05.10.08- Luna e o Brasil Fico pensando o que a Luna acha que é o Brasil. Ela já conhece a bandeira, que mostrei UMA vez nas havaianas dela, e em qualquer lugar que esteja, quando vê, ela fala na maior alegria: "Basíl!". Ontem eu usava uma camiseta com a bandeira estilizada, ou seja traços soltos bem diferente do que ela está acostumada a ver, e sem o preenchimento das cores, apenas contornos, mas na hora ela viu e reconheceu: "Basíl". Hoje ao pega-la no berço de manhã, olhou pro meu pijama e disse: "Cade Basil? sumiu" . Ela sabe também que as pessoas legais que ela adora, estão no "Básil", por exemplo, quando a minha irmã vem, ela nem quer saber de mim, gruda nela e até na hora de dormir, é a tia que tem que colocar no berço, tem também que dar comida e trocar a fralda (a mãe agradece apesar de ser ciumenta). Quando titia vai embora, eu pergunto "Cadê a titia?" ela logo diz: "Licópto, Basíl". Quando o padrinho foi embora, quando o tio foi embora, sempre ela diz o mesmo, que foram de Helicóptero para o Brasil, junto com a Vovó, o Caíque e a Mei-Mei (sharpei da minha irmã). Então digo que ela é "family sick" a família está longe, ela sente saudades e quando eles chegam ela se derrete, gruda. Entende bem quando vão embora, simples e sem drama como o "Licópto e Basíl" e acabou a história. Mas mais simples ainda que isso, foi um dia ela saindo com o pai e eu perguntei: - Filha aonde você vai? Ah, quem me dera que fosse tão simples assim... Recebi a primeira "reclamação" da Luna no daycare hahahaha. Cheguei ontem lá e uma das professoras veio me dizer que colocou a Luna em uma cadeirinha pra se acalmar (depois de terem conversado e explicado que ela não deveria fazer isso) por 2 minutos, pois ela estava empurrando as crianças, jogando os brinquedos no chão e tudo isso fazia e olhava pra elas. O mais engraçado é ela dizer que depois que a Luna fez 2 anos, ela virou outra menina, e eu tinha percebido a mesma coisa, que depois dos 2 anos ela virou uma capetinha. A energia parece ter dobrado, e a vontade de fazer o que sabe que não pode também. Na conversa com a professora, ela instruiu eu fazer o mesmo em casa, pra manter a consistência. Quando ela ficar impossível, coloca ela na cadeirinha e acalma. O mais importante é manter a consistência e manter a palavra, senão perdemos a moral. Se você diz que ela não pode fazer algo, e que se fizer de novo vai ter alguma conseqüência, seja ela qual for, a conseqüência tem que acontecer, senão vira baderna, ela saberá que poderá fazer que no fim a mãe vai liberar e aí acabou tudo, já era. Pior é que isso na verdade, não é só com criança, é com tudo. Se você não coloca limites nas pessoas e não exerce o que diz que vai fazer, perde a moral, e aí vai ser assim pra sempre. << No Mundo da Luna: No Mundo dos Médicos >>
Desde que pensávamos em filhos, eu e o Sérgio queríamos uma menina. Ele sempre achou mais fofinha, mais charmosa, mais gostosa. Minha opinião era a mesma, só não gostava muito da idéia de ter que enfeitá-la, pois como não sou nada vaidosa, acho que menino nesse ponto seria mais fácil. Quando soube o sexo da Luna na gravidez, foi um momento SUPER feliz, era realmente tudo que queríamos! Começamos a pensar os prós e contras em nosso filh0 ser do sexo feminino. Achei vários prós, um deles é que depois do casamento, a menina convive bastante com a família dela, já o homem tende a ir para lado da família da namorada/esposa. Para o meu lado, o contra é que mulher se apega mais ao pai e eu sou ULTRA-SUPER-MEGA ciumenta e possessiva. Porém o bom está na frente, ela quase sempre é mais companheira, caseira e ajuda a mãe! Olhem a foto abaixo, espero que se torne uma realidade mesmo! Disseram para não me iludir pois isso passa, mas a esperança é a última que morre, né? << No Mundo da Luna:No Salão >> Hoje é dia se Sunset Jam, um evento que tem todas as Sextas-Feira nesse verão, bem em frente ao Rio Hudson com vista para a estátua da liberdade. Um "workshop" de batuques e sons para as crianças, no final da tarde com um maravilhoso pôr do sol. Que mais eu posso querer? É simplesmente maravilhoso estar lá, mesmo que a Luna não dê muita bola e nem queira batucar, o ambiente é show de bola. Foi lá que conheci a Simone, o Lelo, e a lindíssima Helena. A Simone chegou através do blog, quando estava de mudança pra NY, e depois estávamos tentando nos conhecer há um tempo mas as agendas não permitiam, até que um dia deu certo e eles foram lá compartilhar a bela paisagem conosco. A Helena é apenas 2 meses mais nova que a Luna, e a Simone faz aniversário no mesmo dia que a Luna. Semana passada, foi cômico a semelhança entre as duas, que além de term o cabelo exatamente da mesma cor, estavam super parecidas com os vestidos verde.Hoje lá vamos nós encontra-los de novo, se a chuva permitir. É por isso que eu amo NY, posso fazer tudo isso com segurança, num lugar bem frequentado e melhor, de graça! Antes de ter filhos achava que não tinha nada demais dar uns tapinhas na bunda, e nem era contra uns puxõezinhos de orelha. Hoje, depois da Luna, sou totalmente contra. Concordo plenamente com educadores que dizem que bater, não serve pra educar ninguém, é apenas uma forma de extravasar a raiva que os pais sentem quando o filho apronta alguma coisa. Não condeno quem acha que umas palmadinhas fazem bem, de forma alguma, porém sou totalmente contra violência, aquelas surras fortes, que deixam marcas, machucam (isso ainda existe?). Não conseguiria jamais levantar um dedo pra Luna, pelo menos essa é minha posição até agora, e olha que já passei algumas raivas grandes, e nesses momentos confesso que deu vontade de dar uns tapas,mas também foi nesses momentos que percebi que se eu desse, seria 100% pra aliviar o que eu estava sentindo, mas sem nenhum objetivo de ensiná-la alguma coisa. Quando começo a pensar ainda mais no assunto e imaginar eu fazendo algo desse tipo, me sobe um "No-no-no" enorme, e afirmo ainda mais a minha posição de que acho absurdo, machucar alguém fisicamente, e pra piorar, alguém você exerça algum poder. Na minha opinião, ninguém tem direito de agredir ninguém, seja pai com filho, homens com animais, pra tudo há sempre outra maneira de ser resolvido. Mais uma vez, não quero criticar os pais que não ligam pra uma palmadinha de vez em quando, estou apenas colocando o meu sentimento em relação a isso. Não me vejo levantando um dedo pra machucar minha filha, faze-la sentir dor com minhas mãos é algo que só de pensar, me dá repulsa. - Filha, quer água? ........entrego a mamadeira na mão dela, ela vai pro quarto e volta, me devolvendo a mamadeira ainda cheia...... - Não, não, mamãe. "Aua di coco".
