30.11.09- Feriadão muito bem vindo A gente espera com bastante ansiedade esse feriado, o Thanks Giving. Nós aqui da parte do Norte não somos tão sortudos como nossos amigos da parte Sul hehehe, feriado é coisa rara. Sentimos uma inveja TÃO grande quando chega o dia de finados, tiradentes, consciencia negra, independencia, corpus christi, revolução não sei o que lá, CARNAVAL, e por aí vai. Não fizemos nada de especial a não ser o tradicional almoço entre amigos na quinta feira, ver a "Thanks Giving Parade" pela primeira vez, e nos outros dias descançar, arrumar o ninho que estava uma zona sem tamanho, curtir a pequena, e descançar de novo. Minha sorte é que a Luna é tão caseira quanto eu, o negócio dela é "ficar na casinha". O papai chama pra ir no cinema, ela prefere ficar em casa, dar uma voltinha com a Luana, ela ainda prefere ficar. Não saí da toca, literalmente nesses 3 últimos dias, a não ser no corredor pra jogar o lixo fora. Foi bom, deu pra colocar as prateleiras na lavanderia que estavam lá esperando há tempos, organizar e limpar quartos, gavetas dos banheiros, e também trocar a grade do berço da baby, pra uma outra de caminha. Mais um passo dado na independência dela, que ficou radiante com a possibilidade de controlar a hora que quer sair de lá. Deixamos a luz do banheiro acesa na primeira noite, e dissemos que ela poderia ir durante a noite, caso quisesse fazer xixi (tentativa de tentar tirar a fralda da noite que parece estar longe de acontecer). Toda empolgada, ela foi dormir, mas se levantou 2 vezes antes de realmente pegar no sono, uma para pedir água, outra pra fazer xixi. Obviamente estava estreando sua liberdade, sentindo o gostinho de controlar e poder sair a hora que quiser. Achamos graça e as 5 da manhã, ela foi ao banheiro, ouvi o barulho e fiquei observando da minha cama ela toda dona de si, fechando a porta e ficando lá por um bom tempo. Acabou, deu descarga (não sei se lavou as mãos) e com o Elmo no colo, veio para minha cama, quietinha, deitou e dormiu ao meu lado (e com o Elmo). O descanso foi semi-planejado, afinal essa semana vai ser correria. Começarei a maratona agora para tirar documentação da Luana pra viajar pro Brasil, e fazer as comprinhas básicas de Natal por aqui, pois os preços do Brasil são proibitivos. Já falei sobre isso aqui, mas a cada dia que passa me pego pensando como foi uma decisão acertada a opção de colocar a Luna no Day Care. Me lembro até hoje minha agonia de deixar Luna lá, com pessoas que não dariam atenção exclusiva a ela, nem dedicariam mais tempo do que o normal para fazê-la comer. Não fariam aviãozinho, nem inventariam mil histórias para convencê-la. Quando chorasse, muitas vezes seria ignorada, e isso me matava so de imaginar, já que em casa, qualquer chorinho já íamos correndo ver o que era. Quem iria cuidar dela como eu e minha mãe tínhamos cuidado desde que ela nasceu? Ninguém. Ter uma babá me parecia ser o mais próximo disso, atenção exclusiva, mais carinho... Não deu certo trazer quem eu queria, e não me restou outra opção tive que colocar no day care. Ver ela chorando nas 2 semanas seguintes foi de cortar o coração, mas eu nem imaginava como valeria a pena. Acredito (e é minha opinião apenas) que criança que frequenta escolinhas, tem um comportamento bem diferente comparada às que ficam em casa. Socialização é a primeira grande vantagem, não ter a atenção somente pra ela, é essencial e ela entende muito bem quando não é feita sua vontade. Obviamente vai se contrariar, mas será acostumada com a disciplina da escola, terá a hora certa de comer, de dormir, aprender a guardar os brinquedos e etc. O que mais me conforta é saber que o dia todo enquanto trabalho, Luna convive com os amiguinhos, e participa de atividades incríveis pro seu desenvolvimento. Canta, conta, sabe os dias da semana, cores, números, já reconhece a escrita do seu nome, canta musiquinhas em espanhol, francês e inglês. Vai aos parques da cidade praticamente todos os dias, fico imaginando ela dependendo de mim para aprender tudo isso, e minha insegurança em saber se eu estaria ensinando realmente o que ela deveria saber. Quando ela chega em casa com palavras que eu nem sei o que significam, com seus projetos de arte, e já sabendo as letras do seu nome, tenho a confirmação daquilo que já nem dúvidas tinha mais. Me diga, que babá faria isso com ela? Me arrisco a dizer que POUQUISSIMAS, sendo até boazinha em não dizer NENHUMA. Sei que cada criança tem sua personalidade, umas são bem difíceis mesmo na escola, mas não tenho dúvidas que em casa , é muito mais fácil que a criança fique mimada e cheia de manha do que as que estão num ambiente onde ela não é o centro das atenções. Obviamente muita gente vai discordar, mas formei minha opinião por pura experiência, observando o comportamento e convivendo com o exemplos do meu dia a dia. Antes de ontem, fui dormir tarde escolhendo as fotos da família que a "tia" pediu que levássemos pra escola. Esse é o tema da quinzena, e eles fariam uma colagem com as fotos. Escolhi, imprimi, e quando fui buscá-la