27.02.08- Minha ajudante, Zefinha Morar nos EUA significa que provavelmente você não terá uma empregada. Uma diarista sim, mas que cobra uns 80-100 dolares por dia pra limpar sua casa. Acho caro, não porque queria pagar menos, como no Brasil, pois sei que o trabalho de limpeza é pesado e deve ser melhor remunerado. Me dói pelo fato de ser um valor alto, pra elas fazerem tudo meio de qualquer jeito. A última que eu tive ficava no meu apto no máxiomo 4 horas. Quem limpa uma casa de 130m2 em 4 horas? Imaginem o que eu via quando chegava em casa. Limpar vidro? que é isso... nem pensar. Aqui é Pá, Pum, Tutu, Bye. Enquanto não encontro a pessoa que eu ache que mereça receber 80 dólares por dia, faço eu e a Zefinha. Ela chegou hoje e estou ansiosa para que ela comece a trabalhar! Se é uma boa funcionária, não sei, mas as referências foram boas. << No Mundo da Luna: SHOPPING >> Fazia tempo que eu não passeava pelo Soho, apesar de trabalhar lá. Novas lojas, restaurantes e vitrines irresistíveis. Vamos dar uma voltinha comigo? Foto esquerda: Essa loja que não me lembro o nome, é bem pequenininha, mas tem umas roupas MUITO legais, e eu só fui descobrir agora. Olhei esse vestido na vitrine e me apaixonei (o da direita) entrei, e perguntei o preço: U$ 700,00 e já era o último, estava quase se esgotando... Ok, é lindo, mas bem salgadinho... passei. Fiquei de olho em um outro muito lindinho também, mas fiquei de voltar depois, estou me segurando. Foto direita: O que é esse lustre M-A-G-A-V-I-L-H-O-S-O? Só nas galerias do Soho
Olhando nos meus arquivos, vi esse post do dia 8 de fevereiro de 2007. Engraçado ele ser perfeito para um post exatamente um ano depois. Será um ciclo de acontecimentos, e fevereiro é um mês meio pesadinho? Posted on 02.08.07: Às vezes, NY parece ser perto demais.
Estava conversando com a minha irmã, e ela comentou assim: O que será que um marido quer dizer quando afirma que sua mulher é uma super mãe? O que é ser super mãe? Já me deparei com essa mesma dúvida, quando um amigo que acabara de ter sua filha, também dizia que a mulher dele era uma mãezona, super mãe. Ficava imaginando se eu seria a super mãe, e se meu marido diria isso. Cuidar, amamentar, acordar de madrugada, ficar cansada e acabada, dedicar sua vida ao filho, abdicar de muita coisa, pra mim tudo isso é ser mãe. Mae pela definição e essência faz tudo isso, sente tudo isso e é tudo isso e não é especial, ela apenas é mãe. Exista talvez as pouco mães. Eu diria que são aquelas que fazem tudo que vai contra o instinto maternal, a falta de proteção, carinho e amor. Ser super mãe, é conseguir enxergar que a felicidade dos filhos não pode ser afetadas pelos seus interesses pessoais. É estar feliz, em ver seu filho feliz, seja ele como você esperava ou não, esteja ele com quem ele quiser e não com quem você gostaria que ele estivesse, que vibre por ele estar satisfeito com a profissão que ele escolheu, mesmo que essa seja a oposta que você sonhou pra ele, que aponte ao filho as qualidades do pai que a deixou, mesmo que por dentro, ela só consiga se lembrar dos defeitos. Conseguir lhe mostrar que não é apenas por ser seu filho, que ela sempre o defenderá acima de tudo e de todos, mas sim lhe mostrará quando ele estiver errado, lhe ensinará a pedir desculpas, e mostrará que ela tem discernimento para dar razão a quem realmente a tem. Me lembro que meu pai, nos dava razão e nos defendia independente se estávamos certas ou não. É minha filha e ela tem razão, e vou defendê-la. Já minha mãe sempre foi a favor de quem estava certo, independente de quem fosse. Me lembro que em todas minhas brigas da época de namoro, ela me consolava, mas sempre mostrava onde eu estava errada, e que não tinha como me apoiar em algo que ela não achava correto. Talvez por isso hoje eu consiga facilmente ver qualidades nas pessoas as quais mais vejo defeitos. Pra mim, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.O justo é o justo, independe que eu goste ou não. Eu já fui, e claro, tive minhas crises, desobediências, rebeldias, mas nunca fui cruel. Não suporto esses, que além de todas essas chatisses ainda são mal educados, ruins. Hoje presenciei uma cena no metrô de dar nojo, de dar vontade de dar muito tapa e esquecer do certo, do direito, das leis. Imaginem a cena: um senhor de aproximadamente 50 anos sentado no banco que fica ao lado da porta... melhor vou tentar mostrar com as imagens como estavam dispostos, o senhor e a gangue de monstros assim é mais fácil visualizar o fato.