Várias pessoas já me perguntaram sobre as roupinhas da Luna. Já recebi emails perguntando se eu tinha interesse em vende-las, e perguntando onde eu compro. Vender eu até tenho interesse, e peço desculpas porque fiquei de mandar umas fotos para algumas pessoas, mas eu estou tão sem tempo, que acabo esquecendo. Vou voltar nessa idéia de um bazar online que está tão na moda, mas tenho que dizer que as mais bonitinhas eu não colocaria, pois ainda pretendo ter o segundo filho, e se for menina, já tenho tudo! Enfim, mas aqui vão as dicas como me perguntaram, sobre lojas, marcas etc. Minhas lojas prediletas para comprar são a Century21 e a Daffy's porque além do preço ser ótimo, encontro peças mais exclusivas, de design europeu que eu prefiro. Outras lojinhas de bairro, aquelas pequenininhas são maravilhosas, também vendem marcas de fora, mas com preços salgadinhos. Online é uma boa pedida, são várias que eu procuro por uma marca e acabo achando outras. Vou colocar aqui as minhas favoritas: Waiti
DKNY Red Sound (calça) Baby Navy (camisa) Egg Baby Claesens Jaffa Kids (jeans) Shilav Video Player
E é assim que eu acordo todos os dias as 7:30 da manhã. Com esse gritinho "delicado" (filha do Sergio não dava pra ser diferente) me chamando e avisando que meu dia vai ser bem agitado. Antes de ter filhos, ouvia dos já pais, que era a coisa mais maravilhosa do mundo. Sabia que devia ser mesmo, já que todos falavam a mesma coisa, mas como imaginar ia ser bom, abdicar de tantas coisas que costumávamos fazer, ter mais gastos, passar noites em claro, deixar de ir ao cinema por um bom tempo, mudar a rotina totalmente e acordar cedo todos os dias? Perfeitamente compreendido o pensamento, antes que o filho apareça. Quem não tem, acha que nada pode ser melhor que toda essa liberdade, quem tem, entende completamente tudo que já havia ouvido antes, que filho realmente é a melhor coisa do mundo. Minha mãe estando aqui, alguns dias a Luna dormiu na cama dela, e de manhã, ao ouvir sua voz, eu levantava na hora. Minha mãe perguntava porque eu não aproveitava que ela estava com a Luna, para dormir até mais tarde. Não consigo, de manhã a saudade é grande, a vontade de beijar e abraçar supera qualquer horinha a mais na cama. E o cinema? Ela também pergunta porque não aproveitamos que ela está aqui e vamos ver um filme. Ah mãe é verdade... a gente vai. Fomos? Não. Foi passando, passando... acho que no fundo nem sentimos mais falta disso, é mais gostoso vir pra casa curtir a baby e depois ver algo no DVD. Não é que estou me anulando, longe disso, é que simplesmente nesse momento, estar com a Luna, é muito mais divertido e prazeroso que ir ao cinema, mesmo com o terrible two chegando com tudo (o vídeo está aí pra mostrar)
Valeu a pena essa experiência apesar de a Luna ter ficado com medo, como era de se esperar. Não queria descer do meu colo nem por decreto. Gostou das comidinhas, das bolhinhas de sabão que caiam de vez em quando, mas na primeira oportunidade, pegou a mão do pai, foi levando-o pelo salão, e onde foram parar? Na porta de saída. Ela levou o pai até lá e no caminho já ia dando tchau pra todo mundo. Foi hilário. No finalzinho se acostumou e se soltou um pouco mais, se divertiu com o sobe e desce de dois degraus e então relaxou mais e até ensaiou uns passinhos. Agora pra repetir a dose, só mês que vem, já que o evento é mensal e não semanal. Quando temos filhos, muita gente diz que estamos reaprendendo a ser criança, mas no meu caso, estou aprendendo mesmo, do zero. As musiquinhas que eu sei, que eram da minha época ficam a ver navios. Nada de Dona Baratinha, Atirei o Pau no Gato, Ciranda-Cirandinha, O Cravo Brigou com a Rosa e etc. A Luna chega em casa fazendo umas coisas engraçadas, e aí descubro que são musiquinhas da escola porque os bichinhos dela que cantam, devem tocar as mesmas musicas da sala de aula. Por não ter nascido e sido criada aqui essas coisas todas são tão novidade pra ela quanto pra mim. A primeira musiquinha foi a "If you are happy and you know it" ela chegou em casa batendo palmas, depois os pezinhos, uma graça. A próxima foi a da aranha, e o mais cômico foi na semana passada, depois que ela dormiu, eu e o Sergio treinando os movimentos da Itsy Bitsy Spider na frente da televisão (que claro só fica agora no canal infantil). Quem visse de fora ia morrer de rir, os pais babões parecendo duas crianças descordenadas. A mais recente é a "Head, shoulders knees and toes" ela só consegue fazer a parte dos toes, pegando nos dedinhos dos pés. Aí eu fico na internet correndo atrás das informações pra poder falar com ela a mesma língua! Vou ficando viciada nas musiquinhas, e vou cantando no metrô sozinha, jajá coloco no meu ipod. O canal Noggin é o preferido dela, e realmente é maravilhoso. Os desenhos, as atividades, as musicas e os personagens são de uma criatividade e qualidade nota dez. Super educativo e com quase nada de propagandas de produtos infantis. Esse a gente aprende juntas na hora do café da manhã e a noite. São vários personagens com varias musiquinhas e esse é o que eu estou super vidrada, cantando o dia inteiro.(apenas o primeiro vídeo). Sabe quando você fica viciada em uma música e ouve toda hora? Sou eu com esse vídeo. Tem esse também muito engraçadinho (também o primeiro vídeo). Quando esse personagem aparece, Luna paralisa tudo o que estiver fazendo para ficar olhando. Na semana passada era essa que eu não tirava na cabeça. Fica aí a dica pra quem está vindo morar aqui no EUA e tem filhos pequenos, pra mim é o melhor canal infantil que tem na televisão americana. Achei dez a iniciativa desse blog que relata as atitudes das babás por pessoas anônimas na cidade. "Eu vi a sua babá" é uma cumplicidade entre mães que não se conhecem, mas tem algo em comum, filhos que ficam sob os cuidados de outras pessoas. Em casa é fácil colocar câmera, mas e fora? Os olhos do povo, acaba sendo a câmera que faltava para saber realmente se sua babá gosta do que faz, ou apenas quer o dinheiro, e pouca encheção de saco. Já presenciei uma vez uma babá que nem ligava pro menininho no carrinho perguntando de que lado vinha o trem. Ele perguntava, perguntava e ainda dizia, poxa me responde! E ela nem aí, eu poderia dizer que é surda, mas nenhuma mãe contrataria alguem assim pra cuidar de uma criança. Fiquei revoltada, mas infelizmente ainda não conhecia esse site. Nele, mais descasos como esse são relatados, e tomara que seja bem divulgado para que as mães tenham conhecimento. Eu quando esperava a Luna sempre tive em mente que queria uma babá, não tinha dúvidas quanto a isso. Conversando com a Lu, ela me disse que confiava muitomais num daycare do que babá. Mas eu não conseguia imaginar a Luna não tendo a atenção só pra ela, de uma pessoa dedicada somente a ela, se preocupando se ela não comeu, insistindo na comida, vendo todos os detalhes como eu via. Fui praticamente obrigada a optar pelo daycare, pois a babá que eu queria não deu certo de vir, e eu não tinha mais ninguem de confiança. Hoje digo que foi a melhor coisa que fiz. A Luna no daycare não tem manha, a atenção não é só dela, portanto ela não fica cheia de frescura, tem que dividir os brinquedos, interage o dia inteiro com outras crianças, e o mais importante, ela faz atividades! Eu não imagino uma babá durante o dia em casa, estimulando a criatividade dela, com colagens, desenhos, historias. São poucas as que fazem isso e muitas as que ficam na frente da televisão, a criança fazendo o que quer, ou apenas brincando com seus brinquedos. Não me arrependo em momento ALGUM, e estou completamente satisfeita. Apesar de não ter o mesmo cuidado intensivo se fosse sozinha com alguém, sei que lá ninguem irá trata-la com pouco caso, agredir ou coisa parecida, pois sempre tem várias professoras junto, teriam que ser cumplices, o que eu duvido.