vi o resultado. Na montagem dos bonecos ela colocou o cabelo dela e do pai da mesma cor, e o meu bem mais escuro, e ela acertou em cheio. Foi de emocionar, quando perguntada o que ela mais gosta de fazer com a família, ela responder que gostava de "fazer bolinhas de sabão", a atividade predileta dela realmente, com o papai no banho semanal de banheira no final de semana. Não achei a foto do vovô Sergio, que estava no outro HD, mas ela muito fofa falou dele pras tias. << No Mundo da Luna: Ser criança é muitoooo melhor >> Assunto em todas as rodinhas, até nas de quem mora longe do Brasil. Geisy divide opiniões, e discutir quem está certo ou errado nesse caso, rende uma noite de longa discussão. Minha opinião: Não acho que as meninas que falaram mal sejam invejosas, apenas existem mulheres que condenam as mulheres vulgares, Geisy não teve culpa alguma no que aconteceu, ela pode ter agido de uma forma que não condiz com o ambiente, ou de uma forma recriminada pela sociedade que ela vive, mas nada justifica a reação e a atitude dos alunos. Se Geisy teve culpa no que fez, estamos dizendo que quem é estuprada tem culpa de ter provocado, e concordar com isso, pra mim, é completamente fora de cogitação. Poderia andar quase pelada na rua, se eu fosse estuprada, o crime seria de quem não se controlou, afinal somos seres racionais e TEMOS que controlar nossos instintos, e se isso não for possível, viver em sociedade também não é. Foi bem feito pra ela? Pode ter sido, quem sabe agora ela se comporte de forma diferente, de acordo com o ambiente que frequenta, mas AINDA ASSIM, não justifica esse tipo de reação. Aluno (DO SEXO MASCULINO) dizer que usar vestido curto é falta de respeito, é no mínimo um hipócrita. Quem saiu perdendo nessa história toda? A UNIBAN, Quem saiu ganhando? Geisy. Sempre tive uma atração especal pelos apagões. Podia ter um por mês que eu não acharia ruim. Parece que nos desligamos de tudo, momento de não ter o que fazer total, olhar pro escuro, sair na rua (ao menos antigamente no meu bairro saíamos), e simplesmente não adiantava esperniar, e a ansiedade tinha que baixar a bola também, pois o negócio era acender uma vela, ligar pro 133 e pensar na vida ou dormir. Fica um silêncio gostoso, um clima diferente, e uma situação obrigatória de não fazer nada, nem ler nada, escutar nada. Pra ser perfeito, deveria durar mais tempo praque acabasse a carga da bateria do celular e laptop. Saudades dos apagões lá de casa, quando eu corria pra perto da vó, e ela ficava com a gente lá na janela, tentando adivinhas o que teria acontecido. Sorte de quem conseguiu ver a cidade em "off" as imagens são lindas! Sorte deles também que conseguiram tirar foto, sem serem roubados.
Comecei a me interessar pela história da segunda guerra mundial, há muito pouco tempo. Da época de escola, não me lembro de nada, meus professores de história foram péssimos, e deles a única recordação que tenho era o pedido pra ler o capítulo X e fazer um resumo. Ano passado, após ler o maravilhoso "A Menina que Roubava Livros" eu quis conhecer o outro lado da história. Queria saber a visão de um Judeu, que vivenciou aquele horror. Lí o espetacular "I have lived a thousand years: Growing up in the Holocaust". Que livro... você não dá nada por ele, a capa, o tamanho e o tipo de papel, mas é simplesmente um dos melhores livros que já lí e melhor do que qualquer aula de história. Sabendo da visão e de tudo que passaram os judeus, quis então ver o outro lado, tentar achar alguma coerência nos motivos que levaram a esse pesadelo. Lí um livro sobre Hitler, esse foi massante, difícil de ler, mas altamente informativo. Mas e aí, Hitler se foi, e minha curiosidade no final do livro ficou, e então querendo saber o final da história, comecei a ler "A woman in Berlim". Está difícil acabar, ler me dá muito sono, em inglês ainda, é como se tomasse um sonífero do mais potente. Estou no final, chocada com o que os Berlinenses passaram, principalmente as mulheres, que eram estupradas como se fosse tão simples como acenar pra alguém. Quanta tristeza viveu esse povo todo, os soldados, os alemães, os judeus, os russos. Como um ser humano consegue fazer tão mal a outro ser humano dessa forma é a questão que acredito eu, nunca teremos uma resposta. Agora a minha curiosidade está em saber como foi a vida depois do muro, 40 anos, uma geração, vivendo dividida e de repente, depois de tanto tempo essa unificação, e o reencontro. Fico curiosa também para saber como foi a reação de tantas crianças que nasceram fruto do estupro do exército vermelho, o preconceito, o símbolo que eles seriam. Alguma sugestão de leitura? Enfim, esse assunto muito me interessa, nesses 20 anos após a queda do muro, que ocorreu quando comecei a namorar com o Sergio, e nem imaginava o quanto isso me interessaria depois, aqui está um material muito legal, fazendo uma cobertura leve, informativa, rápida e eficiente. Muito melhor do que as minhas aulas de história.
Na falta de tempo de escrever um post, apesar de mil assuntos em mente, ví um vídeo que diz tudo! |