21.01.08- Welcome Back Estamos de volta. Um frio de -17 (sensação térmica) de boas vindas, que dá até medo pra quem está saindo de um verão escaldante de SP. A viagem foi boa, viemos pela Delta, que eu acho uma porcaria, e Luana voltou pra cade depois de 4 meses com a minha mãe no Brasil. Veio no cargo, pela segunda vez na sua vida. Dá uma dor no coração ver a casinha dela alí na esteira, ainda mais porque estou acostumada a te-la comigo sempre na cabine. Dei maracujina pras duas, mas o efeito na Luna foi o contrário. Ficou acordada até uma da manhã, abrindo e fechando a janelinha do avião, pegando as revistas que ficam na frente do asento, apagando e ascendendo a luz, subindo e descendo do meu colo. Quando a janta chegou, ela cismou de enfiar umas alfaces na boca, e fez tão profundamente, que vomitou bem em cima do meu jantar. Da-lhe pedir pras aeromoças (que de moças não tem nada) pra recolher tudo antes mesmo de terminarem de servir o restante dos passageiros. Logo depois, Luna finalmente apagou, eu apaguei e o Sergio também. Ruim é ficar com ela no colo, posicao incômoda demais. Pedi pra moça do checkin algum lugar de 3 que nao tivesse alguem no meio, assim sobraria um lugar pra Luna. Nunca tem, sempre dizem que o vôo está lotado, que estava até com overbooking. Obvio que depois que fecharam as portas, no meu passeio até a galley, vi duas fileiras com um lugar sobrando no meio. Alguém tem alguma dica de como conseguir isso? Pois duvido que tenha sido sorte... algumas pessoas tem a manha mesmo de fazer de algum jeito que consegue ficar na fileira sozinho. Sempre bom estar em casa, agora é hora de botar tudo no lugar, voltar a realidade, encarar o frio, e ter forças, pois o ano está só começando.
Sábado foi um dia proveitoso, fomos pedalar pelo Central Park e o Leo nos acompanhou, mas de patins. Ele ainda está aprendendo, fiquei olhando e me lembrando quando eu comecei, o desespero de encontar uma descidinha pela frente, o frio na espinha quando o desequilíbrio era mais forte. Vejam as fotos. Foi até engraçado o episódio da minha primeira volta no quarteirão de patins. Saímos eu e o Sérgio, ele todo com proteção nos joelhos, mãos e cotovelos e a espertona aqui, sem nada. Poxa, era apenas uma voltinha no quarteirão, o que iria acontecer? Aconteceu de tudo. Saí de casa que fica no meio do quarteirão e fui até a esquina na boa, mas percebi que não conseguia brecar. Claro segurei no poste para parar. Quando fui começar a andar novamente, caí que nem um pastel no chão, consegui fazer isso parada... Ok, cotovelo raladíssimo mas firme na decisão de finalizar a volta. A rua que eu iria virar agora, era uma descida e o Sergio foi todo seguro andando rápido e brecando numa boa. Eu na calçada pegando velocidade, sem conseguir brecar só mirando o próximo poste para poder servir de freio. Como eu vinha muito rápido, eu segurava no postinho e ficava rodando em torno dele, ridículo. Isso foi se repetindo até eu conseguir chegar ao final dessa rua maldita. Ok, a próxima é reta, fizemos direitinho. Quando chegamos na última etapa, uma subida, o Sergio emperrou. Fez o mais difícil que era descer brecando, mas não conseguia subir. Era minha vingança subi linda e formosa, e quando olho para trás ele estava ajoelhado no chão. Resolvi parar para ajudá-lo, mas vocês lembram que não sabia brecar né? Ok, no meio da rua, meu freio foi segurar em um carro estacionado, que para completar, disparou o alarme. Isso às 11 horas da noite, não tive dúvidas deixei o Sergio lá e subi correndo feito louca para escapar do mico do dono do carro me ver. Cheguei em casa finalmente depois dessa "aventura" e fui fazer um curativo no cotovelo. Logo chega o Sergio, com patins na mão e de meia... Não conseguiu encarar a subida :-) Depois disso, nunca mais caí, apenas balancei, torci, abaixei, mas chão nunca mais. Quando pegava velocidade nas ladeirinhas do parque e o desespero batia, eu só ficava olhando a grama, para escolher qual o melhor lugar para me jogar caso não conseguisse parar. Enfim, ontem o Leo aprimorou suas habilidades e aproveitamos uma tarde muito gostosa com direito a piquenique, passeio de bike pelo parque e a volta pela beira do Rio. Amei! Isso é o verão em uma cidade que lhe proporciona uma qualidadede vida imensa. Nos divertimos a tarde toda, sem gastar um tostão e apreciando espaços públicos que nos é oferecido e que funcionam muito bem e são muito bem frequentados. Viva NY!