Quando repito o ritual, ela até coloca o dedo na boca ao ouvir o boa noite, mas quando coloco no berço... a briga começa. Ela chora, levanta, fica brava. Eu na minha coragem e dureza saio do quarto e a deixo chorando, mas ao ouvir o "mamãe" no meio do apelo, nao resisto. Vou lá, beijo, acudo a minha pequena. Fico no quarto, balanço, converso. Nada adianta, ela quer farra, quer au au e papai. Hoje, no terceiro dia da "guerra" consegui sair e a deixar chorando um pouco e graças a Deus ela não chamou mamãe, chorou e logo parou. Quando fui ver, dormia feito um anjinho. Cada noite agora é uma técnica nova. Primeiro dia balancei, segundo dia coloquei no berço com uns livros e lá ela ficou até dormir, mas hoje nem balançada e nem livro a convenceu. O que será que me espera amanha?
Nesse meio tempo, aconteceu a festa de Halloween na escolinha da Luna. A primeira dela, e minha também. Aliás foi uma festinha bem rápida, no jardim de lá. Tinha comidinhas, um homem vestido de galinha pra animar a criançada, uma senhora no teclado tocando uma musiquinha. A Luna no entanto só chorou. O motivo não sei bem, mas acredito que insegurança de que jajá iríamos deixá-la sozinha. Quando saímos da vista dela, chorou bastante mas logo parou e se juntou aos amiguinhos de classe. (vejam as fotos) É muito interessante já observar alguns traços de sua personalidade. Algumas coisas sempre fico na dúvida se é coisa de criança ou algo que é somente dela. Mas já percebi que Luna é muito observadora. Não observadora de curiosa, quase toda criança é, mas ela é realmente observadora forte. Olha pra tudo, fica vários minutos concentrada observando apenas uma coisa. Nas fotos do Halloween peguei dois momentos dela assim. Outra coisa que percebo desde mais nova é o quanto é bravinha e resmungona. Mas em contrapartida, é ultra carinhosa. Abraça, beija, e muito! Ontem ganhei muitos beijos, sem pedir. Foi na testa, bochecha na boca, nariz, perna, ombro, tudo ela beija. Conversando com a tia da classe, ela confirmou, disse que a Luna é muito carinhosa, que abraça muito as coleguinhas, beija, aquele abraço de quem esta agarrando ursinho de pelúcia e ainda da tapinha nas costas. Incrível é pensar como devemos mesmo dar o exemplo, sempre. Eles estão nos observando a todo momento, mesmo naqueles que achamos que não. Antes de ontem ela me surpreendeu bastante e fiquei até cabreira em ver que estou sendo TÃO observada. Ela já tinha aprendido sozinha a abrir e a fechar o compartimento de CD do meu micro, mas apenas isso, abre e fecha. Nunca me viu fazendo isso, pois 99% do tempo que fico no micro ela está dormindo, e também nos 1% que não, eu nem uso CD, apenas venho pra olhar email. Foi então que no sábado, ela veio aqui na minha mesa andando e viu um CD. Ficou na pontinha do pé, pegou o cd e levou lá pra bandeijinha. Nao acreditei que ela iria colocar o CD lá... e foi exatamente o que fez. Abriu, colocou o cd e fechou. Quando ela me viu fazer isso? Nao viu, o máximo que pode ter visto foi no quarto colocando o DVD em um outro aparelho completamente diferente. É uma sensação maravilhosa ver essa menina crescendo, e criando sua personalidade. Eu e o Sergio ficamos tentando adivinhar como ela vai ser. Seré que vai ser a que senta no fundão da sala de aula e faz bagunça? Vai ser tagarela? Ou vai ser aquelas chatinhas que sentam na frente e reclama dos bagunceiros? Ele acha que sim, que vai ser a chatinha que reclama, mas eu acredito que ela não vai ser nada quietinha, que vai ser ultra sapeca, danada. Ou será a tipo come quieto? Uma coisa eu sei, a personalidade é forte, a exigência é grande, e é extremamente reclamona. Hoje, pela manhã, cismou que eu não podia tocar em nenhuma parte da sua cadeira de refeição. Onde eu botasse a mão, ela empurrava e reclamava. Pura chatisse e manha, e eu achando a coisa mais engraçada do mundo aquela implicância sem fundamento. Vai entender... e não podemos esquecer que ela é uma MULHER, não tem que tentar entender mesmo.
Muitas crianças, a equipe que organizou a festa foi nota dez, e o principal foi que todos se divertiram, adultos e crianças. Mais delícia que a festa, só a Luna mesmo.
