27.08.10- 5 Meses
Para complementar o post anterior, e esclarecer também já que algumas pessoas me perguntaram sobre o que mudou na minha relação com a Luana depois que a Luna chegou, vou tentar explicar. Quando eu era criança não dava bola alguma para cachorro, e até achava o da minha vizinha chato e irritante. Na adolescência, a paixão despertou quando o tio do Sergio que era veterinário disse que conseguiria um cãozinho para gente caso quisessemos um. Não pensei em raça, em nada, só queria um cachorro, e então ganhei o Pity. Nossa, amamos o Pity muito mais do que poderíamos imaginar, e quando saí de casa, o levei comigo. Uma vez ficou doente, gastei toda minha poupança com internação para poder salvá-lo, não media esforços. Lembro como se fosse hoje, meu desespero quando meu pai me disse baixinho num Domingo de manhã, eu ainda dormindo, que ele abriu a porta e o Pity tinha saído e descido sozinho. Saí feito uma louca as 7 da manhã pelas ruas, de pijama, chorando, procurando meu cachorro que tinha desaparecido, e finalmente o encontrei. Já tomei mordida, quase fico sem orelha, mas meu amor pelo Pity nunca diminuiu por causa disso, e pra mim ele sempre foi como um filho. Depois veio o Alfredo, um weimaraner delicioso, que convivi pouco, pois foi bem na época da nossa vinda para NY e eu apesar de ter planejado, acabei sem poder trazê-lo. Depois veio a Luana, já aqui nos EUA, que precisou ser escolhida a dedo, pois o apto proibia animais, e apelei para que a dona deixasse, prometendo que escolheria um cachorro que não latisse muito para não incomodar, e ela permitiu desde que assim fosse e que também fosse pequeno. Escolhi o westie, a raça da Luana, sem saber muito bem o que faria se ela latisse demais, mas parece que foi encomendada, Luana não late quase nada, é super meiga, um doce de cachorra, e eu a tratava como filha também. Levei sempre comigo pro Brasil, chorei qdo precisei deixar em hotelzinho quando fui pra Europa, deixava de sair na sexta feira quando pensava que ela já estava o dia inteiro sozinha, e até coloquei uma webcam para acompanha-la durante o meu trabalho. Uma vez, batendo papo com uma amiga no msn que não tem cachorro, mas tem filho, discutia exatamente sobre isso, que a Luana era como uma filha pra mim, e porque não poderia afirmar que a amava como tal, afinal era um amor imenso, de abdicação da minha parte, de querer o melhor etc. Mas uma frase dela me fez cair na real: "Monica, você daria sua vida pela sua cachorra? se tivesse uma situaçao entre uma vida apenas a ser salva, a sua ou a dela, vc morreria por ela? Pense sobre isso, e você verá que amor de filho e amor de cachorro são bem diferentes e não se comparam". O QUE MUDOU?
Legal ver tanta gente perguntando da Luana, minha filhotinha mais velha. Já com 10 aninhos, ela continua a mesma brincalhona de sempre, igual quando era filhotinha, e é por isso que adoro tanto essa raça! Ela que não gostava de criança (na verdade tinha medo) hoje está muito mais sociável, graças a Luna. Aliás ela a adora, ouve a voz dela no corredor do prédio já corre pra porta toda feliz, pena que Luna não se empolga muito com ela. Não gosta da lambida que leva no pé, ou nas mãos, reclama quando ela quer pegar suas bexigas (Luana é LOUCA por bexigas) e quando vamos à festinhas temos que lembrar de trazer um balãozinho pra ela também. Percebo que a pequena não curte muito cachorro, mesmo os na rua ela não liga muito, e em casa mais reclama do que brinca com ela. Luana já está com 10 anos, alegria de 1, mas bafo e 20! Isso porque já fez uma limpeza de tártaro há uns 3 anos atrás, mas não onsigo lembrar de escovar es dentes todos os dias, então só eu mesmo que aguento as baforadas sem resmungar. Muita coisa mudou depois que Luna nasceu, sinceramente por mais amor que você tenha, algo muda em relação ao cachorro. Não gosto menos, gosto apenas diferente, com a noção exata da diferença entre filho e cachorro, que antes da Luna e como qualquer pessoa louca bor bichos tem dificuldade em entender, e muitas vezes acha que esse amor pode ser igual. Só lamento ter desenvolvido alergia ao pêlo dela depois da gravidez, o que aconteceu já com várias pessoas portanto sempre que quero dormir agarradinha com ela na minha cama, como nos velhos tempos, tenho que ficar com o zyrtec ao lado, para tomar quando a rinite começar a atacar, e a garganta a coçar. Lugar preferido da Luana: embaixo do berço da Luna, ou deitada nos bichinhos dela, quando ela deixa, claro. PS: Quem está na dúvida em comprar um cachorro pequeno, recomendo MUITO essa raça. Late pouco, super dócil, bem humorado e LINDOS! Um amigo está vendendo um filhote, quem estiver interessado, pode entrar em contato com ele. Essa tinha que registrar, sabíamos que iríamos ouvir um dia, e esse dia foi hoje. Entro no banheiro, pois a porta estava fechada. - Filha, você já fez xixi? Saio e deixo a porta aberta, mas ainda consigo ouvir: - Mamãe close the door, I need privacy. Como estávamos com cara de besta parados na porta do banheiro, ela se levantou, fechou a porta (na nossa cara) e lá ficamos ainda alguns segundos, atras da porta fechada, no escuro, meio incrédulos.