Os "monstros" entraram na mesma estação que eu e óbvio não me deram preferência para entrar, mesmo estando com um carrinho de bebê. Estavam na maior algazarra, 2 meninas e 4 meninos em torno de 16 anos. Falando alto, rindo alto, berrando, sem respeito algum por ninguém. No meio da bagunça, algo caiu no banco no senhor sentado, que olhou pra eles com cara de poucos amigos (aliás todos em volta estavam os olhando assim) e disse algo que traduzido ao português seria um "menos pessoal, menos, tomem cuidado". O mais alto riu, e simulou até um pedido de desculpas. Ele segurava um copo de refrigerante aberto, e já tinha derramado um pouco do chão, e o senhor deslizou no banco para a direita para evitar de ser atingido caso eles derramassem. Uma estação antes da minha, eles estavam prontos pra sair, virados pra porta e quando a porta abriu, rapidamente o maloqueiro jogou o copo cheio de refrigerante em cima do homem. Foi tudo muito rápido, e até na Luna respingou coca cola. O cara saiu correndo na hora atrás dos moleques, e eu com muito ódio, se não fosse a baby, tenho certeza que teria saído junto. Isso me fez lembrar a história dos adolescentes que pixaram a porta do carro do Sergio há uns 12 anos atrás, segundos antes de sairmos, o que deu tempo de ve-los correndo. Fomos atrás, pegamos o gordinho que ficou por último e num acesso de raiva, dei muito tapa nele, que a lata de spray até caiu no chão. Depois o pichamos da cabeça aos pés, e o tenis Nike dele, virou um monte de tinta. É incontrolável, eu não suporto gente mal educada e cruel. Adolescentes até dá pra aguentar, mas quando se transformam em marginais fazendo mal às pessoas dessa forma, eu não tolero. Imagino como devem ser os pais e mães dessas criaturas. Pra quem mora aqui em NY e pega metrô todo dia, sabe bem de que tipo de gente estou falando, eles estão em todos os lugares, impossível não percebê-los e temê-los. Como já mencionei aqui, estou amando minha nova mania: LER. Melhor, já nao parece mais mania, ja está virando hábito mesmo e estou adorando. Os últimos livros que lí, foram ótimos. Nenhum me deu vontade de parar no meio, ao contrário vontade de chegar em casa e ler mais e mais e mais. "Abusado" é magnífico, "Rota 66" muito bom, o Caco Barcellos é realmente demais. Depois veio "Caçador de Pipas", um romance lindo que me deu mais vontade ainda de ler sobre a cultura oriental. Comprei "A distância entre nós" e novamente um show, amei, apesar de ser triste e o final, revoltante. Depois veio "Cem anos de Solidão", que achei muito bom e muito louco. Gabriel Garcia Marquez é único, escolhi outro dele, "Memória das minhas putas tristes", demais também, bem a la Gabriel. Uma pausa pra viagem pro Brasil, e retomei com a "Desonrada", que é mais relato mesmo, e é impressionante pensar como pode nos dias de hoje ainda existir tanto desrespeito às mulheres, parece um conto fictício e choca quando nos damos conta que é real. Agora estou em "A menina que roubava livros" e estou achando o máximo, muito bom. Ele está me inspirando a ler sobre Hitler, conhecer mais a história e entender mais aquele absurdo que foi o nazismo. Alguém aqui já leu um bom livro sobre esse assunto, que poderia me indicar? Tem que ser uma leitura gostosa, interessante que prenda. Se for muito tipo aula de história, direcionado pra escola, me dá sono. Aguardo sugestões!! No dia dos namorados, vale tudo!