Estou agora atras de lugares que organizam festa a domicílio, para decorar o salão de festas do prédio, e cuidar de todo o resto, afinal não terei tempo nenhum de fazer qualquer coisa. Alguém tem dicas? Minha irmã fala pro meu cunhado: Ele: Elas estão se reconhecendo e se aproximando. Luna faz tempo que adora a Luana, agora que começou a engatinhar, vive indo pro lado dela. Por outro lado, a Luana já sabe que a Luna é um ser humano, cheira, abana o rabinho pra ela, e o mais engraçado, ela traz a bolinha pra Luna jogar, ou deixa o osso do lado dela pra ela quebrar. A Luana quando pega um osso, sempre fica choramingando pra gente quebrar ao meio antes de ela começar a roer. Ela mal sabe que a Luna vai querer comer primeiro que ela, mas jajá ela aprende. Nessa foto, a Luna estava atrás do sapo da Luana, as duas brincaram, uma segurando de um lado e a outra do outro, no famoso cabo de guerra. Quando a Luna senta no chão, Luana já vem dar beijinho na boca da Luna, que prontamente abre o bocão esperando a lambida. Vovó sempre atenta falando um "NÃO" bem sonoro pra Luana aprender que lamber a boca do bebê, não pode, só a da mamãe- por enquanto. Estou adorando essa interatividade entre as duas delicias da minha vida. Minha bolsa estourou e fui correndo pro hospital, aguardando o táxi que demorava horrores, as cólicas aumentando e eu me contorcendo. Estava a essa hora, na cama do hospital tomando a anestesia para aguardar a chegada do que seria o maior presente que eu poderia ter na vida. Minha rotina não é mais a mesma mas, eu também não sou mais a mesma. Eu acordo cedo e vou pra cama antes da meia noite quase todos os dias, a maioria deles as 10:30. Não vejo mais filmes como antes. Mudei os habitos caseiros, por exemplo agora eu cozinho coisas com o maior amor e capricho. Só penso no que quero comprar pra Luna, e pra mim nada mais, nem tenho vontade. Faço mil planos pro verão, inverno, e imagino como será divertido estar com minha filha sempre junto. Me preocupo mais com a minha vida, pois agora tenho que cuidar de alguém que depende de mim. Não tenho ainda uma rotina estabelecida. Conheci alguém por quem eu daria minha vida em troca. Eu sou muito, muito mais feliz. E por um acaso, tem como não ser? Visitei mais um daycare, o Your kids, Our kids. Odiei. Primeiro pelo fato de o tour pela escola ser feito com vários pais ao mesmo tempo, o que achei super impessoal. Segundo porque apesar de ser um espaço grande, as salas não tem parede até o teto, sao baixinhas, o que deixa a escola ultra barulhenta. A gente mal ouvia o que a mulher falava, imagino como as crianças ouvem as professoras... Fora que os móveis eu achei mal cuidados, velhos, berços, brinquedos meio capengas. A escola fornece comida e fraldas, mas as de potinhos. Lista de espera, que coloquei meu nome só pra ter idéia de quando terão vagas disponíveis. Tem a Tutor Time, que pelo site fiquei muito bem impressionada, mas os reviews que li não foram muito positivos. É uma cadeia grande, e por isso tem uma formatação já muito "programadinha". Por exemplo, o leite da Luna já tem que ir misturado, nao posso levar a água e o pó pra eles fazerem na hora. Li também que as crianças que mordem as outras, são suspensas (!!!???). Ao invés de suspender, ao meu ver, a escola deveria educar e ensinar que isso é errado. Pra mim soou como se a escola fosse uma "fabriquinha" depois que uma mãe reclamou também que ao pedir a suspensão e a transferência do filho dela, isso foi feito por um recado no papel, nem ao menos foram falar com ela. A Manhattan Kids Club, eu li bons reviews, mas quando liguei, a fila de espera era de 8 meses a 1 ano. Nem fui ver, também não fornecem comida, os pais que levam. Buckle My Shoe, muito bem recomendada pelo NYtimes mas além de ser mais caras do que as outras, em torno de 2 mil dólares mensais, também tem lista de espera em torno de 1 ano. Não fornecem comida, temos que levar. Bright Horizons, a unidade do Rockefeller Center, também é muito bem recomendada, mas custa ainda mais caro do que a Buckle, e a lista de espera enorme. Comida, levamos de casa. Trinity Nursery School, que também tem lista de espera, e custa U$2250.00. Pra mim fica meio fora de mão, pois trabalho no Soho e ela fica lá pra baixo perto do WTC. A maioria dos frequentadores são filhos de pessoas que trabalham em Wall Street, no mercado financeiro. Já viu o motivo do valor alto... Love a Lot, gostei bastante, é aquela que fui visitar e hoje, ao deixar a ficha de inscrição, falei com a dona. Ao ler a ficha e ver que a língua que a Luna "fala" em casa é Português, ela se surpreendeu e me perguntou com aquele sotaque bem americanizado "Você é brasileira?" Batemos o maior papo, ela está nos EUA há 35 anos, é de São paulo e já está com dificuldades no português. Descobri porque eu gostei da escola, tem mesmo um toque brasileiro de preocupação com a limpeza, aparência da escola. Ela foi muito simpática e disse que vai dar um "jeitinho" de conseguir minha vaga, pois se sou brasileira, mereço um "jeitinho" hahahaha adorei claro. Essas foram as principais que achei pela redondeza, e confesso que foi dificil a pesquisa. Muitos daycares não pegam crianças menores de 2 anos. Infelizmente não conheço ninguém que tenha filhos pra poder me recomendar um, fui na raça mesmo atrás dos "disponíveis" e vamos ter que arriscar. Mas o bom é que pras futuras mamães brasileiras em NY, aqui já vai um bom caminho de pesquisa pra daycares, e quem tiver mais sugestões, me escreva! Ah, é triste quando os planos vão por água abaixo. Já estava tudo esquematizado como ia fazer com a Luna, ia trazer do Brasil uma pessoa que minha mãe já tinha conhecido e gostado. Alguns probleminhas e por enquanto esse plano está na gaveta. Agora, hora de correr atrás de como resolver, já que minha mãe precisa ir embora jajá. Vejo muitas babás horrorosas aqui, e tem MUITA gente trabalhando como babysitter apenas porque é alta a demanda, e para um imigrante uma boa forma de ganhar um bom dinheiro. Mas isso não basta, é preciso gostar do que faz, amar as crianças. Como não conheço muita gente que possa me indicar uma pessoa aqui, acho a o "day care" (creche) mais seguro. Ao mesmo tempo que acho mais seguro, sei que a Luna ficará doente bem mais vezes do que se estivesse em casa, sei que não vão dar a mesma atenção a ela como se ela estivesse com uma pessoa que só cuida exclusivamente dela. Agora que ela começou a ficar chatinha com comida, isso me preocupa ainda mais, pois temos toda uma técnica para que ela coma, tem que dar, esperar um pouco dar de novo. Mesmo assim liguei para algns lugares hoje. Além de CARÍSSIMOS, quase nenhum que liguei tinha vaga, apenas lista de espera de até um ano. Um que achei