QUE VENHA COM SAÚDE! Agora estamos no dilema do nome. Cada um tem uma preferência quanto a escolha, uns não gostam de nomes compostos, outros não gostam de nomes bíblicos, antigos, ou complicados, etc. Eu não gosto de nome batido, não é nome comum, e sim nome batido, que mais umas 500 crianças na mesma idade ou um pouco só acima terão o mesmo nome. Por exemplo, Helena é um nome super comum, que não é da moda e eu acho lindo colocar esse nome em uma criança. Olívia, Sophia são lindos, mas são nomes que estão saturados, e esses que eu queria evitar. Nunca tive um nome que eu me apaixonei para meninos, somente para as meninas, esse eu tinha vários que ia ser difícil escolher. Queria um nome que não fosse difícil de ser falado nas duas línguas, e não funcionasse apenas no português ou inglês, como por exemplo, Olavo, que aqui nem imagino como iam chamar o pobrezinho. Pra dificultar um pouco mais a escolha, os poucos nomes que gosto, ou já tem um dono próximo da gente, ou o Sergio não curte. Ainda estou captando os nomes que gostamos, para fazer uma lista, e só então, com uma lista é que vamos escolher. Alguns são: Otto (mas com nosso sobrenome, não ficou mto bom) e precisamos de mais e mais e mais, ainda mais porque sou uma libriana com acendente em libra, o que faz a escolha algo ainda mais pavoroso! Sabendo mais ou menos das preferências, se alguem tiver uma sugestão eu agradeço :) E quando a lista estiver definida, volto pra pedir a ajuda na escolha! PS: A foto é da barriga com 16 semanas, bem atrasada estou, mas vou tirar de novo com 20 semanas e coloco aqui de novo.
Desculpem a demora, mas ele não estava querendo colaborar com o exame!
Desde que estava grávida da Luna já pensava no tipo de educação que queria seguir com ela, lí muito, pensei muito, pois tenho horror a criança que manda nos pais. Sabia das dificuldades de impôr limites, mas sempre tive a convicção de que disso eu não abriria mão. Não é porque ela chora e esperneia que irei fazer o que ela quer, pelo contrário, se se comportar dessa forma, aí é que não faço mesmo. O tempo todo eles tentam medir forças com a gente, testar onde é o nosso limite e onde é o limite deles também. Sabem onde e quando vamos ceder, por isso se eu decidi dizer a ela que devido ao comportamento ela não vai ganhar isso ou aquilo, eu vou até o fim no que eu decidi. Ela mede forças, usa todos os artifícios, mas ela sabe que de nada vai adiantar chorar e esperniar que eu não vou ceder, então Luna não vai por esse caminho. Ela começa, chora, mas logo vê que não é por alí que vai conseguir. Recua, tenta pedir por favor, tenta dizer que me ama, tenta agradar. Converso, explico e geralmente ela acata, entende, e cobinamos como vai ser na próxima vez, e assim venho levando nesses 3 anos, sempre na conversa, na consistência e impondo os limites que acredito que devam ser impostos, e estou feliz com o resultado, mas hoje foi meu maior desafio e o momento mais difícil como mãe, desde que ela saiu da minha barriga. Estou tentando há varios meses tirar o vício do dedo. Já tentei a conversa, a técnica da bactéria, culpar o dedo pelas aftas e dor de garganta. Ela ouve, e por uns dias até resolve, mas logo volta. Já prometi passeios, presentes, mas ela nunca deu muita atenção, o que mais fez efeito e às vezes me ajuda é o esmalte de gosto horrível próprio para isso, mas ela acostuma com o gosto, e tudo vai por água abaixo. Tentamos substitutos como paninho, bichinhos de pelúcia, carinhos na hora de dormir, mas nada substitui o tão desejado polegar. Hoje uma amiga prometeu a ela o desejo de consumo do momento, o Pillowpet de unicórnio, caso ela pare de chupar o dedo. Nem achei que ela se importaria depois de tantas tentativas, mas ela levou a sério. Na hora de dormir, eu a via tentando não colocar o dedinho na boca, agarrada à baleia Shamu. Eu