Aos poucos fui me apaixonando, conhecendo cada local, os restaurantes, as praças, as estações. Hoje depois de tanto tempo aqui, posso dizer que esta cidade realmente está no meu coração. Adoro caminhar por suas ruas, parar nos cafés, ver os cães brincando nas praças, poder andar na rua sem medo de ser assaltada, utilizar o metrô tarde da noite, enfim, são inúmeras as coisas que realmente me fazem ficar aqui. Muita gente que vem do Brasil, acha o metrô um lixo, eu já acho um charme com aquele jeitão meio descuidado, aquelas pessoas típicas nova iorquinas, mal educadas, até elas fazem parte do cenário. Antes eu achava que estando no Times Square era quando vc sentia que realmente está em NY, mas hoje muitas outras coisas para mim me fazem sentir que realmente estou aqui. Os prédios, as bicicletas presas nos postes, as paredes pixadas, alguns detalhes assim, que dão a cara de NY. Me lembro que a primeira vez que deitei na grama do Central PArk com a minha irmã e dormimos por 3 horas, quando acordei, me senti a pessoa mais feliz do mundo. No meio de uma cidade louca como essa, plena tarde de primavera, nós dormindo sem preocupação no mais famoso parque do mundo. Outra coisa que me chama muito a atenção é que no verão, quando anoitece várias pessoas vão aqui no Prospect Park fazer piquenique ou um jantar romântico com vinho, somente com a luz da Lua, sentados na grama. Fora no verão, os telões no Bryant Park, em plena 42nd Street, esperando o sol ir embora para passar clássicos do cinema e muitas pessoas sentadas em cadeiras, grama, todas reunidas para assistir ao espetáculo. Algo que me surpreendeu no início, foi ver como as pessoas comem na rua, nas praças, no metrô, sem cerimônia alguma. O pessoal do trabalho ñão podia ver um sol, que ja queria comer na praça, e chegavamos lá, a grama lotada de gente, de todos os tipos, desde executivos engravatados até o mais esquisito ser humano, sentados com seus sanduiches, comendo e conversando. Acho que poderia ficar aqui horas falando sobre essa cidade, apenas citei algumas existem milhares mais, venha e descubra! Sem cerimônias, that's New York. E quando perguntamos pra alguém, por que é tão apaixonado por NY? Quase sempre as pessoas não sabem o que responder, apenas amam essa cidade, que realmente nos cativa, aos poucos vai nos conquistando sem que a gente perceba como e porque.
Semana passada fui ao aeroporto JFK pegar a passagem da minha mãe e tirei algumas fotos das reformas que estão sendo feitas por lá. O Airtrain está sendo construido para ligar os terminais do aeroporto à estação de metrô, trens e ponto de ônibus, afinal são 9 terminais no total, e para ir de um ao outro ou chegar até os terminais vindo do metrô, é preciso pegar um ônibus. Me lembro uma vez que o Sergio estava super atrasado para pegar o vôo e precisou ir até outro terminal para descarregar uma carga, teve que pegar um taxi, pois o ônibus demora um pouco para chegar. Como bem diz o nome, é um trenzinho que fica elevado do solo, mas os primeiros testes de limite de velocidade não foram muito bem sucedidos, o trem descarrilhou. Como tinham colocado tijolos para simular o peso de passageiros, quando ocorreu o acidente, os tijolos deslizaram para frente, matando o operador que realizava os testes. Devido a isso, os testes foram adiados e a obra atrasada. Na verdade eu acho que deveria ter um trem expresso do aeroporto para os principais lugares da cidade, afinal Airtrain fará somente a ligação entre os terminais e as estações, pois para chegar ao aeroporto ainda teremos que fazer a longa viagem de metrô, claro se não quiser pegar um táxi. Nos horários de pico em véspera de feriados, é uma tarefa bem árdua achar um táxi disponível na cidade, portanto nessas situações, é bem aconselhável sair com MUITO tempo de antecedência. Aqui estão outras fotos que tirei na sexta feira. Eu adoro esse prédio, ainda vou morar lá um dia! Acho que é isso que falta em São Paulo. Lugares como esse, e como as praças que temos aqui. Lembro que achava super estranho ir almoçar e ver executivos almoçando sentados nas gramas dos parques comendo um sanduíche, dentro daquele terno e gravata. Alguém se imagina almoçando na grama daquela pracinha ali da Berrini? HAHA hilário. Iriam me chamar de maluca. Esses grandes contrastes é que fazem NY encantadora. Vejo muita gente dizendo que é apaixonado por NY, e quando questionados porque, não sabem responder. Às vezes sinto isso também, amo tanto essa cidade mas é dificil listar os motivos que me fazem adora-la. De vez em quando alguns deles me vem a mente, e esses são uns deles. O contraste, a liberdade. Agora as roupas tem taxa aqui em NY :-( |