vaga, perguntei sobre a comida e ela me disse que nós que temos que levar e já preparada, misturada. Por exemplo, se for cereal, já tem que estar misturado ao leite... PÔ, isso eu sempre faço na hora!!! Como vou amassar banana, abacate, pêra, e já levar pronto? Broxei e voltei a estaca zero. Se fosse babá... seria comidinha fresquinha feita na hora. E agora, José? Eu acredito em astrologia. Não no horóscopo diário, mas a influência do signo na personalidade da pessoa. Me identifico muito com o que falam sobre libra, principalmente ao que se refere a indecisão e justiça. Quem aqui tem filho de virgem? Concordam com essas características? O bebê virginiano é vivo e rápido, embora ao mesmo tempo mais tranqüilo e pacífico do que as outras crianças, contradição que obscurece uma futura personalidade que às vezes se acalma, e às vezes se irrita. Não insista em dar purê de maçã ao seu pequenino de Virgem quando ele quer pêssegos, ou terá que sustentar um longo cerco. No fim, a cadeira alta acabará cheia de purê de maçã, e o bebê, se não quiser, não terá um pingo sequer em seu estômago, embora sorria tão encantadoramente quando firmemente desvia a cabeça para o lado. Ele pode surpreendê-la, preferindo o espinafre ao sorvete. Pondo de lado o fato de serem muito exigentes e complicados para comer, criar um virginiano é uma experiência agradável, com alguns conflitos e alguns caprichos. Estas crianças são inclinadas a serem arrumadas e a guardar seus brinquedos. Na escola, se tornam os queridos do professor, pois são os mais fáceis de disciplinar e os que estudam suas lições com todo cuidado. É um prazer ensinar um típico virginiano, brilhante e de bons modos. No entanto, as críticas devem ser poupadas. Se for muito censurado por um erro, ele pode ser aborrecer sem razão e ficar até doente. Se cometerem um erro, só precisam de uma advertência e de forma discreta. Ficam imediatamente preocupados em corrigir. Leia bastante para seu filho. Os virginianos serão os mais infelizes desajustados como adultos, se não tiverem recebido uma educação completa. Saber menos que os outros ficam irritantes e dolorosamente embaraçados com suas insuficiências. Ouça-o quando ele falar. Ele tem uma sabedoria acima da sua idade. Você pode se permitir "chateá-lo" um pouquinho, pois ele se esforçará para lhe agradar, se souber exatamente o que você espera dele. Lembre-se de que sua imaginação precisa de um impulso forte e muito espaço para crescer. Porque a mamãe coruja não consegue escolher apenas uma foto pra celebrar seus 5 meses, escolhi essas 3! Que delicia, a gente esquece mesmo aquele primeiro mês cheio de dificuldades e falta de sono, ainda mais quando você dá um sorriso desse que desmonta qualquer um.
Eu mordo, belisco, beijo e aperto muito. É delicioso demais! (hora de cortar as unhas!)
PS: no minhas fotos já estão completos os álbuns do nascimento e de 1 mês da Luna. Estou editando o restante! Na última visita ao pediatra, ela disse que não preciso iniciar sólidos com a Luna até os 6 meses de idade. Também disse que se eu quisesse, poderia já começar, apenas para ela ir se acostumando, mas não que seja necessário. O que me encafifa é que aqui eles iniciam completamente diferente. No Brasil começa com suquinhos e sopinhas feita em casa. Aqui os pediatras não recomendam suco de forma alguma, e os bebês começam com cereais. Ela mencionou, compre o rice cereal ou apple/banana sauce, aqueles potinhos prontos na farmácia, mas nós não recomendamos sucos. Fazer sopinha em casa, não combina muito com americanos, stage 1 food das prateleiras do mercado está ótimo. Me pergunto, porque não pode sucos aqui? pesquisei hoje e achei a resposta. Mesmo natural, eles não gostam de dar sucos a menores de 1 ano, pois como suco feito em casa não é pasteurizado, eles acham perigoso a infecção por bactérias. Ainda recomendam se for dar, não dar em mamadeira, pois suco em mamadeira é a maior causa de problemas dentários. Ora, porque o suco eles tem medo, e a fruta amassada, pode? Alguém saberia me dizer a diferença? Lendo essa matéria, vemos que eles realmente não são nada a favor de sucos por aqui. Acho que quando a Luna fizer 5 meses eu começo a apresentá-la aos cereais. Ela está ótima com o leite, dormindo a noite todinha, pra que mexer agora em time que está ganhando, não é? Mais uma matéria que achei contra os sucos: Juice is not necessary for an infant. In fact, juice is way down on the list of healthy foods for babies, for several reasons. First, fruit juice is not a nutrient-dense food. Most fruit juices contain nearly as many calories per ounce as milk, but nearly all of the calories in juice come from carbohydrates. Juice is not a source of balanced nutrition. Infants who drink large amounts of juice consume a lot of calories to take the place of calories of more nutrient-dense foods, such as your breastmilk and foods containing protein, minerals and healthy fats. In my practice I have noticed a condition I have dubbed “juice abuse.” Some infants are not growing optimally (not thriving) because they have too much juice. Also too much juice can interfere with growth, especially juices with high fructose and sorbitol that can lead to chronic diarrhea and diminished absorption of vital nutrients. Juice is best used to flavor water. Toward the end of the first year if your child does enjoy juice, limit her consumption to no more than 12 ounces a day and dilute with at least equal parts of water. Get used to offering your child your breastmilk or water if she is thirsty. Children have a natural sweet tooth and will prefer juice to water unless they are programmed from doing so. Get your child into the habit of drinking water as a thirst quencher, or as a second choice, diluted juice. Another problem with juice is tooth decay. Avoid letting her lie down with a bottle of juice. When a child falls asleep the natural rinsing action of the saliva diminishes, allowing the sugary juice to bathe the teeth and lead to decay. Quando a Luna nasceu, eu sabia que a vida mudaria bastante, muitas pessoas falam que você não dorme mais, que não sai mais, que esquece de você, que eu não teria tempo pro blog, etc etc. Foi aí que fiquei na neura de saber como agir para que eu pudesse fazer dessa relação, a melhor possível para mim e para ela. Lí MUITO, tive muitas dúvidas, segui tudo que eu achava que deveria seguir, ouvi meu pediatra, lí mais um pouco, tive sorte e hoje eu posso dizer que estou super satisfeita com os resultados. No livro Nana Nenê, algo bem simples que lí mudou completamente a nossa rotina. Antes, assim que a Luna acordava, umas 6 da manhã, eu já preparava sua mamadeira, e esse primeiro horário era o que ditava o restante do dia. Portanto