27.05.10- Médicos de confiança - RARIDADE
É uma ironia eu morar nos EUA, onde estamos acostumados a ver várias pessoas vindo pra cá fazer tratamento com melhores médicos e etc, e a melhor médica que já tive até hoje, estar no Brasil. Há alguns anos atrás, sentia umas palpitações estranhas, e meu médico aqui (clínico geral) me encaminhou ao cardiologista, que não diagnosticou NADA. Tudo normal, você é muito nova e bla bla bla, ok... e como sempre minhas doenças são meio fantasma, aparecem e somem do nada, não me surpreendi. Anos depois, minha mãe comentou da cardiologista dela, que detectou um prolapso apenas ao ouvir o coração, coisa que todos os médicos anteriores, só viam mesmo no exame. Começou a tratar da minha mãe, e super preventiva que é, pediu um exame da carótida, entre vários outros básicos, que detectou já algumas placas de gordura, e começou tratamento imediatamente. Ela simplesmente avaliou tudo, e até descobriu outras coisas que nenhum outro médico tinha dado atenção. Recomendei então que meu sogro fosse se consultar com ela, já que ele tinha tido um problema e o ótimo cardiologista dele não fez nada.
Dr. Marcia o examinou de cabo a rabo. Pediu milhões de exames, e consulta vai consulta vem, detectou um problema nos rins, e só quando teve certeza mesmo do que era, o encaminhou ao médico especialista e essa semana, ele fez a cirurgia. Quando faço meu checkup anual aqui, meu colesterol sempre dá alto, mas o máximo que meu médico pede é para eu fazer exercícios e cuidar da alimentação. Quando fui me consultar com ela, mostrei meus exames, ela logo me disse que exercícios não iriam resolver pois meu colesterol BOM já era alto, (o que é ótimo) e que exercícios não diminuem colesterol ruim, apenas aumentam o bom, e não era isso que eu estava precisando. Quando disse a ela (o mesmo que disse ao médico aqui) que não como frituras ou coisas gordurosas, ela então me receitou remédio, pois o que não podia era ficar com o colesterol alto. Cortou na hora o leite integral que era a única aberração que ela constatou na minha alimentação. Pediu vários exames preventivos, inclusive o da carótida, já que minha mãe teve problemas, e também viu o probleminha que era a causa das palpitações (nada para se preocupar). Diagnosticada, alguns exames fiz aqui nos EUA pois no Brasil são bem caros e lá não tenho convênio (aqui tb deve ser caríssimo sem convênio). Com muito custo, consegui convencer o médico aqui a solicitar os exames que ela pediu, o que detectou um nódulo na tireóide. Fiz ultrassom, e o médico disse que era muito pequeno, nada pra se preocupar, apenas acompanhar. Quando voltei ao Brasil e levei meus exames, mesmo com o relatório da tireóide ela quis ver as imagens do ultra e essa documentação eles não tinham me fornecido. Fiz então novamente o exame no Brasil, e ela me deu o mesmo diagnóstico, algo a não se preocupar MAS viu umas calcificações e me disse que eu não poderei fazer reposição de cálcio quando ficar mais velha, pois eu tinha essa tendência e não me faria bem, então que eu levasse isso pra vida toda, reposição de cálcio, NÃO!
Sem falar nas outras pessoas que foram lá indicadas por mim, que ela viu outras coisas que jamais nenhum médico tinha prestado atenção antes. É o tipo de médica que se não atende seu convênio, vale a pena pagar a parte, e esse mês ela anunciou que não estava mais atendendo a Medial, convênio da minha mãe, do meu sogro de amigos... todos ficaram inconsoláveis, mas com a esperança de que ela logo voltasse, pois ela atende AMIL, que comprou a MEDIAL. A notícia boa veio antes do esperado, por um erro da "super competente" equipe de funcionários da MEDIAL, ela havia sido descadastrada. Tudo resolvido, e todos felizes novamente. Para quem se interessar aí vai o contato dela, que obviamente tem a agenda lotadérrima, mas se não é nada urgente, vale a pena esperar.
Dr Marcia Santos Guimarães.- tel.: (11) 5182-8344
23.05.10- To viva
UAU, quase 1 mês sem escrever no blog... não me lembro de ter ficado tanto tempo longe. Ah, esse ano está sendo único, muita coisa acontecendo, diria que é um ano furacão, tanta coisa ao mesmo tempo, que sinto que cada vez que estou na metade da montanha, vem uma avalanche e me derruba um pouco. Já aconteceu de tudo, decepção com "amigo", com família, comigo, enfim, com quase tudo que me cerca. Quando soube que teria que mudar porque a dona queria vender o apê, tive a certeza que só faltava mesmo cair o piano na cabeça. Adorávamos o apto no Brooklyn, tamanho ótimo, bairro legal e metrô perto. Começamos a procurar outros, e concluímos que teríamos que realmente abdicar de algo, preço, tamanho ou distância do metrô. Igual ao nosso, custo/bairro/condução, não achamos nenhum. Por um deles nos apaixonamos, tinha até quintal de 300sqf, maravilhoso, MAS o bairro inviabilizava tudo. Conflitos raciais (judeus de um lado da calçada, negros do outro), e ao consultar um policial, ele não nos recomendou (imaginei ele em São Paulo hehehe).
Depois de muito procurar, qualquer coisa decente que ficasse no valor que procurávamos, era menor, ou bem longe do metrô. Olhando os anúncios vi um em Manhattan, mas logo imaginei que se estava esse valor, deveria ser minúsculo. Que nada, era menor, mas era como os outros que tinhamos visto antes no próprio Brooklyn. Já que teriamos que sacrificar o tamanho, não importava onde fosse, optamos pelo de Manhattan. Mais perto do trabalho, da escola da Luna, facilitaria minha vida mas não imaginei que tudo seria TÃO diferente. O Brooklyn é um bairro bem mais "família", mais sossegado, e as pessoas que se encontram na rua, são mais "amigáveis". Perdemos espaço, mas ganhamos outras coisas, por exemplo, praticamente não ando mais de metrô. Meu transporte é a bicicleta, Luna vai e volta da escola em duas rodas, papai leva, mamãe busca. Vamos e voltamos do trabalho, também na magricela, com isso ganhamos tempo e ficamos um pouco em forma. Em compensação, o tempo que usávamos para leitura, (no mínimo 1 hora por dia no metrô) já não temos mais, e acabamos ocupando o tempo ganho do transporte com outras coisas. O condomínio, ao contrário do outro, tem playground, muito verde e vários eventos, portanto, pra Luna se divertir ficou bem mais fácil e mais perto, só descer as escadas. O mais legal, é que "the best friends", moram há menos de 10 minutos daqui, andando.
Não sei como será no inverno, mas também ainda nem quero pensar nele, que fique bem longe. Como o apartamento é menor, e tivemos que fazer umas modificações para atender as nossas necessidades, mesmo depois de quase 2 meses da mudança, ainda está uma zona, não conseguimos organizar tudo e por isso estamos escravos no final de semana, tentando liquidar essa pendência o mais rápido possível antes que o verão de verdade resolva aparecer pra ficar.
No meio desse turbilhão de acontecimentos, não sobra tempo, nem muita disposição para escrever aqui no blog...cabeça a mil, emoções a dois mil e cansaço a três mil. Mas logo (espero) tudo vai se normalizar e voltarei com mais frequência. E assim que puder vou contando as novidades, pois 2010 promete, me dá até medo! Tenho fotinhos pra colocar, mas essa tarefa fica para depois.
|