do lado, esperando ela dormir, achava que o esforço estava sob controle, quando de repente ela olha pra mim e me diz: "eu gostava tanto do meu dedinho" e eu percebi pela boquinha, a vontade de chorar sendo controlada. Conversei, expliquei a razão de o dedo fazer mal, tentei convencê-la de que logo ela esqueceria o dedo... e comecei a ver os olhos com água, expressão triste e o choro tentando ser engolido. Mais conversa, e ela desabou, chorou, dizendo o quanto gostava do dedo. Eu agora segurava o meu choro também, pois diferentemente das outras vezes em que chorou por ser contrariada, dessa vez o choro era por uma tristeza genuína, por estar percebendo que estava sendo difícil, apesar de querer muito conseguir. Tentei distrair, contei histórias, mas na hora de voltar a tentar dormir, caíamos no mesmo dilema. Se ela estivesse com aquele choro de manha de criança, de testar limites, teria sido fácil pra mim, pois meu cansaço seria apenas o mental de ficar aguentando a birra, mas esse era diferente, era cansaço e dor emocional. Eu que sempre fui até o fim no que eu acreditava, não estava conseguindo manter, mas na verdade eu não estava querendo, tentei ir até onde pude, mas ela estava sofrendo. Cedi, e disse a ela: filha, então chupe seu dedinho... e para minha surpresa o choro continuou com a seguinte frase: "mamãe eu sabe que não pode, eu sabe, mas eu amo meu dedinho e sem ele não consigo dormir mamãe" e eu insisti, que ela então chupasse o dedo, mas ela só ficava repetindo que sabia que era errado, mas que gostava muito, e não colocou o dedo na boca. Para convencê-la agora de fazer o que eu estava há minutos tentando o contrário, eu disse: "então vamos fazer assim: vc chupa só hoje, o último dia então". Foi o que a convenceu, ela saber que ia continuar tentando, não tinha desistido, essa seria apenas, a última vez. Decidi não mais forçar, irei continuar falando e tentando mostrar o mal que faz, e vou esperar que ela pare sozinha até os 5 anos, pois sei que até lá os dentes voltam à posição normal, e aí então, se não tiver jeito, voltarei a pensar com firmeza no que fazer. Ai, como já vimos esse filme antes, a gente não resistir a tentação, e usar a desculpa de ser a última vez pra diminuir a culpa do nosso fracasso. O dedo foi pra boca, a expressão de prazer de ter ido as nuvens ficou estampada no rosto dela, e foi só ela fechar os olhinhos em segundos e cair no sono, que quem foi às lágrimas sem controle algum, fui eu. Temperatura hoje um pouco melhor, calor, mas ao menos um ventinho, até deu pra sair da toca. Incrível como mudamos em Abril e ainda estou arrumando esse apto. Os lugares definitivos que arrumei, ainda não me convenceram e minha dúvida tipicamente libriana não me dá sossego. Hoje tivemos o primeiro playdate da Luna. Sempre achei estranho essa história de playdate, ir na casa de uma pessoa que não conheço, ter 2 horas de assunto com alguém que talvez não tenha nada a ver comigo, só para as crianças brincarem... me arrepia, mas o que não fazemos pelos filho não é? E lá fomos nós pra casa da Ruby, amiguinha de escola da Luna. A mãe dela sempre achei simpática nas poucas vezes que nos vimos na escola, o pai sempre achei esquisitão. Ele tem um tipo roqueiro, uma barbicha descolada, cara de Harley Davidson, tatuagem, aquele estilo de pessoa que você nunca imaginaria sendo pai. Uma pena que ele não estava lá, tinha viajado, assim o conheceríamos melhor. Engraçado que quando você vai na casa e alguém em São Paulo, não tem muito com o que se surpreender... o máximo é ah o apto é enooormeee, ou o apê é bem decorado, ou a casa é gigante, ou pequena, mais modesta, com ou sem piscina. Aqui a gente sempre fica ultra curioso, porque tudo pode ser SUPER diferente, nada é padrão em questão da arquitetura interna dos aptos. Já fomos em lofts enormes, com canos