se ela mamasse as 6:30 eu ficava contando 4 horas a partir dalí para a próxima mamada, depois mais 4 e assim ía. Estava sempre de olho no relógio e tentando gravar a hora da última mamada para saber quando dar a próxima. No livro, parte do método de fazer o bebê dormir a noite inteira, é regular o horário da comida. Portanto ele sugeriu, se ela come de 4 em 4, estabeleça sempre o mesmo horário, por exemplo: às 8, meio dia, 4 da tarde e 8 da noite. Aí entrei em parafuso, pois se a Luna acordasse as 6:30 o que eu ia inventar para segurar a mamada até as 8, se ela já acordava resmungando? Foi então que vi que o resmungo não era fome, era só brincar com ela até as 8, que ela aguentava na boa. O primeiro dia, não consegui e dei a mamadeira assim que ela acordou. No segundo, fomos passear para enrolar até dar 8 da manhã, ela adorou o passeio, não resmungou e comeu feliz e satisfeita às 8 horas. A partir desse dia, Luna come todos os dias seguindo esse horário, assim agora posso sempre dar o banho na mesma hora e colocá-la na cama no mesmo horário. Eu recomendo muito a leitura desse livro para quem está começando agora, digo que se você seguir o que está escrito lá, tem grandes chances de ter sucesso. Estou dizendo isso tudo, porque agora pouco coloquei-a no berço e hoje foi o primeiro dia que ela dormiu sem resmungar absolutamente nada. Foi uma evolução, pois no começo ela chorava mais, depois passou a resmungar, mas virava de ladinho e chupando o dedo, se confortava e dormia, mas hoje foi o melhor que já vi. Ela quietinha no berço, sem dedo na boca, de olhinhos abertos, calminha, só aguardando a hora certa de fechar os olhinhos. Eu fui lá, não resisti, e falei o quanto ela era maravilhosa, que estava conseguindo dormir e se acalmar sem que precise da mamãe. Isso é muito bom pra ela, conseguir se confortar sozinha, e o melhor é que quando cheguei, ela me olhou e não ficou elétrica, apenas deu um sorriso e continuou a sua ida pro mundo dos sonhos. A minha vontade era muita de beijá-la, abraçá-la, mas me contive e vim descarregar minha alegria aqui. Hoje a Lu segue uma rotina que faz muito bem pra ela e pra mim. Como diz o método E.A.S.Y do livro "Segredos de uma encantadora de bebês" se o bebê se adequa a essa rotina, os pais conseguem ter filhos sem precisar abdicar da sua vida por completo. Sobra tempo pro bebê, com uma mãe descansada e de bom humor, sobra tempo pro casal e ainda pro indivíduo. Sei que bebês mudam muito, e essa pode ser apenas uma fase boa, mas eu acho que é sim resultado de todo meu esforço para que as coisas pudesse correr "very smooth". Agora vou entrar no meu próximo dilema, a introdução de alimentos sólidos. Próximo post falarei sobre isso. Hoje minha pequerrucha faz 4 meses. Ai que delícia, que gostosa, que fofa, que linda. Para ela hoje, 2 presentes. O primeiro é o blog, vou fazer um só pra ela, para que um dia ela possa saber como foi essa temporada dela, que ela com certeza não vai se recordar. O layout, bem... o layout por enquanto vai ser o default do MT, pois o papai está preparando um, que sabe-se lá quando vai ficar pronto. O segundo, foi o carrinho STOKKE que eu dei pra ela. Eu já o namorava desde a gravidez, mas tinha algumas dúvidas. Como no ônibus eu vi que nenhum carrinho vai ser bom, então decidi que isso não seria impecilho para eu comprar o que eu queria. O vídeo mostra tudo que eu gostei dele. Hoje estreamos o bichinho e adorei! Me senti tirando um carro zero da concessionária, porque senti isso, eu não faço idéia, mas foi exatamente o que senti. Macio, prático, design maravilhoso, fomos a atração no metrô, ele chama muito a atenção, isso é o único ponto "ruim" dele. Hoje fomos ao pediatra, ai que saudades do Dr Ricardo... que perdia tempo falando, explicando. Enfim, ainda não preciso dar sólidos, apenas para ela ir acostumando se eu quiser, mas até os 6 meses, se ela nao acordar a noite de fome, posso continuar apenas com o leite. Aí dizem que posso começar com a apple sauce, banana sauce... todos os potinhos que vendem no supermercado, mas eu queria mesmo é ouvir que eu deveria fazer tudo em casa, amassar a banana e etc, e que ela me desse os horários de como eu deveria agir com os sólidos, me dizendo quando dar, antes de qual mamadeira, etc etc. Nada disso ela explica, é tudo meio por alto, tudo meio correndo. Dr. Ricardo, Help! Foi a viagem mais complicada da minha vida, mas enfim estou em casa. Depois conto tudo que aconteceu. O gosto é de alegria por estar em casa, e de tristeza por ter ido embora. Foi uma choradeira só. Tudo por amor, amor e mais amor. É lindo ver o amor que minha mãe tem pela Luna, eu só tenho a agradecer. Nunca chorei tanto numa despedida, mas essa foi especial. Foi o chorar por estar deixando minha mãe e o Brasil, e chorar mais ainda por ver como ela estava sofrendo pela separação da neta, que ela ainda não tinha ficado muito longe, desde o dia em que ela nasceu. Aprendi com ela, ela reaprendeu com a gente e juntas cuidamos da Luna- ela relembrando coisas, eu aprendendo tudo novo, ela me contando sua experiência e eu contando o que há de novo, e o que mudou desde que eu e minha irmã nascemos. E assim, desde o dia 22 de setembro, minha mãe foi a pessoa fundamental, mais especial e mais importante nesse momento tão difícil que é conhecer um bebezinho e aprender a conviver com ele. Não tenho nem palavras para agradecer tudo que ela fez por nós, aqui e lá. Mãe é mãe sempre... e a gente entende ainda mais esse amor louco e incondicional, quando viramos mãe também.
Hoje ela fez diferente (ontem a vovó que a fez dormir...). Coloquei-a no berço, ela começou a chorar forte. A vovó se aproximava do berço, ela ria, conversaram bastante e quando a vovó se afastou, tome choro de novo, choro de raiva mesmo. Vovó voltava, risadas; vovó saía, choro. Vovó não aguenta e pega ela do berço, mamãe diz: "Aproveite seus últimos dias com a vovó, chegando em casa a manha acabou, ainda bem que faltam só dois dias!" Peguei-a no colo, deixei vovó e Luna se acalmarem e a coloquei no berço de novo. Menos briga, alguns resmungos, outros chorinhos reclamões, e agora ela dorme como um anjinho, como na foto, tirada agora. UPDATE: para esclarecer aos que acham que o filho tem que ser criado no colo, com mimos, musiquinhas, balanços e etc... eu prefiro adotar uma maneira que vá ser mais fácil pra Luna se adaptar quando estiver longe de mim. Dou todo carinho do mundo pra minha filha, mas se ela aprende a dormir sem minha presença, ela sofrerá muito menos quando for pra creche, pois lá ninguém vai ficar dando colo a cada segundo que ela chorar. E a noite, quando ela acordar, ela conseguirá dormir novamente sozinha sem depender também de mim para faze-la dormir...
