que nos EUA não tenha a cerveja BOHEMIA, que eu simplesmente adoro! E nesse bar, tem uma geladeira que marca a temperatura que está lá dentro. Na foto abaixo está em -3.0, mas o record que vi foi -5.6. Se tiverem a oportunidade, não deixem de ir e provar o escondidinho, pois a picanha todos já devem conhecer né?
Fiquei impressionada como aumentou a quantidade de motoqueiros nessa cidade. Quando saí já eram muitos, hoje está empestiado. Pior é que são mal educados e folgados. Fazia tempo que não dirigia aqui, e a regra número 1 é dar sempre passagem a eles, senão você corre o risco de ficar sem o retrovisor. Falando nos motoqueiros, hoje um no trânsito até invadiu a calçada, e quando voltou pra rua o chamei de folgado. Eu tinha me esquecido do perigo que é fazer isso, já que em NY vc fala sempre o que pensa e no máximo recebe um fuck you. O cara quase parou a moto, além de todos os palavrões que me xingou, se tivesse uma arma poderia ter me dado um tiro. Outro dia foi uma kombi, eu atravessando a faixa quando estava bem no meio o farol abriu, o cara veio na toda, e eu disse: "Dá para esperar"? Ele respondeu gritando: "Dá pra esperar o caralho sua P*&^". Mundo cão. Depois do susto, fui até a loja da Diesel para ver os preços das coisas, adoro comparar sempre pra ver como sou feliz :-). O tênis que paguei U$29.00 aqui custa R$370,00, como pode para a sociedade brasileira, pagar isso em um tênis? Eu chorei quando paguei U$80.00 em um outro meu. Mas o pior mesmo foi ao entrar na loja a vendedora falar comigo assim: "Conhece a loja? No primeiro piso all for woman e segundo piso all for men". Minha vontade foi de perguntar porque ela estava falando inglês se estava no Brasil, ou então continuar falando em inglês e falar algo bem difícil, já que ela queria falar inglês. Tinha tirado uma foto do termômetro no dia que fez o maior calor aqui em Sampa, dias lindos, mas como tudo o que é bom dura pouco, já acabou :-( Enfim, legal mesmo são as propagandas do Itaú, coloquei duas delas aí embaixo, e vou tentar fotografar mais. Essa do post it achei o máximo. PS: Não estou recebendo meus emails direito, é mais confiavel mandar msg pelo site, e mesmo assim se eu não responder me perdoem, esse micro me tira do sério.
Hoje foi dia de matar saudades das ruas que eu costumava andar quando ia pra FAAP. Uma das avenidas que mais gosto é a Rebouças e hj passando por lá vi que algumas coisas mudaram, abriu uma KALUNGA enorme! Claro tirei foto para mostrar ao Sergio. Até do trânsito que eu tinha saudades eu tirei foto, e lembrei como é o CAOS na Marginal Pinheiros, mesmo em plena 11:00hrs da manhã. Mesmo assim achei tudo lindo, eu lembrei das minhas manhãs indo para a faculdade, chegava a dormir parada no trânsito. Dormir novamente no meu quarto também foi muito bom, e agora que minha irmã casou o quarto ficou só pra mim e para a Luana que demorou mas já está quase que totalmente adaptada à casa. Já vai no colo de todos, mas implica com o rapaz que entrega cartas. Fora que estranha os cães enlouquecidos nos portões das casas quando ela passa, pois em NY ela fala com todos eles na rua e sempre é na paz, já aqui eles são mais estressados, pois ficam no quintal vendo o povo passar e latem o tempo todo. Mas como podem ver nas fotos, o chamego está grande por aqui.