Eu conto nosso aniversário, desde quando começamos a namorar. Porque? Por que demoramos pra nos casar, e começamos muito cedo. Foi meu primeiro namorado, e foi intenso desde o início. Depois de um tempo fomos morar juntos, na casa da sogra. Depois viemos pros EUA e após um ou dois anos aqui, é que nos casamos no civil. Não posso contar a partir dessa data e esuqecer o que veio antes, que pra mim também era um casamento. Decidimos então contar nossa história desde que começamos a namorar. Então hoje, comemoramos 19 anos de eternos namorados, amantes, amigos, cúmplices e confidentes. << No Mundo da Luna: OUR VALENTINE >>
Na rua, o show é dos guarda chuvas coloridos, das galochas desenhadas. Ninguém se intimida, as ruas continuam cheias, muitas pessoas com sacolas na mão, a sirene dos bombeiros sempre vivas. Eu estou me sentindo um pouco assim, cinza, como se algo ou alguém tivesse sugando minha energia. Minha mãe já disse que vai ascender uma vela de 7 dias, uma não, 3. << No Mundo da Luna: No Flagra >> Esse final de semana não coloquei o fuço fora de casa. Tempo feio, frio e ventania, fora a preguiça que era mais forte que todos. Sábado, Luna e Papai foram passear, comprar algumas coisas pra casa, enquanto eu dormia. Precisava dessa descansada, o ritmo está punk, e ainda não achei alguém pra me ajudar nos serviços domésticos. Ainda assim, tive coragem pra fazer um almoço no sábado. Fiz a comida da semana pra Luna, congelei e preparei um delicioso purê de batata doce, uma carne cozida com pirão e arroz. Fazia tempo que eu não cozinhava pra dizer"ai que delicia". Todas as receitas vieram da internet, estou pensando seriamente em abrir outro blog de receitas, colocando todas que eu for fazendo. Tudo bem que terei que fabricar mais horas no dia, mas um CTRL C+CTRL V nao deverá tomar muito tempo. Normalmente não gravo essas frases, mas algumas, parecem que chegam na hora certa. "Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores do que o teu silêncio, e lembre-se que alto deve ser o valor de suas idéias, não o volume de sua voz. Falar sem pensar é disparar sem apontar." Achei dez a iniciativa desse blog que relata as atitudes das babás por pessoas anônimas na cidade. "Eu vi a sua babá" é uma cumplicidade entre mães que não se conhecem, mas tem algo em comum, filhos que ficam sob os cuidados de outras pessoas. Em casa é fácil colocar câmera, mas e fora? Os olhos do povo, acaba sendo a câmera que faltava para saber realmente se sua babá gosta do que faz, ou apenas quer o dinheiro, e pouca encheção de saco. Já presenciei uma vez uma babá que nem ligava pro menininho no carrinho perguntando de que lado vinha o trem. Ele perguntava, perguntava e ainda dizia, poxa me responde! E ela nem aí, eu poderia dizer que é surda, mas nenhuma mãe contrataria alguem assim pra cuidar de uma criança. Fiquei revoltada, mas infelizmente ainda não conhecia esse site. Nele, mais descasos como esse são relatados, e tomara que seja bem divulgado para que as mães tenham conhecimento. Eu quando esperava a Luna sempre tive em mente que queria uma babá, não tinha dúvidas quanto a isso. Conversando com a Lu, ela me disse que confiava muitomais num daycare do que babá. Mas eu não conseguia imaginar a Luna não tendo a atenção só pra ela, de uma pessoa dedicada somente a ela, se preocupando se ela não comeu, insistindo na comida, vendo todos os detalhes como eu via. Fui praticamente obrigada a optar pelo daycare, pois a babá que eu queria não deu certo de vir, e eu não tinha mais ninguem de confiança. Hoje digo que foi a melhor coisa que fiz. A Luna no daycare não tem manha, a atenção não é só dela, portanto ela não fica cheia de frescura, tem que dividir os brinquedos, interage o dia inteiro com outras crianças, e o mais importante, ela faz atividades! Eu não imagino uma babá durante o dia em casa, estimulando a criatividade dela, com colagens, desenhos, historias. São poucas as que fazem isso e muitas as que ficam na frente da televisão, a criança fazendo o que quer, ou apenas brincando com seus brinquedos. Não me arrependo em momento ALGUM, e estou completamente satisfeita. Apesar de não ter o mesmo cuidado intensivo se fosse sozinha com alguém, sei que lá ninguem irá trata-la com pouco caso, agredir ou coisa parecida, pois sempre tem várias professoras junto, teriam que ser cumplices, o que eu duvido.
Soho reúne muitas agências de modelos, e tem um dos mais belos cenários para foto. Gosto do mercado da arte de NY, dá dinheiro de verdade, as pessoas valorizam. Mercado da moda, as modelos, mercado super forte. As tops tops estão aqui, já cruzei com todas as brasileiras (Isabeli Fontana, Adriana Lima, Alessandra Ambrósio, Ana Beatriz Barros, Caroline Ribeiro), menos Gisele. Ontem registrei um ensaio fotográfico que acontecia na janela em frente a nossa. Foi no Used Book Café, Crosby Street. Arrumam, arrumam e arrumam o cabelo rebelde da menina, fotografam a mesma posição umas 1200 vezes. Fotografam de lá e eu de cá!
Me desculpem os religiosos, mas é por essas coisas que eu não acredito em nada, não vou a igreja, e não dou valor pra religião. Se eu não sou casada na igreja (seja por qual motivo for eles não querem saber) a Luna não tem o direito de ser batizada. Ou seja, ela não tem direito a seguir a religião que a minha família segue somente porque os pais não casaram na igreja. Oras, eu quero ser apenas justa com ela. Não é porque eu não acredito que ela tem que pensar como eu. Tem as avós e tias que vivem falando de papai do céu pra ela, não acho certo eu fazer essa escolha agora, de que ela nao seja batizada, não seja católica. Farei como minha mãe, sigo a tradição familiar, e depois quando ela crescer, que vai saber se acredita ou não. E somos mesmo todos filhos de Deus?
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