É muito legal acompanhar cada fase do seu desenvolvimento, por exemplo, agora ela está na fase de descobrir as mãos. Vive com elas na boca, e aprendeu a chupar o dedinho. O pediatra disse que é fase, mas que não podemos deixá-la dormir com o dedo na boca, pois aí sim ela pode viciar. Posso ver como ela relaxa quando consegue, finalmente, apontar o dedão e enfiá-lo com todo prazer dentro da boquinha. O conselho é: tira e coloque a chupeta. Difícil é resistir a essa cena linda, ela e seu dedão na maior interação. Hoje nossa rotina está mais sólida, a Luna dorme as 22:00hrs e só acorda as 7/8:00 do dia seguinte. Só preciso dar uma reforçada na mamada à meia noite enquanto ela ainda dorme. Assim minha vida fica mais fácil e eu tenho muito mais prazer em cuidar da minha lindinha. O Pediatra disse algo muito importante. Disse que quando nasce o filho, algumas mães ficam alucinadas em cuidar deles, não deixando chorar, fazendo de tudo para que o bebê fique bem, e com isso anulando sua vida, ficam como loucas acordadas a noite inteira, e no dia seguinte, está um caco. Isso a deixa mal humorada, sem ânimo e energia para cuidar do bebê e muito menos dar atenção ao marido. A felicidade do casal fica pra segundo plano, mas esquecem que cuidar da familia e do marido é o melhor que pode fazer para o seu filho. Quanto sofrimento passam crianças que vêem os pais se separarem, quantas sofrem por não ter um pai em casa? Portanto, cuidar da família é o passo mais importante para a felicidade do seu bebê, acima de tudo! Isso tudo foi pra me dizer que, quando eu não puder dar a mamadeira da meia noite e ela acordar as 3-4 da manhã, que eu a deixe chorar. Ela já tem "idade" suficiente pra armazenar as calorias que necessita para passar uma noite de sono inteirinha sem acordar. Tudo está maravilhoso, e a Luna além de muito risonha, está ficando cada vez mais linda. Só estou agora sentindo saudades da nossa casa em NY. Ficar "acampado" durante muito tempo com um bebê, é meio cansativo. Preciso sentir minha rotina de verdade, como será na nossa casa, nós 4, eu, ela Sergio e Luana. Hoje depois de 2 meses com a Luna, com nossa rotina estabelecida, conhecendo ela melhor, acostumada ao seu ritmo, me sinto preparada para fazer um balanço de tudo até agora. A primeira coisa que vi e aprendi é que MUITAS, INÚMERAS mães passam por muita coisa e preferem esconder, apenas dizer que está tudo ótimo, lindo e maravilhoso. Seja por medo, vergonha ou a mais comum das razões: a culpa. Antes da Luna nascer eu achava meio exagerado o que diziam sobre a mudança que o primeiro filho trazia na nossa vida, o cansaço, o trabalho. Hoje vejo que nada era exagero, o que muda realmente é como a GENTE leva a vida antes dela nascer, e como queremos levar isso depois. A maneira com que eu encaro uma noite mal dormida, é completamente diferente de uma amiga, eu deixar de ir ao cinema e a um jantar pode abalar muito menos a minha vida do que abalaria a de qualquer outra pessoa. Aí é que mora a diferença. No MEU ponto de vista, hoje digo que achei difícil. É realmente uma grande mudança, medo, insegurança. O mais legal e bonito é dizer que tudo foi lindo maravilhoso e que tudo vale a pena. Mas eu sempre gosto de dizer o que eu realmente sinto, não consigo dizer "está td bem" quando estou me sentindo péssima. As primeiras semanas com a Luna, me trouxeram muitos momentos e sentimentos contraditórios. Era uma emoção enorme por te-la em meus braços, mas ao mesmo tempo, eu sentia uma vontade enorme de ter minha vida de volta. Chorei inúmeras vezes sozinha com a Luana (dog) nos meus passeios noturnos, questionei muito se era a hora certa, me arrependi em alguns momentos, e em outros tinha toda certeza e amor do mundo pela Luna. Aquela culpa por não estar sentindo aquela "alegria" como as outras mães descreviam, por não conseguir amamentar, por não me sacrificar ao máximo e aguentar toda a dor no bico do seio pela minha filha, misturado com as dores que fiquei sentindo após o parto e as madrugadas acordada me deram dias de muita frustração. Nas primeiras semanas eu me via às 4 da tarde ainda de pijama e nem me lembrava se havia escovado os dentes. É um momento de total aprendizado, que você também precisa de cuidados e descanço, mas só tem uma atenção na casa: o bebê. Depois da Luna, eu compreendo perfeitamente porque muitos casamentos que não são sólidos, acabam. É preciso muita compreensão e companheirismo para que esse momento difícil não abale um casamento. Também hoje compreendo muito bem o casal que opta por não ter filhos, pois realmente você precisa estar preparado e aberto a esse tipo de mudança, suas prioridades mudam, seu ritmo, sua rotina e até seus assuntos no blog! Se você não está disposto a abrir mão de algumas coisas e do seu modo de viver, cuidar de um filho por obrigação é a pior escolha. A melhor frase que ouvi até agora foi, "saiba que daqui pra frente você será mãe até seu último suspiro", mas o mais gratificante é ver esse sorriso e pensar que tudo isso valeu a pena.
O nosso prédio nunca teve elevador e eu não tinha cachorro. Uma das nossas brincadeiras era justamente eu morando no meu apto (quarto da minha mãe) e minha irmã no apto dela (nosso quarto). O elevador tão sonhado, ficava no box do banheiro, com um papel sulfite grudado e os andares desenhados neles. Quando ela tocava minha campainha, eu abria a porta com muito cuidado pro cachorro (um de pelúcia super duro) não escapar. Sem contar o visual, que era com sapatos de salto (minha mãe nem imaginava o que faziamos com seus sapatos) e os limões embaixo da camiseta e sutiã simulando os seios fartos! Os cabelos compridos, eram conseguidos pendurando uma calça de moleton na cabeça e as pernas das calças ficavam penduradas sobre os ombros. Que delicia! era muita imaginação para brincar de mocinhas perdidas no mar, imitar a novela "os ricos também choram" usar as gavetas da cama como escadas para o andar de cima do "sobrado". Fora o vídeo game nas madrugadas acordadas (escondido da mãe) para acabar logo o Mario Bros. Isso tudo durou praticamente até meus 12 ou 13 anos, para infelicidade da minha irmã que ainda tinha 9, no auge da sua infância, enquanto a irmã pré adolescente se achando a mais adulta de todas e que não podia mais gostar de bonecas. Me recordo de todos esses momentos até hoje com muita alegria e desejo que a Luna consiga aproveitar dessa forma criativa, fantasiosa e divertidíssima a sua infância, como nós há alguns "aninhos" atrás aproveitávamos a nossa.