É bom estar em São Paulo, ouvir minha língua apesar de estranhar quando ouço alguém falando português, eu logo penso: "Um brasileiro". Ruim é ter que ficar neurótica com assaltos, eu me desacostumei. Quando vou ao banco tenho que ficar esperta para ver se não tem alguém me seguindo. Hoje fomos tirar dinheiro, escondi na calcinha, fui para o carro e só depois que guardei na bolsa e a coloquei embaixo do banco. Fora que cheguei aqui com as unhas pintadas de laranja e eu parecia um mico de circo, um monte de gente olhando. Não se pode fazer nada que saia do padrão que você já fica com vergonha, isso é algo que realmente estranhei assim que cheguei. Precisamos comprar um monitor para a casa da minha mãe, e um simples 17 polegadas custa R$ 600,00. Um cartucho de tinta preto custa 139 reais, sem falar no feijão roxinho que em Ny compro por 1,60 e aqui custa R$5,80. São coisas que realmente estou mal acostumada, pois nos EUA é muito mais barato. Claro, delirei ao ir ao carrefour, aonde comprei tudo que estava desejando como Yakult, iogurte natural, guaraná, manga de verdade, bisnaguinha seven boys, linguiça toscana e muitas outras coisinhas gostosas. A variedade no supermercado é bem diferente do que em NY, fiz a festa, mas me choquei ao ver o preço do chá que sempre tomo em NY, R$16,00. Bom estar de volta, apesar dos acontecimentos tristes, mas estou tentando superar da melhor maneira possível. Mil coisas para serem resolvidas agora, aposentadoria, inventário etc etc. --------A hora que mais sinto saudades do Brasil é quando ouço minhas seleções de axé e pagode. Eu curto todo tipo de música, menos black music e heavy metal, e cada época tenho as minhas preferidas. Hoje resolvi ouvir uns axés e isso levantou meu astral demais. Me faz pensar como eu que sou tãaaaaaaao brasileira consigo viver por aqui. Muitos brasileiros vivem pq não se ligam muito nas coisas que só o Brasil tem e não se encontra em outro lugar. Eu amooooooooooooo nossa música, amo a alegria do nosso povo, as festas, o carnaval! Putz, nem me fale no carnaval, é meu maior prazer. Não faço questão de sair para danceterias, bares etc, mas carnaval realmente faz muito parte do meu sangue. Fecho meus olhos ouvindo essas músicas e me transporto para Olinda, aquela alegria, aquele povo, aquela muvuca... Adoro um maracatu, meu sonho era tocar pandeiro numa rodinha de pagodeiros e tocar a noite toda! E pagodinho na praia então? Não tem coisa melhor... Mas com toda essa paixão no coração como ainda assim me sinto feliz aqui? Acho que porque vejo NY como um lar temporário, não quero realmente viver para sempre aqui e longe de todas essas coisas que tanto amo, e que só encontro na minha terra. Praia tem no Caribe, Flórida, mas cadê meu pagodinho, minha cervejinha e meu camarão? Carnaval então, nem se fala, pra mim nem o de Salvador deve ser como o de Olinda, nem o verão é igual, aliás nada é igual. Todo lugar tem seus prós e contras, o negócio é aproveitar os prós daqui e sentir saudades dos de lá, pra poder aproveitar como nunca quando voltar, já que a gente dá muito mais valor pras coisas quando não as temos mais... --------
Pra piorar ainda mais, aqui em NY só tem supermercados minúsculos. Em nada eles me lembram o meu querido e saudoso Carrefour. Lá eu encontrava de tudo! Pão fresquinho, frango assado quentinho, feito no máximo a meia hora, uma cadeira de praia, e bem a noite, quando batia aquela fome ou um desespero por algum material para acabar o trabalho da faculdade, era só pegar o carro e ir até lá. Aqui a vida é completamente diferente, apesar de dizerem que NY é a cidade que nunca dorme, tudo fecha cedo. Vai tentar comprar um presente pra alguém antes de ir a uma festa as 11horas da noite. Fica tentando... não acha. As lojas fecham no máximo as 8 nos dias de semana, então quem trabalha até mais tarde só pode comprar nos finais de semana. Que saudades do meu Shopping Morumbi, mesmo quando não tinha lugar pra estacionar, e na época de Natal então? Aquele inferno no estacionamento, o shopping lotado de gente! AI QUE DELÍCIA de inferno!!! :-) Estou muito saudosista hoje, melhor parar por aqui senão jajá pego um avião e vou embora. -------- |