todos à mostra... em basements super cool, uma amiga da Luna morava num triplex, sendo que o primeiro piso era o térreo do apto, e o restante era pra baixo! Ao invés de subir as escadas pra ver o resto do apto, você descia. A cozinha era super diferente, com armários até o teto, esse com pé direito altíssimo. É sempre uma gostosa aventura, e hoje não foi diferente. Um apê enorme no Brooklyn, que ao entrar no prédio super estilo chique, você se surpreende coma entrada do apto, que é um portãozinho de madeira, tipico de fazenda. Dentro, uma sala IMENSA e pé direito super alto, com um bar super cool, aqueles de bares dos anos 50 imitando a trazeira de um carro bem antigo, com farol que ascende e tudo. Uma decoração que eu jamais teria a idéia de fazer, ainda sou meio presa ao estilo certinho que a gente ve na casa cor, e nos aptos decorados no Brasil. Na casa deles, tudo tinha um estilo super próprio, que somente pela decoração você já dizia que tipo de pessoa morava alí. Tudo meio rock and roll, disco de vinyl, móveis modernos misturados com móveis bem antigos, aqueles rádios da época do seu tataravô, espelho dos anos 50, um peixe nada ver pendurado na parede, mas que na casa dos outros fica super no estilo, mas na minha eu acharia ridículo. Super diferente, uma super coluna no meio do ambiente, da estrutura do prédio, parecia parte da decoração. Quando no Brasil vc veria uma coluna dessa no meio da sua sala? Mesmo quando estávamos procurando apto, víamos cada coisa bizarra, ao mesmo tempo super interessante. Um que fomos tinha uma cozinha maravilhosa, mas com 2 pias... era em bairro de judeu, e aí o corretor nos explicou a razão. Imagine eu com duas pias? As duas iam ficar lotadas de pratos sujos hehehee, o bom é que uma poderia ficar reservada somento pro banho do bebê . Deveria existir um tour aqui em Ny somente para conhecer as casas cool e diferentes que existem, abre os horizontes, refresca a mente e dá um reset nos nossos conceitos! Enfim, foi melhor que o esperado, ela super simpática, ficamos bem a vontade, e as duas horas passaram rapidinho! Só faltaram a fotos, esquecemos a câmera em casa. Todo verão lá vem a listinha do que fazer, onde ir, o que não pode perder. Esse não está sendo diferente, mas agosto já chegou e não fiz nem metade. Ainda falta conhecer os parques que listamos, incluindo o novo do Brooklyn no pier 6, alguns uptown, Governor's Island, Splish Splash. Acho que esse é o que estou mais desorganizada, apesar de fazer calendário extra no meu outlook, e não parar de adicionar coisas na lista. As vezes, acabamos fazendo coisas que nem na lista estava, como esse passeio meio sem destino no Central Park, e que fomos parar na escultura maravilhosa de "Alice no País as Maravilhas" já no fim do passeio. Luna adorou, ficou lá escalando, subindo e descendo, sem perder a graça. Com esse calor insuportável, confesso que o único programa que me anima é ir ao Parque Aquático. Recebo muitos emails perguntando sobre NY com crianças, e por incrível que pareça muita gente se preocupa se aqui as crianças terão tantas atividades para fazer, como tem no Brasil. Eu acho o contrário, quando vou a São Paulo, fico sem saber o que fazer com a Luna no final de semana. Aqui, as opções são inúmeras, tanto inverno quanto verão. "Story Telling" nunca falta, seja sol, chuva, neve, sempre tem alguém para contar histórias para os pimpolhos no parque, nas livrarias, nas bibliotecas lojas de crianças. Apresentações de danças, aulas de yoga, piscinas, playgrouns tudo ao ar livre e gratuito. O que fazer com seu filho aqui, é o ue não falta. Pode faltar energia nossa, mas programação, não. *O album ficou fora do ar por algumas horas, já voltou ao normal e alguma fotos foram adicionadas. Aqui, algumas fotos da Luna se divertindo na escultura da Alice, no feriado de 4 de julho. |