Minha delicinha está crescendo super bem, fomos ao pediatra ontem e tudo dentro do esperado. Ainda estou na dúvida quanto à rotina dela, em alguns lugares leio que a troca de fralda deve ser depois das mamadas, outros dizem que deve ser feita antes. Alguns lugares dizem para NAO balançar no colo nenê antes de dormir, que ele deve dormir sozinho no berço, outros dizem que pode sim, mas deve-se coloca-lo no berço semi-acordado e não já dormindo, senão ele acostuma e não dormirá mais sem colo ou algo que o balance. Confesso que estou confusa quanto ao modo "correto" de fazer, é muita informação e várias contraditórias. Vou aguardar a próxima consulta ao pediatra, um que foi ultra indicado, e pedir sua opinião. Sei que, se deixo a Luna no berço para que ela adormeça sozinha, sem "niná-la", ela chora, resmunga e eu não aguento deixá-la assim. Alguém já leu o livro "Os segredos de uma encantadora de bebês"? Nele ela diz que não devemos deixa-los dormir após a mamadeira, seguindo o sistema E.A.S.Y; (eat, activity, sleep, you) ou seja, após mamadeira, ela deve fazer alguma atividade, e não dormir, como ela sempre faz, pois mamou, ela já está querendo dormir. Poucas vezes ela está alerta pra tal da activity. Segundo o E.A.S.Y., depois da activity aí sim, ela vai estar cansada e dormir, para então eu ter tempo de fazer minhas coisas (you). Pronto, bagunçou meu coreto isso, pois eu a fazia dormir depois de mamar. Banho após a mamada? Não soa meio esquisito? Eu estava dando banho e depois a mamada. A fralda, troca-se antes ou depois de mamar? Eu estava trocando antes, no livro fala depois, em outro livro, dizia antes, assim não desperta o bebê.... AI AI. Hoje foi o dia de fundir minha cuca. Voces mães, o que me dizem sobre a rotina do bebe? como vocês faziam? Aqui vão o restante dessas fotos da minha lindinha, pois eu sinceramente não consigo selecionar as melhores pra botar na página. Reparem o brinquinho. Minha bonequinha já fez 1 mês e meio, e já mudou bastante. Tomou a BCG, chorou muito, ai tadinha. Engraçado que os americanos não tem essa marca no braço que nós da america latina temos, isso porque eles não tomam a BCG. Marca exclusiva dos latinos. Tomou hoje também a segunda dose da hepatite B e vamos aguardar os 2 meses para dar o restante. Como é duro ver a coitadinha chorando ao tomar a vacina, ainda mais hoje que foi o dia que ela também furou a orelha, e chorou bastante. Agora está LINDA de orelha furada. Assim que tiver fotos dela com o brinquinho eu coloco aqui. Por enquanto aqui vão algumas tiradas há uns dias atrás. Estamos ainda na correria, muitas coisas pra resolver por aqui, não fosse a Mama ajudando ficaria impossível. Agora, depois de quase 2 meses, já me acostumei mais com a rotina da Luna, mas confesso que acordar de 3 em 3 horas toda noite, me cansa muito. Falo com muitas mães e muitas dizem que seus filhos começaram a dormir a noite toda após os 2, 3 meses. Algumas ainda acordam de madrugada com o bebê mais velho, 7, 8 meses. Acho que isso deve variar muito de bebê pra bebê e eu estou rezando pra Luna entender rápido a diferença entre noite e dia. Aprendi alguns truques na internet para que isso aconteça rápido, como dar banho à noite, deixar claro o quarto durante o dia para que o bebê saiba que é dia. Vamos ver se funciona, até lá vou acordando, ficando cheia de olheiras e bocejando durante o dia! Mas ela merece! 20.10.06- TRAUMATIZEI
Hoje vou falar da babá eletrônica. Eu fiquei extremamente feliz ao ganhar a babá no meu chá de bebê, pois era exatamente a que eu queria, com vídeo colorido. Mal sabia eu, que iria odiá-la depois de tão pouco tempo. Traumatizei. Ela por um tempo ficou sendo a minha "TV", não porque eu ficasse babando a Luna, mas porque a qualquer barulhinho, eu acordava e ficava de olho pra saber se ela iria acordar e começar a chorar. A babá intensifica os pequenos barulhos, então um gemidinho, vira um rugido; consequentemente, o sono vira sonequinha. Um dia, de tão bêbada de sono, desliguei a babá e a Luna chorou, chorou, chorou, ainda bem que a avó estava atenta e foi acudi-la. Me senti a pior mãe do mundo. Hoje, eu pago pra não usá-la, a noite o destino da Luna mudou, ela dorme com a gente na cama, assim eu só acordo na hora que ela realmente acorda. Apesar de não ser a opção mais adequada, pois eu fico esmagada no canto e o Sergio no outro, por enquanto foi a solução que achei pro meu sono ficar "menos pior". Espero que assim que as noites da Luna forem mais longas, eu possa volta-la pro berço e que a babá (mais discreta) volte pra minha cabeceira. Luna fará sua primeira viagem ao Brasil dia 23 de outubro, logo após ter completado 1 mês de vida. Não porque queremos, mas porque a imigração com toda aquela zona que vocês já sabem do nosso visto, exigiu que a renovação fosse feita no Brasil, e pior antes do dia 2 de Novembro. Não temos opção, temos que ir. O que me preocupa agora é o calendário de vacinação que difere em algumas coisas com o daqui. Aqui não se toma a BCG, a médica disse que não é eficaz, e que nos EUA por ter menos de 1% de incidência de tuberculose que ela não é administrada. As primeiras doses da Polio, Hepatite e outras que no Brasil são dadas no 1º mês de vida, aqui somente ocorrem no 2º mês, que ela estará no Brasil. Tudo bem, eu poderei dar elas lá, com exceção de uma, a Pneumococcal, que não vi no calendário de vacinas brasileiro. Estou aqui encafifada como fazer, pois não pode ser dada antes de 2 mêses, e a médica disse ser uma vacina super importante pra meningite, infecções etc... Já estou pensando na hipótese de levar comigo e manter refrigerada até os 2 mêses e que o pediatra lá possa dar pra ela. A de hepatite, ela pôde tomar ontem, na sua segunda visita ao médico. Ela não ganhou peso nesses 10 dias e então teremos que complementar a amamentação com formula. Depois disso, em dois dias, ela engordou o que levaria uma semana normalmente. Isso me deixa meio encafifada também pois eu queria somente amamentar e ela estar bem, mas me deixa aliviada saber que ela está bem alimentada. Nem sempre as coisas são c |